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Faesc debate demandas estratégicas do agro no Oeste e Extremo Oeste catarinense
Endividamento rural, acesso ao crédito, expansão do Programa Saúde no Campo e avanços em assistência técnica e inovação estiveram em pauta na reunião que reuniu 26 sindicatos rurais em Chapecó (SC).

As demandas estratégicas e as oportunidades do agronegócio no Oeste e Extremo Oeste de Santa Catarina foram destaques na reunião regional com os presidentes dos Sindicatos Rurais, na última sexta-feira (19), em Chapecó. O encontro, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), reuniu representantes de 26 entidades sindicais das duas regiões.
As atividades foram conduzidas pelo presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, bem como pelos vice-presidentes regionais Luiz Carlos Travi (presidente do Sindicato Rural de Chapecó) e Waldemar Schroeder (presidente do Sindicato Rural de Itapiranga). Também participaram o vice-presidente executivo da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, e o vice-presidente de secretaria, Enori Barbieri.
Entre os temas que ganharam ênfase esteve o endividamento rural, agravado pelas dificuldades de acesso ao crédito no setor agropecuário. Os dirigentes sindicais alertaram que a limitação às linhas de financiamento compromete investimentos essenciais à manutenção da atividade. A burocracia excessiva e as altas taxas de juros reduzem a capacidade de investimento, o que dificulta a adoção de novas tecnologias e a realização de melhorias nas propriedades rurais.

Encontro ocorreu na última semana em Chapecó
Outro assunto abordado foi a expansão do Programa Saúde no Campo para todo o estado a partir de 2026. Implementada neste ano no Meio Oeste, a iniciativa busca oferecer atenção integral à saúde dos produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). “O sucesso alcançado no Meio Oeste comprova a viabilidade da proposta em todo o estado, unindo cuidado, prevenção e informação em benefício das famílias rurais. Antes de chegar a Santa Catarina, o projeto já havia obtido êxito na Bahia, Tocantins e Mato Grosso”, realçou o presidente Pedrozo.
Também foram abordados assuntos como o Projeto de Lei 4497/2024, que trata da regularização de terras localizadas em faixa de fronteira, a parceria com o Icasa, além das ações nas áreas de Formação Profissional Rural (FPR), Promoção Social (PS) e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que estão em andamento com pleno êxito nas duas regiões.
O encontro contou ainda com a presença dos supervisores regionais do Senar/SC, Grasiane Viêra e Helder Jorge Barbosa.
De acordo com o presidente Pedrozo, a reunião atingiu plenamente seu objetivo de aproximar a Federação das lideranças locais, ouvir reivindicações, avaliar as ações realizadas ao longo do ano, acompanhar a realidade do setor em suas bases e repassar informações atualizadas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Senar Nacional.
“Assim como nas reuniões promovidas com os dirigentes do Norte e do Vale do Itajaí, reforçamos nosso compromisso de seguir trabalhando para fortalecer o setor produtivo, estimular a inovação, ampliar oportunidades e construir um ambiente cada vez mais sustentável e competitivo”, concluiu Pedrozo. Estão previstas, ainda, mais três reuniões regionais, contemplando o Meio Oeste, o Sul e a Serra catarinense.

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.





Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.
Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.