Suínos
Exportações e produção controlada sustentam preços do suíno vivo em fevereiro
Mesmo com as cotações voltando a ceder em março, o bom patamar histórico dos preços e o farelo de soja em queda, moderando o impacto das altas do milho na ração, seguem sustentando um bom resultado da atividade.

O bom fluxo de exportações combinado com a produção controlada em fevereiro sustentaram a recuperação dos preços do suíno vivo ao longo do mês. Mesmo com as cotações voltando a ceder em março, o bom patamar histórico dos preços e o farelo de soja em queda, moderando o impacto das altas do milho na ração, seguem sustentando um bom resultado da atividade.
Os preços do suíno vivo reagiram em fevereiro, após um início de ano com cotações menores em relação a dezembro de 2024. O animal vivo no estado de São Paulo fechou fevereiro com média de R$8,74/kg, 10% acima do mês anterior e 31,5% sobre fevereiro de 2024. Porém, a primeira quinzena de março foi de nova acomodação dos preços frente ao final de fevereiro, mas com a média mensal ainda em linha com o mês passado.
Diante da recuperação dos preços do animal, o spread da suinocultura voltou a subir, para 36% em fevereiro, o equivalente a R$ 270/cabeça terminada, contra 25% em janeiro.
Do lado dos custos, embora o milho tenha subido em fevereiro em Minas Gerais e no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul o cereal recuou 1%, o que juntamente do farelo de soja em queda, moderou o impacto agregado nos custos, que subiram 0,3% na média, bem menos que os 8,8% de alta do animal vivo. Do lado da oferta, os abates preliminares de suínos, até fevereiro, seguem apontado um ritmo controlado da produção, semelhante ao ano anterior.
A demanda externa continuou sólida, com 101 mil t in natura embarcadas em fevereiro, significando crescimentos de 19,9% sobre fevereiro de 2024 e 12,4% no acumulado do primeiro bimestre. Além disso, o preço médio da carne voltou a subir (2,2%), após ter cedido 3,0% no mês anterior. Contudo, a apreciação cambial de 4,4% anulou esta evolução do preço e acabou reduzindo um pouco o spread da exportação, de 83% para 78%, ainda acima da média histórica (70%).

Suínos
Granjas de suínos buscam status sanitário mais alto para reduzir perdas e ampliar mercados
Especialistas se reúnem no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, dia 09 de setembro, na Universidade de São Paulo (USP), campus de Pirassununga, para discutir estratégias de erradicação de doenças, manejo e sustentabilidade.

A cidade de Pirassununga (SP), um dos principais polos de ensino e pesquisa em ciências agrárias do país, vai sediar no dia 09 de setembro o 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que reunirá pesquisadores, médicos-veterinários, consultores e produtores para discutir desafios sanitários e tecnológicos da suinocultura.
Realizado no campus da Universidade de São Paulo (USP), o encontro terá uma programação voltada à atualização técnica em temas ligados à sanidade, manejo, biosseguridade e sustentabilidade, com foco na aplicação prática nas granjas comerciais.
Entre os palestrantes confirmados está o médico-veterinário Gustavo Simão, que apresentará estratégias para erradicação de doenças em rebanhos suínos, tema considerado estratégico para granjas que buscam elevar o status sanitário e reduzir perdas produtivas.
A programação também inclui palestras sobre manejo, prevenção de enfermidades, biosseguridade e práticas voltadas ao aumento da eficiência produtiva e da sustentabilidade dos sistemas de criação.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e aplicação prática, reunindo profissionais da cadeia produtiva em um ambiente voltado à troca de experiências e atualização técnica.
As inscrições e a programação completa estão disponíveis aqui.
Suínos
Suinocultura de Mato Grosso mapeia 32 desafios para ampliar inovação no setor
Relatório do AgriHub ouviu 123 produtores e selecionou seis startups com soluções tecnológicas para a cadeia produtiva.
Suínos
Preço do suíno vivo varia de R$ 4,86 a R$ 5,88/kg no mercado brasileiro
Levantamento do Cepea mostra estabilidade na maior parte das regiões acompanhadas na sexta-feira (10).

O mercado de suíno vivo apresentou pouca movimentação nos preços na sexta-feira (10), conforme o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq. A maior parte das praças acompanhadas registrou estabilidade na variação diária.
Em Minas Gerais, o suíno vivo foi negociado a R$ 5,88/kg, com variação diária de 0,00% e alta de 0,17% no acumulado do mês. No Paraná, o preço ficou em R$ 4,86/kg, sem alteração no dia, mas com valorização de 4,97% no mês.
No Rio Grande do Sul, o indicador registrou R$ 5,00/kg, com estabilidade diária e queda de 0,99% no mês. Em Santa Catarina, o valor foi de R$ 4,98/kg, também sem variação no dia, enquanto no acumulado mensal a retração foi de 1,39%.
Em São Paulo, o suíno vivo foi cotado a R$ 5,28/kg, com recuo diário de 0,75% e estabilidade no acumulado do mês.





Segundo a gerente do AgriHub, Érika Segóvia, a escolha da suinocultura para esta edição do projeto está relacionada ao crescimento da atividade no estado. Atualmente, Mato Grosso ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país, respondendo por 4,78% da produção nacional.

