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Faep completa 60 anos de atuação em defesa do produtor rural

Entidade celebra seis décadas de protagonismo no agro paranaense, com conquistas na representação, defesa sanitária e desenvolvimento do campo.

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Fotos: Divulgação/Sistema Faep

Neste 16 de dezembro, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) completa 60 anos de conquistas em prol do produtor rural e de atuações para o avanço do setor agropecuário estadual. A entidade criada em 1965, quando o Ministério do Trabalho e Previdência Social outorgou a Carta Sindical, trabalha para defender os interesses do agricultor paranaense.

Ao longo de sua trajetória, a Faep assumiu papel fundamental na organização do setor rural, atuando na defesa do produtor e na modernização do campo. A entidade ajudou o agricultor a conquistar voz, enfrentar desafios como a geada negra e acompanhar as transformações do setor, levando tecnologia e inovação ao meio rural.

“Temos muito o que comemorar. Foram diversos desafios enfrentados para chegarmos até aqui como uma entidade referência no Paraná e no Brasil. Estivemos sempre firmes, ao lado do agricultor paranaense, nos bons e maus momentos”, afirma o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Durante a geada negra estivemos com o produtor de café; lutamos para que o Paraná fosse reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação; e, durante a pandemia, quando quase tudo parou, ficamos firmes ao seu lado do produtor. Foram 60 anos intensos, mas de muitas conquistas”, reforça.

Reforço na defesa sanitária do Paraná foi uma das bandeiras da Faep nas últimas décadas

Inclusive, a data também foi marcada por uma homenagem da Alep. Em sessão solene realizada em 4 de novembro, Meneguette, membros da diretoria e presidentes de sindicatos rurais receberam Votos de Louvor com Menção Honrosa pelos 60 anos de história representando os produtores rurais paranaenses e coordenando ações de interesse do setor em âmbitos estadual e nacional. A homenagem foi proposta pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Alep, Anibelli Neto.

 

Para o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, a Faep teve participação ativa para a agricultura estadual chegar no patamar atual, de destaque nacional e internacional. “Nos 60 anos da Federação, celebramos uma organização que, desde o início, tem sido decisiva para o desenvolvimento da agropecuária paranaense, que está marcada pelo apoio permanente ao produtor rural e pela participação ativa em debates que definiram rumos do nosso Estado. É uma trajetória de lutas e, neste momento, é necessário reconhecer a contribuição exemplar de uma liderança como Ágide Meneguette, cuja visão ajudou a moldar esta história de força da agricultura paranaense que levou mais prosperidade no campo,” afirma Curi.

Uma destas conquistas é a atuação decisiva da Faep no fortalecimento do sistema estadual de defesa sanitária, que garantiu ao Paraná o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação. O avanço abriu portas para mercados internacionais e consolidou o Estado como referência na pecuária.

A deputada estadual e segunda-secretária da Alep, Maria Victoria (PP), afirma que a Faep é um dos motores para o desenvolvimento econômico e social do Paraná. “A Faep é um dos grandes pilares que sustentam a força do Paraná. Uma entidade essencial que impulsiona o crescimento do nosso Estado ao representar homens, mulheres e famílias do campo. Sob a liderança visionária do Ágide Meneguette, e agora com o Ágide Eduardo, a Faep defende com firmeza os produtores rurais. É um orgulho para o Paraná contar com uma instituição tão comprometida”, destaca.

Ágide Meneguette é reconhecido como um dos principais líderes do setor no Brasil

Para Pedro Lupion, deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Faep completa 60 anos renovada, ativa e preparada para enfrentar os desafios da atualidade. “O Paraná conta com uma instituição forte, aguerrida e disposta, sob o comando do Ágide Eduardo Meneguette, que tem realizado um trabalho de excelência. Parabéns à Faep e a todos aqueles colaboradores, membros de sindicatos rurais, lideranças e produtores que fazem desta instituição um exemplo de trabalho duro e defesa incansável dos produtores rurais”, afirma Lupion.

No dia 18 de julho de 1975 ocorreu um destes fatos de defesa do agricultor. Naquele dia, a Geada Negra, umas das mais intensas catástrofes climáticas do século passado, desencadeou uma crise, mudando o perfil da agropecuária paranaense. A Faep esteve ao lado dos produtores nesse período, oferecendo apoio e orientação para enfrentar a situação.

Geada negra modificou o carro-chefe da agropecuária paranaense

A entidade realizou um levantamento das perdas, que chegavam a 950 milhões de pés de café mortos. O presidente na época, Mário Stadler, pediu urgência nas ações de mitigação dos estragos causados pelo fenômeno climático, como a liberação imediata do seguro agrícola e a manutenção de preços para assegurar a venda dos estoques de café. Ainda, Stadler solicitou medidas para a pecuária, como autorização para o abate de animais atingidos pelo frio, congelamento de preços de rações e linhas de crédito para financiar máquinas e equipamentos danificados pelo frio.

O fato de a Faep SER uma potência agropecuária, que impulsiona o Paraná, ressaltado pelos deputados federais Ricardo Barros e Tião Medeiros. “A cooperação da Faep com o setor público, por meio de iniciativas e parcerias, certamente permitiu que o Paraná alcançasse o status de supermercado do mundo. Aliás, o processo de industrialização dos produtos do campo, agregando valor àquilo que é nosso, também fez com que dobrássemos o PIB do Paraná. Parabéns aos associados! E vida longa à Faep!”, afirma Barros. “O fortalecimento do campo paranaense passa, necessariamente, pela atuação incansável da Faep. Ao completar 60 anos, a Federação reafirma seu papel de dar suporte, voz e segurança ao produtor rural, oferecendo conhecimento, orientação e uma representação que faz diferença de verdade. É uma trajetória construída com responsabilidade, diálogo e profundo compromisso com o setor que sustenta a economia do nosso Estado”, complementa Medeiros.

Livro histórico

Para eternizar essa trajetória, a Faep lançou o livro “60 anos da Faep: uma história de lutas e conquistas em prol do produtor rural e do agro do Paraná e do Brasil”. Com 354 páginas, divididas em seis capítulos, a obra resgata o protagonismo da entidade perante os desafios do setor e narra desde o momento da criação até a atuação na busca pela modernização e inovação da agropecuária estadual.

 

 

O livro também homenageia Ágide Meneguette, presidente que permanece por mais tempo à frente da instituição, além de reunir uma galeria de presidentes e diretorias ao longo dos 60 anos.

O livro está disponível no site da entidade, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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