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Avicultura

Exportações gaúchas de carne de frango caem 6,5% em 2024; ovos também apresentam queda

Resultado abaixo do projetado está atrelado ao caso isolado de Newcastle, registrado em julho no município de Anta Gorda.

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Foto: Shutterstock
As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul sofreram impactos significativos em 2024 devido ao caso isolado de Newcastle, registrado em julho no município de Anta Gorda. O setor avícola gaúcho registrou queda tanto no volume exportado quanto nas receitas ao longo do ano.

De janeiro a dezembro de 2024, o volume exportado somou 691,7 mil toneladas, uma redução de 6,5% em relação ao mesmo período de 2023, quando o estado exportou 739,5 mil toneladas. A diferença de 47,8 mil toneladas impactou diretamente o desempenho do setor. A retração também se refletiu nas receitas, que caiu 12,7%. O faturamento do setor em 2024 foi de US$ 1.266 bilhão, representando uma perda de US$ 184,8 milhões em comparação aos US$ 1.451 bilhões registrados no ano anterior.

Expectativas frustradas

Antes do incidente sanitário, o setor avícola do Rio Grande do Sul projetava um crescimento de 3% a 4% nas exportações para 2025. No entanto, o caso de Newcastle em 2024, mesmo sendo isolado, repercutiu no mercado internacional, comprometendo as metas de expansão e evidenciando a sensibilidade do setor às questões sanitárias. “No ano de 2024, tivemos prejuízos estruturais, perda de planteis, instalações e equipamentos danificados em detrimento as enchentes, porém , o impacto nas exportações se deve ao caso isolado de New Castle, proveniente de vírus de pombo detectado em julho aqui no estado, isso é altamente danoso e alarmante!”, afirmou o presidente executivo da O.A.RS (Asgav/Sipargs), Eduardo Santos.

Foto: Roberto Dziura

Produção de ovos 

No setor de ovos, houve  crescimento no acumulado de janeiro a dezembro de 2024, na ordem de 4,3%  em volumes, ou seja, 266 toneladas a mais do que o exportado em  2023, que ficou em  6,234 mil toneladas. Isso é mais um passo rumo a consolidação da exportação da proteína ovos que a cada ano vem conquistando mais espaço no mercado externo.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Em receita, a queda nas exportações de ovos no período de janeiro a dezembro de 2024 foi de -19%, ficando em US$ 17 milhões, ou seja, US$4 milhões inferior ao registrado em 2023, que ficou em US$ 21 milhões. Isso deve a variação do preço médio da tonelada no mercado externo e ofertas de países concorrentes, mas com a alta constante do dólar poderemos ter uma reversão neste cenário já no primeiro trimestre de 2025. “Numa análise realista das exportações avícolas do Rio Grande do Sul apuramos que os prejuízos poderiam ser ainda maiores caso não tivéssemos tido agilidade na erradicação e encerramento da crise sanitária gerada por um único caso de Newcastle, mas isso não serve de conformismo e sim de alerta para o setor e os demais envolvidos com a sanidade do nosso estado e do nosso país, que sirva de profunda reflexão”, frisou Santos.

Alguns embargos às exportações avícolas gaúchas, como da China e do Chile, ainda permanecem.

Exportação brasileira de carne de frango 

As exportações de carne de frango, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, encerraram o ano de 2024 com alta de 3%, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram embarcadas 5,294 milhões de toneladas nos doze meses do ano passado, contra 5,138 milhões de toneladas em 2023. É o maior volume de exportação já registrado pelo setor.

Também foi registrado recorde com as receitas de exportação entre janeiro e dezembro de 2024, chegando a US$ 9,928 bilhões, saldo 1,3% superior ao total obtido em 2023, com US$ 9,796 bilhões.

No último mês de 2024, o setor exportou 448,7 mil toneladas, número 4% menor em relação ao saldo de dezembro de 2023, com 467,2 mil toneladas. Já em receita, houve elevação de 4,6%, chegando a US$ 856,9 milhões em dezembro do ano passado, contra US$ 818,9 milhões no mesmo período do ano anterior. “O saldo do ano confirma as expectativas da ABPA e aponta, também, novos patamares estabelecidos em médias de embarques, superando 440 mil toneladas mensais. Os indicativos seguem positivos para 2025, com possibilidades de novas altas mensais e projeções de números relativamente superiores aos alcançados no ano encerrado, indicando a manutenção da rentabilidade das agroindústrias do setor”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Foto: Ari Dias

No ranking dos principais importadores de carne de frango do Brasil em 2024 (janeiro a dezembro), a China encerrou o ano no primeiro lugar com 562,2 mil toneladas (-17,6% em relação ao ano anterior), seguida por Emirados Árabes Unidos, com 455,1 mil toneladas (+3,3%), Japão, com 443,2 mil toneladas (+2,2%), Arábia Saudita, com 370,8 mil toneladas (-1,6%), África do Sul, com 325,4 mil toneladas (-4,4%), Filipinas, com 234,8 mil toneladas (+7%), União Europeia, com 231,9 mil toneladas (+6,9%), México, com 212,5 mil toneladas (+22,6%), Iraque, com 179,8 mil toneladas (+18,1%) e Coreia do Sul, com 155,8 mil toneladas (-22,8%).

Entre os estados exportadores, o Paraná segue na liderança, com 2,174 milhões de toneladas (+4,1%), seguido por Santa Catarina, com 1,167 milhão de toneladas (+5,7%), Rio Grande do Sul, com 692 mil toneladas (-6,32%), São Paulo, com 297,2 mil toneladas (+1,6%) e Goiás, com 243,9 mil toneladas (+3%).

Exportação brasileira de ovos

Foto: Ivan Bueno

Levantamento da ABPA mostra que as exportações brasileiras de ovos, entre in natura e processados, totalizaram 18.469 toneladas nos 12 meses de 2024, número 27,3% menor em relação ao ano anterior, com 25.404 toneladas. A receita das exportações totalizaram US$ 39,2 milhões, número 37,9% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com US$ 63,2 milhões.

Em dezembro, as exportações de ovos do Brasil registraram forte elevação, chegando a 2.054 toneladas, número 116,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 947 toneladas.

Em receita, houve incremento de 72,2%, com US$ 4,317 milhões no último mês de 2024, contra US$ 2,507 milhões no mesmo período de 2023.O Chile encerrou o ano como maior importador de ovos do Brasil, com 6.871 toneladas (+141,4% em relação ao ano anterior), seguido pelos Emirados Árabes Unidos, com 2.354 toneladas (+108,7%), Estados Unidos, com 2.115 toneladas (+84,9%), Japão, com 1.633 toneladas (-84,3%) e Catar, com 1.107 toneladas (+7,1%). “As exportações do setor, embora pressionadas pela alta demanda interna pelo produto, se mantiveram sustentadas em patamares muito acima ao ocorrido há dois anos. Ao mesmo tempo, o último trimestre de 2024 marcou o início de um fluxo positivo nas exportações brasileiras de ovos, em patamares que deverão se sustentar ao longo de 2025”, ressalta Santin.

Fonte: Assessoria Asgav

Avicultura Retrospectiva 2025

Impulsionado por exportações e consumo interno mercado de ovos cresce em 2025

Produção avança, preços atingem picos no primeiro trimestre e embarques ao exterior batem recorde, mesmo com ajustes ao longo do ano e desafios pontuais no mercado internacional.

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Em 2025, o mercado de ovos manteve trajetória positiva, com produção e embarques recordes, apesar do caso de gripe aviária em granja comercial, em maio.

Pesquisas do Cepea mostram que as cotações atingiram recordes reais no início do ano; mas, com o aumento da oferta interna ao longo de 2025, passaram a recuar. Ainda assim, o bom ritmo dos embarques ajudou a limitar a baixa interna.

Os preços da proteína iniciaram 2025 abaixo dos praticados em dezembro/24, refletindo a demanda ainda retraída, típica do começo do ano. Em fevereiro, porém, o aumento gradual da procura com o retorno das aulas escolares e a oferta mais limitada elevaram os valores, que atingiram os maiores patamares da série histórica do Cepea. As altas persistiram até março, período em que tradicionalmente a demanda pela proteína é impulsionada pela Quaresma. No entanto, passaram a cair a partir de abril em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, com exceção de agosto.

Foto: Freepik

A produção nacional de ovos para consumo somou 3,04 bilhões de dúzias (de janeiro a setembro/25), volume 6,9% superior ao do mesmo período de 2024 e um recorde, de acordo com o IBGE. No mercado externo, a evolução dos casos de gripe aviária reduziu a oferta de ovos em diversos países.

Nos EUA, um surto significativo levou o país a intensificar as compras da proteína brasileira, cujo volume, entre janeiro e novembro, superou em 825% o total importado no ano anterior.

Segundo a Secex, nos 11 primeiros meses de 2025, os embarques de ovos in natura e processados somaram 38,64 mil toneladas, 109% acima do volume de todo o ano de 2024 e um recorde.

O setor também enfrentou alguns desafios externos. O tarifaço imposto pelo governo norte-americano em agosto reduziu os envios dos ovos aos EUA. Por outro lado, novos mercados foram abertos, como o México. Além disso, a rápida resolução do caso isolado de IAAP permitiu ao Brasil a retomada do seu status sanitário internacional e evidenciou o potencial do País para seguir atendendo as crescentes demandas interna e externa.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura

Nutrição ganha papel estratégico na imunidade e no controle de doenças na avicultura

Ração deixa de ser apenas fonte de desempenho e passa a atuar como ferramenta biológica, reforçando defesas das aves em um cenário de menor uso de antibióticos.

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Por décadas, a nutrição animal foi vista como ferramenta para garantir desempenho, peso e conversão alimentar. Mas, em um cenário de restrição ao uso de antibióticos e pressão crescente por sustentabilidade, a alimentação tem assumido outro papel estratégico na avicultura, que é atuar a favor da imunidade e no controle de patógenos.

Especialista em Imunologia Veterinária e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Breno Castello Branco Beirão: “É possível melhorar como acontecem as defesas se damos alguns nutrientes em momentos específicos. Hoje isso ainda é bastante teórico, pois a ração é fixa dentro de cada empresa, mas há potencial para o futuro” – Foto: Arquivo Pessoal

A ciência vem mostrando que a ração é mais do que combustível, é também um modulador biológico capaz de ajustar o comportamento do sistema imune, tornando as aves mais resistentes a desafios sanitários. Vitaminas, minerais, aminoácidos e aditivos funcionais não apenas nutrem, mas também influenciam como o organismo reage a infecções, inflamações e desequilíbrios intestinais.

O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Breno Castello Branco Beirão, especialista em Imunologia Veterinária, explica que todos os nutrientes têm papel na modulação do sistema imunológico das aves, alguns de forma mais marcante, como as vitaminas A e D, os aminoácidos triptofano e arginina e os carboidratos.

Esses nutrientes, detalha Beirão, podem mudar de forma significativa a intensidade e a rapidez da resposta imune. “Há aminoácidos especialmente relevantes no controle imune, como glutamina, arginina e triptofano. A alteração deles modifica de maneira importante as defesas”, afirma.

No caso da energia dietética, explica, o essencial é o equilíbrio. “A quantidade total e a velocidade de uso são determinantes. A glicemia elevada constantemente ativa as células imunes, e o uso de fibras pode ajudar a mitigar isso”, menciona.

Mais do que nutrientes

O professor ressalta que a suplementação de vitaminas, minerais e prebióticos pode aprimorar as defesas naturais, mas o ponto-chave é o momento da oferta. “É possível melhorar como acontecem as defesas se damos alguns nutrientes em momentos específicos. Hoje isso ainda é bastante teórico, pois a ração é fixa dentro de cada empresa, mas há potencial para o futuro”, observa.

Na prática, o desafio está na rigidez dos sistemas industriais de alimentação. Cada empresa trabalha com formulações padronizadas, o que limita ajustes pontuais conforme a idade das aves, as condições do lote ou a carga de patógenos. “Talvez estratégias como a nutrição in ovo ou via água possam permitir maior flexibilidade”, expõe Beirão.

Controle de patógenos pelo intestino

As doenças entéricas, como coccidiose e enterites bacterianas, estão entre as principais causas de perdas produtivas. Nesses casos, as estratégias nutricionais buscam suprimir inflamações e, ao mesmo tempo, otimizar a resposta imune, explica o professor. “Sabemos um pouco sobre o uso de aditivos bióticos e nutricionais, mas ainda há espaço para melhorar esse conhecimento. É uma área nova de pesquisa”, salienta.

A ação dos aditivos funcionais, como probióticos, enzimas, óleos essenciais e acidificantes, ocorre em múltiplas frentes. “Eles interagem diretamente com as células imunes e alteram a microbiota intestinal, influenciando a presença de patógenos. Há inúmeros mecanismos, e esses são alguns dos mais conhecidos”, detalha.

Em relação à acidificação intestinal, Beirão observa que, embora muitos microrganismos se tornem resistentes aos ácidos, a técnica ainda provoca mudanças importantes na microbiota, dificultando a colonização por agentes como Salmonella e Escherichia coli.

Imunidade desde cedo

Outro ponto crítico é o início da vida das aves, quando o sistema imune ainda está em formação. “A maturação imune é muito dependente de estímulos nos primeiros momentos da vida. Estímulos com probióticos, leveduras e nutrição que sustente a formação dos tecidos mudam a resposta para toda a vida do animal”, afirma Beirão.

Segundo ele, investir na imunocompetência precoce é um dos caminhos mais promissores para reduzir o uso de antibióticos. “A nutrição pode ajudar, mas não sozinha. É preciso mudar manejo junto. Várias das estratégias que já mencionamos contribuem para isso”, acrescenta.

Avaliar, medir e ajustar

Hoje, nutricionistas contam com ferramentas sofisticadas para monitorar a saúde intestinal das aves. “Já há indicadores tecnificados, como análise de microbioma e permeabilidade intestinal”, menciona o professor, acrescentando: “Contudo, os parâmetros clínicos e zootécnicos ainda são o padrão ouro, embora sejam retrospectivos e não preditivos.”

Mesmo com limitações práticas, a convergência entre nutrição, imunidade e controle sanitário já é uma realidade respaldada pela pesquisa. “Há muitos estudos demonstrando resultados concretos, mas o problema é operacional: como manejar a dieta de uma empresa inteira quando as demandas são localizadas?”, questiona Beirão. A resposta, sugere ele, pode estar em inovações que permitam ajustar a nutrição de forma mais dinâmica e personalizada.

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Avicultura de Santa Catarina reforça liderança e deve fechar 2025 com resultados positivos

Estado amplia produção e receita mantém protagonismo nas exportações de carne de frango e sustenta competitividade mesmo diante de custos elevados e desafios sanitários globais.

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A avicultura industrial de Santa Catarina apresentou desempenho positivo em 2025 e reforçou sua posição estratégica no cenário nacional e internacional, mesmo diante de um ambiente econômico adverso e de desafios sanitários enfrentados pelo setor em âmbito global. A avaliação é do diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Jorge Luiz de Lima, ao analisar os principais indicadores do ano.

O Estado respondeu por 26,3% de todo o volume de carne de frango exportado pelo Brasil e por 22,8% da receita obtida com as vendas externas do produto, números que evidenciam o peso da avicultura catarinense dentro da cadeia avícola brasileira. Enquanto o desempenho nacional foi marcado por produção recorde e leve retração nas exportações, Santa Catarina conseguiu ampliar produção e receita, sustentado pela diversificação de mercados e pela competitividade do setor.

Diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Jorge Luiz de Lima: “Após o caso de influenza aviária no Rio Grande do Sul, a rápida resposta sanitária, o controle da situação e a reconhecida biosseguridade do sistema produtivo brasileiro permitiram a manutenção e a reabertura de mercados, fator que também beneficiou diretamente Santa Catarina”

Em 2025, a produção catarinense de carne de frango cresceu 2,5% em relação a 2024, acompanhando o movimento nacional, que alcançou cerca de 15,4 milhões de toneladas, alta próxima de 3%. A receita do setor em Santa Catarina avançou 6,3% no mesmo período, resultado que compensou, em parte, o aumento de 6,5% nos custos de produção, pressionados principalmente pela logística. Segundo a ACAV, o cenário foi ainda mais desafiador em função da taxa básica de juros em torno de 15%, considerada um fator adverso para investimentos e capital de giro.

No comércio exterior, Santa Catarina manteve protagonismo. Arábia Saudita, Japão, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido figuraram entre os principais destinos da carne de frango produzida no Estado. Ao longo do ano, Reino Unido e México se consolidaram como grandes compradores, ampliando a base de mercados e reduzindo riscos comerciais. Esse desempenho ganha relevância quando comparado ao cenário brasileiro, que registrou uma queda aproximada de 2% nas exportações totais, projetadas em cerca de 5,2 milhões de toneladas, em função de embargos temporários impostos após a detecção de um foco de influenza aviária em maio.

Apesar desse revés pontual, o faturamento da avicultura brasileira com exportações superou US$ 5,4 bilhões em 2025, demonstrando a força do setor no mercado global. “Após o caso de influenza aviária no Rio Grande do Sul, a rápida resposta sanitária, o controle da situação e a reconhecida biosseguridade do sistema produtivo brasileiro permitiram a manutenção e a reabertura de mercados, fator que também beneficiou diretamente Santa Catarina”, observou o diretor executivo.

No mercado interno, o consumo permaneceu elevado, impulsionado pelo frango como proteína de menor custo para o consumidor. De acordo com a ACAV, o setor encerrou 2025 com preços estáveis e margens favoráveis, mesmo diante do aumento de custos e das incertezas econômicas. O desempenho catarinense, que concentra pouco mais de um quarto das exportações brasileiras de carne de frango, confirma a relevância do Estado para a avicultura nacional e sustenta perspectivas positivas para 2026, tanto em produção quanto em mercados.

Fonte: Assessoria ACAV
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