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Exportações para EUA, México e Canadá superam 1,1 milhão de toneladas via Paranaguá

Carne bovina, madeira e papel lideram embarques para a América do Norte. México ultrapassa os Estados Unidos como principal destino das cargas em 2026.

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Fotos: Claudio Neves

A América do Norte consolidou sua posição como um dos principais mercados atendidos pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Em 2025, as operações de exportação e importação entre o terminal paranaense e os países-sede da Copa do Mundo de 2026 – Estados Unidos, México e Canadá – movimentaram mais de 1,1 milhão de toneladas.

Os dados da plataforma Dataliner, compilados pela área de inteligência de mercado da TCP, mostram que as exportações responderam pela maior parte desse volume, com 950,8 mil toneladas embarcadas. As importações somaram 190,5 mil toneladas.

Entre os principais produtos exportados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de cargas ligadas à indústria, embalagens e agronegócio. Mesmo diante das mudanças recentes na política comercial norte-americana, incluindo novas tarifas de importação, as operações com a região mantiveram crescimento em segmentos estratégicos.

No primeiro trimestre de 2026, o Terminal de Contêineres de Paranaguá embarcou 231,9 mil toneladas para a América do Norte, enquanto as importações alcançaram 38 mil toneladas.

Carne bovina amplia embarques

A carne bovina esteve entre os destaques do período. Entre janeiro e março, os embarques para a América do Norte totalizaram 35,7 mil toneladas, crescimento de 19% em comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas da proteína brasileira, volume 26% superior ao registrado um ano antes.

Foto: Roberto Dziura Jr

Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, a infraestrutura do terminal tem sido um dos fatores que sustentam o crescimento das exportações de proteínas animais. “Os Estados Unidos é um dos principais compradores de carne bovina do Brasil, e as indústrias exportadoras do produto encontram no Terminal o principal corredor de embarque de carnes e congelados do país. Hoje, a TCP possui a maior infraestrutura para armazenagem de contêineres refrigerados de toda a América do Sul, que conta com 5.280 tomadas”, destaca.

O desempenho mantém a trajetória de crescimento observada em 2025, quando o terminal registrou recorde histórico ao embarcar 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, volume 53% superior ao do ano anterior.

Madeira lidera exportações

A madeira continuou sendo o principal produto exportado para a América do Norte. No primeiro trimestre de 2026, os embarques alcançaram 110 mil toneladas, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para Mattos, a demanda dos países norte-americanos segue sustentando os embarques brasileiros. “O mercado norte-americano tem demandas de consumo muito sólidas, especialmente nos segmentos de madeira e proteína animal, que o Brasil atende com excelência. O que mudou com o novo cenário foi a necessidade de o exportador atuar com mais flexibilidade, redistribuindo volumes e ajustando rapidamente sua estratégia comercial conforme o cenário internacional muda”, afirma.

México ultrapassa os Estados Unidos

Uma das principais mudanças observadas no início de 2026 foi a alteração no ranking dos destinos das exportações. O México assumiu a liderança entre os países da América do Norte, recebendo 130,4 mil toneladas de produtos embarcados pelo terminal no primeiro trimestre. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 93 mil toneladas.

O crescimento mexicano foi impulsionado principalmente pelas exportações de madeira, que atingiram 55 mil toneladas, aumento de 33% sobre o mesmo período de 2025. Também registraram crescimento os embarques de papel, com 35,7 mil toneladas, e de carne de frango, que somaram 26,7 mil toneladas.

Canadá amplia compras

Embora ainda represente um volume menor de negócios em comparação aos Estados Unidos e ao México, o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento no período.

As exportações para o país passaram de 4,2 mil toneladas para 8,1 mil toneladas no primeiro trimestre, praticamente dobrando em relação ao ano anterior.

O principal destaque foi o papel, cujo volume exportado aumentou cinco vezes, alcançando 3,6 mil toneladas. Também registraram crescimento as exportações de madeira, carne suína e carne bovina.

Importações seguem concentradas nos Estados Unidos

No fluxo inverso, os Estados Unidos permaneceram como principal origem das importações movimentadas pelo terminal.

Entre janeiro e março, chegaram ao TCP 30,6 mil toneladas de produtos norte-americanos. Entre os principais itens desembarcados estão o polietileno, utilizado pela indústria de transformação, e o enxofre, matéria-prima utilizada na produção de fertilizantes.

Os números reforçam a importância crescente da América do Norte para as operações do Terminal de Contêineres de Paranaguá e evidenciam a diversificação dos mercados atendidos pelas exportações brasileiras.

Fonte: Assessoria TCP

Notícias Cooperativismo

Frimesa expande presença nacional com inauguração de nova filial logística no Distrito Federal

Com investimento em operação 100% própria, a cooperativa de alimentos foca em agilidade e eficiência para abastecer a região central do país com portfólio de carnes e lácteos

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Sede corporativa Frimesa - Foto - Divulgação

Como parte de sua estratégia de expansão e consolidação no mercado nacional, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, anuncia o início das operações de sua nova filial logística e Centro de Distribuição (CD) na capital federal. A unidade do Distrito Federal foi projetada para otimizar a cadeia de suprimentos e acelerar o escoamento de produtos na região central do país.

O grande diferencial do novo complexo é a sua operação 100% própria. Ao assumir o controle total de ponta a ponta, desde o armazenamento até o destino final, a Frimesa garante um rigoroso padrão de qualidade, assegurando o máximo frescor na entrega de seu portfólio completo de carnes e lácteos aos pontos de venda e consumidores da região.

A abertura da filial no Distrito Federal ocorre logo após a inauguração do novo escritório comercial da marca em São Paulo – desenhado para estreitar o relacionamento com o varejo e consolidar a presença da marca no maior mercado consumidor do país –, acompanhado de um abrangente processo de rebranding. Agora, o avanço logístico no Centro-Oeste complementa um ciclo de grandes investimentos estruturais da Frimesa focado em aproximação de mercado e capacidade produtiva.

Toda essa engrenagem de distribuição e posicionamento de marca é sustentada por uma robusta estrutura industrial, com destaque para a unidade fabril em Assis Chateaubriand (PR). Considerada um dos maiores e mais modernos frigoríficos da América Latina, a planta garante escala, tecnologia e volume de produção necessários para abastecer com excelência os novos canais logísticos e responder com agilidade ao ritmo acelerado de crescimento da empresa em todas as regiões brasileiras.

Infraestrutura e inteligência logística

Localizada estrategicamente em Brasília, a nova unidade conta com uma estrutura moderna desenhada para suportar o crescimento da demanda regional com máxima agilidade. Os principais destaques operacionais incluem:

Alta Capacidade de Armazenamento: O CD tem capacidade para 1.200 toneladas de expedição por mês, contando com 610 posições-paletes.
Eficiência no Escoamento: A estrutura dispõe de 4 docas otimizadas para carga e descarga rápida, um fator crítico para minimizar o tempo de espera dos veículos e preservar a cadeia do frio.
Frota Dedicada: A operação logística já nasce com uma frota de 10 veículos, dimensionada especificamente para garantir pontualidade e flexibilidade no atendimento regional.
Geração de Emprego: O projeto impulsiona a economia local com uma equipe dedicada de 27 colaboradores diretos, focados na excelência operacional e no atendimento consultivo aos clientes.
Com este movimento, a Frimesa não apenas reduz o tempo de entrega no Distrito Federal e região, mas também estreita o relacionamento com o varejo local, oferecendo um serviço mais robusto, seguro e competitivo.

Fonte: Assessoria
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Notícias Cooperativismo

9º Fórum Lar Agro + Soja reúne família associada para debater estratégias e fortalecer o agronegócio

Ao conectar teoria, prática e mercado em um único espaço, o 9º Fórum Lar Agro + Soja preparou a família associada para transformar o conhecimento absorvido em produtividade real na lavoura e mais rentabilidade para o negócio

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Foto e texto: Assessoria

Os caminhos para otimizar o cultivo da soja e o fortalecimento do agronegócio estiveram no centro dos debates do 9º Fórum Lar Agro + Soja, realizado na última quinta-feira (11), no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR).

Diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues: “O agronegócio enfrenta hoje muitos problemas externos, mas a solução de muitas dessas situações não está ao alcance da cooperativa ou dos produtores” – Foto: Divulgação/Lar

O evento reuniu associados de diversas regiões do Paraná para promover a atualização técnica abordando temas ligados ao manejo, produtividade, mercado agrícola, sementes, potencial de investimento e viabilidade. “O agronegócio enfrenta hoje muitos problemas externos, mas a solução de muitas dessas situações não está ao alcance da cooperativa ou dos produtores. O 9º Fórum Lar Agro + Soja prepara o associado para resolver e enfrentar os desafios da porteira para dentro. Estamos falando de melhorar a gestão das propriedades, como foco em implantar uma boa lavoura, seguir um manejo correto e consequentemente uma produtividade melhor”, destacou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

Com base no conceito central “Mais preparo, mais união, mais dedicação = maior produtividade”, o evento promoveu o intercâmbio de conhecimento ao aproximar o público de especialistas e grandes empresas parceiras do agronegócio. Essa integração ofereceu ferramentas práticas e teóricas para que o produtor enfrente os desafios do setor com mais segurança e assertividade.

Análise técnica e tendências de mercado

Os painéis técnicos promoveram discussões essenciais de ponta a ponta da cadeia produtiva. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Sérgio Abud, abriu a sequência de palestras abordando estratégias de manejo voltadas para a conquista de altas produtividades, destacando as melhores práticas agronômicas vigentes no cenário nacional para o cultivo da soja.

Em seguida, os aspectos econômicos ganharam destaque com a participação do analista da StoneX, Etore Baroni. O profissional apresentou um diagnóstico aprofundado do mercado agrícola global, com foco nas projeções de preços, comportamento da demanda internacional e ferramentas de proteção comercial para auxiliar o produtor na tomada de decisões estratégicas de comercialização.

No período da tarde, as inovações tecnológicas dominaram as discussões. Os especialistas da Corteva Agriscience, Anelcindo Souza e Carlos Landerdahl, destacaram o pipeline de desenvolvimento científico da empresa e as principais tendências de futuro para a cultura da soja. O segmento de insumos e germinação também foi debatido por Arno Costa Beber, da Sementes Costa Beber, que detalhou os avanços tecnológicos aplicados ao tratamento de sementes e sua relevância para o estabelecimento inicial da lavoura.

O encerramento do ciclo de palestras foi comandado pelo superintendente de Negócios Agrícolas da Lar, Vandeir Conrad. A apresentação detalhou uma avaliação sobre o potencial de investimentos da região e a viabilidade econômica do cultivo da soja, alinhando as demandas técnicas às expectativas financeiras.

Além da programação de palestras, os participantes visitaram estandes técnicos de grandes marcas como Basf, Bayer, Corteva, Syngenta, UPL, Timac e Yara. A Lar Cooperativa também marcou presença com espaços dedicados ao Laboratório Central, Tratamento de Sementes, Lar Lojas Agropecuárias, Máquinas e Equipamentos. O ambiente permitiu o contato direto dos produtores com novas soluções, unindo o conhecimento teórico das apresentações à prática com as tecnologias trazidas pelos expositores.

Transformando conhecimento em evolução

“Compreender a relação de troca é o melhor indicador para o associado. O mais importante não é o que vai acontecer em guerras ou nos Estados Unidos, e sim a oportunidade do momento que ele pode ter ao trabalhar com a Cooperativa. Nesse ponto, a Lar oferece confiança, assistência técnica e as melhores tecnologias por meio de sua rede de parceiros, ou seja, o produtor tem tudo que precisa. O que não podemos deixar de lado é o espírito de melhoria contínua. Sempre podemos evoluir, o que só será possível se compreendermos claramente nossos desafios e oportunidades”, afirmou o superintendente de Negócios Agrícolas da Lar, Vandeir Conrad.

Ao conectar teoria, prática e mercado em um único espaço, o 9º Fórum Lar Agro + Soja preparou a família associada para transformar o conhecimento absorvido em produtividade real na lavoura e mais rentabilidade para o negócio. Com isso, a Lar Cooperativa segue fortalecendo o agronegócio, guiada por único propósito: cooperar para melhorar a vida das pessoas.

Fonte: Assessoria
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Plantio acelerado nos EUA e clima favorável sustentam perspectivas da soja

Safra norte-americana avança acima da média histórica, com condições climáticas sem riscos relevantes no curto prazo.

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Foto: Gilson Abreu

O mercado internacional da soja acompanha o avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos, a manutenção de margens atrativas para o processamento e os desdobramentos das relações comerciais entre norte-americanos e chineses. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores seguem entre os principais direcionadores das cotações da oleaginosa.

Foto: Divulgação

Nos Estados Unidos, o plantio já alcançou 33% da área prevista para a safra, percentual superior aos 28% registrados no mesmo período de 2025 e acima da média dos últimos cinco anos, de 23%. O ritmo mais acelerado ocorre mesmo em um cenário de expectativa de aumento da área cultivada.

As condições climáticas também favorecem o desenvolvimento da safra. A partir da segunda quinzena de maio, a previsão indica volumes mais elevados de chuva em todo o cinturão produtor de grãos do país. Com a umidade do solo em níveis adequados e sem desvios significativos, não há, neste momento, preocupações climáticas relevantes para a cultura.

Outro fator que segue dando suporte ao mercado é a rentabilidade do processamento da soja. As margens permanecem atrativas em diversas regiões do mundo, com exceção da China, impulsionadas principalmente pela forte demanda nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a projeção de esmagamento da safra 2025/26, estimando processamento de 71 milhões de toneladas, volume 7% superior ao registrado na temporada 2024/25.

Foto: Shutterstock

A valorização do petróleo também contribui para o cenário, ao fortalecer os preços do óleo de soja. Como resultado, a participação do óleo na receita total dos derivados da oleaginosa atingiu 51%.

No campo político, o mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e China. Uma eventual sinalização de retomada mais consistente das compras chinesas de soja norte-americana para a safra 2026/27 pode trazer impacto positivo para o mercado.

No Brasil, a comercialização de fertilizantes para a safra 2026/27 continua abaixo da média histórica. Até o fim de abril, as vendas alcançavam 54% do volume projetado, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 61%. Entre os estados, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram avanços nas compras e já se aproximam ou superam ligeiramente a média histórica. Em contrapartida, Rio Grande do Sul e estados do Sudeste seguem com maior atraso na aquisição dos insumos.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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