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Expotécnica apresentou ações tecnológicas e sustentáveis do campo a 4 mil produtores

Promovido pelo IDR-Paraná, encontro teve série de atividades focadas, principalmente, em inovação e tecnologias sustentáveis na agricultura. Foi também momento para produtores mostrarem os bons resultados nas propriedades.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

Mais de quatro mil produtores rurais participaram da 28ª Expotécnica, realizada em Sabáudia, no Norte do Paraná. O evento, promovido pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural Iapar-Emater) começou quarta-feira (12) e foi encerrado nesta sexta-feira (14), após uma série de atividades focadas, principalmente, em inovação e tecnologias sustentáveis no campo.

Os visitantes tiveram a oportunidade conhecer tecnologias de diversas áreas como as das culturas da soja, milho, trigo, mandioca, pastagens, além de manejo do solo e da água. Ganhou destaque o uso de drones e robôs na agricultura.

A Expotécnica é o maior evento do setor agropecuário realizado em uma propriedade agrícola particular, do produtor Vicente D’Agostini, e neste ano teve como tema as tecnologias sustentáveis ao alcance do produtor. A realização teve a parceria da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, prefeitura de Sabáudia e Associação dos Agricultores e Empreendedores Rurais Familiares de Sabáudia (Aaerfas).

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a Expotécnica possibilita a troca de informações entre produtores, expositores e fornecedores de insumos agrícolas. Segundo ele, é também a oportunidade dos produtores mostrarem alguns resultados para a sociedade.

“Estamos mostrando, cada vez mais, que a gente faz uma agricultura boa, sustentável, de resultado, bem feita. A nossa agricultura está evoluindo de forma consistente, assumindo um padrão de participação no mercado cada vez mais relevante, em cerca de 40 cadeias do agronegócio”, disse.

“A Expotécnica tem o papel de divulgar novidades, inovações, conhecimento que vão chegar na roça e ajudarão a fazer a diferença, visando um solo bem resolvido, biológica, física e quimicamente, mais produtivo e com mais qualidade de produção”, complementou. “O evento também possibilita que os agricultores do entorno possam interagir com profissionais da ciência, da pesquisa e da assistência técnica, levando alguma coisa nova para o seu dia a dia, aplicando esse conhecimento e buscando mais resultados”.

Agricultura sustentável

Na avaliação do diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, a Expotécnica tem uma proposta metodológica e tecnológica que atende a missão do IDR-Paraná, que é a de trabalhar determinadas questões com os agricultores, como a sustentabilidade. Ele enfatiza que o evento também estreita as relações com os parceiros da instituição.

“Aqui é um ambiente em que a gente consegue fazer isso de forma direta e simples. Temos a oportunidade de exercitar, junto com parceiros, aquilo que a gente acredita ser bom para a agricultura do Estado”, afirmou.

Segundo Souza, na Expotécnica o IDR-Paraná colocou em prática a grande preocupação que é a de ter uma proposta arrojada de manejo do solo, evitar a sua compactação, fazer a cobertura do solo, trabalhar o Sistema de Plantio Direto e alternativas de inverno, que ajudam a ter uma agricultura mais rentável. “A Expotécnica talvez seja o evento que mais consiga aproximar a missão do IDR-Paraná, que envolve pesquisa e assistência técnica, com as necessidades da agricultura no Estado”, destacou.

Para o gerente regional de Extensão Rural do IDR-Paraná de Apucarana, Paulo Sipoli, a tradição da Expotécnica durante esses anos em que é realizada é trazer ao público novas tecnologias. “Temos sempre o desafio de manter o DNA do evento, inovar a cada ano, trazendo o que há de mais atual e relevante para a agricultura”, afirmou.

Neste ano, disse Sipoli, como nas edições anteriores, o evento buscou tratar do manejo do solo e também mostrar o que há de novo no cenário da produção de grãos e novas tecnologias, como o uso de drones e robôs na agricultura. Sipoli lembrou o esforço de ampliar o alcance do evento, unindo o aspecto técnico com as atividades como o Encontro da Mulher, incluindo as mulheres e dando-lhes informações para o seu desenvolvimento.

Diversidade

A Expotécnica deste ano foi marcada pela diversidade de assuntos levados ao público que visitou a propriedade, na Comunidade 21, em Sabáudia. O Plano Safra, o calendário agrícola, a ferrugem asiática, a tolerância de híbridos ao enfezamento do milho e tecnologia de aplicação no uso de drones foram alguns assuntos debatidos entre produtores, pesquisadores e profissionais da assistência técnica.

Outros temas foram a previdência rural e a participação das mulheres. O evento ainda contou com uma feira da agroindústria com a produção regional, a degustação de cafés especiais e a exposição equipamentos e serviços de trinta empresas do ramo agropecuário. Além das palestras, reuniu um circuito técnico para demonstrar diversas práticas e tecnologias aos produtores. Foram dez estações que trataram desde o uso de insumos para diminuir os custos e produzir mais, até as diversas cultivares de trigo, triticale e centeio disponíveis para o produtor.

Em cada estação pesquisadores e extensionistas prestaram os esclarecimentos necessários aos visitantes. O público também teve acesso a informações sobre os programas e projetos oficiais dos governos federal e estadual para a agricultura familiar. Segundo os organizadores, a Expotécnica promove a interação entre produtores, instituições de pesquisas, assistência técnica, extensão rural, instituições financeiras, indústria de equipamentos, insumos, entidades públicas, colégios agrícolas, universidades federais e estaduais.

Fonte: Assessoria AEN

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Super El Niño tem formação captada por satélites espaciais; veja o vídeo

Vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia mostra as primeiras anomalias de temperatura no Oceano Pacífico e revela como pequenas mudanças podem desencadear impactos climáticos em escala global.

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Reprodução/ESA

Pela primeira vez, o surgimento de um novo episódio de Super El Niño pode ser acompanhado em detalhes a partir do espaço. Um vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) revela as primeiras alterações na temperatura da superfície do Oceano Pacífico e mostra como um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta começa a se formar.

As imagens foram produzidas a partir de dados coletados por satélites entre os dias 1º e 07 de junho. O material destaca anomalias térmicas, diferenças entre as temperaturas registradas atualmente e a média observada entre 1991 e 2020, consideradas pelos cientistas um dos primeiros sinais do fenômeno.

Reprodução/Nasa

Embora as variações de temperatura pareçam discretas, elas têm grande relevância para o equilíbrio climático global. Isso porque os oceanos armazenam enormes quantidades de calor e pequenas mudanças podem alterar significativamente a troca de energia entre o mar e a atmosfera.

Segundo a ESA, o uso das anomalias permite identificar com maior precisão as fases iniciais do El Niño. “O fenômeno geralmente começa como uma mudança sutil em relação ao que é considerado normal”, explica a agência. Por isso, a comparação com uma média histórica ajuda a evidenciar transformações que, à primeira vista, passariam despercebidas.

O El Niño ocorre quando os ventos alísios, que normalmente empurram as águas superficiais do Pacífico para Oeste,  enfraquecem. Com isso, águas mais quentes se deslocam em direção à Costa Oeste da América do Sul, modificando a circulação atmosférica e alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

Os efeitos costumam ser sentidos em diferentes continentes. Dependendo da intensidade do fenômeno, podem ocorrer ondas de calor mais severas, secas prolongadas, chuvas excessivas e tempestades mais intensas, com impactos sobre a agricultura, a disponibilidade de água, a geração de energia e a economia.

Pesquisadores também alertam que o aquecimento global pode influenciar a frequência e a intensidade desses eventos, ampliando seus efeitos e tornando os extremos climáticos ainda mais pronunciados.

Fonte: O Presente Rural
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NOAA vê risco de Super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras

Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

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Foto: Divulgação

A possibilidade de um Super El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade até 2027.

Foto: Divulgação

Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.

Mudanças no clima afetam produção agrícola

Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando

no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.

Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.

Mercado acompanha riscos para as commodities

Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação

Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.

A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.

Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.

Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.

Fonte: O Presente Rural
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil

Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

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Foto: Shutterstock

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

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A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.

As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.

Acesso a recursos

A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.

Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

Foto: Shutterstock

infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.

Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

Foto: Divulgação

Reconhecimento cultural

A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.

Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.

Importância econômica

O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

Foto: Shutterstock

No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.

Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.

Fonte: O Presente Rural
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