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Exportações de grãos e açúcar devem crescer 11% em Paranaguá no 1º trimestre

Somados, os volumes esperados de soja, farelo, milho e açúcar representam alta de 11% em relação ao que foi exportado nos mesmos três meses de 2020

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Claudio Neves

Com um novo terminal interligado a oeste do cais, os operadores do Porto de Paranaguá preveem movimentar cerca de 6 milhões de toneladas de granéis sólidos de exportação no 1º trimestre de 2021. Somados, os volumes esperados de soja, farelo, milho e açúcar representam alta de 11% em relação ao que foi exportado nos mesmos três meses de 2020 – de 5,47 milhões de toneladas.

“Para atender essa demanda vamos precisar do Corredor de Exportação funcionando 100%. O objetivo é ter máxima produtividade nos três berços a leste do cais e ainda contar com o berço 201, no corredor oeste, e o berço 204”, destaca o diretor de operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Segundo ele, os berços 201 e 204 tiveram, em 2020, um aumento significativo do calado (profundidade disponível para o navio utilizar, quando carregado), passando a 12,5 metros. Além disso, um novo terminal começa a operar no Corredor Oeste de Exportação do Porto de Paranaguá, logo nos primeiros meses de 2021.

“Isso vai nos trazer possibilidade de trazer ainda mais carga para Paranaguá. Com essa capacidade ampliada, que não tínhamos nos anos anteriores, e essa estrutura temos todas as condições de atender os nossos usuários e bater novos recordes na exportação”, prevê Teixeira.

Novo terminal 

O novo terminal que se interliga para começar 2021 operando à oeste do cais, pelo berço 201, é a Cavalca Administração Portuária (CAP). “Nossa expectativa é começar a operar logo nos primeiros meses do ano. Toda a estrutura está pronta e já recebemos o alfandegamento, agora na última semana de dezembro”, conta o gerente-geral do terminal, Eulisses Zagonel Machado.

Segundo Machado, a empresa vai trabalhar, principalmente, com soja – em grão e farelo – originadas na região Oeste do Paraná e do estado do Mato Grosso. “Nossa expectativa é carregar de 60 a 65 mil toneladas por mês”, completa.

O terminal conta com um armazém de fundo plano para 50 mil toneladas de carga e é interligado por correias transportadores até os equipamentos do berço – os dois shiploaders – que têm capacidade de embarcar cerca de duas mil toneladas hora, cada.

“A operação simultânea de dois corredores de exportação, no Porto de Paranaguá, vai possibilitar mais agilidade nos carregamentos, potencialmente diminuindo o tempo de espera dos navios”, afirma o gerente da CAP.  A expectativa da Cavalca é exportar 180 mil toneladas de soja já no primeiro trimestre de 2021.

Interligados

No mesmo berço 201, interligado no Corredor Oeste, está o terminal da Bunge. A expectativa da empresa é exportar, nos primeiros três meses deste novo ano, 415 mil toneladas de graneis – 235 mil de farelos de soja e 180 mil de soja em grão. O volume esperado é 87% maior que o consolidado em 2020, de janeiro a março de 2020, no berço: 221.532 toneladas de soja em grão e farelo.

Pelo berço 204, a Pasa espera exportar, no mesmo período, 770 mil toneladas de carga, sendo 420 mil toneladas de soja (121% a mais que as 189.946 toneladas exportadas de janeiro a março de 2020, em grão e farelo) e 350 mil de açúcar a granel (17% a mais que as 298.490 toneladas exportadas no primeiro trimestre em 2020).

Leste

Juntos, os nove terminais privados e os dois públicos interligados no Corredor de Exportação Leste, do Porto de Paranaguá, esperam movimentar 4.717.000 toneladas de soja, milho e farelo no primeiro trimestre de 2021. Esse volume representa uma movimentação média de 1.572.333 toneladas por mês.

O volume esperado é quase o mesmo do consolidado na exportação do complexo em 2020 (4.721.471 toneladas). De soja, são esperadas quase 3,1 milhões de toneladas. O volume é um pouco menor do exportado nos três primeiros meses de 2020: 3.348.522 toneladas.

De farelo de soja, a expectativa dos terminais é exportar 1.144.000 toneladas no primeiro trimestre de 2021. O volume será 6,4% maior que as 1.075.147 toneladas consolidadas no mesmo período deste ano.

O produto que deve apresentar uma alta significativa é o milho. A previsão é movimentar 475,5 mil toneladas do grão de janeiro a março do próximo ano. Em 2020, foram exportadas 297.802 toneladas do produto pelo Corredor Leste – 37% a menos do volume esperado.

Fonte: Assessoria

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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