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Bovinos / Grãos / Máquinas

Faesc quer integração lavoura-pecuária-floresta em SC

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A proposta de criação da Política
Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), aprovada na última
semana pela Câmara dos Deputados, será um importante estímulo para o
desenvolvimento sustentável do campo na avaliação do presidente da Federação da
Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino
Pedrozo.

A normatização tem por objetivo
estimular a adoção de práticas ambientalmente sustentáveis nas propriedades
rurais para ampliar a produtividade agropecuária sem comprometer a qualidade do
solo, da água e da biodiversidade. A nova legislação definirá as diretrizes
para a implementação de técnicas de produção que contribuam para a redução de
Gases de Efeito Estufa (GEE) e do desmatamento, trazendo os princípios e os
objetivos que irão reger as normas para a ILPF. A matéria será sancionada nos
próximos dias pela presidente da República, Dilma Rousseff, e entrará em vigor
180 dias após sua publicação no Diário Oficial da União.

Pedrozo lembra que a Faesc e o Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) desenvolveram seminários e
treinamentos de produtores e empresários rurais na busca da integração
lavoura-pecuária com o intuito de ampliar a produção de carne bovina. Santa
Catarina importa, a cada ano, cerca de 70.000 toneladas de carne bovina para
atender o consumo da sua população. A baixa produção de carne bovina deve-se à
topografia acidentada do Estado, formado por milhares de pequenas propriedades,
que precisam explorar produtos de maior densidade econômica, como a
suinocultura e a avicultura industrial, porque dispõem de áreas reduzidas de
pastagens naturais. O quadro atual: Santa Catarina produz 125.000 toneladas de
carne bovina ao ano e consome mais de 190.000 toneladas.

O presidente da Faesc explica que o
programa de capacitação de produtores rurais na pecuária de corte tem o
propósito de reduzir a dependência externa e buscar a autossuficiência. O
objetivo é promover a ampliação da oferta de carne bovina, oriunda do rebanho
catarinense, através da capacitação dos produtores rurais no uso de práticas
que possibilitem o aumento da produção das áreas ocupadas pela pecuária e da
melhoria dos animais ofertados para o abate.

 NOVA LEI

Na prática, a integração
lavoura-pecuária-floresta será feita a partir da criação de Zoneamentos
Ecológicos Econômicos (ZEEs) e será dividida em quatro modalidades: integração
lavoura-pecuária ou agropastoril; integração lavoura-pecuária-floresta ou
agrossilvopastoril; integração pecuária-floresta ou silvopastoril; e integração
lavoura-floresta ou silvoagrícola.

Pedrozo acredita que, com esses
sistemas, o produtor rural poderá aliar, simultaneamente, o plantio de árvores
às lavouras e à criação de animais, podendo obter fontes adicionais de renda em
sua propriedade.

A proposta visa, também, estimular o
desenvolvimento e a expansão de métodos de pesquisa e inovação tecnológica
dentro do processo de mitigação dos efeitos climáticos na atividade
agropecuária. Incentiva, ainda, a implementação de outras técnicas de produção
sustentável, entre elas o plantio direto e a recuperação de áreas degradadas
com o objetivo de assegurar uma produção cada vez mais sustentável nas
propriedades rurais, diversificando as fontes de renda e preservando o meio
ambiente.

Além das condições para a adoção dos sistemas
integrados de produção, o texto aprovado estimula a adoção de rastreabilidade e
a certificação dos alimentos produzidos a partir destes métodos sustentáveis,
além da capacitação de agentes de extensão rural para auxiliar produtores
rurais no processo de implementação da ILPF. Prevê, ainda, a criação de linhas
de crédito, a transferência de tecnologia e o estímulo ao associativismo e
cooperativismo, entre outros pontos. O projeto manteve, também, alguns pontos
previstos na Lei de Política Agrícola (8.171/91), como a prioridade na obtenção
de financiamentos junto aos bancos oficiais.


Fonte: MB Comunicação Empresarial

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Primeiro trimestre de 2024 se encerra com estabilidade nos custos

Apesar da leve recuperação nas cotações de grãos no período, os preços de insumos destinados à dieta animal continuaram recuando.

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O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira se manteve estável de fevereiro para março, considerando-se a “média Brasil” (bacias leiteiras de Bahia, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul). Com isso, o primeiro trimestre de 2024 se encerrou com uma leve retração no custo, de 0,3%. Apesar da leve recuperação nas cotações de grãos no período, os preços de insumos destinados à dieta animal continuaram recuando.

Dessa forma, os custos com o arraçoamento do rebanho acumulam queda de 1,8%. Sendo este o principal componente dos custos de produção da pecuária leiteira, reforça-se que a compra estratégica dos mesmos pode favorecer o produtor em períodos adversos.

No mercado de medicamentos, o grupo dos antimastíticos foi o que apresentou maiores elevações em seus preços, sobretudo em MG (1,2%) – este movimento pode ter sido impulsionado por chuvas intensas em algumas regiões do estado ao longo do mês.

Por outro lado, produtos para controle parasitário registraram leves recuos, enquanto vacinas e antibióticos ficaram praticamente estáveis. Tendo em vista o preparo para o plantio das culturas de inverno nesta época do ano, foi possível observar valorização de 7,4% das sementes forrageiras na “média Brasil”, com os avanços chegando a ficar acima de 10% no Sul do País.

Tal atividade também impacta diretamente o mercado de fertilizantes, que registou recuperação de 0,3% na “média Brasil”. Por outro lado, o mercado de defensivos agrícolas apresentou queda de 0,4%, a qual foi associada ao prolongamento das chuvas em algumas regiões, o que reduz, por sua vez, a demanda por tais insumos.

De maneira geral, a estabilidade nos preços dos principais insumos utilizados e a elevação do preço do leite pago ao produtor contribuíram para a diluição dos custos da atividade leiteira no período, favorecendo a margem do produtor.

Cálculos do Cepea em parceria com a CNA, tomando-se como base propriedades típicas amostradas no projeto Campo Futuro, apontam elevações de 4% na receita total e de 30% na margem bruta (o equivalente a 9 centavos por litro de leite), considerando-se a “média Brasil”.

Relação de troca

Em fevereiro, a combinação entre valorização do leite e a queda no preço do milho seguiu favorecendo o poder de compra do pecuarista leiteiro. Assim, o produtor precisou de 28 litros de leite para adquirir uma saca de 60 kg do grão – o resultado vem se aproximando da média dos últimos 12 meses, de 27 litros/saca.

Fonte: Por Victoria Paschoal e Sérgio Lima, do Cepea
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Menor oferta de matéria-prima mantém preços dos derivados em alta

Cotações médias do leite UHT e da muçarela foram de R$ 4,13/litro e R$ 28,66/kg em março, respectivas altas de 3,9% e 0,25%, em termos reais, quando comparadas às de fevereiro.

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Foto: Rubens Neiva

Impulsionados pela menor oferta no campo, os preços do negociados no atacado de São Paulo subiram pelo terceiro mês consecutivo. De acordo com pesquisas diárias do Cepea, realizadas em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB ), as cotações médias do leite UHT e da muçarela foram de R$ 4,13/litro e R$ 28,66/kg em março, respectivas altas de 3,9% e 0,25%, em termos reais, quando comparadas às de fevereiro.

Já em relação ao mesmo período do ano passado, verificam-se desvalorizações reais de 9,37% para o UHT e de 8,53% para a muçarela (valores deflacionados pelo IPCA de março).

O leite em pó fracionado (400g), também negociado no atacado de São Paulo, teve média de R$ 28,49/kg em março, aumento de 0,99% no comparativo mensal e de 9,6% no anual, em termos reais.

A capacidade do consumidor em absorver altas ainda está fragilizada, e o momento é delicado para a indústria, que tem dificuldades em repassar a valorização da matéria-prima à ponta final.

Agentes de mercado consultados pelo Cepea relatam que as vendas nas gôndolas estão desaquecidas e que, por conta da baixa demanda, pode haver estabilidade de preços no próximo mês.

Abril

As cotações dos derivados lácteos seguiram em alta na primeira quinzena de abril no atacado paulista.

O valor médio do UHT foi de R$ 4,21/litro, aumento de 1,99% frente ao de março, e o da muçarela subiu 0,72%, passando para R$ 28,87/kg.

O leite em pó, por outro lado, registrou queda de 2,04%, fechando a quinzena à média de R$ 27,91/

Colaboradores do Cepea afirmaram que os estoques estão estáveis, sem maiores produções devido às dificuldades de escoamento dos produtos

Fonte: Por Ana Paula Negri e Marina Donatti, do Cepea.
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Preço ao produtor avança, mas dificuldade em repassar altas ao consumidor preocupa

Movimento altista no preço do leite continua sendo justificado pela redução da oferta no campo.

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Foto: JM Alvarenga

O preço do leite captado em fevereiro registrou a quarta alta mensal consecutiva e chegou a R$ 2,2347/litro na “Média Brasil” do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Em termos reais, houve alta de 3,8% frente a janeiro, mas queda de 21,6% em relação a fevereiro de 2023 (os valores foram deflacionados pelo IPCA). Pesquisas em andamento do Cepea apontam que o leite cru captado em março deve seguir valorizado, com a Média Brasil podendo registrar avanço em torno de 4%.

Fonte: Cepea/Esalq/USP

O movimento altista no preço do leite continua sendo justificado pela redução da oferta no campo. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea caiu 3,35% de janeiro para fevereiro, acumulando baixa de 5,2% no primeiro bimestre deste ano. Nesse contexto, laticínios e cooperativas ainda disputam fornecedores para garantir o abastecimento de matéria-prima.

A limitação da produção se explica pela combinação do clima (seca e calor) com a retração das margens dos pecuaristas no último trimestre do ano passado, que reduziram os investimentos dentro da porteira. Porém, a elevação da receita e a estabilidade dos custos neste primeiro trimestre têm contribuído para melhorar o poder de compra do pecuarista frente aos insumos mais importantes da atividade.

A pesquisa do Cepea, em parceria com a CNA, estima que a margem bruta se elevou em 30% na “média Brasil” nesse primeiro trimestre. Apesar da expectativa de alta para o preço do leite captado em março, agentes consultados pelo Cepea relatam preocupações em relação ao mercado, à medida que encontram dificuldades em realizar o repasse da valorização no campo para a venda dos lácteos.

Com a matéria-prima mais cara, os preços dos lácteos no atacado paulista seguiram avançando em março. Porém, as variações observadas na negociação das indústrias com os canais de distribuição são menores do que as registradas no campo.

Ao mesmo tempo, as importações continuam sendo pauta importante para os agentes do mercado. Os dados da Secex mostram que as compras externas de lácteos em março caíram 3,3% em relação a fevereiro – porém, esse volume ainda é 14,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: Por Natália Grigol, do Cepea.
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