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Exportações de tilápia recuam 1% em 2025 e setor projeta crescimento mais moderado em 2026

Tarifas dos Estados Unidos e avanço das importações preocupam produtores e indústrias.

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Fotos: Shutterstock

O mercado de tilápia no Brasil enfrentou um ano desafiador em 2025. No primeiro semestre, os preços pagos ao produtor recuaram diante da maior oferta de peixes com biomassa elevada.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, aponta que, entre janeiro e junho, o valor médio foi de R$ 7,92 por quilo, queda real de 20,6% em relação ao mesmo período de 2024. No intervalo, o peso médio dos peixes comercializados aumentou de 0,921 quilo para 1,023 quilo, avanço de 11,1%. O cenário foi influenciado pela forte produção de alevinos no ciclo anterior, que elevou a oferta em um momento de demanda enfraquecida.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

No segundo semestre, os preços reagiram, com altas mais expressivas em outubro e novembro. De julho a novembro, a média de negociação atingiu R$ 8,41 por quilo, 2% acima da registrada no mesmo período de 2024 e 6,1% superior à do primeiro semestre deste ano. A recuperação foi atribuída à oferta mais restrita, reflexo de povoamento mais contido no início de 2025 e da escassez de alevinos para engorda durante o período de frio prolongado, além de uma melhora na demanda.

Mesmo com a reação no fim do ano, a média geral de 2025 permaneceu abaixo da do ano anterior. Na parcial de janeiro a novembro, o valor médio ficou em R$ 8,14 por quilo, 11,4% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2024.

O preço do filé de tilápia também recuou. Até novembro, a queda média foi de 18,9% frente ao mesmo período do ano passado, indicando que a indústria ajustou valores para estimular o consumo.

No comércio exterior, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de tilápia e produtos derivados somaram 14,2 mil toneladas, volume 1% menor que as 14,3 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2024. A imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos, principal destino do produto brasileiro, afetou os embarques especialmente em agosto e setembro. Paralelamente, a abertura do mercado nacional para a tilápia do Vietnã gerou preocupação no setor.

De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Psicultura Peixe BR 2026, a expectativa para 2026 é de oferta regular no primeiro semestre, impulsionada pelo ritmo aquecido de comercialização de alevinos nos últimos meses. A projeção é de crescimento em torno de 3%, percentual inferior ao avanço superior a 12% registrado em 2024.

O setor também acompanha possíveis mudanças nas tarifas dos Estados Unidos e o comportamento das importações, fatores que podem influenciar a disponibilidade interna, os preços e as decisões de investimento ao longo do próximo ano.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026

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Preços da tilápia têm leve variação entre regiões na segunda semana de abril

Cepea aponta estabilidade no mercado, com pequenas altas e diferenças regionais nas cotações.

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Os preços da tilápia registraram leve variação entre as regiões produtoras na semana de 13 a 17 de abril de 2026, segundo dados do Cepea.

Nos Grandes Lagos, o valor ficou em R$ 10,05 por quilo, com alta de 0,10% na comparação semanal. Em Morada Nova de Minas, o preço foi de R$ 9,82/kg, com variação de 0,03%.

No Norte do Paraná, a tilápia foi cotada a R$ 10,46/kg, com leve alta de 0,08%. Já no Oeste do Paraná, o valor ficou em R$ 8,98/kg, registrando a maior variação da semana entre as regiões, de 0,44%.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, o preço foi de R$ 10,23 por quilo, com alta de 0,11% no período.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Peixes

Tilápia importada fica até 25% mais cara com mudança tributária em Minas Gerais

Medida do governo estadual é celebrada por produtores e fortalece cadeia aquícola mineira.

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Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Produtores de tilápia de Minas Gerais comemoram a publicação do Decreto 49.215, assinado pelo governador Mateus Simões, que suspende o benefício de ICMS para a importação do pescado no estado.

Com a medida, todas as formas de tilápia importada, sejam frescas, resfriadas, congeladas, inteiras ou em filés, secas, salgadas, em salmoura, defumadas ou cozidas, passam a ser tributadas com a alíquota cheia de ICMS, de 18%. O imposto também incidirá sobre tributos como Imposto de Importação e PIS/Cofins, o que deve encarecer o produto estrangeiro em cerca de 20% a 25% em relação ao nacional.

Foto: Shutterstock

O secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Thales Fernandes, afirmou que a decisão fortalece a tilapicultura mineira e contribui para o avanço da cadeia produtiva, com mais tecnificação, geração de empregos e melhoria da renda dos produtores.

A assessora técnica da Diretoria de Cadeias Produtivas da Seapa, Anna Júlia Oliveira, destacou que a mudança busca garantir condições mais equilibradas de concorrência. Segundo ela, a suspensão do diferimento do ICMS reduz distorções tributárias e aproxima a competitividade entre o produto nacional e o importado, favorecendo os polos aquícolas do estado.

O diretor-técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), André Duch, lembrou que a medida ocorre em conjunto com o reforço das ações de vigilância sanitária aquícola em Minas Gerais. Segundo ele, o estado vem ampliando a capacidade de laboratórios oficiais e credenciados, além de exigir rastreabilidade dos produtos importados e estruturar um plano de contingência para doenças emergentes em tilápias.

Para o diretor-executivo da Associação de Aquicultores e Empresas Especializadas de Minas Gerais (Peixe-MG), Bruno Machado Queiroz, o decreto ajuda a equilibrar a concorrência entre o produto importado e o produzido no estado. Ele avalia que o aumento do custo da tilápia estrangeira pode reduzir a entrada desses produtos no mercado e estimular a demanda pela produção local, além de diminuir riscos sanitários. O decreto tem validade até 31 de outubro, mas a entidade acredita na possibilidade de renovação da medida.

Fonte: Assessoria Governo de Minas Gerais
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Brasil quer ampliar aquicultura para fortalecer produção de pescado

Ministro aponta necessidade de investimentos e incentivo à atividade.

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, representou o MPA na Aquipesc Brasil 2026, a maior feira dos setores pesqueiro e aquícola do Nordeste, que reúne expositores, especialistas e outros interessados para discutir inovações, tecnologias e networking. O evento acontece entre os dias 16 e 18 de abril, em Aracaju (SE).

Na abertura, realizada na quinta-feira (16), o ministro falou sobre a importância de expandir a aquicultura no estado e no Nordeste como um todo. “Quando olhamos para o recorte de Sergipe, estamos falando de 45 mil pescadores e pescadores. Mas na aquicultura, estamos falando apenas de 800 produtores. A aquicultura está em expansão no Brasil e no mundo. Precisamos ampliar esse número e investir no setor”, declarou.

Foto: Leonardo Costa

Para tanto, ele destacou algumas políticas públicas que estão sendo implementadas. “Estamos com a consulta pública aberta de construção no Brasil participativa do Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura. Esse é um plano plural, com a participação de todos os segmentos da administração pública”, ressaltou.

Edipo também destacou a importância da inovação e do desenvolvimento da pesca artesanal. “Em relação à pesca, estamos falando de um recurso finito, que não tem como aumentar a produção, já que é um recurso natural cuja exploração é limitada. Por isso, precisamos agregar valor ao pescado”, completou.

Visita à superintendência

O ministro aproveitou a viagem ao estado para visitar a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura de Sergipe. A visita aconteceu nesta sexta-feira (17), pela manhã, e foi acompanhada pelo superintendente José Everton Siqueira Santos.

Além de conhecer as instalações da SFPA-SE, Edipo visitou o Terminal Pesqueiro Público de Aracaju, que recentemente foi leiloado pelo MPA para uma concessão de 20 anos.

Fonte: Assessoria MPA
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