Bovinos / Grãos / Máquinas
Exportações impulsionam equilíbrio no mercado do boi gordo
Alta oferta é absorvida pela demanda externa, garantindo estabilidade nos preços.

O bom fluxo de exportação deve seguir desempenhando um papel importante na absorção da oferta, que segue boa, e no equilíbrio dos preços. Apesar da boa disponibilidade de gado terminado neste ano até aqui, é possível que o excesso de fêmeas abatidas modere a partir do próximo mês, passado o período de descartes mais fortes das fêmeas vazias.

Foto: Shutterstock
Apesar do mercado físico do boi gordo morno nas últimas semanas, os contratos futuros reagiram a partir do início de março, com os vencimentos para a safra (maio e junho) se afastando dos R$ 300/@ e os vértices da entressafra (outubro e novembro) acima dos R$ 340/@. Interessante o fato de que as altas recentes dos futuros anularam o desconto que havia entre o contrato do boi gordo com vencimento em março de 2025 para maio de 2025. Curva futura do boi gordo.
O ajuste veio a reboque das expectativas de melhora da demanda externa, após a circulação de notícias de que a China não renovará licenças de exportação de frigoríficos de carne bovina americanos. Antes disso, a China havia anunciado tarifa de 15% sobre o produto dos EUA em resposta à elevação das tarifas impostas pelo presidente americano aos produtos chineses. Além disso, há expectativas de abertura do mercado do Vietnã, do Japão e novas habilitações de plantas de exportação para a China.
Embora o mercado tenha se animado com a possibilidade de o Brasil capturar maior acesso para a carne bovina no mercado chinês, o Brasil já é, de longe, o maior fornecedor externo, além de destinar carnes de padrão diferente do produto americano.
O escritório do USDA na China reforçou em atualização das estatísticas no início deste mês, sua expectativa de leve queda, de 0,6% na produção chinesa de carne bovina em 2025 e importações 2,2% maiores, chegando a 3,8 milhões de t, o que é uma perspectiva positiva para o Brasil. Já para a Austrália, a previsão é elevação da produção e das exportações, devido aos abates elevados de fêmeas.

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Paraná debate fortalecimento da cadeia do leite
Produtores, autoridades e parlamentares discutem políticas públicas, competitividade e fiscalização da lei sobre leite em pó importado.

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), participou, no dia 14 de março, do encontro Leite com Dignidade, realizado durante a Expobel, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. O evento reuniu produtores, lideranças do setor, parlamentares e representantes do poder público para discutir os principais desafios da cadeia produtiva do leite, como questões sobre competitividade, importações de produtos lácteos e políticas públicas para o setor.
Na ocasião, um dos temas debatidos foi a aplicação da Lei Estadual nº 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado destinado ao consumo humano no Paraná. A fiscalização da norma envolve órgãos de controle sanitário e de defesa agropecuária, entre eles a Adapar, que fica responsável por atuar no acompanhamento e na verificação do cumprimento da legislação no Estado.
A programação também incluiu discussões sobre os impactos das importações na cadeia produtiva do leite e a necessidade de fortalecimento da organização institucional dos produtores no Estado. Entre os temas apresentados esteve ainda o projeto de criação do Instituto Nacional do Leite.
A proposta busca a estruturação de uma instância nacional voltada ao desenvolvimento de políticas públicas para o setor. Lideranças do setor apresentaram iniciativas de mobilização dos produtores, incluindo um documento que reúne demandas e propostas para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite no país.
Economia
A cadeia leiteira tem um papel relevante na agropecuária paranaense. Anualmente são produzidos aproximadamente 4,6 bilhões de litros de leite no Paraná. A atividade possui forte presença da agricultura familiar e contribui para a geração de renda no campo, além de movimentar cooperativas e agroindústrias em diversas regiões do Estado.
Na região Sudoeste, considerada um dos principais polos leiteiros do Paraná, a produção se aproxima de 1 bilhão de litros por ano. A regional de Francisco Beltrão concentra cerca de 600 milhões de litros anuais, consolidando-se como uma das áreas de maior destaque na produção estadual. Na região dos Campos Gerais está localizado o município com maior produção de leite do país, Castro, responsável pela produção anual de mais de 480 milhões de litros de leite.
Premiação
A 2ª edição do Prêmio de Queijos Coloniais foi mais uma das atrações da Expobel. O concurso reuniu 49 produtores de queijo do Paraná, que disputaram nas categorias de queijo colonial tradicional e queijo colonial diferenciado. Ao todo, seis produtos foram premiados. O concurso foi realizado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Paraná (IDR-PR), com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com a prefeitura de Francisco Beltrão.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Brasil atinge recorde no abate bovino com quase 43 milhões de cabeças
Resultado reflete mercado aquecido e expansão da atividade na maioria das regiões produtoras.

O abate de bovinos no Brasil alcançou 42,94 milhões de cabeças em 2025, alta de 8,2% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior já registrado na série histórica da pesquisa, superando o recorde anterior.
Todos os trimestres do ano apresentaram crescimento na comparação com 2024. Um dos destaques foi o aumento na participação de fêmeas, que atingiu 46,8% do total abatido, chegando a superar o número de machos no segundo trimestre.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará
Também houve avanço no abate de animais jovens, especialmente novilhas, que representaram 78% das 8,4 milhões de cabeças dessa categoria. O cenário foi impulsionado pela forte demanda interna e pelo desempenho das exportações.
O crescimento foi registrado em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No quarto trimestre de 2025, o abate somou 11,04 milhões de cabeças, queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, mas alta de 14% na comparação com o mesmo período de 2024.
Bovinos / Grãos / Máquinas Na África
Brasil abre mercado em Ruanda para exportação de gado vivo e material genético
Negociação inclui bovinos e búfalos para reprodução, engorda e abate, além de embriões e sêmen. África importou mais de US$ 392 milhões do Brasil em 2025 e passa a ganhar peso na estratégia comercial do setor.






