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Falhas no controle sanitário abrem brechas para surtos de tifo aviário

Doença provocada pela Salmonella Gallinarum afeta exclusivamente as aves e pode resultar em altas taxas de mortalidade e redução na produção de ovos.

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Foto: Shutterstock

O tifo aviário continua sendo uma grande preocupação para a avicultura comercial. A doença, provocada pela Salmonella Gallinarum afeta exclusivamente as aves e pode resultar em altas taxas de mortalidade e redução na produção de ovos. O professor doutor Oliveiro Caetano de Freitas Neto, especialista em Medicina Veterinária com ênfase em Patologia Animal e responsável pelo setor de Sanidade de Aves da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ministrou uma palestra durante o 22º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, realizado em meados de março em Ribeirão Preto (SP).

Professor doutor em Medicina Veterinária Oliveiro Caetano de Freitas Neto: “Os prejuízos gerados por essa enfermidade podem ser muito elevados para a avicultura comercial” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Segundo o especialista, “os prejuízos gerados por essa enfermidade podem ser muito elevados para a avicultura comercial”, alerta Freitas Neto. De acordo com ele, a doença afeta aves de qualquer idade, sendo as semipesadas (produtoras de ovos com casca marrom) e pesadas (frangos de corte e suas reprodutoras) as mais suscetíveis à manifestação clínica. “Os sintomas incluem sonolência, perda de apetite, interrupção da postura, penas arrepiadas e diarreia com fezes esverdeadas, podendo levar à morte poucos dias após o início dos sinais”, pontuou.

Fatores de risco

A transmissão ocorre principalmente de forma horizontal. “A Salmonella Gallinarum se espalha rapidamente pelo corpo da ave. Assim, o contato entre ave doente e ave sadia, canibalismo e a presença de aves mortas na granja são fatores preponderantes na disseminação da doença”, explica o professor.

A disseminação também pode ocorrer pelo ambiente contaminado, incluindo moscas, ácaros hematófagos, pássaros, urubus e roedores. “Além disso, o transporte de aves, esterco e ovos em veículos sem adequada limpeza e desinfecção contribui para a propagação da doença entre diferentes granjas”, reforça Freitas Neto.

Controle e prevenção

 

Para mitigar os riscos, a adoção rigorosa de medidas de biosseguridade é fundamental. O especialista reforça que o melhor programa de prevenção se baseia no controle de vetores e no manejo rápido das aves mortas, seguida da limpeza e desinfecção do local onde foram encontradas. “Além disso, as carcaças devem ser destinadas a composteiras ou incineradores. Veículos que transportam aves, esterco e ovos devem ser submetidos a procedimentos frequentes de limpeza e desinfecção”, menciona.

Ele também reforça que é fundamental evitar a presença de pássaros, roedores, insetos e outras aves na granja. “É preciso reforçar a fiscalização e a implementação de práticas sanitárias”, frisou.

Além das medidas gerais de biosseguridade, o controle do tifo aviário pode incluir a vacinação. Freitas Neto disse que estão disponíveis vacinas vivas e inativadas. “O programa de vacinação não substitui as demais medidas de prevenção e controle da doença”, salientou.

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Recorde histórico

Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre

Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.

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Foto: Shutterstock

Mesmo diante de um cenário geopolítico considerado desafiador, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram volume recorde no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o país embarcou 1,45 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Foto: Shutterstock

O resultado supera em 0,7% o recorde anterior para o período, registrado em 2025, quando foram exportadas 1,44 milhão de toneladas, considerando a série histórica iniciada em 1997. O desempenho chama atenção do mercado, já que o primeiro trimestre costuma registrar menor intensidade de compras externas, com maior concentração das exportações no segundo semestre.

Pesquisadores do Cepea destacam que o volume surpreendeu inclusive agentes do setor, especialmente em um período marcado por preocupações com o cenário internacional, incluindo possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o comércio global de proteínas.

Apesar do desempenho recorde no mercado externo, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços internos da carne de frango ao longo de março, quando foram registradas quedas nas cotações.

Em abril, no entanto, o comportamento do mercado doméstico indica reação. Segundo o Cepea, os preços vêm registrando alta, influenciados pelo reajuste dos fretes, pressionados pela elevação dos combustíveis, e pelo tradicional aumento da demanda no início do mês. Os valores atuais se aproximam dos patamares observados em fevereiro, sinalizando recuperação parcial das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março

Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos

Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.

Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.

Fonte: O Presente Rural
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