Conectado com

Notícias

Exportações de sêmen bovino crescem 19% no primeiro semestre, informa Asbia

Destaque para exportação de genética com aptidão para corte, que alcançou o maior volume dos últimos seis anos

Publicado em

em

Foto O Presente Rural

O mercado de genética bovina brasileira segue em crescimento e ganhando cada vez mais espaço, inclusive fora do país. É o que aponta o INDEX da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) do primeiro semestre de 2024. O levantamento destaca que as exportações de doses de sêmen cresceram 19% em comparação a igual período de 2023. Além disso, a coleta de doses também subiu 5%.

“Houve também aumento das importações, da ordem de 14%. Enquanto as vendas para cliente final se mantiveram no mesmo patamar do ano passado, tivemos boa comercialização para a pecuária leiteira, com salto de 5% nos primeiros seis meses do ano”, detalha Cristiano Botelho, executivo da Asbia.

As informações foram colhidas pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), parceiro da ASBIA na elaboração do INDEX, que se constitui em “valiosa ferramenta para entendimento de mercado e análise das melhores tomadas de decisão para que o setor siga em desenvolvimento”.

 

Destaques do INDEX ASBIA do 1º semestre de 2024

As vendas de doses com aptidão para leite ao cliente final – sêmen entregue a criadores destinados ao melhoramento genético do rebanho – cresceram 5%, enquanto o sêmen com aptidão para corte teve queda de 3%, mantendo o mercado no mesmo patamar do primeiro semestre de 2023.

Em exportações, as doses com aptidão para corte saltaram de 200.383 para 257.122, crescimento significativo de 28,31% (o maior volume dos últimos seis anos em um primeiro semestre). Já as doses destinadas à pecuária leiteira saíram de 187.719 para 203.841 (+8,59%).

As importações de doses de sêmen também cresceram de forma importante. O sêmen com aptidão para corte foi de 715.472 no primeiro semestre de 2023 para 899.518 em 2024 – aumento de 25,71%. Já o material genético com destino à pecuária leiteira saiu de 1.633.097 em 2023 para 1.766.945 doses – sólido crescimento de 35,12%.

No primeiro semestre, foram produzidas quase 500 mil doses a mais: 8.839.762 (2024) para 8.394.063 (2023).

“O mercado interno cresceu 7,1% contando produção e importação. Isso mostra a força da genética e como os pecuaristas têm olhado com carinho para o investimento nessa biotecnologia reprodutiva extremamente importante para o avanço da cadeia da carne e do leite. Do mesmo modo, a evolução das exportações sinaliza a valorização da genética brasileira”, detalha o executivo da Asbia.

Demais informações sobre o mercado da genética bovina nacional podem ser acessadas no INDEX ASBIA de forma gratuita no site da entidade: https://asbia.org.br/index-asbia/

 

Fonte: Assessoria

Notícias

Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo

Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock

A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.

O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik

Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.

O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo

Notícias

Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes

Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

Publicado em

em

Foto: Claudio Neves

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.

Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.

Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Continue Lendo

Notícias

Finep destina R$ 220 milhões para inovação na agricultura familiar

Editais vão apoiar o desenvolvimento de tecnologias em parceria com cooperativas rurais e da aquicultura.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Dois editais públicos, lançados na terça-feira (30) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do  Plano Safra voltado a agricultores familiares. 

Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.

Política pública

Foto: AEN

Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores.

Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.

Ciência e desenvolvimento

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.

O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar.

A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep.

Crédito

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.

Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.