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Exportações de frango podem ultrapassar 6 milhões de toneladas até 2027

Projeções apresentadas pela ABPA em coletiva de imprensa nesta terça-feira (28) indicam crescimento da produção, das exportações e do consumo interno, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores mundiais da proteína.

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Foto: Shutterstock

A cadeia brasileira de carne de frango deverá ampliar a produção, aumentar as exportações e elevar a oferta ao mercado interno nos próximos dois anos. As projeções foram apresentadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (28) e apontam que o país poderá produzir até 16,6 milhões de toneladas da proteína em 2027, enquanto as exportações devem superar a marca de 6 milhões de toneladas.

Produção caminha para novo recorde

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Segundo a entidade, a produção nacional deverá passar de 15,289 milhões de toneladas em 2025 para um volume entre 16 milhões e 16,150 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6%. Para 2027, a estimativa é de que a produção alcance até 16,6 milhões de toneladas, com nova alta de até 2,8%.

As projeções indicam que a avicultura de corte manterá o ritmo de expansão observado nos últimos anos, ampliando sua capacidade de abastecimento dos mercados interno e internacional.

Exportações lideram crescimento entre os indicadores

O comércio exterior deverá registrar a maior taxa de crescimento da cadeia. As exportações de carne de frango, estimadas em 5,324 milhões de toneladas em 2025, poderão atingir até 5,875 milhões de toneladas em 2026, avanço de até 10,3%.

Em 2027, os embarques deverão alcançar até 6,050 milhões de toneladas, com crescimento adicional de até 3%. Entre todos os indicadores projetados pela ABPA para a cadeia, as exportações apresentam a maior expansão prevista para 2026, reforçando a importância da demanda internacional para o setor.

Mercado interno também amplia oferta

Apesar do aumento das vendas externas, a disponibilidade de carne de frango no mercado brasileiro também deverá crescer. A oferta interna está projetada para passar de 9,965 milhões de toneladas em 2025 para aproximadamente 10,275 milhões de toneladas em 2026, chegando a cerca de 10,550 milhões de toneladas em 2027.

As projeções representam crescimento de até 3,1% no primeiro período e de até 2,7% no ano seguinte, indicando que a expansão da produção será suficiente para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

Consumo per capita segue em alta

A maior disponibilidade da proteína deverá refletir no consumo dos brasileiros. A projeção da ABPA aponta que o consumo per capita passará de 46,7 quilos por habitante em 2025 para até 48,1 quilos em 2026, alcançando 49,4 quilos em 2027.

Na comparação com 2025, cada brasileiro poderá consumir, em média, 2,7 quilos a mais de carne de frango por ano ao final do período analisado. As taxas de crescimento acompanham a evolução da disponibilidade interna, com altas de até 3,1% em 2026 e de até 2,7% em 2027.

Cadeia combina expansão interna e competitividade externa

As projeções da ABPA mostram que a carne de frango deverá continuar liderando o crescimento entre as principais proteínas animais produzidas no Brasil. Além de registrar a maior produção entre os segmentos analisados, a cadeia apresenta a expansão mais acelerada das exportações, ao mesmo tempo em que amplia a oferta ao mercado interno e eleva o consumo da população brasileira.

Fonte: O Presente Rural

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Produção de ovos deve chegar a 66,5 bilhões de unidades até 2027

Projeções apresentadas pela ABPA em coletiva de imprensa nesta terça-feira (28) indicam crescimento da produção e do consumo no Brasil, enquanto as exportações devem recuar em 2026 antes de retomarem o avanço no ano seguinte.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

A produção brasileira de ovos deverá manter trajetória de crescimento nos próximos dois anos e alcançar 66,5 bilhões de unidades em 2027. As projeções foram apresentadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (28) e mostram que a expansão da produção será acompanhada pelo aumento do consumo interno, enquanto as exportações deverão registrar uma retração temporária em 2026.

Produção mantém ritmo de crescimento

Foto: Divulgação/ASGAV

Segundo a entidade, a produção nacional deverá passar de 62,253 bilhões de unidades em 2025 para 64,8 bilhões em 2026, crescimento de até 4,1%. Em 2027, o volume deverá atingir 66,5 bilhões de unidades, com nova alta estimada em até 2,6%. As projeções reforçam a continuidade da expansão da avicultura de postura, sustentada pela ampliação da oferta ao mercado.

Exportações recuam após ano excepcional

Ao contrário da produção, as exportações deverão apresentar retração em 2026. A expectativa da ABPA é de que os embarques passem de 40.894 toneladas em 2025 para 30 mil toneladas no próximo ano, redução de até 26,6%.

Para 2027, a entidade projeta recuperação parcial das vendas externas, que poderão atingir 34,5 mil toneladas, crescimento de até 15% em relação a 2026. Ainda assim, o volume permanecerá abaixo do previsto para 2025.

Maior oferta impulsiona consumo no país

Com uma parcela maior da produção destinada ao mercado doméstico, o consumo de ovos deverá continuar avançando. A projeção da ABPA aponta que o consumo per capita passará de 288 unidades por habitante em 2025 para 301 unidades em 2026, aumento de até 4,5%.

Em 2027, o indicador deverá alcançar 312 ovos por habitante, avanço adicional de até 3,5%. Na prática, o brasileiro poderá consumir, em média, 24 ovos a mais por ano em comparação com 2025.

Mercado interno concentra a expansão

As projeções indicam que o principal vetor de crescimento da cadeia de ovos nos próximos dois anos será o mercado interno. Enquanto a produção continuará aumentando de forma contínua, a retração prevista nas exportações em 2026 deverá ampliar a disponibilidade do produto no país, favorecendo a expansão do consumo. A expectativa de recuperação dos embarques em 2027 ocorre sem interromper essa tendência de aumento da oferta ao consumidor brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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Ministério da Agricultura monitora duas suspeitas de gripe aviária no Brasil

Os casos em investigação foram registrados em aves silvestres nos municípios de Remanso (BA) e São João da Barra (RJ).

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Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém duas investigações em andamento para Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN), ambas envolvendo aves silvestres. A síndrome é monitorada pelo Serviço Veterinário Oficial por abranger suspeitas de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e da Doença de Newcastle (DNC), enfermidades de notificação obrigatória.

Um dos casos em investigação é de uma aves avoante, no município de Remanso, na Bahia – Foto: Divulgação

As informações constam no painel oficial de vigilância epidemiológica do ministério, que consolida as investigações realizadas a partir de 2022.

Desde o início do monitoramento, foram abertas 5.396 investigações de suspeitas da síndrome em todo o país. Destas, 1.457 avançaram para a coleta de amostras e análise laboratorial após serem classificadas como casos prováveis por médicos-veterinários oficiais.

No momento, apenas duas investigações permanecem em andamento. Uma delas envolve uma avoante, em Remanso, na Bahia. A outra ocorre em São João da Barra, no Rio de Janeiro, onde está sendo monitorado um trinta-réis-de-bico-vermelho.

Influenza aviária soma 191 focos confirmados
Desde a confirmação do primeiro caso de influenza aviária no Brasil, em maio de 2023, o país contabiliza 191 focos da doença.

O segundo foco é em São João da Barra, no Rio de Janeiro, onde está sendo monitorado um trinta-réis-de-bico-vermelho – Foto: Divulgação

A ampla maioria dos registros ocorreu em aves silvestres, com 174 confirmações. Outros 16 focos foram identificados em aves de subsistência ou não comerciais. Apenas um caso atingiu uma granja comercial: o foco confirmado em 15 de maio de 2025.

O primeiro registro da doença em aves silvestres foi confirmado em 15 de maio de 2023. Pouco mais de um mês depois, em 27 de junho, ocorreu a primeira confirmação em aves não comerciais.

Apenas um foco de Newcastle
O painel do Mapa registra apenas um foco de Doença de Newcastle no período monitorado. O caso foi confirmado em 17 de julho de 2024 em uma criação comercial.

Como funciona a investigação
O Ministério da Agricultura esclarece que nem toda suspeita resulta na coleta de material para exames laboratoriais. Em diversas situações, a investigação é encerrada após avaliação clínica e epidemiológica realizada pelo médico-veterinário oficial.

Quando a suspeita apresenta características compatíveis com influenza aviária ou doença de Newcastle, a coleta de amostras passa a ser obrigatória. Caso os exames descartem ambas as enfermidades, a investigação é encerrada.

O painel também informa que focos envolvendo aves silvestres podem permanecer abertos mesmo após a confirmação do diagnóstico e a destinação adequada das carcaças. Segundo o ministério, esse procedimento é adotado em áreas com elevada concentração de aves silvestres para permitir o registro de novos casos relacionados ao mesmo evento epidemiológico, conforme critérios técnicos.

Os dados são atualizados continuamente pelo Serviço Veterinário Oficial e podem ser revisados à medida que novos resultados laboratoriais são concluídos.

Fonte: O Presente Rural
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Ovos acumulam queda de até 16% e chegam ao menor preço real do ano

Férias escolares reduzem consumo, oferta segue elevada nas granjas e compradores ampliam pressão por descontos.

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Foto: Giovanna Curado

Os preços dos ovos registraram forte queda em julho e atingiram, em termos reais, o menor patamar desde janeiro deste ano. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, na parcial do mês até o dia 22, as cotações recuaram em todas as regiões acompanhadas pelo instituto, refletindo um mercado marcado por demanda enfraquecida e dificuldade de escoamento da produção.

Foto: Divulgação

Segundo o Cepea, o movimento já era esperado pelo setor em função das férias escolares, período em que diminui a demanda destinada à merenda escolar. No entanto, a oferta permaneceu elevada durante todo o mês, impedindo um reequilíbrio do mercado e ampliando a pressão sobre os preços.

Com estoques elevados nas granjas e menor ritmo de compras, os compradores passaram a negociar com maior poder de barganha, intensificando os pedidos por descontos. Como resultado, as cotações recuaram até 15% em relação a junho e até 16% na comparação com julho de 2025, considerando os valores reais, ou seja, corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI de junho de 2026.

Foto: Divulgação

Na avaliação dos pesquisadores do Cepea, a combinação entre consumo mais fraco e elevada disponibilidade de produto criou um ambiente de excesso de oferta, dificultando o escoamento da produção e reduzindo o poder de negociação dos produtores.

O fato de os preços terem alcançado as menores médias reais desde janeiro evidencia a perda de sustentação do mercado ao longo de julho. Em termos práticos, os produtores passaram a receber menos pelos ovos em um cenário de comercialização mais lenta e necessidade de liberar os estoques acumulados nas granjas.

A evolução do mercado nas próximas semanas dependerá principalmente da retomada do consumo após o período de férias e da capacidade de ajuste da oferta. Enquanto a disponibilidade permanecer elevada e a demanda seguir abaixo do esperado, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações.

Fonte: O Presente Rural
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