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Exposição Nacional revela campeões Angus e Ultrablack com forte padrão racial

Julgamento reuniu criatórios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, destacando animais pela consistência genética, fertilidade e biotipo funcional.

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Foto: Lucas Nunes

A primeira Exposição Nacional das raças Angus e Ultrablack realizada em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra (RS), definiu um conjunto de campeões que, além dos títulos na pista, asseguraram passaporte para o leilão do Secretariado Mundial Angus no Brasil em 2027. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (17), com avaliação do jurado argentino Mauricio Groppo.

Entre os destaques, cabanhas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina concentraram os grandes campeonatos nas duas raças, com vitórias de Bortolozzo, Floripana, Conquista, Basso Pancotte e Rincon del Sarandy.

Terneiros Angus

Nas fêmeas Angus, a Grande Campeã Terneira foi a intermediária do Box 19 (TAT: IA79), da Cabanha Bortolozzo, de Antônio Prado (RS). “Vencer em casa com uma terneira de genética própria reforça a consistência do nosso trabalho. Ela é filha de uma irmã inteira dos touros que ganharam a Expointer no ano passado. Se destaca pela feminilidade aliada à potência, dentro do biotipo buscado pelo jurado: uma fêmea larga, comprida e feminina”, enfatiza Vinícius Bortolozzo.

Já na categoria Reservada Grande Campeã Terneira foi a do Box 4 (TAT: FIVG83), da Fazenda Basso Pancotte, de Soledade (RS). Já a Terceira Melhor Terneira saiu do Box 28 (TAT: 2531), da Genética AGP, de Campos Novos (SC).

A Grande Campeã Fêmea Angus foi a vaca adulta do Box 53 (TAT: FIV637), da Cabanha Floripana, de Urubici (SC). O mesmo animal já havia conquistado o título máximo na Nacional de 2025, em Chapecó (SC). “É a primeira vez que conquistamos o título de bi-grande campeã nacional com a mesma vaca, o que comprova a consistência do animal ao longo do tempo. Ela reúne equilíbrio, feminilidade e potência. Trinta dias após parir, já estava prenhe novamente, evidenciando a fertilidade”, ressalta o criador Oreste Melo Júnior.

E na classe Reservada Grande Campeã foi a vaca adulta do Box 55 (TAT: TE3626), da Reconquista Agropecuária, de Alegrete (RS). A Terceira Melhor Fêmea foi a do Box 49 (TAT: 2404), da Genética AGP.

Na Ultrablack, o Grande Campeonato de Fêmeas foi vencido pela vaca jovem do Box 7 (TAT: 355), da Fazenda da Conquista, de São Joaquim (SC). A Reservada ficou com a novilha maior do Box 6 (TAT: 455), do mesmo criatório. A Terceira Melhor Fêmea foi a terneira menor do Box 1 (TAT: UT206), da Fazenda Renascença, de Vargem (SC).

Nos machos Ultrablack, a Fazenda da Conquista também levou o Grande Campeonato com o touro jovem do Box 12 (TAT: 364). “Os quatro animais que trouxemos foram premiados, o que confirma o critério adotado no criatório. Em apenas 11 anos selecionando Angus e Ultrablack, mostramos que é possível competir em alto nível”, menciona o pecuarista Marcos Pagani.

Já na categoria Reservado ficou campeão o touro do Box 11 (TAT: UT169), da Fazenda Renascença, e o Terceiro Melhor Macho foi o do Box 10 (TAT: 450), novamente da Conquista.

Entre os terneiros Angus, o Grande Campeão foi o do Box 58 (TAT: FIVG73), da Fazenda Basso Pancotte. “Essa vitória representa inovação. É um terneiro com um pai inédito na raça no Brasil. É a prova do que ele vinha imprimindo no Uruguai e na Argentina. Aqui, este touro se confirmou com este terneiro, com pureza racial, masculinidade e uma precocidade impressionantes”, frisou o criador Pedro Gomes.

O Reservado saiu do Box 56 (TAT: FIVG87), do mesmo criatório, e o Terceiro Melhor foi o do Box 777 (TAT: 4028), da Reconquista Agropecuária.

O Grande Campeão Angus foi o touro jovem do Box 92 (TAT: TE4173), da parceria Rincon del Sarandy, de Uruguaiana (RS). “Este touro grande campeão é resultado de uma parceria entre criadores. Competimos na pista, mas fora dela mantemos uma relação de cooperação”, salientou o criador José Paulo Dornelles Cairoli.

O Reservado foi o touro do Box 93 (TAT: TE3844), e o Terceiro Melhor Macho foi o do Box 83 (TAT: NORTON036), da Cabanha Vila Fertilitá, de Blumenau (SC).

Fonte: Assessoria

Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária sustentável ganha selo oficial e incentivo no crédito rural

Certificação em boas práticas amplia a competitividade das fazendas e assegura benefício financeiro para produtores de médio e grande porte.

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Foto: Rodrigo Alva

O Programa Boas Práticas Agropecuárias para Bovinos e Bubalinos de Corte (BPA Bovinos e Bubalinos de Corte), desenvolvido pela Embrapa, recebeu reconhecimento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A homologação foi publicada no Diário Oficial da União em 08 de junho e representa um marco para a pecuária brasileira, tornando o BPA o primeiro programa de produção animal do país a obter esse tipo de chancela do governo federal.

Foto: Divulgação

Criado em 2015 por pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, o manual passou por atualização em 2023, incorporando novas diretrizes voltadas à sustentabilidade, ao bem-estar animal, à eficiência produtiva e ao uso de tecnologias digitais nas propriedades.

Segundo a pesquisadora da Embrapa, Vanessa Felipe de Souza, o reconhecimento fortalece a credibilidade da iniciativa e amplia sua importância para a cadeia pecuária. “Esse programa se destaca porque poderá servir como referência para outros guias de boas práticas, além de gerar mais confiança para o produtor e conceder benefícios às fazendas certificadas”, afirma.

Produção mais eficiente e sustentável

O BPA Bovinos e Bubalinos de Corte reúne um conjunto de normas e procedimentos destinados a tornar os sistemas produtivos mais competitivos e rentáveis, ao mesmo tempo em que busca garantir a oferta de alimentos seguros e produzidos de forma sustentável.

As orientações abrangem áreas como manejo sanitário, bem-estar animal, gestão da propriedade e adoção de ferramentas digitais para aumentar a eficiência da atividade.

Por apresentar diretrizes adaptáveis a diferentes realidades, o programa pode ser implementado por produtores de pequeno, médio e grande porte, em diversas

Foto: Divulgação

regiões do país e em distintos sistemas de produção.

Além do manual técnico, a Embrapa também desenvolveu dois aplicativos específicos: um voltado aos produtores rurais e outro destinado aos técnicos credenciados responsáveis pelo acompanhamento das propriedades.

Certificação pode reduzir juros do custeio

Entre os benefícios da adesão ao programa está a possibilidade de acesso a incentivos financeiros. Produtores de médio e grande porte certificados pelo BPA terão direito a desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros do custeio agrícola previstas no Plano Safra 2026.

Além do incentivo econômico, a certificação contribui para a organização da propriedade, melhoria dos processos produtivos e fortalecimento da sustentabilidade da atividade pecuária.

Como participar

Os produtores interessados podem conhecer as diretrizes do programa por meio do site oficial do BPA Bovinos e Bubalinos de Corte ou procurar a Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), além das unidades descentralizadas da instituição espalhadas pelo país.

A rede de apoio inclui centros da Embrapa nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo que a iniciativa alcance diferentes sistemas produtivos e realidades da pecuária brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Em menos de um ano

Indonésia se torna segundo maior destino dos miúdos bovinos do Brasil

País asiático importou mais de 12 mil toneladas do produto entre janeiro e maio, movimentando US$ 19,5 milhões.

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Foto: Divulgação

Menos de um ano após a abertura do mercado para os miúdos bovinos brasileiros, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores do produto, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o país asiático importou mais de 12 mil toneladas, movimentando US$ 19,5 milhões.

O rápido avanço das compras está ligado ao tamanho do mercado indonésio. Com população superior a 284 milhões de habitantes, a Indonésia importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos em 2025, em negócios que ultrapassaram US$ 150 milhões.

Os embarques brasileiros para o mercado internacional também seguem em expansão. Nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil exportou mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 países, gerando receita de US$ 256 milhões. Em 2025, as exportações do produto alcançaram 267 mil toneladas, com faturamento de US$ 605 milhões.

Foto: Divulgação/Freepik

A autorização para a entrada dos miúdos bovinos brasileiros na Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Desde então, o número de frigoríficos habilitados a exportar para o país aumentou gradualmente. Em setembro do ano passado, 17 plantas foram incluídas na lista de exportadores autorizados, elevando para 38 o total de unidades aptas a atender o mercado indonésio. Em janeiro deste ano, outras 14 plantas foram habilitadas, totalizando 52 estabelecimentos autorizados.

O crescimento das exportações ocorre em meio à ampliação das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia é o 11º principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio deste ano, as compras de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e derivados.

Embora tenham consumo mais restrito no mercado brasileiro, os miúdos bovinos encontram demanda significativa em diversos mercados internacionais. As exportações desses produtos ampliam o aproveitamento comercial dos animais abatidos e representam uma importante fonte adicional de receita para a cadeia da carne bovina.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Reinserção de produtores é caminho estratégico para fortalecer a pecuária sustentável no Brasil

Regularização ambiental, rastreabilidade, assistência técnica e acesso ao crédito são apontados como fatores decisivos para ampliar a inclusão produtiva e manter a competitividade da carne bovina brasileira.

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Brasil ocupa posição estratégica na produção mundial de alimentos, com o maior rebanho comercial bovino do mundo e liderança nas exportações de carne bovina - Foto: Divulgação

A reinserção de pecuaristas na cadeia formal da carne bovina deixou de ser apenas uma discussão sobre conformidade socioambiental e passou a ocupar espaço estratégico nas agendas ligadas ao futuro da pecuária brasileira. Em um ambiente de negócios cada vez mais influenciado por exigências de rastreabilidade, regularização ambiental e transparência, ampliar as condições para que produtores retornem aos mercados formais é visto como uma forma de fortalecer a inclusão produtiva, ampliar a sustentabilidade e aumentar a competitividade da carne bovina nacional.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “Encontrar soluções para apoiar esses produtores é fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade” – Foto: Clever Freitas

Mais do que retomar relações comerciais, esse processo envolve a criação de mecanismos que permitam aos produtores se adequar às novas exigências do setor. Isso inclui acesso à assistência técnica, regularização ambiental, instrumentos de monitoramento, crédito e maior segurança jurídica.

Segundo a presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes, o Brasil reúne características que o colocam em posição privilegiada na produção mundial de alimentos, mas enfrenta desafios importantes para garantir que um número maior de produtores consiga atender às exigências atuais. “O Brasil ocupa posição estratégica na produção mundial de alimentos, com o maior rebanho comercial bovino do mundo e liderança nas exportações de carne bovina. Ao mesmo tempo, o segmento enfrenta desafios ligados à regularização ambiental, à rastreabilidade e ao cumprimento de critérios socioambientais cada vez mais valorizados pelos compradores”, afirma.

Foto: Divulgação

Ela destaca que muitos pecuaristas acabam afastados dos mercados formais não por falta de capacidade produtiva, mas por dificuldades de acesso às ferramentas necessárias para se adequar às novas regras. “Nesse contexto, muitos pecuaristas acabam afastados dos mercados formais por dificuldades em atender a essas demandas, especialmente em regiões onde o acesso à informação, à assistência técnica e aos instrumentos necessários para adequação ainda é limitado”, explica.

Para Ana Doralina, a exclusão desses produtores produz efeitos que ultrapassam os limites das propriedades rurais e afetam toda a cadeia produtiva. “Estamos falando de desafios relacionados à inclusão produtiva, ao acesso ao conhecimento e à construção de uma pecuária cada vez mais alinhada às expectativas da sociedade e dos mercados. Encontrar soluções para apoiar esses produtores é fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade”, ressalta.

Ela acrescenta que é preciso oferecer condições para que o processo de adequação ocorra com

Foto: Divulgação

maior previsibilidade. “Também é necessário criar condições para que eles avancem em seus processos de regularização e requalificação com segurança jurídica, acesso a crédito e instrumentos que ampliem a previsibilidade, o que contribui para fortalecer toda a cadeia”, diz.

Requalificação exige cooperação e instrumentos de apoio

Nos últimos anos, ganharam espaço programas voltados à requalificação de fornecedores, iniciativas de monitoramento socioambiental, instrumentos de regularização ambiental e linhas de crédito destinadas à adequação produtiva. Essas ações têm permitido que propriedades antes afastadas dos mercados formais retomem relações comerciais e ampliem sua capacidade de atender às exigências dos compradores.

Foto: Shutterstock

Apesar disso, especialistas avaliam que os avanços ainda precisam ganhar escala para acompanhar a dimensão da pecuária brasileira.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão a ampliação da assistência técnica, o acesso a tecnologias de monitoramento e rastreabilidade, a oferta de crédito compatível com as necessidades dos produtores e a criação de incentivos capazes de reconhecer os avanços obtidos nas propriedades.

A cooperação entre empresas, instituições financeiras, governos e organizações da sociedade civil também é apontada como fundamental para ampliar o alcance dessas iniciativas. “A reinserção é possível e gera resultados positivos para toda a cadeia, mas, para avançarmos de forma consistente, é necessário ampliar a cooperação entre os diferentes atores, garantindo condições para que mais produtores possam se adequar e permanecer competitivos em um ambiente de negócios cada vez mais exigente”, afirma Ana Doralina.

Segundo ela, o fortalecimento dessa agenda depende da construção de instrumentos capazes de

Foto: Shutterstock

atender às diferentes realidades da produção pecuária brasileira. “Isso passa pelo fortalecimento de mecanismos de monitoramento, pela ampliação da assistência técnica e pela construção de instrumentos que deem escala aos processos de regularização e requalificação, sempre respeitando as particularidades dos diferentes territórios e sistemas produtivos”, destaca.

A presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável avalia que a reinserção de produtores deve ser encarada como uma estratégia de longo prazo, capaz de gerar ganhos econômicos, sociais e ambientais. “A reinserção de produtores deve ser encarada como uma agenda de futuro para a pecuária brasileira. Quanto maior for nossa capacidade de incluir, orientar e apoiar esses profissionais, mais preparada estará a cadeia para responder aos desafios globais e fortalecer sua posição competitiva”, afirma.

Ela conclui que a combinação entre regularização ambiental, rastreabilidade, assistência técnica, instrumentos financeiros e segurança jurídica pode ampliar o alcance dessa agenda e fortalecer a imagem da carne bovina brasileira nos mercados nacional e internacional. “Ao combinar regularização ambiental, rastreabilidade, assistência técnica, acesso a instrumentos financeiros e segurança jurídica, criamos as condições necessárias para ampliar a escala dessa agenda e gerar valor para todos os elos da cadeia, fortalecendo a imagem da carne bovina brasileira e contribuindo para uma produção cada vez mais sustentável”, salienta.

Fonte: O Presente Rural
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