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Faesc defende medidas urgentes para enfrentar crise do leite em Santa Catarina

Durante audiência pública na Alesc, lideranças do agro cobraram controle das importações, apoio financeiro e incentivo à industrialização.

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O presidente da Faesc e vice-presidente de finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo, representou as entidades do setor produtivo e defendeu medidas para enfrentar a crise do leite, durante audiência pública da Alesc - Fotos: Rodrigo Corrêa/Agência AL

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo, representou as entidades do setor produtivo e defendeu medidas para enfrentar a crise do leite durante audiência pública realizada na noite de quarta-feira (12). A iniciativa foi da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), por meio da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural, com o objetivo de debater a situação crítica e buscar soluções conjuntas.

O encontro reuniu deputados estaduais, produtores rurais, representantes do governo estadual, vereadores, prefeitos e, além da Faesc, contou com a participação de representantes do Sindileite, Ocesc, Fetaesc e cooperativas. Durante a audiência, foram discutidas medidas emergenciais, como o controle das importações, o apoio financeiro temporário e incentivos à industrialização e à agregação de valor ao leite catarinense. O auditório Antonieta de Barros ficou lotado por produtores que exibiam no peito um adesivo com a frase: “Luto pelo Leite”.

O encontro reuniu deputados estaduais, produtores rurais, representantes do governo estadual, vereadores, prefeitos e, além da Faesc, contou com a participação de representantes do Sindileite, Ocesc, Fetaesc e cooperativas

Em seu discurso, Pedrozo lembrou que Santa Catarina vive, em 2025, uma grave crise no setor leiteiro, que afeta diretamente a economia rural e a sobrevivência de mais de milhares de famílias produtoras. “Estamos repetindo o cenário de 2014, quando vivemos uma crise semelhante à atual. E as causas não são diferentes das que estamos enfrentando hoje. Em janeiro deste ano levei à CNA a preocupação com a queda constante no preço pago aos produtores”, destacou.

De acordo com ele, a CNA imediatamente solicitou a aplicação de um antidumping provisório, pedindo a verificação dos preços do leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. “Na Argentina, o produto estava 54% mais caro do que o preço que era vendido aqui no Brasil. No Uruguai, 53% mais caro. Com esses dados, a CNA entrou com o pedido de antidumping, que ainda está em análise, porque argumentaram que nossos, produtores trabalham com leite líquido, e que apenas quem compra ou produz leite em pó pode fazer esse tipo de solicitação. Esse é o contrassenso do nosso Brasil. Infelizmente, não temos tido a compreensão de quem nos governa. Mas não vamos nos conformar. A CNA seguirá firme, e esperamos que o bom senso prevaleça.”

Pedrozo salientou ainda que, quando o setor anunciou a entrada com o pedido de antidumping, a quantidade do leite importado caiu imediatamente 16%. No entanto, quando o Ministério sinalizou posição contrária ao pleito da CNA, a importação voltou a subir 29%. “Vejam a situação que estamos vivendo. Mas quero parabenizar vocês, produtores. Há muito tempo não víamos uma demonstração tão forte de união”, afirmou.

O dirigente também ressaltou que Santa Catarina está pagando um preço alto pela crise. “Éramos o oitavo maior produtor de leite do Brasil. Hoje somos o quarto, justamente porque somos eficientes. Fica aqui o nosso compromisso, como entidades que defendem o produtor rural catarinense. Em nome da Faesc, da CNA, da Fetaesc e da Ocesc, reafirmo que vamos continuar lutando. Continuaremos nos reunindo e não iremos nos conformar. Contem com as entidades que representam vocês”.

O deputado Altair Silva (PP), presidente da comissão realizadora do evento e também propositor da audiência, destacou que a situação é urgente e exige ações coordenadas entre governo e setor produtivo. “O produtor de leite está no limite. Juntos, debatemos e ouvimos saídas para os mais de 20 mil produtores catarinenses. Somos o quarto estado em produção nacional e não podemos permitir que essa crise comprometa uma das cadeias mais importantes do nosso agronegócio. É hora de unir forças para garantir que o leite continue sendo sinônimo de sustento, dignidade e desenvolvimento no campo catarinense”, comentou o parlamentar. “Estamos trabalhando para que o projeto do leite em pó seja aprovado nos três estados do Sul.”

Queda no preço e desestímulo à produção

Nos últimos meses, o preço pago ao produtor despencou de cerca de R$ 2,40 para menos de R$ 1,80 por litro, valor que não cobre os custos de produção, pressionados pelo aumento do preço do milho, do farelo de soja, da energia elétrica e do transporte. Segundo dados da Epagri/Cepa, o estado registrou uma queda superior a 10% na produção em relação ao mesmo período de 2024, reflexo do desestímulo e do abandono da atividade por pequenos agricultores.

Ações e encaminhamentos

Durante a abertura da audiência, o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), destacou a importância do encontro como mais uma demonstração da preocupação do Parlamento estadual com os principais temas que afetam Santa Catarina. “O objetivo desse encontro é o debate, é buscar soluções conjuntas para o problema do baixo preço do leite, que vem massacrando os produtores rurais catarinenses. O tema será levado também à bancada federal, por meio do Fórum Parlamentar Catarinense, a fim de sensibilizar o governo federal e acelerar medidas de apoio ao setor.”

O presidente do Sindileite, Selvino Giesel, alertou, durante seu pronunciamento, que o setor leiteiro brasileiro enfrenta uma “tempestade perfeita”, marcada por uma combinação de fatores que têm gerado forte crise econômica para produtores e indústrias. Segundo ele, houve um aumento da produção de leite em todo o país, impulsionado pela melhora das condições registradas no ano passado. No entanto, o consumo interno está em queda e deve reduzir ainda mais até o fim do ano, período em que historicamente há menor demanda por produtos lácteos.

Medidas sugeridas

O presidente do Sindileite defendeu medidas urgentes para conter a crise. “Precisamos que o governo federal atue com rigor na fiscalização e na auditoria sanitária das importações. Quando exportamos, somos obrigados a cumprir uma série de exigências. O mesmo deve valer para os produtos vindos da Argentina e do Uruguai, que chegam ao país sem a mesma certificação”, apontou.

Ele também sugeriu ações emergenciais para reduzir o impacto da crise. “O governo poderia comprar leite em pó para diminuir os estoques e suspender temporariamente as importações, como medida de equilíbrio do mercado”, concluiu.

Formação de comissão

Encerrando a audiência pública, foi criada uma comissão que trabalhará estrategicamente junto ao governo federal e ao governo catarinense nas sugestões indicadas durante o amplo debate.

Confira os membros que farão parte

Os deputados estaduais Altair Silva e Oscar Gutz; o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo; a presidente da Uvesc, Marcilei Vignatti; os prefeitos Chico Folle, de Xaxim; o secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini; e o deputado federal Valdir Cobalchini (MDB-SC).

Fonte: Assessoria Faesc

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Preços do boi devem se manter firmes nos próximos meses

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de demanda externa forte e oferta ajustada sustenta o mercado, mas a gestão da cota chinesa será determinante para evitar oscilações.

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Fotos: Shutterstock

A combinação de demanda externa robusta e oferta ajustada deve manter os preços do boi sustentados nos próximos meses, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA. No entanto, a gestão da cota chinesa será crucial para evitar oscilações bruscas e impactos negativos sobre a demanda no segundo semestre.

O fluxo de exportações segue intenso, ainda mais forte que no ano passado, e pode receber impulso adicional com embarques para a China dentro da cota. A menos que a oferta de gado terminado aumente de forma significativa, cenário diferente do observado neste início de ano, os preços tendem a permanecer firmes, podendo até manter o movimento de alta mesmo durante o período de safra.

Ainda há dúvidas sobre a utilização da cota chinesa após a imposição das medidas de salvaguarda. A Abiec solicitou apoio do governo para coordenar o processo, enquanto permanece a incerteza sobre cargas que já estavam em trânsito e chegaram à China a partir de 1º de janeiro, estimadas em 350 mil toneladas, que podem ficar fora da cota. Uma coordenação inadequada pode gerar pressão altista temporária nos preços, seguida de possível queda nas cotações.

Em 2025, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China em agosto. Com uma maior corrida por embarques neste ano, esse volume pode ser alcançado mais cedo. Por outro lado, se houver moderação na oferta ao longo do ano, o impacto negativo sobre os preços tende a ser suavizado. De toda forma, a atenção permanece voltada à demanda externa no segundo semestre, caso a decisão chinesa sobre a cota não seja alterada.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Acrimat em Ação 2026 leva conhecimento técnico sobre bovinos ao interior do Mato Grosso

Segunda rota percorrerá oito polos produtivos, abordando gestão de pessoas e práticas para aumentar a eficiência das fazendas.

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Foto: Acrimat

Depois do sucesso da primeira etapa, o Acrimat em Ação 2026 segue fortalecendo a presença da entidade no interior do estado com o início da segunda rota, a partir do dia 19 de fevereiro. A expectativa é manter o alto nível de participação e engajamento dos produtores, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas itinerantes da pecuária mato-grossense.

Nesta nova etapa, o projeto percorrerá oito importantes polos produtivos: Paranatinga, Canarana, Ribeirão Cascalheira, Vila Rica, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças e Rondonópolis. Municípios estratégicos que representam a força e a diversidade da pecuária nas regiões médio-norte, nordeste e sudeste do estado.
A segunda rota chega embalada pelos números históricos da primeira etapa, que registrou recorde de público em todas as cidades visitadas. O resultado reforça a importância do contato direto com o produtor rural, levando informação técnica, debates relevantes e conteúdo voltado à realidade de quem está no campo.

Neste ano, a palestra será ministrada por Ricardo Arantes, que abordará o tema liderança e gestão de pessoas no agro. A proposta é provocar reflexões práticas sobre o papel do líder dentro da propriedade, a formação de equipes mais engajadas e a importância da gestão estratégica de pessoas para alcançar melhores resultados no campo. O conteúdo busca ir além da teoria, trazendo aplicações diretas para o dia a dia das fazendas e para a construção de negócios rurais mais eficientes e sustentáveis.

Em 2026, o Acrimat em Ação percorrerá 32 municípios, divididos em quatro rotas estratégicas, ampliando o alcance da entidade e garantindo que a informação chegue a todas as regiões do estado. A segunda rota reafirma esse compromisso: ouvir o produtor, levar conhecimento e fortalecer a representatividade da pecuária de Mato Grosso.

O presidente da Acrimat, Nando Conte, destacou que o crescimento da primeira rota reforça a credibilidade do projeto e aumenta a responsabilidade para as próximas etapas. “Tivemos um aumento de 20% no público e recorde de participação em todas as cidades da primeira rota. Isso mostra que o produtor quer estar próximo da entidade, quer informação e quer participar das discussões. Para a segunda rota, a nossa meta é a mesma: manter esse crescimento, bater novos recordes e fortalecer ainda mais a pecuária mato-grossense”, afirmou.

Nesta edição, o evento itinerante conta com a parceria de Senar, Imac, Fs Bioenergia, Grupo Canopus, Sicredi e Fortuna Nutrição Animal.

Fonte: Assessoria Acrimat
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Embrapa abre inscrições para a 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto

Iniciativa realizada no CTZL, em Brasília (DF), vai avaliar novilhas Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos ao longo de 12 meses.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Proprietários de novilhas das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi e cruzamentos têm nova oportunidade de atestarem o potencial genético de seus animais para a produção de leite a pasto com a chancela da Embrapa e da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP). Realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, em Brasília (DF), a Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto chega à 12ª edição e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o incremento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.

Coordenador da Prova pela Embrapa Cerrados, o pesquisador Carlos Frederico Martins explica que serão identificadas, dentro de um grupo de animais contemporâneos de cada raça, as novilhas que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado, se destacarem na produção de leite, na reprodução (intervalo entre o parto e a concepção), na idade ao parto (precocidade), na qualidade do leite, na persistência de lactação e na avaliação morfológica. As características têm diferentes pesos e compõem o Índice Fenotípico de Seleção, pelo qual os animais serão classificados ao final das avaliações.

São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas da raça Guzerá, 20 para novilhas Sindi e 20 para cruzamentos. Cada criador proprietário poderá inscrever até três animais de cada raça. Para participar da Prova, as novilhas devem estar registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias de Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA); também devem estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação no CTZL.

A Prova terá a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir no período de 02 de dezembro a 15 de fevereiro de 2027, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Assim, deverão ser inseminadas ou cobertas entre os dias 02 de março a 10 de abril. Os animais deverão dar entrada no CTZL (DF 180, Km 64 s/n, em Brasília) a partir do dia 03 de novembro e permanecer até janeiro de 2028. Os resultados da 12ª prova serão divulgados a partir de abril de 2028.

As inscrições dos animais poderão ser realizadas até o dia 30 de outubro na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. Para uma novilha inscrita, será cobrado o valor de R$ 3 mil, divididos em cinco vezes mensais; para duas novilhas inscritas, R$ 2,4 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais; e para três novilhas inscritas, R$ 2 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais.

Acesse o regulamento e veja todos os detalhes sobre a Prova e as inscrições.

Para mais informações, entre em contato no CTZL, com Adriano de Mesquita, Carlos Frederico Martins e Fernando Peixoto (61-3506-4063; adriano.mesquita@embrapa.brcarlos.martins@embrapa.brfernando.peixoto@embrapa.br😉 ou na ACZP, com Marcelo Toledo (61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).

A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e da Alta Genetics.

Para informações sobre as edições anteriores da Prova, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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