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Avicultura

Exportações e mercado interno fortalecem resultados da carne de frango

Até setembro, a produção de carne de frango cresceu 1,5%, tendo começado o ano (1T24/23) recuando 2,5% mas voltando a crescer no segundo (2,3%) e terceiro trimestres (4,8%).

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Fotos: Shutterstock

Apoiado nas boas vendas internas e externas de carne de frango, o ano terminou com os spreads da avicultura em bom patamar, com os custos contidos e os preços subindo, fortalecendo os resultados do setor.

O último mês de 2024 teve a maior média mensal do preço do frango abatido (inteiro congelado), da ordem de R$ 8,27/kg no estado de São Paulo. Isso equivale a elevações de 4,6% frente a novembro de 2024 e 11,7% ante dezembro de 2023. As boas exportações de carne de frango, a alta da carne bovina e o momento favorável às vendas no mercado interno contribuíram para as elevações.

No entanto, nas granjas o frango vivo teve leve queda, de 0,4%, com média ponderada no Paraná e Rio Grande do Sul em R$ 4,60/kg, o que manteve o custo de produção da avicultura um pouco acima dos preços da ave viva, mas vale observar que, em se tratando do spread da ave abatida (frango congelado/custo da avicultura), o indicador alcançou os 76%, o maior desde dezembro de 2019, e bem acima da média histórica de 55% desde 2006.

Foto: Claudio Neves

O spread das exportações também melhorou consideravelmente ao longo do ano, saindo de 94% em novembro, para 102% em dezembro, capturando o custo de produção da avicultura contido e a desvalorização cambial mais que compensando a pequena queda do preço de exportação. Ou seja, o setor não somente exportou boa quantidade (413 mil t in natura) em dezembro de 2024, segundo melhor dezembro da série histórica, mas também obteve boas margens nas vendas externas.

Segundo os dados do IBGE, até setembro, a produção de carne de frango cresceu 1,5%, tendo começado o ano (1T24/23) recuando 2,5% mas voltando a crescer no segundo (2,3%) e terceiro trimestres (4,8%).

Portanto, na medida em que as condições de mercado foram se mostrando favoráveis, o setor foi acelerando, sem desequilíbrios. Já os dados de alojamentos de pintinhos, referentes a outubro, mostraramaumento de 9,7% sobre outubro de 2023.

Fonte: Assessoria Agro Itaú BBA

Avicultura

Preços dos ovos variam até R$ 30,88 entre regiões produtoras

Levantamento do Cepea mostra estabilidade na maior parte dos mercados, enquanto Bastos (SP), principal referência da produção nacional, apresentou queda nos preços.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos permaneceram estáveis na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na terça-feira (1º). Entre os mercados monitorados, Recife (PE) registrou as maiores cotações tanto para ovos brancos quanto vermelhos, enquanto Bastos (SP), principal referência da produção nacional, foi a única praça a apresentar recuo diário.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Na capital pernambucana, os ovos brancos foram comercializados, em média, a R$ 151,55, enquanto os vermelhos atingiram R$ 165,13, os maiores valores entre as regiões pesquisadas. Não houve variação em relação ao dia anterior.

Na Grande Belo Horizonte (MG), os ovos brancos foram negociados a R$ 146,20 e os vermelhos a R$ 158,64, também sem alteração diária. Na Grande São Paulo (SP), as cotações permaneceram em R$ 142,24 para os brancos e R$ 153,53 para os vermelhos.

Em Santa Maria de Jetibá (ES), outro importante polo da avicultura de postura, os preços FOB ficaram em R$ 141,40 para os ovos brancos e R$ 160,50 para os vermelhos, mantendo estabilidade frente ao levantamento anterior.

O único movimento de baixa foi observado em Bastos (SP). Os ovos brancos foram negociados a R$ 134,25, com recuo de 0,73%, enquanto os vermelhos ficaram em R$ 150,67, queda de 0,48%.

Considerando apenas os ovos brancos, a diferença entre a menor cotação, registrada em Bastos (R$ 134,25), e a maior, em Recife (R$ 151,55), foi de R$ 17,30 por caixa. Entre os ovos vermelhos, a variação chegou a R$ 14,46, entre Bastos (R$ 150,67) e Recife (R$ 165,13).

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Avicultura mantém cenário favorável com alta das exportações

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, desempenho do mercado externo e custos controlados contribuíram para a rentabilidade do setor.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne de frango registraram forte desempenho em maio, com recuperação nos volumes embarcados e nos preços médios, enquanto o mercado interno apresentou melhora nas margens da cadeia produtiva. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o avanço da oferta limitou uma valorização mais expressiva dos preços domésticos.

Em maio, os embarques de carne de frango in natura e industrializada somaram 497 mil toneladas, volume 30,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A base de comparação foi impactada pelo caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, que afetou as exportações em maio do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o crescimento foi de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, região responsável por quase 30% das exportações brasileiras de carne de frango, os embarques aumentaram em relação aos dois meses anteriores. O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, além de uma leve alta no preço médio em comparação com abril. Com isso, o spread das exportações permaneceu em 44%, acima da média dos últimos cinco anos, de 38%.

No mercado interno, o preço da ave abatida em São Paulo avançou 2,4% na média mensal em relação a abril. A valorização foi observada na primeira quinzena de maio, mas perdeu força na segunda metade do mês.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os custos de produção recuaram 0,7% entre abril e maio, favorecendo a rentabilidade do setor. O spread interno, que considera os preços da carne no atacado e os custos da avicultura, aumentou dois pontos percentuais, alcançando 37%, ligeiramente acima da média histórica.

Apesar da maior oferta, a carne de frango manteve competitividade frente à carne bovina. Em maio, os preços da proteína avícola no atacado ficaram cerca de 13% abaixo dos registrados no mesmo período de 2025, enquanto o dianteiro bovino apresentou movimento contrário, com alta de aproximadamente 15% na comparação anual.

Segundo dados preliminares do IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2026, o número de cabeças abatidas aumentou 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somado ao ganho de 3,2% no peso médio das carcaças, o resultado foi um crescimento de 7% na produção de carne de frango no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura No Oeste do Paraná

Queda de energia mata 30 mil frangos e provoca prejuízo de R$ 100 mil em aviário de Cascavel

Falha no fornecimento de energia interrompeu o sistema de ventilação do aviário durante a madrugada. Copel afirma que a interrupção foi causada pelo rompimento de um cabo provocado por um raio e atingiu 169 consumidores.

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Foto: Divulgação

Cerca de 30 mil frangos morreram na madrugada de terça-feira (30) após uma interrupção no fornecimento de energia elétrica atingir um aviário na Colônia Melissa, área rural de Cascavel, no Oeste do Paraná. O produtor estima um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil e atribui as perdas à paralisação dos equipamentos de ventilação, essenciais para manter a temperatura e a renovação do ar no galpão.

Foto: Divulgação

O avicultor registrou a situação dentro do aviário e cobrou providências da Copel. “Olha aí. De novo falta de energia. Meu Deus do céu! Trinta mil aves perdidas por causa da Copel, de novo!”, desabafou.

Na avicultura industrial, os sistemas de ventilação operam continuamente para controlar a temperatura, a umidade e a qualidade do ar dentro dos aviários. Quando ocorre uma interrupção no fornecimento de energia, exaustores e ventiladores deixam de funcionar, fazendo com que o ambiente aqueça rapidamente.

Em galpões com elevada densidade de aves, o aumento da temperatura e a redução da circulação de ar podem provocar estresse térmico e falta de oxigenação em poucos minutos, levando à morte de grande parte do plantel.

Segundo o produtor, foi exatamente esse cenário que ocorreu durante a madrugada, quando a energia foi interrompida e o sistema de climatização deixou

Foto: Divulgação

de operar.

Copel atribui falha a descarga atmosférica

A Copel informou que o fornecimento de energia foi restabelecido ainda na madrugada de terça-feira. De acordo com a companhia, a interrupção foi provocada pelo rompimento de um cabo de energia após uma descarga atmosférica.

A empresa informou que o problema afetou 169 unidades consumidoras da região e que, para restabelecer o serviço, foram necessárias manobras na rede, o que provocou oscilações momentâneas no fornecimento.

Ainda segundo a concessionária, equipes permanecem trabalhando no local para estabilizar o sistema elétrico.

Fonte: O Presente Rural
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