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Exportações em alta, aumento nos preços do arroz e queda nos valores de milho e soja são destaques do Boletim Agropecuário de maio
Confira a análise econômica das principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense.

Com a colheita praticamente encerrada, os produtores catarinenses de arroz comemoram aumento nos preços e nas exportações do grão. Já os produtores de milho e soja estão receosos com as quedas nos preços, decorrentes das boas colheitas, que aumentam a oferta no mercado. As exportações catarinenses de suínos e frangos seguem em alta.
Confira essas e outras informações no Boletim Agropecuário de maio, documento elaborado mensalmente pela Epagri/Cepa com a análise econômica das principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense.
Santa Catarina exportou 87 mil toneladas de carne de frango in natura e industrializada em abril, queda de 16,9% em relação às exportações do mês anterior e de 2,7% na comparação com as de abril de 2022. As receitas foram de US$ 184,1 milhões, redução de 16,1% em relação às do mês anterior e de 2,2% na comparação com as de abril de 2022.
No primeiro quadrimestre, Santa Catarina exportou um total de 366,3 mil toneladas, com receitas de US$ 786,2 milhões, altas de 8,9% em quantidade e de 19,1% em valor na comparação com as do mesmo período do ano passado. O estado foi responsável por 23,4% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango nos quatro primeiros meses do ano.
De acordo com dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), sistematizados pela Epagri/Cepa e divulgados no Observatório Agro Catarinense, no primeiro quadrimestre deste ano foram produzidos no Estado e destinados ao abate 277,2 milhões de frangos, alta de 0,2% em relação ao mesmo período de 2022.
Também foram exportadas 56,5 mil toneladas de carne suína in natura, industrializada e miúdos em abril, queda de 1,7% em relação às exportações do mês anterior, mas alta de 20,1% na comparação com as de abril de 2022. As receitas foram de US$141,6 milhões, crescimento de 3,3% em relação às do mês anterior e de 34,8% na comparação com as de abril de 2022.
No primeiro quadrimestre, o estado exportou 206,7 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$504,2 milhões, altas de 13,5% e 27,8%, respectivamente, em relação às do mesmo período de 2022. Santa Catarina respondeu por 56,8% das receitas e por 55,1% do volume de carne suína exportada pelo Brasil este ano.
Nos primeiros quatro meses deste ano foram produzidos em solo catarinense e destinados ao abate 5,73 milhões de suínos, alta de 3,1% em relação ao mesmo período de 2022. Dos animais produzidos no período, 91,1% foram abatidos em Santa Catarina, sendo o restante destinado a frigoríficos localizados em outros estados.
Bovinos
Os preços do boi gordo em Santa Catarina apresentaram queda de 0,8% na primeira quinzena de maio em relação à média do mês anterior. A mesma tendência foi observada nos principais estados produtores, com variações ainda mais expressivas, como no caso de Mato Grosso do Sul (-8,5%), Minas Gerais (-8,4%) e Goiás (-6,1%).
Na comparação entre o valor preliminar de maio e o do mesmo mês de 2022 observou-se queda de 10,5% no preço médio estadual. Contudo, foram produzidos e destinados ao abate cerca de 197 mil bovinos em Santa Catarina nos primeiros quatro meses do ano, queda de 3,7% em relação ao mesmo período de 2022. Vale destacar que o montante mencionado se refere somente aos animais abatidos em estabelecimentos com algum tipo de inspeção sanitária, não se contabilizando os bovinos destinados a autoconsumo.
Leite
No dia 11 de maio, o IBGE divulgou os primeiros resultados da Pesquisa Trimestral do Leite, com a quantidade de leite cru adquirida pelas indústrias inspecionadas do Brasil no primeiro trimestre de 2023. No período, foram adquiridos 5,848 bilhões de litros, o que representa uma queda de 1,5% em relação aos 5,937 bilhões de litros do primeiro trimestre de 2022. Esta queda contraria a expectativa de que o início de 2023 seria marcado por recuperação na produção leiteira nacional.
No mês de abril, as importações brasileiras de lácteos atingiram 18 milhões de quilos, 31,6% a menos do que os 26,3 milhões de quilos de março. Com as exportações aumentando um pouco, o déficit de abril (15,7 milhões de quilos) foi o menor valor mensal desde agosto de 2022. Somadas as importações com a quantidade de leite cru adquirida pelas indústrias brasileiras, calcula-se que no primeiro quadrimestre de 2023 houve um crescimento de 4,4% na oferta de leite no Brasil.
O preço da maioria dos lácteos aumentou de março para abril no mercado atacadista. Isto se refletiu positivamente nos preços recebidos em maio pelos produtores catarinenses. Segundo os levantamentos da Epagri/Cepa, o preço médio de março (R$2,82/litro) foi 10 centavos superior ao de abril (R$2,72/litro).
Após dois anos de frustração, a safra 2022/23 de milho em Santa Catarina está confirmando uma recuperação da produção. A estimativa atual da Epagri/Cepa para primeira e segunda safra está em 2,89 milhões de toneladas.
Os preços ao produtor catarinense tiveram recuo de 11,4% entre março e abril e de 18,8% nos últimos doze meses. A estimativa de o país colher 125,5 milhões de toneladas do grão na safra 2022/23 está pressionando os preços para baixo. O câmbio, com dólar abaixo de R$5,00, também contribuiu para a pressão dos preços em abril e início de maio. No cenário internacional, as cotações também recuam no início de maio.
Soja
Entre a primeira e a segunda safra, Santa Catarina deve produzir 2,98 milhões de toneladas de soja no ciclo 2022/23, o que confirma o
prognóstico da maior safra de soja no Estado.
Assim como no milho, os preços da soja também estão em queda. Entre março e abril a redução foi de 8,01%, fechando abril a R$137,81 a saca, menor valor desde 2020. Nos últimos doze meses a queda foi de 21,8%.
A confirmação de uma safra 2022/23 recorde no Brasil, de cerca de 154 milhões de toneladas, pressiona os preços da soja no mercado interno. Na visão internacional, os contratos futuros da soja voltaram a ser negociados abaixo dos US$ 14,00/bushel (Bolsa de Chicago, contrato julho em 16/05/23), influenciados pela maior oferta no Brasil, e pela expectativa de produção recorde nos Estados Unidos na temporada 2023/24.
Trigo
O preço médio mensal pago ao produtor de trigo continuou em queda em abril. Entre março e abril os preços caíram 4,5%, fechando a média mensal em R$80,71 a saca de 60kg. Na comparação anual, em termos nominais, os preços recebidos em abril deste ano estão 14,66% abaixo dos registrados no mesmo mês de 2022. Os preços da saca de trigo recebidos pelos produtores brasileiros tiveram uma trajetória descendente a partir de julho de 2022. Nos primeiros quinze dias de maio, essa redução se acentuou ainda mais. Até o momento, o preço parcial para o mês de maio já está em R$75,15 a saca de 60kg.
Os moinhos seguem afastados do mercado, realizando apenas compras pontuais. Neste momento, há grande oferta de trigo gaúcho para o mercado interno, o que contribui para pressionar ainda mais os preços para baixo.
Arroz
Entre janeiro e abril, Santa Catarina exportou quase o dobro do total de arroz exportado durante todo o ano passado. O principal destino foi a Venezuela. Os preços do grão catarinense seguem em elevação, puxados não só pelo aumento das vendas para o exterior, mas também pela expectativa de problemas na safra gaúcha.
Os rizicultores catarinenses já colheram 99,9% da área semeada no Estado, restando apenas a colheita da soca. A expectativa da Epagri/Cepa é que Santa Catarina produza 1.235.229 toneladas de arroz na safra 2022/23, com estabilidade da área – em torno de 147 mil hectares – e leve retração da produtividade, que esteve acima da média na última safra.
Feijão
A estimativa da Epagri/Cepa é de que Santa Catarina produza 115.382 toneladas nas primeira e segunda safra de feijão, volume 10% superior ao ciclo 2021/22. A área plantada deve reduzir cerca de 9%. Por outro lado, a produtividade deverá ter um incremento de 22%.
A primeira safra de feijão está tecnicamente encerrada. Para o feijão segunda safra, aproximadamente 83,5% da área plantada já se encontra em fase de floração e 16,5%, em fase de maturação. Em relação à condição das lavouras, 95% delas são classificadas como boas. Até a primeira semana de maio, 2,5% da área destinada ao plantio do feijão segunda safra já havia sido colhida.
O preço médio mensal recebido pelos produtores catarinenses de feijão-carioca teve um aumento de 1,42% em abril, em relação a março, fechando o preço médio mensal em R$330,35 a saca de 60kg. Para o feijão-preto, o preço médio sofreu um recuo 1,91%, fechando a média mensal em R$247,72 a saca de 60kg.
Durante abril, os preços pagos ao produtor “andaram de lado”, ou seja, oscilaram muito pouco. Com a proximidade da colheita da segunda safra, o mercado está em compasso de espera. Associado a essa situação, o consumo caiu em abril, de maneira geral, o que inibiu as empresas de adquirirem novos lotes do produto.
Maçã
Segundo estimativas atualizadas da Epagri/Cepa, os pomares catarinenses vão produzir 556.977 toneladas de maçã na safra 2022/23, queda de 2,6% na comparação com ciclo agrícola anterior. Deste total, 50,1% são de maçã Fuji, 48,1% de Gala e 1,8% de maçãs precoces.
O preço da maçã catarinense no atacado nacional se valorizou entre março e abril. As cotações de abril estão 1,3% mais elevadas que as do mesmo mês de 2022. O volume negociado da fruta catarinense nas centrais de abastecimento no primeiro quadrimestre representou 47,6% do total de maçãs comercializadas, gerando mais de R$113,3 milhões para o Estado. Na comparação entre o primeiro quadrimestre de 2023 com o do ano anterior, houve redução de 8,9% no volume comercializado da maçã catarinense
O volume de maçãs importadas atingiu 34.491 toneladas no primeiro quadrimestre, 73,8% acima da média dos últimos quatro anos. Com a colheita da fruta nacional em andamento, as justificativas que mantiveram as cotações nacionais elevadas e próximas aos preços das frutas vindas de fora do país seriam o atraso na safra 2022/23, a diminuição no volume de frutas em relação à safra anterior e a menor qualidade das frutas nacionais para estocagem.
Alho
Santa Catarina já comercializou mais de 85% de sua produção de alho e grande número de produtores amargam resultados ruins, embora tenha ocorrido aumento na procura da hortaliça em Santa Catarina.
Em abril foram importadas 11,02 mil toneladas de alho, redução de 8,69% em relação a março. A Argentina respondeu por 9,89 mil toneladas, perfazendo 89,75% da importação no mês, a China participou com 1,05 mil toneladas, o equivalente a 9,58 %, e outros com 73,40 toneladas, equivalente a 0,67% das importações. No primeiro quadrimestre do ano foram importadas 51,09 mil toneladas, 2,18% a mais que a quantidade importada no mesmo período do ano passado.
O preço médio (FOB) teve redução pelo quarto mês consecutivo. O preço foi de US$0,91/kg, redução de 3,19% em relação ao mês de março, quando foi de US$0,94/kg.
Cebola
Santa Catarina já comercializou 95% da sua produção de cebola, que foi de 551.225 toneladas, segundo a Epagri/Cepa. O preço pago ao produtor catarinense em março ficou entre R$1,90/kg a R$2,00/kg na praça de Rio do Sul, o que configura cotações em baixa no atacado.
No primeiro quadrimestre de 2023, o Brasil importou 44,89 mil toneladas, volume 29,10% menor do que no mesmo período do ano passado. O desembolso das compras externas foi de US$9,63 milhões, e preço médio (FOB) de US$0,21/kg – redução de 22,22% em relação ao ano passado.

Notícias
Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.









