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Exportações do agronegócio em outubro foram de US$ 13,38 bilhões
Soja em grãos, milho e açúcar são os produtos que merecem destaque no mês.

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 13,38 bilhões em outubro de 2023, uma cifra 2,3% inferior na comparação à exportada no mesmo período de 2022. O valor correspondeu a 45,4% das exportações totais do Brasil.
Dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa) indicam que o resultado das vendas externas de outubro foi fortemente influenciado pelo recuo do índice de preços dos produtos exportados. Por outro lado, a safra recorde de grãos de 2022/2023 possibilitou um aumento de volume exportado pelo Brasil.
Soja em grãos, milho e açúcar são os produtos que merecem destaque no mês.

Foto: Danilo Estevão
As exportações de soja em grãos atingiram volume recorde para os meses de outubro, com 5,53 milhões de toneladas. Esta quantidade embarcada é quase 45,7% superior ao exportado no mesmo mês de outubro do ano passado. A participação da China nas aquisições da soja em grãos exportada pelo Brasil subiu para quase 88% do volume exportado no mesmo período do ano passado. As vendas externas de soja em grãos alcançaram US$ 2,89 bilhões em outubro de 2023, com alta de 24%.
O volume embarcado de milho foi recorde para os meses de outubro, chegando a 8,44 milhões de toneladas nesse outubro de 2023 ou uma quantidade 24,5% superior na comparação com os 6,78 milhões de toneladas exportados no mesmo mês do ano anterior. As vendas externas de milho foram de US$ 1,89 bilhão, praticamente idêntico ao de outubro de 2022.
Nesse mês de outubro de 2023, a China foi o principal país importador do milho brasileiro, com participação de 40,9% na quantidade exportada pelo Brasil (3,46 milhões de toneladas) ou US$ 765,77 milhões.
O terceiro produto com desempenho favorável neste mês foi o açúcar. Os preços internacionais do açúcar continuaram elevados em setembro, devido ao déficit hídrico registrado nas lavouras asiáticas e preocupações com uma possível quebra de safra. As exportações de açúcar brasileiro subiram de US$ 1,30 bilhão (outubro/2022) para US$ 1,50 bilhão (outubro/2023), alta de quase 15,4%.
O incremento dos preços médios de exportação em 26,9% é o principal fator responsável pelo aumento do valor embarcado. Os maiores importadores do produto são Índia (US$ 197,73 milhões); Argélia (US$ 124,56 milhões; +22,4%); Indonésia (US$ 104,19 milhões; +3,8%); China (US$ 96,97 milhões; -51,3%); Canadá (US$ 91,77 milhões; +236,8%); e Malásia (US$ 80,72 milhões; +0,2%).
Acumulado do ano
Entre janeiro e outubro de 2023, as vendas externas do agronegócio brasileiro alcançaram a soma recorde US$ 139,58 bilhões, o que representa um crescimento de 3% na comparação com o mesmo período de 2022 (US$ 135,55 bilhões).
Os setores que mais contribuíram para o desempenho positivo das exportações no período foram o complexo soja (+US$ 4,37 bilhões), complexo sucroalcooleiro (+US$ 3,02 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (+US$ 1,82 bilhão).
A Ásia foi a principal região geográfica de destino dos produtos do agronegócio brasileiro no período, com 53,4% de participação, enquanto a China foi o maior mercado comprador individual, com US$ 51,10 bilhões e 36,6% de market share.

Notícias
Missão técnica aos EUA busca tecnologias para impulsionar inovação no agro paranaense
Grupo percorrerá centros de pesquisa, empresas e propriedades rurais com foco em inteligência artificial, agricultura de precisão e automação.

A segunda delegação do Sistema Faep, formada presidentes e diretores de sindicatos rurais, representantes de órgãos do setor e técnicos da entidade, está nos Estados Unidos, desde o dia 21 de julho, para conhecer o uso de Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias aplicadas a agropecuária. Formado por 40 integrantes, o grupo desembarcou em São Francisco, no Estado da Califórnia, e passará, até 31 de julho, pelo Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri. Essa viagem técnica é a segunda de cinco que acontecem ao longo do ano, todas aos EUA, com o mesmo propósito. O primeiro grupo esteve no país norte-americano em maio, enquanto os próximos três realizarão as viagens em agosto, setembro e outubro.
“Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões. É um ponto de partida para fomentar a inovação tecnológica no agro paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
O itinerário contempla visitas a universidades, agtechs (startups e empresas focadas em inovação para o agronegócio) e fazendas, onde será possível observar a tecnologia sendo colocada em prática.
Na Califórnia, haverá apresentação do ecossistema do Vale do Silício, incluindo uma visão geral das principais empresas e tendências tecnológicas que impactam os negócios e a sociedade. Depois, acontecem visitas a empresas que empregam recursos como IA, visão computacional e análise de dados para mapear o solo, identificar problemas de sanidade em plantas e realizar operações de forma automatizada.
Já no Nebraska, o grupo visitará a Valley Irrigation, líder global em sistemas de irrigação mecanizada com pivôs de alta eficiência e monitoramento remoto. Também está prevista agenda no Lincoln Agricultural Research & Development Center (Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Agricultura de Lincoln, em tradução livre), onde será possível conhecer o uso de IA e visão computacional para o monitoramento comportamental de gado em confinamento.
O roteiro inclui também ida à Universidade de Iowa, referência em pesquisa agropecuária, e à John Deere, para demonstração de tecnologias embarcadas (sistemas computacionais integrados a máquina ou veículo), automação, telemetria (coleta automatizada de dados de sensores ou equipamentos remotos) e IA em máquinas agrícolas.
Em Illinois, a parada será no Ashlyn Farm Bureau, entidade que representa produtores rurais, defendendo políticas públicas alinhadas aos interesses do setor.
A visita técnica se encerra em Missouri, onde acontece visita à Bayer, multinacional dos setores de saúde e agroquímica. Lá, a delegação do Sistema Faep vai entender o uso de IA no avanço de pesquisas voltadas ao controle de pragas e doenças em lavouras.
Histórico
As viagens técnicas internacionais já fazem parte do trabalho do Sistema Faep de fomentar o conhecimento no meio rural e promover a qualificação das lideranças, agricultores e pecuaristas paranaenses. No histórico, a entidade já promoveu viagem aos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, Itália, Áustria e Israel.
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Mapa abre credenciamento de laboratórios para reforçar análises na defesa agropecuária
Editais contemplam áreas de alimentos, produtos de origem animal e vegetal, qualidade do leite, vinhos, bebidas e resíduos em alimentos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os Editais SDA/Mapa nº 16/2026 e nº 17/2026, que abrem o processo de credenciamento de laboratórios para atuação em diferentes áreas analíticas da defesa agropecuária. A iniciativa busca ampliar a rede de laboratórios habilitados a realizar análises que dão suporte às ações de inspeção, fiscalização e controle sanitário.
O Edital SDA/Mapa nº 16/2026 contempla o credenciamento de laboratórios para as áreas de Físico-Química de Produtos de Origem Animal, Físico-Química de Produtos de Origem Vegetal, Microbiologia de Alimentos e Água, Resíduos e Contaminantes em Alimentos, Físico-Química de Alimentos para Animais e Físico-Química de Vinhos, Bebidas e Fermentados Acéticos.

Foto: Pixabay
Já o Edital SDA/Mapa nº 17/2026 é voltado exclusivamente ao credenciamento de laboratórios especializados em análises de Qualidade do Leite.
O processo de credenciamento seguirá as normas previstas na Lei nº 14.515/2022, na Lei nº 8.171/1991, no Decreto nº 5.741/2006, na Portaria Mapa nº 747/2024 e na legislação complementar aplicável.
Os editais estabelecem os critérios de participação, a documentação exigida, o cronograma, os prazos para inscrição e envio dos documentos, além das orientações para apresentação das propostas e dos canais disponíveis para esclarecimento de dúvidas.
O Mapa orienta que as instituições interessadas consultem integralmente o edital correspondente antes de iniciar o processo de inscrição, a fim de verificar todos os requisitos para o credenciamento.
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Plantas de cobertura fortalecem resiliência das lavouras às mudanças climáticas
Pesquisas mostram que prática melhora a fertilidade do solo, sequestra carbono, reduz emissões e amplia a retenção de água.







Os pesquisadores destacam que os benefícios ambientais e produtivos dependem da adoção completa do Sistema Plantio Direto, baseado em três princípios: ausência de revolvimento do solo, cobertura permanente e rotação de culturas.
Além da apresentação de Arminda Carvalho, outros pesquisadores da Embrapa Cerrados participaram da programação técnica do evento. Ieda Mendes abordou estudos sobre enzimas do solo e regeneração biológica, enquanto Lourival Vilela apresentou pesquisas relacionadas à integração entre solo, plantas e animais no Sistema Plantio Direto nos trópicos.