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Notícias Porto de Paranaguá

Exportações de milho no Paraná já superam todo o ano de 2018

Na comparação entre os primeiros cinco meses de cada ano, a movimentação do cereal mais que dobrou

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Divulgação/AENPr

As exportações de milho pelo Porto de Paranaguá, entre janeiro e maio de 2019, já superam o volume registrado em todo o ano de 2018. Números divulgados pelos Portos do Paraná na segunda-feira (10) mostram que nos primeiros cinco meses deste ano foram 1,4 milhão de toneladas exportadas. Nos doze meses de 2018 foram 1,09 milhão de toneladas.

Na comparação entre os primeiros cinco meses de cada ano, a movimentação do cereal mais que dobrou. De janeiro a maio do ano passado, Paranaguá registrou 677,5 mil toneladas embarcadas.

A receita gerada somou U$ 244,7 milhões, mais de 128% maior que o registrado no ano passado, segundo dados do Ministério da Economia. Os principais países compradores deste ano são Irã, Malásia, Taiwan (Formosa), Egito e Cuba.

“O resultado reflete a boa comercialização, estimulada pelo dólar forte e pelo preço competitivo. A eficiência do Porto de Paranaguá também é essencial, tanto na armazenagem do produto, quanto no embarque dos navios”, diz o diretor-presidente da autoridade portuária, Luiz Fernando Garcia.

Em 2018, questões comerciais prejudicaram as exportações do cereal e o porto paranaense não registrou movimentação do produto em maio. Neste ano, somente no último mês, foram 490,8 mil toneladas exportadas. Deste total, 77% passaram pelo complexo do Corredor de Exportação.

Modal

A movimentação de milho fez crescer também o uso do modal ferroviário. A utilização de trens para o transporte do produto até a descarga no Porto de Paranaguá teve aumento de 214% na comparação com o ano anterior.

De janeiro a maio de 2019, foram 3.854 vagões carregados com 227.275 toneladas transportadas. Nos primeiros cinco meses de 2018, foram 1.226 vagões que descarregaram 77.431 toneladas.

A produção paranaense lidera o escoamento por trilhos, somando quase 199 mil toneladas do produto, movimentados em 3,3 mil vagões. Na sequência, destacam-se como origem do milho que chega em trens os produtos dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e São Paulo.

Rodovias

Apesar do aumento na participação do modal ferroviário, o principal transporte do produto até o Porto continua sendo por rodovias. Nos primeiros cinco meses deste ano, foram 32.205 caminhões que descarregaram quase 1,17 milhão de toneladas de milho.

Em quantidade de veículos, o aumento registrado na participação do modal é de 184%.

Do milho que chega pelas rodovias, as origens são, principalmente, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Grãos

De janeiro a maio de 2019, foram movimentadas 4,6 milhões de toneladas de soja, 2,18 milhões de farelo de soja e 617,8 mil toneladas de açúcar (granel e ensacada).

A utilização do modal ferroviário permaneceu no mesmo patamar na movimentação geral. Foram 46 mil vagões, em média, que transportaram cerca de 2,5 milhões de toneladas de grãos.

Já o uso do modal rodoviário caiu 20%, tanto em quantidade quanto em volume de carga. Este ano o Porto de Paranaguá recebeu 153.462 caminhões, com quase 5,6 milhões de toneladas de grãos. Em 2018, de janeiro a maio, foram 192.393 caminhões, com aproximadamente 6,2 milhões de toneladas.

Portos do Paraná já movimentaram 19,7 milhões de toneladas

Em maio, os Portos do Paraná movimentaram quase quatro milhões de toneladas de cargas: 2,5 milhões de exportação e 1,5 milhão de importação. No acumulado dos primeiros cinco meses de 2019, foram mais de 19,7 milhões de toneladas. Só de exportação, foram 12,2 milhões de toneladas. Na importação, foram 7,5 milhões de toneladas.

Na comparação com o mesmo período de 2018, a movimentação geral registra queda de 10%. No ano passado, de janeiro a maio, foram quase 22 milhões de toneladas. Segundo os operadores, a queda é geral, em todos os portos do país, e o motivo é a situação de mercado.

Carga geral

As movimentações de carga geral registraram aumento de 9% em relação ao ano passado. Em 2019, de janeiro a maio, foram mais de 4,4 milhões de toneladas de carga geral movimentados, contra 4 milhões em 2018.

As exportações foram destaque e cresceram 16% em relação ao mesmo período do ano passado: 2,8 milhões de toneladas, ante 2,5 milhões.

Já as importações apresentaram aumento modesto: cerca de 1% em comparação com 2018. Foram mais de 1,44 milhão de toneladas em importação de carga geral de janeiro a maio de 2019 contra 1,43 milhão, em 2018.

Contêineres 

O aumento registrado na movimentação dos contêineres, de janeiro a maio de 2019, foi de 14%, no geral. Este ano, foram 343.371 unidades próprias de medida (TEUs). Em 2018, foram 302.492.

No sentido exportação, o aumento registrado na movimentação de contêineres pelo Porto de Paranaguá foi de 12% (170.631 TEUs, contra 152.157). Na importação, o aumento foi de 15%: cresceu de 150.335 TEUs para 172.740)

Importação

Entre os granéis de importação movimentados pelo Porto de Paranaguá, o maior aumento foi registrado no trigo: 85%. Este ano, de janeiro a maio, foram 231,8 mil toneladas importadas do produto. Em 2018, quase 125,4 mil toneladas.

O segundo destaque nas importações a granel fica na dupla malte/cevada: 34%. Este ano, nos primeiros cinco meses, foram 242.564 toneladas importadas do produto contra 181.397, no ano passado.

Entre os granéis líquidos importados, o maior aumento foi registrado no metanol, acumulado em mais de 449 mil toneladas. O volume é 12% maior que o registrado no ano passado (pouco mais de 400 mil toneladas).

Antonina

O Porto de Antonina, onde opera a empresa TPPF (Terminal Ponta do Félix), segue a tendência de retomada da movimentação. Nos primeiros cinco meses do ano, o crescimento registrado foi de 49%, em comparação com 2018. No total, em 2019, foram quase 376 mil toneladas movimentadas, contra pouco mais de 253 mil toneladas, em 2018.

O principal produto movimentado por Antonina é o fertilizante, na importação. No balanço dos primeiros cinco meses do ano, foram 255 mil toneladas movimentadas – 52% a mais que o volume importado em 2018.

Sentido exportação, são movimentados açúcar (saca) e farelo de soja. Em 2019, foram exportadas mais de 31,2 mil toneladas de açúcar e mais de 89,3 mil de farelo de soja (100% paranaense e não transgênico).

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Safrinha

Cresce produção de milho segunda safra no Paraná e Mato Grosso do Sul

Além de alcançarem, em sua maioria, uma produção satisfatória, também foi constatada alta qualidade dos grãos

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Divulgação/Copagril

A colheita de milho segunda safra, que está em andamento na região oeste paranaense e sul-mato-grossense, revelou aspectos satisfatórios para os produtores da área de ação da Copagril. Além de alcançarem, em sua maioria, uma produção satisfatória, também foi constatada alta qualidade dos grãos.

Dentre os fatores favoráveis à safra deste ano estão o plantio antecipado das lavouras, que garantiu maior luminosidade e melhor desenvolvimento da cultura; as condições de clima; bem como o investimento realizado pelos produtores.

O diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, observou que a maior parte do milho foi colhido inicialmente em condições favoráveis, como a umidade de solo reduzida, facilitando as operações de colheita. “É uma grande satisfação vermos, gradativamente, o resultado da colheita do milho segunda safra, diante da expectativa inicial. Estamos preparados para receber a produção”, afirmou.

Volume

No Paraná, a estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) é de que sejam colhidas 13 milhões de toneladas de milho na segunda safra, número 42% superior ao do ano passado, em uma área de 2,2 milhões de hectares, um avanço de 7% na comparação com a safra anterior.

No Mato Grosso do Sul a segunda safra é estimada em 9,552 milhões de toneladas. O montante é 6% maior que a previsão inicial de 9 milhões de toneladas, o que representa a melhor safra de milho da história do Estado. A área cultivada foi de 1,918 milhão de hectares. Os dados são resultado do levantamento do Siga-MS, o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio implantado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), e em parceria com a Aprosoja e Famasul. O aumento da produção é atribuído à ampliação da área plantada e na estimativa de produtividade do milho.

Intervalo

Devido à colheita antecipada em relação a outros anos, neste ano haverá um intervalo maior até o próximo plantio, sendo uma oportunidade para os produtores realizarem operações como coleta de solo para análise, assim como correção da fertilidade por meio da aplicação de calcário, gesso ou fertilizante. Também é oportuno observar como estão as curvas de nível ou se existe compactação de solo, havendo tempo hábil para corrigir.

Alguns produtores realizam a semeadura de aveia ou nabo forrageiro para cobertura e proteção do solo nesse período, porém nas lavouras que ficarão em pousio o produtor deve ficar atento com as plantas daninhas, realizando manejo para evitar que elas produzam sementes, representando desafio de controle para a próxima cultura/safra a ser implantada.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Internacional

Saem de Paranaguá 38% da carne de frango exportada pelo Brasil

De janeiro a maio, as vendas externas do país somaram 1,6 milhão de toneladas, sendo 637,6 mil movimentadas no porto paranaense

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Divulgação/AENPr

De janeiro a maio de 2019, as vendas externas brasileiras de carne de frango somaram 1,6 milhão de toneladas. Deste total, 637,6 mil toneladas foram movimentadas no Porto de Paranaguá. Isso representa mais de 38% de todo o frango congelado exportado pelo Brasil neste ano. O resultado mantém o Paraná como o principal exportador do produto nacional.

O desempenho paranaense está à frente, inclusive de Santa Catarina, outro grande exportador, que embarcou 626,9 mil toneladas no período. “A estrutura para armazenagem frigorificada no Interior do Estado e em Paranaguá e a eficiência no embarque dos contêineres foram fundamentais para alcançar esse desempenho”, explica o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Acima da média

O Estado apresentou crescimento acima da média nacional, tanto em quantidade quanto em faturamento, na comparação com os primeiros cinco meses de 2018. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Paraná registrou saldo positivo de 10,6% em peso e 13,6% em receita. No País, o crescimento foi de 3,6% e 6,3%, respectivamente.

Beneficiada por preços mais altos, a receita brasileira gerada com as vendas do produto foi de U$ 2,7 bilhões, entre janeiro e maio. A receita paranaense foi de U$1 bilhão, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)

Diferencial

O produto exportado via Paranaguá tem como principal origem os produtores do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. O principal destino são China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Para Rodrigo Buffara Farah Coelho, gerente-geral do Grupo Cotriguaçu em Paranaguá, os números resultam dos serviços de excelência prestados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) – empresa que opera este tipo de carga congelada no cais público.

“A escolha pela TCP evidencia que o terminal está preparado para atender a demanda da indústria de cargas congeladas e o protagonismo do Paraná, primeiro do Brasil em produção de frango. Nosso grupo é a cooperativa que mais exporta carne congelada no país, quase que inteiramente movimentando via Paranaguá”, conta.

Segundo ele, um dos diferenciais é a estrutura existente também no Interior do Estado. “Temos uma unidade de armazenagem frigorífica localizada em Cascavel e que nos permite transportar as cargas até Paranaguá via modal ferroviário”, completa

O Grupo Cotriguaçu é formado por quatro cooperativas da Região Oeste do Paraná: C. Vale, Copacol, Coopavel e Lar. Juntas, elas são responsáveis por 35% do total de carga congelada movimentada em Paranaguá, no último mês.

Recorde

Em Paranaguá, o número de contêineres refrigerados, para transporte de carne de frango, cresceu 328% neste ano. De janeiro a maio de 2019, foram 19.484 unidades. Em 2018, no mesmo período, foram 4.553.

Em maio, a TCP registrou movimentação recorde de contêineres refrigerados. Foram 8.442 contêineres, chamados de reefer, sentido exportação, quebrando a marca de 8.236 registrada em junho de 2017.

No acumulado do ano, já são 35.369 unidades movimentadas. Nos cinco primeiros meses de 2018, foram 32.134 unidades. “O recorde da movimentação em cargas refrigeradas deve-se a um forte trabalho comercial realizado pela TCP e à capacidade operacional, já que o Terminal é o único com conexão direta com a ferrovia e tem o maior parque de tomadas reefer da área de influência”, explica Alexandre Rubio, diretor Comercial da TCP.

O executivo conta que o Terminal tem condições de operar mesmo em situações climáticas adversas. “A estrutura funciona sete dias por semana, 24 horas, mesmo em períodos mais chuvosos. Mantemos sempre a capacidade total de operação, sem restrições para a atracação dos navios”, ressalta.

Além disso, a TCP conta com o maior parque de tomadas reefer do país. São 3.624 tomadas e 153 torres metálicas espalhadas no pátio que servem de acesso para o monitoramento e conexão/desconexão dos contêineres.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias 70,5 mi de toneladas

Agroconsult eleva previsão de exportação de soja do Brasil

Aumento na projeção ocorre com Brasil tirando proveito da disputa comercial entre EUA e China

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Divulgação/AENPr

As exportações de soja do Brasil, maior exportador mundial, deverão atingir 70,5 milhões de toneladas em 2019, apontou na segunda-feira (17) a Agroconsult, que até março projetava 67 milhões de toneladas para os embarques no ano. O aumento na projeção ocorre com o Brasil tirando proveito de questões ainda não resolvidas na disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, o maior importador da oleaginosa.

Quando houve uma trégua na guerra comercial, os chineses compraram 14 milhões de toneladas de soja norte-americana, como sinal de boa vontade nas negociações, mas uma parte do volume adquirido pelos chineses ainda não foi embarcada, e as negociações entre as duas maiores economias azedaram novamente.

“Tem 5 a 6 milhões de toneladas de soja dos EUA que ainda não foram embarcada para a China”, disse o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, citando indicações no mercado sobre riscos de cancelamentos de embarques. Além disso, o plantio da safra dos EUA está sofrendo com um plantio histórico, o que elevou os preços da commodity, favorecendo vendas de produtores no Brasil.

Na temporada passada, o Brasil foi fortemente beneficiado pela disputa comercial entre EUA e China, que resultou em exportações recordes brasileiras, de cerca de 84 milhões de toneladas.

Apesar das exportações de soja maiores que o esperado inicialmente, em um momento em que a China reduziu sua demanda por conta do impacto da peste suína africana, o analista não considera que o Brasil terá problemas logísticos no segundo semestre, quando os embarques de milho deverão ser recordes.

O Brasil, segundo exportador global de milho, exportará um volume de 38 milhões de toneladas do cereal em 2019, com o produto nacional mais competitivo que o dos Estados Unidos, em um ano em que os brasileiros estão colhendo uma safra gigantesca e os norte-americanos enfrentam atrasos históricos no plantio, avaliou na segunda-feira a Agroconsult. “O que vai acontecer com essa exportação mais robusta é que vamos ocupar mais a logística disponível. Não vemos problemas até agora. A capacidade estará mais preenchida”, disse ele.

Embora a Agroconsult tenha elevado sua projeção de exportação, deixou estável a previsão de safra em 118 milhões de toneladas. A consultoria tem uma estimativa superior à das principais associações do setor, a Abiove e a Anec, dos exportadores de cereais, que projetam 68,1 milhões e 65 milhões de toneladas, respectivamente.

Segundo o assistente executivo da Anec, Lucas Brito, a Agroconsult já deve estar considerando “o real impacto da peste suína africana, a manutenção da guerra comercial e também perdas na safra norte-americana de soja”, que vão influenciar preços e poderiam favorecer as vendas do Brasil. “São fatores que ainda não podemos mensurar, por isso estamos sendo mais conservadores”, comentou Brito, ponderando ainda que o tamanho da safra do Brasil seria um limitante para embarques de 70 milhões de toneladas.

Exportações de milho e soja maiores do que o esperado, em meio a problemas na safra dos Estados Unidos, trazem boas perspectivas para o plantio da nova safra brasileira, que deverá começar em setembro, destacou ainda a Agroconsult.

Fonte: Reuters
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