Notícias Em janeiro
Exportações do agro registram segundo melhor resultado da história
Apesar da queda de 5,7% em relação a dezembro, o setor movimentou US$ 11 bilhões em janeiro,

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgou os dados das exportações do agronegócio em janeiro, totalizando US$ 11 bilhões, redução de 5,7% em relação a dezembro, e 5,3% inferior a janeiro de 2024, no entanto, ainda assim, o segundo melhor mês de janeiro da história.

Principais destaques
No complexo soja, os envios de grãos no mês de janeiro atingiram o volume de um milhão de toneladas, queda de 62% frente a janeiro de 2024, visto que houve um atraso na colheita neste ano, enquanto os preços ficaram em US$ 405,9/t, 20% a menos na mesma comparação. O volume exportado de farelo também foi menor frente a janeiro de 2024 (-9,9%), sendo exportadas 1,7 milhão de toneladas. Na mesma comparação, os envios de óleo de soja foram 32% maiores neste mês do que no mesmo mês do ano passado, sendo enviadas 88 miltoneladas a US$ 1.032,3/t.
Os embarques de carne bovina in natura alcançaram o volume de 180 mil toneladas, queda de 0,8% em relação ao mesmo mês do último ano. Apesar disso, os preços estão 11,2% maiores com relação ao ano passado e subiram 1,5% frente ao mês anterior, com a tonelada sendo comercializada aUS$ 5.028,9/t.
Com relação à carne de frango in natura, houve uma redução do volume em 0,4% em relação a janeiro de 2024, atingindo 382 mil t enquanto os preços subiram 14% na mesma comparação, mas caíram 1,3% frente a dezembro de 2024. A média da tonelada embarcada foi de US$ 1.902/t.
Com relação a carne suína in natura, neste mês os envios caíram 6,9% em relação a dezembro de 2024 e atingiram 88 mil t, embora tenham sido 4,9% maiores frente a janeiro de 2024. A Ásia foi o destino de 70% das exportações. Já o preço médio caiu 3% frente a dezembro de 2024, mas subiu 12% com relação a janeiro de 2024, para US$ 2452,1/t.
No complexo sucroenergético, foram exportadas 1,7 milhões de toneladas de açúcar VHP, 35% a menos do que no mesmo mês de 2024, sendo que 40% dos envios foram destinados à Ásia. Já os preços caíram 9,6%, para US$ 474/t. Quanto ao açúcarrefinado, foram enviadas 331 milt, caindo 36% com relação a janeiro de 2024, enquanto os preços caíram para US$ 526,4/t , -12% menor na mesma comparação). Para o Etanol, o volume exportado caiu 28%, para 185 mil m3 ,mas os preços estão 1,3% superiores, a US$ 572,7/m3 .
No café, o volume de envios foi recorde para o mês de janeiro. Foram exportadas 4,1 milhões de sacas de 60kg, alta de 9,5% frente a janeiro de 2024 e 21,5% frente a dezembro de 2024. Já os preços ficaram em média à US$ 324,32/sc, alta de 8,7% frente a dezembro de 2024 e 63,8% ante janeiro de 2024.
Com relação ao algodão em pluma, foram exportadas 415,6 mil t, um volume 66,1% maior do que o do último ano, e o maior da série histórica para o mês, enquanto os preços caíram 11,2% frente a 2024, para US$ 1.709,8/t. Já o milho apresentou uma redução de 26,3% no volume exportado, que somou 3,6 milhões de toneladas, sendo que os preços caíram 5% frente a janeiro de 2024, a R$ 215,6 US$/t.


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Agricultura familiar recebe novo impulso com programas e financiamentos
Mais de 800 mil operações de crédito e R$ 37 bilhões já foram contratados no Plano Safra 2026.

O governo federal realizou na terça-feira (24) a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília (DF), com foco na agricultura familiar, reforma agrária e fortalecimento de territórios quilombolas. Durante o evento, foram anunciadas novas ações e apresentados resultados de programas já em andamento.
Entre as iniciativas destacadas estão:
- Desenrola Rural: renegociação de dívidas de 507 mil agricultores, totalizando R$ 23 bilhões.
- Plano Safra 2026: já contratou R$ 37 bilhões em um milhão de operações, com meta de dois milhões até o fim do ano.
- Floresta Produtiva: R$ 557 milhões destinados à recuperação de terras degradadas.
- Coopera Mais Brasil: R$ 40 milhões aplicados no fortalecimento de 530 organizações da agricultura familiar.
O evento também anunciou recursos para aquisição de terras na reforma agrária e a titularização de terras para comunidades quilombolas. Desde 2023, foram entregues 32 títulos e 60 decretos quilombolas, beneficiando 10,1 mil famílias em 271 mil hectares.
Outros programas citados incluem:
- Proagro: R$ 2,9 bilhões em seguros contra perdas por fenômenos naturais, pragas e doenças.
- Mais Alimentos: 861 mil operações de financiamento de máquinas e equipamentos, totalizando R$ 33 bilhões, superando 95% do volume registrado entre 2019 e 2021.
- Mais Reforma Agrária: inclusão de 234 mil famílias no Plano Nacional de Reforma Agrária desde 2023, com R$ 2,5 bilhões destinados à compra de terras em 2026.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou os avanços dos projetos e o trabalho de servidores do setor, além de destacar os principais desafios: garantir soberania alimentar e incentivar a transição da agricultura baseada em insumos químicos para a agroecologia, promovendo produção mais sustentável de frutas, legumes e verduras.
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Caminhoneiros passam a ter piso mínimo do frete reforçado
Medida Provisória amplia fiscalização, obriga uso do CIOT e prevê multas de até R$ 10 milhões para empresas infratoras.

O governo federal editou uma Medida Provisória que reforça o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, ampliando a proteção aos caminhoneiros. A iniciativa define um preço mínimo obrigatório para o transporte de cargas no país, visando equilibrar a relação entre autônomos e grandes empresas contratantes.
Segundo o ministro dos Transportes, a medida garante que caminhoneiros recebam valores justos pelo serviço prestado, evitando que grandes empresas reduzam os fretes apenas para aumentar a margem de lucro. Ele ressaltou que, assim como o salário mínimo protege trabalhadores, o piso mínimo do frete protege os caminhoneiros e evita o sucateamento da frota.
Fiscalização e penalidades

Foto: Márcio Ferreira/MT
A Medida Provisória traz regras mais rigorosas para fiscalização e penalidades. Empresas transportadoras que descumprirem a tabela de fretes podem ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso ou cancelado por até dois anos. Transportadores autônomos não serão afetados por essas sanções.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará resoluções que determinam o uso obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e definem multas escalonadas, que variam de 5 a 30 dias em casos de descumprimento, podendo chegar à suspensão definitiva e cancelamento do registro em casos de reincidência.
As multas para contratantes que não pagarem o frete mínimo podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, e a responsabilização pode atingir sócios e integrantes de grupos econômicos. Segundo o ministro, a fiscalização será eletrônica, integrada a dados fiscais e inteligência artificial, garantindo que nenhuma empresa consiga burlar as regras.
Diálogo com caminhoneiros
O governo mantém diálogo constante com representantes da categoria. Algumas reivindicações já foram atendidas, e reuniões estão previstas para discutir outros pontos, como a parada obrigatória de descanso. O objetivo é conciliar a segurança e o descanso dos caminhoneiros com a logística do transporte, permitindo que eles planejem melhor as viagens sem prejuízo financeiro ou pessoal.
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Crédito de R$ 15 bilhões é liberado para apoiar exportações brasileiras em meio à crise internacional
Linhas do Plano Brasil Soberano miram empresas afetadas por tensões geopolíticas e tarifas externas.





