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FACTA elege novos membros da sua diretoria
Foco do atual presidente é expandir a presença da fundação para a América Latina

O Conselho Curador da FACTA (Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas) elegeu para o biênio 2021/2022 dois novos membros: Ariel Mendes é o atual diretor-presidente da instituição e Silvio Hungaro, o diretor administrativo-financeiro.
Ariel Mendes é médico-veterinário formado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), Mestre pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Doutor pela Universidade Nacional Autónoma do México e realizou estágio de pós-doutorado junto ao Departamento de Poultry Science da Universidade de Arkansas (EUA). Com mais de 40 anos dedicados à pesquisa e ao fortalecimento da avicultura brasileira e latino-americana.
Já Silvio Hungaro é médico-veterinário formado pela FMVZ-USP e há 40 anos atua na área de saúde e nutrição animal, tendo passado por diversas empresas renomadas do setor.
Desde a fundação
Ariel Mendes conta que participou ativamente da criação da FACTA e teve a oportunidade de presidi-la durante 10 anos, de 1998 a 2008. Depois de 2008 se afastou para assumir as presidências da Associação Latinoamericana de Avicultura (ALA) e da União Brasileira de Avicultura (UBA), atual ABPA. Entretanto, permaneceu como membro do Conselho Curador até o momento e acompanhou as transformações pelas quais a FACTA passou para se adaptar aos novos desafios da avicultura brasileira e mundial.
“Diante disso, assumir a presidência nesse momento será uma honra e, além de dar continuidade ao trabalho que vinha sendo executado pela equipe da professora Irenilza, poderei implementar alguns projetos principalmente na área de capacitação e treinamento de produtores avícolas e técnicos que atuam no setor”, destaca Mendes.
Ele acrescenta que a FACTA teve um papel importante no desenvolvimento da avicultura brasileira que hoje é líder mundial em termos de qualidade de produção de aves e ovos e de exportação de carne de frango. “Isso foi possível por meio de um programa robusto de educação continuada realizado pelos inúmeros cursos, seminários, simpósios e conferências, bem como pelos vários livros publicados. Cabe um destaque especial para a nossa revista científica, a Brazilian Poultry Science Journal, referência mundial no setor e com um ótimo conceito na comunidade cientifica internacional”.
Para 2021, o novo diretor-presidente explica que a fundação dará continuidade aos simpósios, seminários e cursos, principalmente no formato online, que traz a possibilidade de atingir pessoas de todo o mundo e, principalmente, da América Latina, foco da FACTA neste momento. Além de focar em treinamentos presenciais para os produtores integrados de frangos, em parceria com as agroindústrias e cooperativos que atuam no setor.
“Como o frango atual está cada vez mais exigente em termos de manejo, sanidade e ambiência, o produtor deve estar sempre atualizado para retirar o máximo do potencial genético da ave para melhorar a produtividade e os seus rendimentos. Além disso, buscaremos incrementar a atuação na área de abate e processamento de aves, pois esse setor está sofrendo muitas mudanças em termos de novas tecnologias e de automação que podem trazer como consequência efeitos na qualidade da caraça e na carne das aves”, acrescentou Mendes.
À frente da FACTA nos últimos seis anos, a professora Irenilza de Alencar Nääs, faz a transição para a nova diretoria registrando a enorme satisfação em servir durante três mandatos como presidente da entidade. “Convivo há mais de 20 anos com colegas do Corpo Técnico e da Diretoria da Fundação, e esta é uma grande família da avicultura brasileira. Juntos nos apoiamos nos momentos difíceis, juntos lutamos pela causa comum, juntos organizamos cursos e a Conferência, juntos confraternizamos, e juntos combatemos o bom combate. Trabalhar assim é muito gratificante e a renovação é parte do mecanismo de gestão. Tenho certeza de que a nova diretoria continuará esta missão com louvor”, salienta.
A Diretoria completa é formada por: Ariel Mendes, diretor-presidente; Anselmo Micheletti, diretor-executivo; Silvio Hungaro, diretor administrativo-financeiro; Ibiara Correia Almeida Paz, diretora de cursos e publicações; Marcelo Fagnani Zuanaze, diretor de Marketing; Rodrigo Garófallo Garcia, diretor de Eventos e Eva Hunka, diretora de Projetos Especiais.

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Adapar amplia prazo de plantio da soja para produtores de sementes no Paraná
Medida ajusta o calendário da safra 2025/26 por impactos climáticos mantém o Vazio Sanitário obrigatório e reforça a fiscalização fitossanitária no Estado.

O diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir César Martins, assinou nesta terça-feira (13) o documento que amplia o período de plantio da soja no Estado, ajustando o calendário de semeadura em razão dos impactos provocados por fatores climáticos na safra 2025/2026. A medida atende especificamente os produtores de sementes de soja que enfrentaram atrasos na liberação das áreas agrícolas por conta de condições adversas que comprometeram o ciclo de culturas antecessoras, como milho e feijão. “Como o Paraná é um dos maiores produtores de semente, neste momento está sendo realizado o cadastro das empresas. A partir daí será iniciado o processo de fiscalização com relação à questão da produção de sementes”, afirma Otamir Martins.
A ampliação do tempo de plantio está formalizada por meio da portaria N° 024, de janeiro de 2026, da Adapar, e é válida exclusivamente para áreas destinadas à produção de sementes de soja no Paraná. Mesmo com a mudança no calendário, o Vazio Sanitário da soja permanece obrigatório, sendo previsto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de uma portaria específica do governo federal. “Esse período – o Vazio Sanitário – não pode ser inferior a 90 dias consecutivos, e deve respeitar as datas já estabelecidas na safra em desenvolvimento”, observou o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, Paulo Brandão.

O Vazio Sanitário é uma das principais ferramentas no combate à ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que pode provocar perdas severas na safra. Durante esse período, é proibida a presença de plantas vivas de soja no campo, incluindo plantas voluntárias, com o objetivo de reduzir o patógeno no ambiente e retardar sua ocorrência na safra seguinte.
Segundo Brandão, a ferrugem asiática da soja é comum no campo e faz parte do manejo fitossanitário. “O Vazio Sanitário da cultura deve ser adotado sempre por todos os agricultores, em benefício dos mesmos, e é implementado de acordo com critérios técnicos”, afirmou.
Ele destacou que as ações de fiscalização e monitoramento “serão realizadas de modo aleatório, com o acompanhamento por parte dos fiscais de defesa agropecuária da Adapar, com os dados recebidos e acompanhados pelos responsáveis técnicos das cooperativas e casas agropecuárias”.
Pelas normas da Adapar, os produtores aptos a plantar soja devem cumprir os seguintes critérios: atender às exigências quanto à produção de sementes previstas pelo Mapa; comunicar o local de cultivo à Adapar com antecedência de cinco dias da data de semeadura; garantir a colheita ou interrupção do ciclo antes do início do Vazio Sanitário em sua região; e preencher o formulário oficial obrigatório.
Além de atender a uma demanda concreta do setor produtivo, a medida que permite ampliar o plantio de soja está alinhada ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja e às estratégias de racionalização do uso de fungicidas, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola paranaense.
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Agro de Rondônia atinge R$ 30 bilhões em 2025 com liderança da pecuária
Com crescimento acima da média nacional, o estado consolida a pecuária como principal motor do VBP.

O agronegócio de Rondônia encerra o ciclo de 2025 com um crescimento expressivo em seu Valor Bruto da Produção (VBP). Segundo dados divulgados em 21 de novembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estado atingiu o montante de R$ 30.832,09 milhões, uma alta nominal de 20,2% em relação aos R$ 25.647,00 milhões registrados em 2024.
O desempenho rondoniense ganha destaque ao ser comparado com a dinâmica nacional. Enquanto o VBP do Brasil cresceu cerca de 14,5% no período (passando de R$ 1,23 trilhão para R$ 1,41 trilhão), Rondônia acelerou acima do índice federal, demonstrando um fôlego produtivo que descola da média do país, apesar de sua participação ainda representar 2,18% do bolo total brasileiro.
A estrutura produtiva do estado mantém uma forte inclinação para a pecuária, que responde por 57% (R$ 17.631 milhões) do VBP estadual, enquanto as lavouras detêm os 43% (R$ 13.201 milhões) restantes.
No ranking de produtos, cinco atividades concentram a maior parte da receita:
Bovinos: Liderança absoluta com R$ 15.904,0 milhões.
Soja: Principal commodity agrícola, atingindo R$ 4.761,0 milhões.
Café: Setor tradicional com faturamento de R$ 4.269,8 milhões.
Milho: Importante componente da raça animal, somando R$ 2.707,7 milhões.
Leite: Fechando o “top 5” com R$ 1.211,0 milhões.
Crescimento Estrutural
O gráfico histórico revela que o avanço de 2025 não é um evento isolado. Desde 2018, quando o VBP era de R$ 15.720 milhões, o estado iniciou uma trajetória ascendente consistente. Em sete anos, Rondônia praticamente dobrou seu valor de produção (+96%).
Este movimento sugere um crescimento estrutural, possivelmente ancorado na expansão da área plantada de grãos e na melhoria da produtividade do rebanho bovino, saindo do patamar de R$ 20-21 bilhões entre 2021/2022 para romper a barreira dos R$ 30 bilhões em 2025.
Apesar do salto de 20% no último ano, Rondônia ocupa a 12ª posição no ranking nacional (conforme a tabela de Estados). O principal desafio técnico reside na concentração produtiva.

A dependência da pecuária de corte e da soja torna o VBP estadual altamente sensível às oscilações de preços internacionais (commodities) e a crises sanitárias. A baixa participação de produtos como Suínos e Cana-de-açúcar aponta para um agro que, embora robusto em suas áreas de domínio, ainda carece de maior diversificação industrial e de valor agregado em cadeias menores. A manutenção do crescimento dependerá da capacidade do estado em manter os ganhos de produtividade em grãos e assegurar o status sanitário de seu rebanho bovino, o pilar de sua economia rural.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
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Governo gaúcho atualiza composição da Comissão da Expointer 2026 e inicia preparação da feira
Planejamento antecipado inclui ajustes na equipe organizadora e estratégia de divulgação internacional para ampliar a presença da Expointer no Mercosul.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (13) a portaria que atualiza a composição da Comissão Executiva da 49ª Expointer. A feira será realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no período de 29 de agosto a 06 de setembro.
O documento oficializa a substituição de integrantes em relação à Comissão Executiva de 2025, adequando a nominata responsável pela organização e coordenação do evento em 2026. A lista completa com os nomes atualizados pode ser conferida aqui.
Joel Maraschin permanece como gerente executivo da feira. Segundo ele, os trabalhos preparatórios já estão em andamento, incluindo a tramitação de regulamentos, processos licitatórios e demais ações necessárias à estruturação do evento. “Como iniciativa inédita, o secretário Edivilson Brum articula o primeiro pré-lançamento internacional da Expointer, previsto para fevereiro, em evento do Agro em Punta, em Punta del Este, no Uruguai. A feira pretende reunir os principais players de inovação do agronegócio do Mercosul e reforça o posicionamento da Expointer como uma das maiores e mais relevantes feiras do setor na América Latina”, aponta.
O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, destaca que o planejamento antecipado da Expointer é fundamental para garantir organização, qualidade técnica e fortalecimento da feira como um dos principais eventos do agronegócio do país. “Esse trabalho permite estruturar ações estratégicas, inclusive de divulgação em outros países e mercados, ampliando a visibilidade da Expointer. Levar a feira para além das fronteiras do Rio Grande do Sul contribui para atrair novos expositores, investidores e oportunidades, impulsionando o crescimento e a relevância internacional do evento”, enfatiza.
Promotores
O evento é organizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, com os copromotores Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Prefeitura de ‘Esteio, Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac) e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).



