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Exportações sustentam preços da soja no Brasil apesar da queda em Chicago

Demanda externa e prêmios firmes mantêm competitividade do produto brasileiro, aponta Consultoria Agro Itaú BBA.

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Após registrar alta em maio, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram junho em queda. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o movimento reflete a ausência de novas compras de soja norte-americana pela China, apesar do avanço registrado no mês anterior.

Foto: Divulgação/Aprosoja-MT

Em maio, a soja chegou a ser negociada acima de US$ 12 por bushel em parte do período, impulsionada pelo desempenho do complexo do óleo e pelo otimismo em torno do acordo comercial anunciado após a cúpula entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, realizada em 17 de maio. O entendimento prevê compras adicionais de pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas chineses até 2028.

Por outro lado, as expectativas de um acordo entre Estados Unidos e Irã pressionaram as cotações do petróleo, limitando a valorização da soja. O avanço do plantio norte-americano, favorecido pelas condições climáticas, também contribuiu para conter os ganhos. Com isso, o primeiro vencimento da oleaginosa encerrou maio cotado a US$ 11,92 por bushel, alta de 2,1%.

No Brasil, a combinação entre a alta dos prêmios de exportação e a valorização da soja em Chicago sustentou os preços, mesmo diante da apreciação do real. Em Sorriso (MT), a cotação avançou 2%, alcançando R$ 103,60 por saca.

As exportações brasileiras de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio, volume 5,2% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o desempenho reforça a forte demanda internacional e a competitividade do produto brasileiro.

Atualmente, a soja brasileira entregue na China é negociada em torno de US$ 470 por tonelada, abaixo dos preços da soja argentina e da norte-americana, que supera US$ 500 por tonelada tanto pelos embarques via Golfo quanto pela costa do Pacífico (PNW). Esse diferencial de preços explica, segundo a consultoria, por que a China ainda não ampliou as compras de soja dos Estados Unidos além das 12 milhões de toneladas já prometidas para a safra 2025/26.

Para a temporada 2026/27, a expectativa é de que novas aquisições de soja norte-americana ocorram apenas quando houver vantagem econômica para os compradores chineses, cenário que pode depender de uma eventual redução das tarifas atualmente em vigor.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA

Notícias Editorial

Dia Internacional das Cooperativas celebra quem transforma cooperação em desenvolvimento

Edição especial de O Presente Rural homenageia associados, colaboradores e profissionais que fortalecem o cooperativismo no campo e na cidade.

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Foto: Shutterstock

Em 04 de julho, é celebrado o Dia Internacional das Cooperativas. Para O Presente Rural, a data tem um significado especial porque reconhece pessoas que fazem muito mais do que produzir, industrializar, transportar, atender, administrar ou liderar. Reconhece quem constrói desenvolvimento com trabalho coletivo.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O cooperativismo nasce da união, mas se sustenta na responsabilidade diária de milhares de associados, colaboradores, dirigentes, técnicos, famílias rurais e comunidades que transformam esforço em alimento, renda, emprego e futuro.

Nesta edição especial, O Presente Rural parabeniza e homenageia quem faz o cooperativismo acontecer na prática: no campo, nas agroindústrias, nas cooperativas, nas estradas, nos escritórios, nos supermercados, nas unidades de recebimento, nas granjas, nas propriedades e em cada lugar onde a cooperação deixa de ser discurso e vira resultado.

A todas essas pessoas, nosso reconhecimento. O cooperativismo tem rostos, mãos, história e trabalho. E é isso que celebramos.

Nesta edição especial, O Presente Rural parabeniza e homenageia quem faz o cooperativismo acontecer na prática.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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El Niño acende alerta para eventos climáticos extremos

Boletim aponta alta probabilidade de permanência do fenômeno até o início de 2027, com previsão de calor acima da média e alterações no regime de chuvas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

Foto: Ana Claudia Oliveira

O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.

De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.

Previsão para os próximos meses

A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

Foto: Divulgação/Freepik

Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.

Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.

Monitoramento contínuo e previsão de impactos

Foto: Antonio Carlos Mafalda

O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.

Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.

A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.

Fonte: Assessoria Mapa
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Esmagamento recorde redesenha equilíbrio entre óleo e farelo em 2026/27

Brasil, Estados Unidos e Argentina ampliam processamento e elevam a disponibilidade dos derivados.

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Foto: R.R.Rufino

O segundo semestre de 2026/27 projeta um cenário de maior oferta no complexo soja e tendência de preços mais baixos para parte dos derivados, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Para o período, o óleo de soja deve seguir relativamente mais valorizado em relação ao farelo. O suporte vem principalmente da demanda ligada aos biocombustíveis e da correlação com o petróleo, que também adiciona volatilidade ao mercado, como observado no recuo registrado no fim de maio em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã.

Foto: Shutterstock

Já o farelo de soja tende a enfrentar pressão maior devido ao aumento da oferta global. O esmagamento deve atingir níveis recordes nos Estados Unidos, no Brasil e na Argentina, ampliando a disponibilidade do derivado. Apesar disso, as exportações brasileiras de farelo já superam o ritmo do ano passado, indicando demanda firme no mercado externo.

Na Argentina, o line-up de farelo de soja para junho aponta embarques próximos de 1,8 milhão de toneladas, abaixo das 2,4 milhões de toneladas registradas em maio. No acumulado do ano, as exportações somam 6,5 milhões de toneladas, ainda 7,5% abaixo do mesmo período do ciclo anterior. A expectativa, no entanto, é de retomada do ritmo nas próximas semanas.

Foto: Divulgação

Com a redução gradual dessa diferença em relação ao ano passado, a tendência é de aumento da concorrência no mercado internacional e maior pressão sobre os prêmios brasileiros, especialmente entre junho e agosto.

A boa oferta sul-americana, combinando maior esmagamento e maior disponibilidade de farelo e óleo, deve manter o abastecimento global confortável nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, os contratos futuros do óleo em Chicago indicam viés de queda nas cotações, refletindo a expectativa de maior oferta no segundo semestre e um mercado considerado invertido.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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