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Falta de vacinas contra clostridioses alerta pecuária; Mapa explica crise e libera 14,6 milhões de doses
Descontinuação da produção no fim de 2025 reduziu a oferta. Setor projeta até 10 milhões de doses mensais e mais de 100 milhões até dezembro.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atribuiu a falta de vacinas contra clostridioses no país a decisões de fabricantes que interromperam a produção e a comercialização desses imunizantes entre o final de 2025 e janeiro de 2026. A redução da oferta ocorreu por fatores de mercado, segundo a pasta, e afetou o abastecimento no início deste ano.
Para conter os efeitos do desabastecimento, o Ministério passou a atuar junto à indústria de insumos veterinários com foco na ampliação da produção nacional e no estímulo às importações. As ações incluem também a aceleração de procedimentos de fiscalização e liberação de lotes, com o objetivo de reduzir o tempo de entrada das vacinas no mercado.
Como resultado dessas medidas, o Mapa informa ter liberado, entre março e abril de 2026, um total de 14.640.910 doses de vacinas contra clostridioses, considerando produtos de origem nacional e importada. O volume representa a primeira resposta operacional do governo para recompor a oferta no curto prazo.
Paralelamente, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) apresentou, na terça-feira (05), uma estimativa de
regularização gradual do fornecimento. A entidade projeta entregas entre 8 milhões e 10 milhões de doses por mês até dezembro, com possibilidade de aumento no segundo semestre. No acumulado do ano, a expectativa é de disponibilização superior a 100 milhões de doses.
O cenário ainda depende da retomada plena da produção pelas empresas e da capacidade logística de distribuição, fatores que devem definir o ritmo de normalização do abastecimento ao longo de 2026.

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Expoleite reúne cerca de 250 animais da raça Holandesa em julgamentos durante três dias de feira
Exposição também terá recorde de participantes no Clube de Bezerras e expectativa de receber 30 mil visitantes.

Entre os dias 02 e 04 de julho acontece em Arapoti (PR), durante a 52ª edição da Expoleite, uma das principais exposições de caráter competitivo de rebanhos da raça Holandesa no país. O Julgamento da Raça Holandesa apresentará neste ano cerca de 250 exemplares das variedades “preto & branco” (HPB) e “vermelho & branco” (HVB). Na pista, os animais são acompanhados pelos puxadores e desfilam para serem avaliados nos critérios determinados pelo júri especializado.

Foto: Giovanna Santolin
A Expoleite, promovida anualmente pela Capal Cooperativa Agroindustrial, é reconhecida como uma das mais importantes vitrines da robustez e evolução genética do país, evidenciando a excelência dos rebanhos criados na região dos Campos Gerais. Erik Bosch, presidente do Conselho de Administração da Capal, ressalta que além de expor a excelência genética, os julgamentos também têm um caráter social. “Os animais e o julgamento em pista chamam a atenção e aproximam o público da realidade do campo”, pontua.
Os animais participantes provêm de criadores das cidades paranaenses de Arapoti, Castro, Carambeí e Itapetininga. A competição é oficializada pela Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e faz parte do prestigiado Circuito Nacional da Raça Holandesa.
Juiz de pista
O jurado responsável pelas avaliações desta edição é o canadense Mike West, natural de Ontário. Com uma trajetória consolidada, West tem vasta experiência em avaliações de exposições regionais, estaduais e internacionais, tendo atuado em países como Japão, Austrália, Brasil, Rússia, México, Colômbia, Equador e Costa Rica.
Atualmente exerce o cargo de gerente de Desenvolvimento de Produto na Semex Alliance, onde é responsável pela prospecção e aquisição de touros, mantendo contato direto com criadores parceiros para o fornecimento de genética. Além disso, atua como analista de touros, oferece suporte à equipe de campo e colabora com o setor de marketing na coordenação de registros fotográficos dos reprodutores e de suas respectivas progênies.
Os julgamentos acontecem durante os três dias de feira. Na quinta-feira (02), às 14h, acontece o julgamento Gado VB e PB Jovem. Na sexta-feira (03), os visitantes poderão conferir, às 13h, o Clube de Bezerras e na sequência, às 15h, o julgamento Gado VB Adulto. No último dia da Expoleite (04), acontece às 9h a primeira etapa da Copa dos Apresentadores, tradicional competição de apresentação de gado jovem que integra o circuito das cooperativas do grupo Unium (Capal, Frísia e Castrolanda), e às 14h o julgamento Gado PB Adulto.
Clube de Bezerras
O Clube de Bezerras chega à 52ª Expoleite com recorde de participantes. Nesta edição, o projeto reúne 15 crianças e adolescentes, na faixa etária de 7 a 14 anos, divididos em duas categorias: a Júnior, com 10 integrantes de 7 a 10 anos, e a Sênior, com 5 integrantes de 11 a 14 anos.
As atividades realizadas início logo no começo do ano e englobam visitas mensais às propriedades e encontros técnicos com os jovens. Durante esse processo, os participantes recebem instruções detalhadas sobre saúde, manejo, nutrição, desenvolvimento e a preparação adequada dos animais para exposição.
A experiência pedagógica vai além da apresentação oficial na feira. O Clube funciona como uma porta de entrada para que as crianças acompanhem de perto o ciclo da leiteira pecuária, entendendo na prática a importância da sucessão e da continuidade no campo.
Segundo Letícia Ianke, técnica da equipe Capal responsável pelo acompanhamento do Clube de Bezerras, os resultados positivos do projeto são coletados no longo prazo. “A gente tem filhos de cooperados que fizeram o clube e hoje trabalham nas propriedades”, afirma. Em cada encontro, visita técnica e na apresentação na Expoleite, as crianças constroem uma relação mais próxima com os animais, com a propriedade e com a história da família na pecuária leiteira.
A 52ª Expoleite conta com cerca de 120 expositores e a expectativa é atrair um público de 30 mil pessoas.
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Rentabilidade desafia pecuária leiteira em cenário de custos elevados e clima instável
Com produção acima de 38 bilhões de litros e preços ainda pressionados, pecuária leiteira brasileira enfrenta desafio de transformar volume em margem, em cenário de custos elevados, clima instável e necessidade crescente de gestão produtiva.

A pecuária leiteira superou 38 bilhões de litros em 2025, posicionando o Brasil entre os maiores produtores mundiais, mas é cada vez mais desafiador transformar volume em rentabilidade. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o indicador de preço do leite cru pago ao produtor atingiu a média nacional de R$ 2,66 por litro em abril deste ano (último dado disponível).

Foto: Shutterstock
Embora o resultado represente melhora em relação aos meses anteriores, o valor ainda está abaixo dos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde histórico de R$ 3,57 por litro alcançado em julho de 2022, o maior patamar da série iniciada em 2004 e divulgada pelo órgão. Apesar da recuperação observada desde dezembro passado, as margens continuam pressionadas por custos operacionais elevados, desafios climáticos e necessidade constante de ganhos de eficiência dentro da porteira.
Isso significa que o desafio do produtor não é apenas produzir mais. Ele tem de produzir de forma (ainda) mais eficiente. Mesmo com o alívio recente nos custos de alguns insumos, como milho e soja, despesas com energia elétrica, mão de obra e suplementação alimentar continuam impactando as despesas e limitando a rentabilidade da atividade. Da mesma forma, as condições climáticas exigem atenção: a formação do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento acima da média da superfície do mar por um longo período, pode aumentar a temperatura e a irregularidade das chuvas em algumas regiões do Brasil, afetando a formação das pastagens e elevando os custos com alimentação do rebanho.
Com a baixa disponibilidade e a menor qualidade das citadas pastagens, principal fonte de alimentação em muitos sistemas leiteiros, as vacas tendem a reduzir o consumo de nutrientes,

Foto: Carolina Jardine
impactando a produção de leite. Além disso, a escassez de alimentos e água pode elevar os níveis de estresse, comprometendo o bem-estar e, por consequência, a saúde geral dos animais.
Como a rentabilidade da atividade leiteira depende cada vez mais da eficiência produtiva, o planejamento da propriedade e o uso eficiente dos recursos disponíveis se tornam cada vez mais importantes. Nesse sentido, o primeiro passo é investir no planejamento. Isso inclui elaborar estratégias para períodos de seca, garantir reservas alimentares, monitorar indicadores produtivos e econômicos e buscar maior eficiência no uso da terra, por meio do manejo adequado das pastagens, adoção do pastejo rotacionado, produção de forragem, controle rigoroso das despesas e foco em infraestrutura que aumente a produtividade por área.
Tecnologias voltadas para a gestão das pastagens e do rebanho podem gerar ganhos expressivos de produtividade e competitividade. O investimento em infraestrutura durável e de qualidade, como um cercamento estratégico, permite ampliar a eficiência do uso das pastagens e otimizar o manejo dos animais. Essa estrutura possibilita a divisão das áreas em piquetes, o que favorece o controle do tempo de ocupação e descanso do pasto, contribui para a recuperação das forrageiras, amplia a capacidade de suporte da propriedade e reduz a dependência de suplementação alimentar externa, um dos principais custos da atividade. Com isso, a propriedade ganha maior estabilidade econômica, mesmo em cenários de preços desfavoráveis.

Foto: Fredox Carvalho
Com as cercas bem posicionadas, os resultados podem ser observados em diversos indicadores, como aumento da produção de leite por hectare, redução dos custos com alimentação suplementar, melhoria da eficiência de utilização das pastagens e aumento da produtividade por animal. Em muitos casos, também há redução de gastos com manutenção de cercas e manejo, bem como melhor retorno sobre os investimentos realizados na propriedade. Essa exigência contribuiu para o desenvolvimento de soluções específicas para a pecuária leiteira moderna, como os arames Belgo Eletrix e Belgo Eletrix Light. Desenvolvidos para cercas elétricas e com alta resistência, eles viabilizam a implantação de piquetes e o manejo racional de forma eficiente, durável e econômica, além de exigirem menos manutenção.
Em um mercado que exige cada vez mais eficiência, o cercamento da propriedade rural deve ser visto não apenas como uma estrutura física, mas como uma ferramenta de gestão que gera ganhos produtivos, econômicos e de bem-estar animal. Investimentos em infraestrutura de qualidade ajudam a construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e preparados para os desafios do futuro.
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Rebanho bovino fica ilhado em meio à inundação após chuvas em Pernambuco; veja vídeo
Animais seguem isolados em área cercada pelas águas do Rio Goiana. Município de Goiana recebeu mais de 110 milímetros de chuva em 24 horas e mantém estado de emergência.

Um rebanho de bovinos permanece ilhado nesta segunda-feira (29) após a cheia do Rio Goiana, provocada pelas fortes chuvas que atingiram o município de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, durante o último fim de semana de junho.
Imagens gravadas no local mostram os animais agrupados em uma pequena faixa de terra que permaneceu acima do nível da água, completamente cercada pela inundação. Até o início da manhã desta segunda-feira, o rebanho ainda não havia sido retirado.
Em nota, a Secretaria de Agricultura e Proteção Animal de Goiana informou que mantém contato com os proprietários dos animais e acompanha a situação. Segundo a avaliação dos criadores, a retirada poderá ocorrer de forma natural até esta terça-feira (30), à medida que o nível do rio continuar baixando.
As chuvas provocaram uma rápida elevação do Rio Goiana e agravaram a situação em diversos bairros do município. De acordo com a prefeitura, foram registrados mais de 110 milímetros de chuva em apenas 24 horas. A inundação deixou ruas completamente alagadas e, em alguns pontos da cidade, apenas os telhados das residências permaneceram visíveis.
Moradores retirados das áreas de risco foram encaminhados para cinco escolas municipais adaptadas como abrigos temporários. Diante da continuidade dos impactos, a prefeitura prorrogou por mais 30 dias o decreto de situação de emergência, inicialmente publicado em maio, quando outro temporal também atingiu o município.
O Governo de Pernambuco incluiu Goiana entre as cidades que receberam ajuda humanitária após as chuvas. Nesta segunda-feira, foram enviados 400 kits de higiene, 400 kits de limpeza, 700 colchões e 1.400 lençóis para atendimento às famílias afetadas. O município de Timbaúba, também atingido pelas enchentes, recebeu colchões, cestas básicas, água mineral, kits de limpeza e de higiene.



