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Exportações de milho registram marca histórica para o mês de janeiro

As carnes de frango e suína tiveram aumento de 21,2% e 18% respectivamente no volume exportado no primeiro mês de 2023, em comparação com o mesmo período do ano passado.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A Consultoria Agro do Itaú BBA, a Radar Agro, acaba de divulgar seu relatório com análise dos principais dados das exportações do agronegócio em janeiro de 2023. Segundo aponta o relatório, as exportações foram 8,9% inferiores a dezembro de 2022, porém 15,9% superiores a janeiro de 2022.

O relatório destaca ainda que no complexo soja, em que o volume exportado de grãos foi de 840 mil toneladas, houve uma diminuição de 65,8% frente a janeiro de ano passado. Já o óleo de soja registrou 207 mil toneladas em vendas externas, volume 35,9% maior contra o mesmo mês do ano passado.

Para o farelo de soja foi registrado decréscimo no volume embarcado, -1,8% versus janeiro de 2022. Os pequenos embarques da oleaginosa no primeiro mês de 2023 são reflexo dos atrasos na colheita e comercialização da soja contra o visto no mesmo período de 2022.

Em relação aos preços, as toneladas do farelo e do grão apresentaram aumentos de 22,3% e 17,7%, respectivamente, e a cotação do óleo de soja também apresentou diminuição de 5,9%, se comparados os preços de janeiro de 2023 contra os registrados no primeiro mês de 2022, indica o relatório.

Já no setor de proteínas animais, segundo a Radar Agro, para a carne bovina in natura foram registradas 160 mil toneladas exportadas do produto em janeiro deste ano. As vendas são 16% maiores em quantidade contra o embarcado no mesmo mês de 2022.

Para a carne de frango houve aumento de 21,2% do volume exportado nesse mês, contra janeiro do ano passado, enquanto na carne suína as vendas externas do produto registradas em janeiro aumentaram 18% em comparação com o registrado no mesmo período do ano anterior.

O relatório da Radar Agro destaca ainda que, apesar do aumento nos embarques do produto bovino, o preço médio da carne bovina in natura no primeiro mês deste ano caiu em 7,5% contra o registrado no mesmo mês de 2022. A queda nas cotações no último mês foi puxada principalmente pelos menores preços registrados das exportações destinadas à China, já que o país asiático foi o destino de 62% do produto in natura em janeiro de 2023.

Para as outras proteínas, os valores de carne de frango e suína foram 15,7% e 11,7% maiores no primeiro mês desse ano quando comparadas ao mesmo mês no último ano.

Já no setor do milho, segunda a consultoria da Radar Agro, o volume nas vendas externas foram de 6,2 milhões de toneladas exportadas em janeiro de 2023, 126% maior frente ao embarcado em janeiro do ano passado. A quantidade exportada do produto no primeiro mês de 2023 foi a maior registrada historicamente para o mês de janeiro.

Sobre os preços em dólares, o produto registrou aumento de 17,9% frente à cotação do mesmo mês de 2022.

Fonte: O Presente Rural com informações da Radar Agro do Itaú BBA

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Agroshow Copagril 2026 abre calendário agropecuário do Paraná com foco em inovação

Feira reúne 200 expositores e promete impulsionar negócios, tecnologia e atualização técnica na região Oeste.

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A Copagril confirmou para os dias 14, 15 e 16 de janeiro de 2026 a realização do Agroshow Copagril, na Estação Experimental da cooperativa, em Marechal Cândido Rondon. O evento marca oficialmente a abertura do calendário de feiras agropecuárias do Paraná e já mobiliza intensa preparação para receber milhares de visitantes.

Com o tema “Raízes do Progresso”, a edição de 2026 reforça o compromisso da cooperativa em promover um ambiente voltado à eficiência produtiva e à tomada de decisão no campo. Após a reformulação do formato, a feira chega ao próximo ano mais robusta, com uma proposta de experiência técnica completa e alinhada às demandas da agricultura de alta performance.

Ao todo, cerca de 200 expositores estarão presentes, apresentando soluções em máquinas e implementos agrícolas, genética, biotecnologia, sementes, agroquímicos, energia solar, veículos e crédito de carbono. A área pecuária também ganha destaque, com tecnologias para suinocultura, avicultura, piscicultura e bovinocultura, além da presença de instituições financeiras e empresas de serviços.

O Agroshow se consolida como um polo estratégico de negócios, conectando produtores, fornecedores e especialistas de toda a cadeia produtiva. A estrutura contará com ambientes de palestra, áreas demonstrativas de cultivos e duas salas exclusivas de negociações, uma voltada ao setor agrícola e outra ao pecuário, com condições diferenciadas e atendimento personalizado.

A expectativa da Copagril é receber um público expressivo, incluindo agricultores, técnicos, pesquisadores e estudantes. Além das vitrines tecnológicas, o evento deve promover debates sobre novas tecnologias, tendências de mercado e inovações em produtividade e sustentabilidade.

O Agroshow Copagril 2026 tem patrocínio Ouro de Bayer, Grupo UbyAgro, Syngenta e Corteva. Na área pecuária, a empresa Uniclean assume o patrocínio, reforçando parcerias estratégicas com marcas de referência no setor.

Com programação abrangente e foco no avanço do agronegócio, o evento reafirma seu papel como plataforma geradora de conhecimento, inovação e oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento dos produtores rurais da região.

Fonte: Assessoria Copagril
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Milho sobe no exterior e trava no Brasil com câmbio e estoques elevados

Enquanto os preços internacionais avançam, o mercado interno brasileiro segue contido devido à valorização do real, estoques elevados e ritmo lento de comercialização.

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Foto: Shutterstock

O mercado do milho atravessa um momento de contrastes entre o otimismo internacional e a cautela doméstica. Enquanto as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) reagiram com força em setembro, impulsionadas por temores climáticos e demanda aquecida nos Estados Unidos, o Brasil observa movimentos mais contidos, em meio à valorização do real e à lentidão na comercialização da safra.

De acordo com a Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço do milho em Chicago subiu 7% em setembro em relação a agosto, alcançando US$ 4,12 por bushel. “O avanço reflete o impacto do clima seco e quente registrado em agosto, que elevou o risco de quebra de produtividade nas lavouras americanas. A preocupação se confirmou com o avanço da colheita, ainda que de forma limitada, reforçando o movimento altista”, ressalta os analistas do Itaú BBA.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Além do fator climático, a demanda doméstica por milho nos Estados Unidos, especialmente para produção de etanol, se manteve firme, contribuindo para sustentar os preços. A demanda externa também segue consistente, dando suporte adicional às cotações internacionais.

No Brasil, os preços acompanharam o movimento de alta observado no exterior. Em Campinas (SP), o milho subiu 1,5%, cotado a R$ 64,80 por saca. Já em Sorriso (MT), o avanço foi de 4%, chegando a R$ 46,50 por saca. Mesmo com o ganho, o mercado interno permanece cauteloso. “Os produtores ainda seguram a venda, com apenas 55% da safra 2024/25 comercializada até o momento, abaixo da média de 60% dos últimos cinco anos”, destaca a Consultoria Agro do Itaú BBA.

Plantio avança no Brasil

Enquanto os preços tentam encontrar sustentação, o plantio da primeira safra de milho avança de forma positiva no Sul do país. De acordo com a Conab, mais de 30% da área projetada já foi semeada, com destaque para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, um alento para os produtores da região.

Safra norte-americana

Nos Estados Unidos, o quadro é de relativa estabilidade após semanas de incerteza. O USDA divulgou, no fim de setembro, os estoques trimestrais de milho em 38,9 milhões de toneladas, acima da expectativa do mercado, que era de 33,9 milhões de toneladas. Embora o volume seja menor que o registrado no mesmo mês do ano anterior (44,8 milhões de toneladas), o número divulgado ficou acima do estimado no relatório WASDE de setembro, o que indica possível revisão para cima do balanço de oferta e demanda da safra americana.

O USDA elevou a estimativa de produção de milho nos Estados Unidos de 425,3 para 427,1 milhões de toneladas e revisou para cima as exportações, agora projetadas em 75,6 milhões de toneladas. Os estoques finais foram calculados em 53,6 milhões de toneladas, um salto de 59,2% em relação à safra 2024/25, o que reforça o cenário de ampla oferta global.

Apesar de relatos pontuais de produtividade abaixo do esperado, a safra americana ainda é considerada recorde, o que, segundo a Consultoria Agro do Itaú BBA, traz conforto ao balanço global de oferta e demanda e reduz o potencial de novas altas de preços.

Comercialização segue baixa

No Brasil, a comercialização segue abaixo da média histórica, em um cenário de armazéns ainda cheios e produtores atentos às oscilações do câmbio. “Outubro tende a ser um mês de maior movimentação, já que o milho é o principal produto armazenado atualmente. Os armazéns precisam estar livres até janeiro para receber a nova safra de soja”, explica a consultoria.

Valorização do real

Outro fator que pode pressionar as cotações internas é a valorização do real, que reduz a competitividade do grão brasileiro no mercado internacional. Apesar de os embarques de setembro terem sido considerados bons, o preço de paridade permanece abaixo do mercado interno, o que limita o potencial de novas altas.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Mesmo com o bom desempenho das exportações, que podem chegar a 42 milhões de toneladas embarcadas em 2025, o Brasil deve encerrar o ano com estoques de passagem confortáveis, segundo o Itaú BBA. “Isso deve reduzir o risco de desabastecimento e equilibrar o mercado no início do próximo ciclo”, projeta a consultoria.

A combinação entre oferta global elevada, câmbio desfavorável e ritmo lento de vendas tende a manter o mercado brasileiro de milho sob um tom de moderação nas próximas semanas. Para os analistas do Itaú BBA, o comportamento dos preços deve seguir atrelado ao cenário internacional, especialmente à definição da safra americana e à dinâmica cambial. “O mercado global de milho entrou em um momento de transição, em que há suporte de curto prazo por fatores climáticos e de demanda, mas a tendência estrutural ainda é de equilíbrio, com estoques globais elevados”, ressalta a Consultoria Agro do Itaú BBA.

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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China assume liderança nas exportações de fertilizantes ao Brasil

Mudança no perfil das importações pressiona a cadeia produtiva e reforça a necessidade de diversificação de fornecedores.

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Foto: Claudio Neves

A China ultrapassou a Rússia e se tornou, em 2025, a principal fornecedora de fertilizantes ao Brasil, reforçando a dependência do agronegócio nacional das políticas de exportação chinesas e ampliando a preocupação com custos logísticos em alta. A mudança ocorre em um momento de maior volatilidade no mercado global e tende a influenciar diretamente o planejamento de compra dos produtores rurais.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

De janeiro a outubro, o Brasil importou 38,3 milhões de toneladas de fertilizantes, volume superior às 36,7 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O avanço foi impulsionado sobretudo pela China, que embarcou 9,76 milhões de toneladas ao país, cerca de 25% de todo o fertilizante importado no ano.

O crescimento é expressivo em relação ao ano anterior, quando os chineses forneceram 6,6 milhões de toneladas, o equivalente a 18% do total. Com isso, o país asiático ganhou espaço antes ocupado pela Rússia, tradicional líder no mercado brasileiro.

A ampliação da presença chinesa traz implicações estratégicas ao Brasil. Como o abastecimento passa a depender mais das diretrizes comerciais definidas por Pequim, o produtor rural fica mais vulnerável a eventual mudanças nas regras de exportação, limitações sazonais ou readequações internas do mercado chinês. Além disso, a distância geográfica amplia custos logísticos e pode pressionar o preço final do insumo no país.

O cenário reforça a necessidade de planejamento mais cauteloso por parte dos agricultores e reacende o debate sobre diversificação de fornecedores e estímulo à produção nacional de fertilizantes, especialmente em um momento em que o consumo interno segue elevado e fundamental para sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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