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Falta um mês para o evento máximo da suinocultura gaúcha
A 47ª edição do Dia Estadual do Porco acontece em 11 de agosto, na cidade de Tupandi (RS). Expectativa da organização é reunir cerca de mil pessoas, entre suinocultores, líderes políticos, órgãos oficiais, profissionais técnicos e empresas ligadas ao agronegócio.

A contagem regressiva para as programações do 47º Dia Estadual do Porco já iniciaram. A partir desta terça-feira (11) falta um mês para a realização das programações do evento máximo da suinocultura gaúcha, que ocorrerá no dia 11 de agosto em Tupandi.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin e o Eduardo de Mércio Figueira Condorelli, Superintendente do Senar/RS, são palestrantes confirmados para o evento. Os profissionais trarão para debate o cenário e as perspectivas do mercado e a importância da gestão no processo sucessório de negócios rurais.
O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio do Sul (ACSURS), Valdecir Luis Folador, ressalta que as expectativas para o evento, são as melhores. “Temos certeza de que repetiremos o sucesso das 46 edições anteriores do evento, pois cada detalhe está sendo preparado com muita responsabilidade e parceria da nossa entidade com a prefeitura do município anfitrião”, justifica.
A expectativa da organização é reunir cerca de mil pessoas, entre suinocultores, líderes políticos, órgãos oficiais, profissionais técnicos e empresas ligadas ao agronegócio.
Programação
7h30 – Recepção com café da manhã e confraternização entre os profissionais da suinocultura;
9h – Solenidade de abertura: Valdecir Luis Folador, presidente da ACSURS.
10h30 – Palestra com Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Tema: Cenários e perspectivas no mercado de suínos.
11h15 – Palestra com Eduardo de Mércio Figueira Condorelli, Superintendente do Senar/RS.
Tema: A importância da gestão no processo sucessório de negócios rurais.
12h15 – Almoço à base de carne suína.
Saiba mais clicando no site.
Informações importantes
Local do evento: Tupandi/RS | Ginásio PoliesportivoJúlio Redecker – Rua Carlos Francisco Mombach, nº 121- Centro.
Local do almoço: Sociedade São Luiz – Rua Carlos Weber, nº 371 – Centro
Os cartões, que custarão R$ 45,00, podem ser adquiridos antecipadamente através do WhatsApp (51) 51 3635-8317 com Fabiane.

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Cooperfarms inaugura nova sede e amplia protagonismo do Oeste da Bahia no agro
Com 14 pavimentos, edifício em Luís Eduardo Magalhães concentra a gestão da cooperativa e marca lançamento de projeto de suinocultura com potencial de 17 mil empregos no estado.

O Oeste da Bahia reforça sua posição como uma das principais fronteiras do agronegócio brasileiro com a inauguração, nesta sexta-feira (27), da nova sede da Cooperfarms, em Luís Eduardo Magalhães, a 953 quilômetros de Salvador.
A cooperativa reúne 201 produtores rurais e responde por cerca de um terço da comercialização de milho e sorgo no estado. A solenidade de inauguração contará com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, além de autoridades locais, lideranças regionais, cooperados e parceiros institucionais.
Segundo o secretário, o novo empreendimento representa um avanço estrutural para o setor. “Com uma sede moderna e estruturada, a cooperativa entra em um novo estágio de organização e competitividade, além de reafirmar o Oeste da Bahia como referência agrícola nacional”, afirmou.
Batizado de Edifício Agribusiness, o prédio tem 14 pavimentos e passa a concentrar a gestão da cooperativa. A estrutura também abrigará escritórios dos próprios cooperados, em um modelo considerado inovador, voltado à integração operacional e ao fortalecimento da governança.
Além do impacto institucional, a nova sede já movimenta cadeias ligadas a transporte, comércio e serviços, com reflexos diretos na economia regional, especialmente em municípios como Luís Eduardo Magalhãhães, Barreiras e cidades vizinhas.
Fundada em 2008, a Cooperfarms administra mais de 600 mil hectares produtivos, com foco nas culturas de soja, algodão e milho. A inauguração da sede marca ainda a apresentação de um projeto de cadeia integrada de suínos, com potencial estimado de geração de mais de 17 mil empregos diretos e indiretos na Bahia, ampliando a participação do Oeste no crescimento econômico estadual.
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Embrapa Soja realiza Dia de Campo de Verão com foco em cultivares e manejo para a safra 2025/2026
Evento em Londrina (PR) reúne em março estações técnicas sobre soja, feijão, plantas daninhas e controle biológico, com inscrições gratuitas.

A Embrapa Soja e a Fundação Meridional promovem no dia 06 de março, das 08 às 12 horas, o tradicional Dia de Campo de Verão, na Vitrine de Tecnologias da unidade, em Londrina. O evento é voltado a produtores, técnicos, consultores e demais profissionais da cadeia produtiva, com inscrições gratuitas realizadas de forma online.
A programação será dividida em estações técnicas que abordarão temas estratégicos para a próxima safra. Entre os destaques estão as apresentações de cultivares de soja e feijão, além de debates sobre sustentabilidade e manejo fitossanitário.

Na estação “Soja Baixo Carbono”, os pesquisadores vão discutir a importância da diversidade de plantas nos sistemas produtivos, com ênfase na redução de emissões e na construção de sistemas mais resilientes.
O controle de percevejos por meio de parasitoides de ovos também integra a agenda, reforçando o avanço do manejo biológico nas lavouras. Outra estação técnica tratará do cenário de plantas daninhas para a safra 2025/2026, com análise dos principais aprendizados e desafios observados no ciclo anterior.
O Dia de Campo será realizado na sede da Embrapa Soja, na rodovia Carlos João Strass, s/n, em Londrina. A expectativa é reunir profissionais interessados em atualização técnica e troca de experiências sobre os principais pontos de atenção para a próxima temporada agrícola.
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Rebrote de plantas daninhas reduz produtividade das pastagens e exige manejo mais preciso
Uso correto de herbicidas e adjuvantes amplia a eficiência do controle, reduz custos e preserva a produtividade das áreas.

As pastagens são a base da produção pecuária brasileira, mas o rebrote de plantas daninhas segue como um dos principais desafios no campo. Mesmo após intervenções químicas ou mecânicas, muitas invasoras apresentam alta capacidade de regeneração, voltando a competir com as forrageiras por luz, água e nutrientes. O resultado é a redução da oferta de matéria seca, queda na qualidade do pasto e impacto direto no desempenho do rebanho.
De acordo com o técnico em Agricultura, Robson Luiz Slivinski Dantas, um dos erros mais comuns é apostar apenas no controle mecânico. “A roçadora elimina a parte aérea, mas não atinge o sistema radicular. Isso estimula o rebrote e, muitas vezes, torna a planta ainda mais vigorosa. Além disso, muitas plantas daninhas têm alta tolerância a cortes, ao pisoteio e até mesmo a aplicações malconduzidas de herbicidas. Sem um manejo químico adequado, o problema tende a se repetir”, explica.

Foto: Marcos Tang
A presença contínua de invasoras reduz a capacidade de suporte da área e compromete o ganho médio diário (GMD) dos animais, já que muitas dessas plantas têm baixa palatabilidade e valor nutritivo inferior às gramíneas forrageiras. Em alguns casos, espécies tóxicas como a erva-de-santiago e o cipó-preto podem afetar a saúde do rebanho, elevando ainda mais os prejuízos. No longo prazo, áreas invadidas se degradam mais rapidamente e demandam maiores investimentos em recuperação.
A escolha inadequada do herbicida também está entre os fatores que favorecem o rebrote. “Produtos com espectro de controle incompatível com as plantas presentes na área, doses incorretas ou aplicações realizadas em estágios avançados das invasoras reduzem a eficiência e exigem reaplicações. É fundamental selecionar o herbicida correto, respeitar a dose recomendada e aplicar no momento certo. Quando o produto não é sistêmico ou não tem ação adequada sobre a espécie alvo, o controle é parcial e o custo aumenta”, ressalta Dantas.
Os adjuvantes também desempenham papel estratégico para potencializar os resultados. Eles melhoram a aderência e a espalhabilidade das gotas, favorecem a penetração do produto na cutícula da folha e reduzem perdas por deriva. “O uso destes produtos é especialmente importante em condições climáticas adversas, como altas temperaturas, presença de vento ou orvalho intenso, e em casos de invasoras com folhas cerosas ou em rebrote avançado. Nessas condições, a formulação adequada pode ser determinante para evitar falhas e retrabalho”, afirma.
A tecnologia de aplicação também é importante para o sucesso do controle. Equipamentos bem calibrados, bicos adequados, volume de calda correto e respeito às condições climáticas são medidas que fazem diferença no resultado. “Aplicações com ventos acima de 10 km/h, temperaturas superiores a 30°C ou com previsão de chuva nas seis horas seguintes tendem a reduzir a eficácia do controle. Além disso, plantas jovens são mais suscetíveis aos herbicidas, tornando o monitoramento da área um fator-chave para o sucesso do manejo”, comenta.
Do ponto de vista econômico, o manejo correto reduz desperdícios, evita reaplicações e amplia a produtividade da pastagem. Com áreas mais limpas e forrageiras bem estabelecidas, o pecuarista consegue maior lotação, melhor desempenho animal e maior longevidade do pasto.
Para Dantas, o primeiro passo é o diagnóstico correto da área. “É fundamental identificar quais plantas estão presentes e em que estágio de desenvolvimento elas se encontram. A partir disso, o produtor deve escolher o herbicida adequado, utilizar adjuvantes de qualidade, calibrar corretamente os equipamentos e respeitar as condições climáticas. Com planejamento e tecnologia, é possível controlar o rebrote de forma eficiente e prolongar a vida útil da pastagem”, expõe.
Ele ressalta ainda que, após o controle, é indispensável avaliar a eficiência do manejo e realizar os ajustes necessários. Também é preciso atenção ao uso excessivo de roçadoras, que pode estimular o rebrote das invasoras. O ideal, segundo o especialista, é priorizar o controle das rebrotas com tecnologia química bem aplicada e práticas preventivas, garantindo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.



