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Avicultura

Exportações de frango se estabilizam e preços devem permanecer firmes no último trimestre

Demanda europeia e consumo doméstico sustentam mercado, enquanto custos se mantêm controlados e margens das indústrias seguem positivas.

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Foto: Jonathan Campos

Com a maior parte do fluxo de exportação de carne de frango restabelecido, a expectativa para o último trimestre do ano é de manutenção dos embarques em patamar elevado, com possibilidade de melhora adicional a partir de outubro, diante da retomada da demanda europeia. Esse movimento tende a reduzir os excedentes internos e sustentar os preços, especialmente considerando que os principais destinos seguem ativos, mesmo com a China ainda sem sinalizar qualquer desbloqueio.

No mercado doméstico, o período é tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pelas festas de fim de ano. Apesar da valorização da carne de frango, a relação de preços em comparação ao dianteiro bovino permanece historicamente vantajosa para a ave, o que deve manter a competitividade do produto no varejo.

Foto: Ari Dias

Um ponto de atenção é a oferta de carne bovina, que, embora apresente bom ritmo de abate, não registra excedentes. Esse fator evita quedas nas carcaças e atua como suporte adicional para os preços do frango, equilibrando o mercado.

O cenário também é positivo para as margens das indústrias processadoras. Os custos seguem controlados, com cotações de milho e soja sem indicar pressões relevantes. A demanda interna e externa deve se manter firme, contribuindo para a estabilidade financeira do setor.

No campo, as condições climáticas favorecem o desenvolvimento da safra de verão. No caso do milho, os estoques de passagem devem superar as expectativas, refletindo a baixa competitividade das exportações, o que reforça a perspectiva de estabilidade nos custos das rações.

Com fatores positivos tanto na exportação quanto no mercado interno e custos sob controle, o setor avícola inicia o último trimestre em posição favorável, com expectativa de preços estáveis e margens preservadas.

Fonte: O Presente Rural com informações de Consultoria Agro Itaú BBA

Avicultura

Avicultura busca maior eficiência com ajuste de cálcio e fósforo na dieta

Pesquisadora da Universidade de Maryland, Roselina Angel apresenta no SBSA estudos sobre nutrição mineral que elevam a eficiência produtiva e contribuem para a sustentabilidade da avicultura.

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Foto: Shutterstock

O equilíbrio nutricional das dietas modernas do frango de corte, especialmente no uso de cálcio (Ca) e fósforo (P), tem papel importante na eficiência produtiva e na sustentabilidade da avicultura. O tema será abordado na palestra Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte, ministrada pela pesquisadora Roselina Angel, no dia 08 de abril, às 11h30, durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), em Chapecó (SC), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet).

Roselina é professora de Nutrição de Monogástricos na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, com atuação em pesquisa e extensão no Departamento de Ciências Animais e Aviárias. Possui mestrado em Nutrição Animal e doutorado em Nutrição de Aves pela Iowa State University. Atuou por nove anos como gerente de pesquisa na Purina Mills antes de ingressar na carreira acadêmica.

A pesquisadora possui ampla atuação científica internacional, com sete capítulos de livros publicados, mais de 180 artigos científicos revisados por pares e mais de 265 resumos científicos, além de ter proferido mais de 300 palestras convidadas nos Estados Unidos e em diversos países. Seu trabalho recente concentra-se na otimização da nutrição de fósforo por meio da compreensão da interação com cálcio, desenvolvendo ferramentas que aumentam a eficiência econômica da utilização de nutrientes e reduzem o impacto ambiental da produção avícola. Sua pesquisa tem contribuído diretamente para avanços na sustentabilidade ambiental e econômica da indústria avícola.

Pesquisadora Roselina Angel

Com a evolução genética das aves e o avanço das tecnologias nutricionais, a formulação de dietas exige cada vez mais precisão no uso de minerais essenciais. O ajuste adequado dos níveis de cálcio e fósforo é fundamental para o desenvolvimento ósseo, o desempenho produtivo das aves, para melhorar a eficiência de utilização dos nutrientes e reduzir o impacto ambiental da produção avícola.

Para a presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), Aletéia Britto da Silveira Balestrin, temas relacionados à nutrição são estratégicos para o desenvolvimento do setor. “A nutrição tem papel central na produtividade, na saúde das aves e na sustentabilidade dos sistemas de produção. O Simpósio busca trazer especialistas que contribuam com conhecimento científico aplicado, auxiliando os profissionais a tomar decisões cada vez mais eficientes no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o Simpósio tem como compromisso reunir especialistas reconhecidos internacionalmente para discutir temas que impactam diretamente a cadeia produtiva. “A participação da Dra. Roselina Angel traz uma contribuição científica importante para o debate sobre nutrição mineral, eficiência produtiva e sustentabilidade na avicultura moderna”, afirma.

Compreender a interação entre cálcio e fósforo é fundamental para aprimorar as estratégias nutricionais. Os estudos de Roselina têm demonstrado que o manejo adequado desses nutrientes pode maximizar a eficiência econômica da conversão alimentar, além de contribuir para a redução do desperdício nutricional e dos impactos ambientais, especialmente na qualidade da água e do ar em sistemas de produção intensiva.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana, o SBSA reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e empresas para discutir inovação, ciência aplicada e os desafios da cadeia produtiva.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100. As inscrições podem ser realizadas clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Sorvete com frango e ecossistemas do Paraná estão na final do Prêmio Nacional de Inovação

Iniciativa evidencia a força dos ecossistemas regionais e o potencial de pequenas empresas em transformar inovação em oportunidades no agro e na indústria, destacando tecnologias agrícolas e alimentos funcionais.

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Organizado em 12 governanças, Estação 43 incentiva independência e, também, a colaboração entre diferentes setores de Londrina - Foto: Arquivo/Estação 43

Um sorvete com proteína de frango criado por uma pequena empresa, ecossistemas de inovação do Sudoeste do Paraná (categoria médio porte), Norte Pioneiro (categoria pequeno porte) e Estação 43 (categoria grande porte), de Londrina, estão entre os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), uma das principais premiações do país voltadas ao reconhecimento de iniciativas inovadoras. o Paraná ainda tem as empresas TecnoSpeed e a Protium concorrendo entre as finalistas como médias empresas.

A pesquisadora, Ana Maria da Silva, idealizadora de alimentos à base de proteínas animal e vegetal, incluindo o sorvete de frango – Foto: Adriano Oltramari

A final está marcada para o dia 26 de março, em São Paulo, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, que reunirá empresas, pesquisadores e ambientes de inovação de todo o Brasil. Ao todo, 59 nomes de todo o país disputam a premiação.

As regiões paranaenses disputam a final na categoria “Ecossistemas de Inovação”, em conjunto com iniciativas da Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Além dos três ecossistemas paranaenses, o Estado também é representado por um pequeno negócio inovador do oeste do Paraná. Na categoria Recursos Renováveis – Pequenos Negócios, está entre os finalistas a NILO By Lysis, iniciativa da pesquisadora Ana Maria da Silva, de Marechal Cândido Rondon (PR).

O diretor-técnico do Sebrae/PR, César Reinaldo Rissete, lembra o avanço do estado, que cresce no Índice Brasileiro de Inovação e Desenvolvimento (IBID), calculado pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). E entre 2020 e 2025, o Paraná saiu da 6ª posição em 2020 para ocupar, em 2025, o 3º lugar no pódio nacional, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina. “Nesta semana, junto com o governo do Paraná e parceiros do setor produtivo, iniciamos um movimento para consolidar o estado como referência nacional em desenvolvimento tecnológico pela Jornada Paraná IBID 2030. A grande presença de finalistas no PNI não só corrobora com essa iniciativa, como demonstra o grau de maturidade de todo ecossistema de inovação estadual”, analisa Rissete.

Sorvete com proteína de frango

A categoria Pequenos Negócios – Recursos Renováveis, tem paranaense na final. Doutora em Desenvolvimento Rural Sustentável, mestre em Biotecnologia Marinha e engenheira de Pesca, Ana Maria da Silva transformou um desafio pessoal em inovação. A ideia surgiu quando sua filha, durante tratamento contra o câncer, enfrentava dificuldades para se alimentar de forma saudável. “Tudo começou quando minha filha teve câncer de mama gestacional. Ela comia sorvete para amenizar a dor, mas não conseguia ingerir outros alimentos. Quando a NILO By Lysis surgiu, precisamos de muito apoio para chegar onde chegamos. O Sebrae foi fundamental e é até hoje”, comenta.

A partir dessa experiência, a pesquisadora desenvolveu sorvetes à base de proteínas animal e vegetal, criando uma alternativa nutritiva e inovadora. O alimento tinha a base proteica com frango e arroz. Com o crescimento do negócio, a empresa ampliou o portfólio e hoje também produz sopas, caldinhos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos que utilizam proteína de tilápia.

Atualmente, a empresa conta com cerca de 30 colaboradores terceirizados e vem consolidando sua atuação no mercado com produtos voltados à nutrição saudável. Segundo Ana Maria, o apoio institucional foi fundamental para o desenvolvimento da iniciativa.

Para Ana Maria, estar entre os finalistas do PNI representa o reconhecimento de anos de estudo e dedicação. “O objetivo é continuar crescendo e inovando sempre para conseguir desenvolver mais produtos e dar uma nutrição saudável e adequada para quem necessita em todo o Brasil”, destaca a empreendedora.

Hoje, a empresa, em Marechal Cândido Rondon (PR), conta com 30 colaboradores terceirizados e se destaca na produção de produtos com proteínas animal e vegetal. O cardápio atual é formado por sorvetes com proteínas de frango e arroz, além de sopas e caldinhos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos que utilizam a proteína da tilápia.

Para o coordenador de Inovação do Sebrae/PR, Alan Debus, a inovação trabalhada de forma contínua fortalece cadeias produtiva e gera desenvolvimento. “Esse reconhecimento nacional evidencia a força dos ecossistemas de inovação do Paraná e o potencial das iniciativas que surgem a partir dessa conexão entre instituições, empresas e talentos locais. Quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos transformar inovação em desenvolvimento e novas oportunidades com impacto em diversas regiões e nos pequenos negócios”, ressalta Debus.

Sudoeste do Paraná e o trabalho coletivo

Finalista em anos consecutivos do PNI, SRI é alavancado pela colaboração entre 16 cidades do Norte Pioneiro do Paraná – Foto: Thomé Lopes

O presidente do Sistema Regional de Inovação do Sudoeste do Paraná (SRI), Marcelo Rogério da Silva, ressalta que a indicação demonstra a força do trabalho coletivo desenvolvido na região. “Ao longo de 2025 promovemos diversas ações com um objetivo comum: transformar a inovação em um motor de desenvolvimento regional. O projeto inscrito apresenta justamente esse modelo de articulação do ecossistema, mostrando como diferentes instituições trabalham juntas para gerar oportunidades e novos negócios. O foco é criar conexões, apoiar iniciativas inovadoras e estimular uma cultura de inovação cada vez mais forte no sudoeste do Paraná”, ressalta Silva.

Norte Pioneiro e Estação 43

De Londrina, o Estação 43 e o Sistema Regional de Inovação (SRI) Norte Pioneiro também estão na final do PNI representando o estado do Paraná.”O Estação 43 tem uma modelagem única. Somos organizados em 12 governanças com atuações setoriais e independentes, mas que são, também, conectadas e colaborativas. São mais de 350 pessoas que trabalham e discutem a inovação diariamente. Não tenho dúvidas de que atingimos um nível de maturidade que nos coloca a par de concorrer com ecossistemas de capitais que são referência em inovação no País”, pontua Lúcio Kamiji, presidente do Estação 43.

Leandro de Azevedo Lima, presidente do SRI do Norte Pioneiro Paranaense, lembra que em 2022 o SRI foi vencedor do PNI na categoria ecossistemas em estágio inicial. Para ele, o grande diferencial do ecossistema é a união de mais de 50 instituições que trabalham em consenso de crescimento territorial e mudança de paradigma regional. “Quando a gente fala de inovação na região, falamos não só em base tecnológica, mas também de desenvolvimento humano, econômico e agrícola. Se hoje estamos entre os ecossistemas de referência do Brasil e entre os melhores IDHs do estado, isso é fruto de um trabalho norteado pelo Sebrae/PR para o desenvolvimento do Norte Pioneiro”, destaca Leandro.

PNI 

PNI reconhece soluções inovadoras e reforça o papel da inovação na competitividade das empresas e no desenvolvimento do país. O Prêmio tem como propósito reconhecer soluções inovadoras e reforçar a mensagem do papel fundamental da inovação não apenas na produtividade e competitividade dos negócios, como também na sociedade e no desenvolvimento do Brasil.

São sete modalidades: Descarbonização Recursos Renováveis, Digitalização de Negócios, IA para produtividade e Lei do Bem para pequenas, médias e grandes empresas: Ecossistemas de Inovação de pequeno, médio e grande porte; e Pesquisador Empreendedor de pequena, média e grande empresa.

Ao longo de oito edições, o prêmio já contabiliza mais de 16,5 mil inscritos e 113 vencedores em todo o Brasil. Além do troféu e do certificado, os finalistas recebem visibilidade nacional e participam do Congresso de Inovação da Indústria.

Confira aqui todos os finalistas em suas categorias. Além dos ecossistemas e a pequena empresa de Marechal de Cândido Rondon, o Paraná ainda tem a TecnoSpeed  e a Protium concorrendo entre as finalistas como média empresas.

Fonte: Assessoria Sebrae/PR
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Avicultura

Segurança alimentar na avicultura será tema de palestra internacional no SBSA 2026

Pesquisadora da Universidade de Auburn, Dianna Bourassa apresenta comparativo microbiológico entre países durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó.

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Foto: Shutterstock

Garantir a segurança dos alimentos e compreender os desafios microbiológicos da cadeia produtiva são pontos centrais para a sustentabilidade da avicultura moderna. O tema estará em debate durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) com a palestra Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar, apresentada pela pesquisadora Dianna V. Bourassa, no dia 08 de abril, às 9 horas, durante o Bloco Abatedouro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Dianna é professora associada do Departamento de Avicultura da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos. Possui graduação e mestrado em Avicultura pela Universidade da Geórgia e doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular, também pela Universidade da Geórgia. Seu programa de pesquisa aplicada concentra-se em duas áreas principais: intervenções voltadas à melhoria da segurança alimentar ao longo de toda a cadeia produtiva, da criação de frangos de corte ao processamento de produtos crus, e o estudo da aplicação e do impacto de métodos de atordoamento na fisiologia das aves e na qualidade da carne.

Palestra Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar, apresentada pela pesquisadora Dianna V. Bourassa, no dia 08 de abril, às 9 horas, durante o Bloco Abatedouro

A especialista abordará as particularidades e os desafios enfrentados por diferentes países no controle microbiológico da cadeia produtiva, destacando práticas, padrões sanitários e estratégias utilizadas para garantir a segurança dos alimentos. A discussão contribui para ampliar a compreensão sobre como a ciência e a tecnologia têm sido aplicadas para reduzir riscos microbiológicos e fortalecer a qualidade dos produtos avícolas.

De acordo com a presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), Aletéia Britto da Silveira Balestrin, trazer especialistas internacionais para o evento amplia o intercâmbio de conhecimento e fortalece a atualização técnica dos profissionais do setor. “O Simpósio tem como propósito reunir pesquisadores e especialistas que possam compartilhar experiências e diferentes perspectivas sobre os desafios da avicultura. A troca de informações entre países contribui para o avanço das práticas sanitárias e para o aprimoramento dos sistemas de produção e processamento”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o tema é estratégico para o setor. “A segurança alimentar é um dos pilares da produção de proteína animal. Discutir métodos de controle microbiológico e comparar realidades internacionais contribui para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer as estratégias adotadas pela cadeia produtiva”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura é promovido Nucleovet e será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026, considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 07/04 – TERÇA-FEIRA

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Tema: Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura
Palestrantes: Delair Bolis, Joanita Maestri Karoleski, Vilto Meurer
Coordenadora da mesa redonda: Luciana Dalmagro

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)

17h – Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA

Bloco Abatedouro

  • 8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate
    Palestrante: Darwen de Araujo Rosa (15 minutos de debate)

  • 9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar
    Palestrante: Dianna V. Bourassa (15 minutos de debate)

  • 10h – Intervalo

Bloco Nutrição

  • 10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo
    Palestrante: Wilmer Pacheco (15 minutos de debate)

  • 11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte
    Palestrante: Rosalina Angel (15 minutos de debate)

  • 12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos – Painel Manejo

  • 14h – Manejo do Frango de Corte Moderno
    Palestrantes: Lucas Schneider, Rodrigo Tedesco Guimarães

  • 16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  • 16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura
    Palestrantes: Kali Simioni e João Nelson Tolfo (15 minutos de debate)

  • 17h30 – Por que bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
    Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme (15 minutos de debate)

  • 18h30 – Eventos Paralelos

  • 19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA

Bloco Sanidade

  • 8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosa: métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
    Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande (15 minutos de debate)

  • 9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves
    Palestrante: Dr. Ricardo Rauber (15 minutos de debate)

  • 10h – Intervalo

  • 10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença
    Palestrante: Gonzalo Tomás (15 minutos de debate)

  • 11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real
    Palestrante: Taís Barnasque (15 minutos de debate)

Sorteios de brindes

Fonte: Assessoria Nucleovet
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