Conectado com

Notícias

FAESC e CNA discutem em Florianópolis propostas para o próximo Plano Agrícola

Os dirigentes e produtores discutiram para qual finalidade deve ser priorizado o crédito na safra 2018/2019, indicando custeio, investimento, comercialização e industrialização

Publicado em

em

Discutir e elaborar propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 é o objetivo da reunião que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) promoveu, em Florianópolis, nesta sexta-feira em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Diretores da Faesc, técnicos e dirigentes de entidades do agronegócio participaram da reunião coordenada pelo presidente José Zeferino Pedrozo com a participação do superintendente técnico da CNA Bruno Lucchi, assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA Fernanda Schwantes e diretor de crédito do Ministério da Agricultura Wilson Vaz de Araújo.

Os dirigentes e produtores discutiram para qual finalidade deve ser priorizado o crédito na safra 2018/2019, indicando custeio, investimento, comercialização e industrialização. Entre as prioridades estão o volume de recursos, a redução da taxa de juros, o aumento dos prazos para reembolso e do limite individual de crédito.

Também foram debatidas as linhas de investimentos e os instrumentos de mitigação de riscos que devem ser priorizados: seguro para riscos climáticos, seguro de faturamento esperado, Proagro, preço mínimo e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Esse é um instrumento técnico científico de política agrícola e de gestão de riscos na agricultura. Indica épocas de plantio das culturas nos diferentes tipos de solo e ciclos dos cultivares, para cada município zoneado, de forma a minimizar os riscos de perdas causadas por eventos climáticos. 

O superintendente Bruno Lucchi assinalou que a CNA preocupa-se em identificar se há necessidade de inclusão de algum item financiável nas linhas de investimento, alteração dos prazos para reembolso dos financiamentos e quais linhas de investimento devem ser priorizadas na região. Também pesquisa a visão dos produtores sobre seguro rural e Proagro, se há alterações nesses programas que a CNA pode trabalhar, se é preciso ajustar o calendário do Zoneamento Agrícola de Risco Climático para alguma cultura. Outro foco é como boas práticas na agropecuária podem ser incentivadas nas políticas públicas (área de refúgio, planejamento da ocupação do solo etc.) e como os produtores avaliam a criação de uma Declaração de Aptidão ao Pronamp, semelhante à DAP.

O presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo observou que o crédito rural tem sido objeto de grande preocupação para o agronegócio brasileiro. “A crise econômica impactou fortemente na disponibilidade de recursos. De um lado, houve redução de disponibilidade de recursos pelas instituições financeiras, em razão da queda da poupança e dos depósitos à vista que, somado à elevação dos juros (necessário para melhor equação dos gastos públicos com os subsídios), encareceu o financiamento da produção.”

Lembra que o agronegócio é responsável pelas principais respostas positivas da economia. Entretanto, lamenta, a área econômica do Governo sinaliza discretamente que pretende migrar do atual sistema de crédito com subsídio do Tesouro Nacional e cujos recursos derivam dos depósitos à vista para um novo modelo, baseado  em emissão de títulos (CRAS, LCA, CDCA, CDA, etc.). “Essa proposta não pode prosperar, pois não é adequada aos produtores catarinenses, predominantemente micro, mini e pequenos, responsáveis por um modelo altamente eficiente e de produção intensiva, em pequenas áreas fundiárias.”

O dirigente enfatizou que o atual modelo do crédito rural incentiva a produção na pequena propriedade, proporciona renda às famílias e bem-estar no campo. “Por isso é relevante e deve ser preservado.”

Depois de formatada, a proposta do setor produtivo será entregue pela CNA ao Ministro da Agricultura, Secretária do Tesouro Nacional, Secretário de Política Econômica, BNDES, instituições financeiras, seguradoras, comissões de agricultura da Câmara e do Senado e à Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 + 2 =

Notícias Pecuária

Preços médios de toda a cadeia renovam máximas reais em setembro

Demanda aquecida e baixa oferta de animais para abate seguem sustentando elevados patamares de toda cadeia pecuária

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Os valores médios de setembro do bezerro, do boi magro, do boi gordo e da carne renovaram os recordes reais das respectivas séries do Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda aquecida, especialmente por parte do mercado externo, e a baixa oferta de animais para abate seguem sustentando os elevados patamares de toda a cadeia pecuária.

No geral, apesar de o preço médio do boi para abate ser recorde, o contexto atual não favorece quem faz a reposição, tendo em vista que o bezerro e o boi magro seguem igualmente negociados nos maiores patamares reais. No caso do pecuarista criador, a situação é semelhante, já que, mesmo com o animal desmamado em valor recorde, estes produtores estão tendo elevados desembolsos com a compra de insumos.

Além dos produtos importados encarecidos pelo dólar alto, os insumos de alimentação – como milho e farelo de soja – estão operando em preços patamares recordes nominais. Ressalta-se, neste caso, que o clima seco reforça a necessidade do uso de complementação, devido à piora nas condições das pastagens. Quanto à carne, o preço recorde da carcaça casada bovina alivia um pouco frigoríficos que trabalham apenas com o mercado interno.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Mercado

Em setembro, preços do suíno vivo e da carne atingem recordes reais

Movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Os preços do suíno vivo, da carcaça e dos cortes seguiram em alta no mercado brasileiro ao longo de setembro e, com isso, as médias mensais, em algumas regiões levantadas pelo Cepea, atingiram recordes reais.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que o movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate e ao bom desempenho das exportações brasileiras da carne.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Segundo USDA

Estoques de soja e milho dos EUA caem enquanto exportações aumentam

Esta é a segunda maior queda da história para ambas as commodities durante o período do verão norte-americano

Publicado em

em

Divulgação/AENPr

Os estoques de soja e milho dos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado em momento em que a China aumenta suas compras de produtos agrícolas junto ao país, indicou o governo norte-americano na quarta-feira (30). No trimestre encerrado em 1º de setembro, as ofertas de milho dos EUA recuaram em 3,024 bilhões de bushels e as de soja em 858 milhões de bushels, representando a segunda maior queda da história para ambas as commodities durante o período do verão norte-americano, segundo relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA, na sigla em inglês).

O relatório de estoques de setembro é frequentemente questionado, com operadores aguardando por detalhes do relatório de oferta e demanda de outubro. “Normalmente há bastante incerteza em relação ao relatório de setembro, e talvez neste ano isso esteja sendo amplificado pela quantidade de grãos em trânsito para o mercado de exportação”, disse Brian Basting, economista da corretora Advance Trading.

O documento do USDA, que também indicou os estoques de trigo no menor nível em cinco anos, desencadeou um rali no mercado de futuros de Chicago. Os contratos futuros do milho saltaram 4,6%, para o mais alto nível desde 6 de março. O trigo subiu 6,1%, enquanto a soja avançou 3,7%.

O USDA disse que os estoques de soja dos EUA somavam 523 milhões de bushels em 1º de setembro. As reservas de milho totalizavam 1,995 bilhão de bushels, e as trigo figuravam em 2,159 bilhões de bushels. “Altista por todos os lados, inegavelmente”, disse Charlie Sernatinger, head global de Futuros de Grãos da ED&F Man Capital, sobre os dados. “O número para os estoques de milho foi realmente chocante, e vira as coisas de ponta-cabeça.”

Analistas esperavam que o relatório apontasse os estoques de milho em 2,250 bilhões de bushels, os de trigo em 2,240 bilhões de bushels e os de soja em 576 milhões de bushels, segundo a média das estimativas em uma pesquisa da Reuters.

O USDA também reduziu sua projeção para a safra total de trigo dos EUA em 2020/21 para 1,826 bilhão de bushels, recuo de 12 milhões de bushels em relação às estimativas de agosto. Já a produção de milho de 2019 foi revista para 13,620 bilhões de bushels, versus 13,617 bilhões de bushels anteriormente.

Fonte: Reuters
Continue Lendo
Nucleovet-SC PIG

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.