Notícias Aves/Suínos
Extensionista da Coopavel é eleito o melhor em assistência técnica do BR
Marcelo foi eleito melhor na categoria de Assistência Técnica do Quem é Quem/Maiores e Melhores Cooperativas Brasileiras de Aves e Suínos

O extensionista Marcelo Antonio Felipe, da área de Fomento de Suínos da Coopavel, acaba de ser eleito o melhor na categoria de Assistência Técnica do Quem é Quem/Maiores e Melhores Cooperativas Brasileiras de Aves e Suínos. O prêmio é há cinco anos organizado pelo Grupo Gessulli, que há mais de um século atua com cobertura jornalística especializada do agronegócio brasileiro. O anúncio dos vencedores em 11 categorias foi feito na manhã desta terça-feira em cerimônia online que abriu a versão digital da AveSui América Latina, um dos maiores eventos mundiais dos setores de aves, suínos e peixes.
Marcelo atua com suinocultura há 20 anos e há cinco é extensionista na fase de terminação. “Atender aos produtores é uma grande responsabilidade porque nossa missão é orientar para que alcancem sempre o melhor resultado”, segundo Marcelo. Uma das funções do técnico de campo é orientar sobre questões ligadas à sanidade, ambiência e assuntos com foco ambiental. “Se não houver união, dedicação e força de vontade de todos os atores da cadeia então não se consolida o cooperativismo”, afirmou o técnico no vídeo que acompanhou a inscrição oficial ao prêmio. Marcelo revelou estar feliz em participar de um movimento com a nobre missão de ajudar a alimentar o mundo.
Seis categorias
Além da categoria de Assistência Técnica, a Coopavel Cooperativa Agroindustrial esteve entre as finalistas em outras cinco – Responsabilidade Ambiental e Bem-Estar Animal, Sustentabilidade, Melhor Cooperado/Aves, Varejo e Melhor Cooperada. O concurso tem no total 11 categorias – as outras são: Desempenho Econômico-Financeiro, Responsabilidade Social, Desenvolvimento Sustentável, Gestão Operacional, Melhor Cooperado, Inovação e Biomassa e Bioenergia. Uma consultoria especializada em agronegócio é quem faz a avaliação e a definição dos vencedores por meio de apurações técnicas criteriosas, segundo os organizadores.
O presidente Dilvo Grolli lembrou que há anos a cooperativa acompanha a atuação da Gessulli e que ela participa de suas premiações. “É um grupo comprometido com o País e que contribui com o agronegócio brasileiro”, destacou. O gerente de Fomento de Suínos da Coopavel, Genésio Garbin, citou que o cooperativismo é um dos setores produtivos que deram certo no Brasil, responsável por representar, além do econômico, o poder social, e por promover a sustentabilidade, a inovação e a prática de boas ideias.
Autoridades
A abertura da cerimônia da AveSui América Latina contou com a presença da ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, que falou de seu carinho pelo setor cooperativo e pela cadeia de carnes. “O Quem é Quem é uma competição saudável, um prêmio que todos esperam com ansiedade”. Ela ressaltou a importância do setor cooperativista, que, conforme Tereza Cristina, traz prosperidade, emprego e renda para o Brasil e leva o nome do País para mundo. “Esse é um modelo que orgulha o Brasil e os brasileiros”, disse a ministra.
A diretora da Gessulli, Andrea Gessulli, lembrou que o grupo tem 110 anos de trabalho e história e que superação sempre esteve no seu DNA. “Esse é um prêmio que mostra o cooperativismo como ele é e enaltece todos os elos de uma enorme e próspera cadeia”. Por sua vez, o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil, Marcio Lopes de Freitas, afirmou estar feliz em participar de uma aliança tão estratégica. “Desejo prosperidade ao modelo cooperativista, que é uma das mais claras e bem-sucedidas demonstrações de ações para superar não apenas a pandemia sanitária, mas também as pandemias social, política e econômica”.

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano
Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná
Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.
O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.
Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.
A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.
O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.
No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.
Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.
Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.
Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.
A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.






