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Notícias Mercado

Exportações e importações da China devem mostrar tombo em abril com vírus esmagando demanda global

Embarques para fora da China provavelmente caíram 15,7% em abril em relação a um ano antes

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Divulgação/Claudio Neves

As exportações e importações da China devem registrar queda de dois dígitos em abril, após ensaiarem uma recuperação em março, à medida que a pandemia de coronavírus golpeia a demanda global e interrompe as cadeias de suprimentos industriais, mostrou uma pesquisa da Reuters na quarta-feira (06). As projeções pessimistas reforçam preocupações de que o colapso da demanda global restrinja a retomada da segunda maior economia do mundo, que tenta se recuperar após semanas de paralisação devido ao surto de vírus.

Os embarques para fora da China provavelmente caíram 15,7% em abril em relação a um ano antes, de acordo com a mediana das estimativas de pesquisa com 28 economistas, muito pior do que a contração de 6,6% em março. As exportações encolheram 17,2% no primeiro bimestre do ano.

Enquanto isso, as importações devem ter encolhido 11,2% contra o mesmo período do ano passado, tombo mais acentuado desde julho de 2016 e ante queda de 0,9% no mês anterior, pois a demanda doméstica permaneceu morna.

O superávit comercial do mês deve ter sido de 6,35 bilhões de dólares, ante 19,9 bilhões de dólares em março. “As fraturas nas cadeias de suprimentos no exterior e a redução da demanda levarão a novas quedas nas exportações (no segundo trimestre)”, disseram analistas do Industrial Bank em Xangai em nota no domingo, acrescentando que mais da metade do comércio de processamento da China —aquele no qual o país importa matérias-primas de outros mercados e os reexporta na forma de produtos acabados— depende de insumos comprados de outros países.

O banco prevê que as exportações cairão 15% no segundo trimestre deste ano, em comparação a uma queda de 13,3% no primeiro trimestre.

As fábricas da China sofreram um colapso nos pedidos de exportação em abril, mostraram pesquisas recentes, em meio a relatos de que clientes estrangeiros cancelaram uma grande quantidade de encomendas enquanto a crise da saúde pelo coronavírus fechava grande parte da economia mundial.

O segundo trimestre é geralmente um período movimentado para os negócios de contêineres nos portos chineses, disse a associação de portos da China no mês passado, mas, como a doença respiratória Covid-19 se espalha globalmente, o crescimento no tráfego de contêineres tem sido contido por uma desaceleração na atividade logística global e por cortes na capacidade em companhias de navegação.

A associação estima que o transporte de contêineres possa cair de 10% a 15% no segundo trimestre.

Fonte: Reuters
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Notícias Piscicultura

Copacol anuncia parceria com frigorífico de peixes Tilápia Pisces

Segundo nota, com esta aquisição a Copacol tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura

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A Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), com sede em Cafelândia, PR, anunciou essa semana a transação comercial das instalações da unidade industrial de peixes do Frigorífico Tilápia Pisces, que fica em Toledo, no Oeste do Paraná.

Segundo uma nota encaminhada pela Copacol, com esta aquisição a cooperativa tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura. “A Copacol está alicerçada na missão de implantar ações de cooperação ao agronegócio, com o propósito de fomentar o desenvolvimento regional por meio da diversificação de renda, impulsionar a geração de emprego e proporcionar oportunidades aos cooperados”, diz a nota.

As instalações do frigorífico possuem capacidade de abate de 40 mil tilápias/dia e ficam em uma área de 57 mil metros quadrados na estrada rural de acesso ao Distrito de São Luís do Oeste. “O acordo firmado entre o presidente da Copacol, Valter Pitol, e o sócio proprietário da Tilápia Pisces, Sidney Godinho, preserva o atual quadro de colaboradores e as demais ações da unidade industrial de peixes”, finaliza a nota.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Notícias Comércio Exterior

Esmagamento de soja nos EUA bate recorde mensal em junho, diz Nopa

Membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado

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REUTERS/Dan Koeck

O esmagamento de soja nos Estados Unidos recuou pelo terceiro mês consecutivo em junho, mas a queda de 1,4% foi menor do que o esperado e o volume atingiu um recorde para meses de junho, disse a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês) na quarta-feira (15).

Os membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado, volume inferior aos 169,584 milhões de bushels processados em maio, mas que supera os 148,843 milhões de bushels esmagados em junho de 2019.

Esse foi o maior volume processado em um mês de junho na história, superando o nível de junho de 2018, segundo dados da Nopa. O resultado também ficou acima de todas as estimativas do mercado compiladas pela Reuters.

Em média, era esperado um processamento de 162,168 milhões de toneladas, de acordo com estimativas de nove analistas. As previsões variavam de 157 milhões a 166 milhões de bushels.

Os estoques de óleo de soja entre os membros da Nopa tiveram queda maior do que a projetada pelo mercado, para 1,778 bilhão de libras-peso — a média das expectativas de analistas para os estoques no mês era de 1,813 bilhão de libras-peso.

Já as exportações de farelo de soja avançaram em junho, atingindo 835.403 toneladas, ante 776.677 toneladas em maio e 554.867 toneladas em junho de 2019.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Exportações de 6 frigoríficos argentinos à China são suspensas por casos de Covid-19

China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina

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REUTERS/Marcos Brindicci

Seis frigoríficos da Argentina tiveram suas exportações de carne para a China suspensas temporariamente depois de registrarem casos de coronavírus entre trabalhadores, disse na quarta-feira (15) o presidente do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) argentino.

A China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina e, segundo Carlos Alberto Paz, chefe do Senasa, a decisão de deslistar as empresas foi tomada depois de Pequim pedir para o governo argentino oferecer garantias de segurança em meio à pandemia de coronavírus.

Seis dos 88 frigoríficos autorizados a exportar para a China, entre eles unidades da FRIAR e da Frigorífico Rioplatense, “não estão exportando temporariamente”, disse Paz, acrescentando que “assim que as fábricas estiverem em condições de voltar a exportar, voltaremos a habilitá-las”.

Segundo o Ministério da Agricultura argentino, 76% das 328.170 toneladas de carne bovina embarcadas pelo país sul-americano entre janeiro e maio tiveram como destino a China. “Eles (China) nos perguntaram que garantias poderíamos dar para que tivessem a segurança com os produtos que importam, e nós demos essas garantias”, afirmou Paz.

Até a quarta-feira, a Argentina registrou 106.910 casos de coronavírus, com 1.987 mortes, de acordo com dados oficiais.

Fonte: Reuters
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