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Exportações gaúchas de carne de frango e ovos permanecem em evolução
Volumes e receitas em alta refletem demanda dos países importadores.

O Rio Grande do Sul manteve o crescimento das exportações de carne de frango (processada e in natura), registrando aumento de 7,5% de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 441,8 mil toneladas enviadas ao mercado internacional em 2022 contra 411,1 mil toneladas exportadas em 2021. A alta também refletiu no faturamento, alcançando US$ 868,9 milhões neste ano, 30,9% acima do capital obtido há 12 meses, que fechou em US$ 663,7 milhões.
O mês de julho do corrente ano apresentou 4,6% de subida nas exportações de carne de frango (processada e in natura) comparadas ao mesmo mês de 2021, passando de 58,9 mil toneladas no ano passado para 61,6 mil toneladas embarcadas em 2022. Este acréscimo também está explícito na receita mensal, saindo de US$ 103,7 milhões em julho passado para US$ 127,9 milhões neste ano, uma alavancada expressa em 23,3% a mais no faturamento.
No setor da indústria e produção de ovos, o Rio Grande do Sul sustentou o ritmo de elevação nas exportações, sinalizando crescimento de 66,2% no período de janeiro a julho de 2022 sobre o mesmo período do ano passado, saindo de 874 toneladas enviadas ao mercado internacional em 2021 para 1,4 mil toneladas exportadas neste ano. O faturamento das exportações no período acompanhou a tendência altista, com 161,3% de avanço, passando de US$ 1,9 milhões para US$ 4,9 milhões em 2022.

Presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos – Fotos: Divulgação/Asgav/Sipargs
Julho também foi de escalada no envio de ovos do Estado para o exterior, alcançando 277,5 toneladas neste ano, uma ampliação de 51,3% sobre as 183,5 toneladas somadas em 2021. O faturamento foi significativo, atingindo um incremento de 204,4%, saltando de, há 12 meses, de US$ 355,3 mil para US$ 1 milhão em 2022.
O presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, destaca que o momento ainda é de cautela, mas também projeta um cenário de evolução para exportações avícolas. “Ainda assim, é primordial intensificarmos os cuidados com a prevenção na sanidade e continuarmos produzindo com qualidade e um bom atendimento aos nossos clientes ”, comenta o dirigente.
Desempenho brasileiro também foi de aumento nas exportações
No cenário nacional, foram exportadas 2,8 milhões de toneladas de carne de frango de janeiro a julho deste ano, alta de 6% em relação às 2,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Em faturamento, o Brasil contabilizou 33,3% de aumento, partindo de US$ 4,2 milhões em 2021 para US$ 5,6 milhões recebidos em 2022.
O mês de julho encerrou com 405,3 mil toneladas vendidas para o exterior, um recuo de 4,5% no volume exportado em comparação ao ano passado, quando foram enviadas 424,4 mil toneladas. No entanto, a queda não foi sentida na receita do mês, que fechou com alta de 20,7% neste ano, progredindo de US$ 739,2 milhões há 12 meses para US$ 892 milhões neste ano.
As exportações brasileiras de ovos subiram 16,8% no volume exportado de janeiro a julho de 2022, passando de 6,1 mil toneladas em 2021, para 7,1 mil toneladas exportadas neste ano. Na receita, as exportações em 2022 alcançaram US$ 14,7 milhões, representando avanço de 67,5% sobre o faturamento de 2021, que foi de US$ 8,8 milhões no período.
Nos embarques ao mercado externo, o mês de julho obteve um crescimento de 7,2% em comparação há 12 meses, saindo de 447,9 toneladas exportadas para 480,3 toneladas enviadas ao mercado internacional neste ano. A receita teve um acréscimo expressivo, passando de US$ 792,4 mil em 2021 para US$ 1,9 milhões em 2022, alta de 148,5% no faturamento do período.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento







