Notícias
Exportações sustentam preços da soja no Brasil apesar da queda em Chicago
Demanda externa e prêmios firmes mantêm competitividade do produto brasileiro, aponta Consultoria Agro Itaú BBA.

Notícias Editorial
Dia Internacional das Cooperativas celebra quem transforma cooperação em desenvolvimento
Edição especial de O Presente Rural homenageia associados, colaboradores e profissionais que fortalecem o cooperativismo no campo e na cidade.

Em 04 de julho, é celebrado o Dia Internacional das Cooperativas. Para O Presente Rural, a data tem um significado especial porque reconhece pessoas que fazem muito mais do que produzir, industrializar, transportar, atender, administrar ou liderar. Reconhece quem constrói desenvolvimento com trabalho coletivo.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O cooperativismo nasce da união, mas se sustenta na responsabilidade diária de milhares de associados, colaboradores, dirigentes, técnicos, famílias rurais e comunidades que transformam esforço em alimento, renda, emprego e futuro.
Nesta edição especial, O Presente Rural parabeniza e homenageia quem faz o cooperativismo acontecer na prática: no campo, nas agroindústrias, nas cooperativas, nas estradas, nos escritórios, nos supermercados, nas unidades de recebimento, nas granjas, nas propriedades e em cada lugar onde a cooperação deixa de ser discurso e vira resultado.
A todas essas pessoas, nosso reconhecimento. O cooperativismo tem rostos, mãos, história e trabalho. E é isso que celebramos.
Nesta edição especial, O Presente Rural parabeniza e homenageia quem faz o cooperativismo acontecer na prática.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
Notícias
El Niño acende alerta para eventos climáticos extremos
Boletim aponta alta probabilidade de permanência do fenômeno até o início de 2027, com previsão de calor acima da média e alterações no regime de chuvas.

Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

Foto: Ana Claudia Oliveira
O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.
De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.
Previsão para os próximos meses
A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

Foto: Divulgação/Freepik
Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.
Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.
Monitoramento contínuo e previsão de impactos

Foto: Antonio Carlos Mafalda
O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.
Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.
A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.
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Esmagamento recorde redesenha equilíbrio entre óleo e farelo em 2026/27
Brasil, Estados Unidos e Argentina ampliam processamento e elevam a disponibilidade dos derivados.

O segundo semestre de 2026/27 projeta um cenário de maior oferta no complexo soja e tendência de preços mais baixos para parte dos derivados, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA.
Para o período, o óleo de soja deve seguir relativamente mais valorizado em relação ao farelo. O suporte vem principalmente da demanda ligada aos biocombustíveis e da correlação com o petróleo, que também adiciona volatilidade ao mercado, como observado no recuo registrado no fim de maio em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã.

Foto: Shutterstock
Já o farelo de soja tende a enfrentar pressão maior devido ao aumento da oferta global. O esmagamento deve atingir níveis recordes nos Estados Unidos, no Brasil e na Argentina, ampliando a disponibilidade do derivado. Apesar disso, as exportações brasileiras de farelo já superam o ritmo do ano passado, indicando demanda firme no mercado externo.
Na Argentina, o line-up de farelo de soja para junho aponta embarques próximos de 1,8 milhão de toneladas, abaixo das 2,4 milhões de toneladas registradas em maio. No acumulado do ano, as exportações somam 6,5 milhões de toneladas, ainda 7,5% abaixo do mesmo período do ciclo anterior. A expectativa, no entanto, é de retomada do ritmo nas próximas semanas.

Foto: Divulgação
Com a redução gradual dessa diferença em relação ao ano passado, a tendência é de aumento da concorrência no mercado internacional e maior pressão sobre os prêmios brasileiros, especialmente entre junho e agosto.
A boa oferta sul-americana, combinando maior esmagamento e maior disponibilidade de farelo e óleo, deve manter o abastecimento global confortável nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, os contratos futuros do óleo em Chicago indicam viés de queda nas cotações, refletindo a expectativa de maior oferta no segundo semestre e um mercado considerado invertido.






