Avicultura
Exportações de frango do Rio Grande do Sul crescem 22,3%
Estado embarcou 62,9 mil toneladas no mês e aumentou em 35,7% a receita com vendas externas; setor ainda busca recuperar perdas acumuladas nos últimos anos.

As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul mantiveram trajetória de crescimento em maio e reforçaram os sinais de recuperação da avicultura gaúcha no mercado internacional. O Estado embarcou 62,9 mil toneladas no mês, volume 22,3% superior ao registrado em maio de 2025, quando as exportações somaram 51,4 mil toneladas.

Foto: Ari Dias
O crescimento de mais de 11 mil toneladas em apenas um ano ocorreu em um cenário de retomada gradual de mercados e de manutenção da demanda internacional pela proteína avícola brasileira. No acumulado de janeiro a maio, os embarques gaúchos alcançaram 317,8 mil toneladas, aumento de 3,4% em relação às 307,4 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.
A recuperação é ainda mais expressiva quando observada pela receita obtida com as vendas externas. Em maio, o faturamento chegou a US$ 127,4 milhões, alta de 35,7% frente aos US$ 93,9 milhões registrados em igual mês de 2025.
Na prática, isso significa que a receita cresceu em ritmo superior ao volume exportado, reflexo de preços internacionais mais elevados e de uma demanda aquecida em diversos mercados consumidores.
Nos cinco primeiros meses de 2026, as exportações gaúchas de carne de frango geraram US$ 615,5 milhões,

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “”Os resultados registrados em maio reforçam a competitividade da avicultura gaúcha no mercado internacional e demonstram a capacidade do setor em manter o abastecimento externo com qualidade, regularidade e segurança sanitária” – Foto: Divulgação/Asgav
incremento de 11% em comparação aos US$ 554,5 milhões registrados entre janeiro e maio do ano passado.
Apesar dos números positivos, o setor ainda trabalha para recuperar espaço e compensar prejuízos acumulados nos últimos anos.
Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o desempenho recente demonstra a capacidade de reação das empresas gaúchas, embora os desafios permaneçam. “Os resultados registrados em maio reforçam a competitividade da avicultura gaúcha no mercado internacional e demonstram a capacidade do setor em manter o abastecimento externo com qualidade, regularidade e segurança sanitária. Observamos um cenário positivo, apesar dos obstáculos, sustentado pela retomada de mercados e pela manutenção da demanda internacional pela proteína avícola brasileira”, afirma.
Brasil supera US$ 1 bilhão em exportações pela primeira vez
O desempenho gaúcho acompanha um momento favorável para a avicultura brasileira como um todo. Pela primeira vez na história, a receita mensal das exportações brasileiras de carne de frango ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão. Em maio, o país faturou US$ 1,009 bilhão com os embarques da proteína, valor 36,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Foto: Jonathan Campos
Em volume, as exportações nacionais atingiram 509,9 mil toneladas, o maior resultado já registrado para um mês de maio e um crescimento de 29,6% na comparação anual.
No acumulado do ano, o Brasil exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango, alta de 8,7% frente ao mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 4,714 bilhões, avanço de 11,3%.
Os números reforçam a posição do país como maior exportador mundial de carne de frango e ajudam a explicar o ambiente mais favorável enfrentado pelos estados produtores, entre eles o Rio Grande do Sul.
Exportações de ovos crescem mais de 40%
A recuperação da avicultura gaúcha não se restringe à carne de frango. O segmento de ovos e derivados também

Foto: Rodrigo Felix Leal
ampliou sua presença no mercado externo. Entre janeiro e maio, o Rio Grande do Sul exportou 2.771 toneladas, volume 40,4% superior às 1.974 toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.
A receita acompanhou o crescimento dos volumes e atingiu US$ 10,2 milhões, aumento de 43,8% sobre os US$ 7,1 milhões registrados no ano anterior. “O crescimento das exportações de ovos e derivados evidencia a evolução do setor e a confiança dos mercados importadores no produto gaúcho. A indústria e produção de ovos do Rio Grande do Sul vêm ampliando sua presença internacional, demonstrando capacidade produtiva, qualidade e adaptação às demandas do comércio exterior”, diz Santos.
Com o crescimento simultâneo das exportações de carne de frango e ovos, a avicultura gaúcha amplia sua participação no comércio internacional em um momento de forte demanda por proteínas animais. O desafio agora é transformar a recuperação observada nos últimos meses em crescimento sustentado e recuperar integralmente o espaço perdido em períodos anteriores.

Avicultura
Preço da carne de frango exportada se aproxima de US$ 2 mil por tonelada
Valorização de 5,7% em relação a maio de 2025 elevou o preço médio para US$ 1.999 por tonelada, enquanto o volume exportado alcançou 442 mil toneladas e contribuiu para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.

As exportações brasileiras de carne de frango in natura apresentaram forte crescimento em maio de 2026, impulsionadas pelo aumento da demanda internacional e pela valorização do produto no mercado externo.

Foto: Ari Dias
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques alcançaram 442 mil toneladas no mês, volume 32% superior ao registrado em maio de 2025. O resultado coloca a carne de frango entre os produtos com maior expansão nas exportações do agronegócio brasileiro no período.
Além do crescimento dos volumes embarcados, o setor também registrou avanço nos preços. O valor médio das exportações atingiu US$ 1.999 por tonelada, alta de 5,7% em relação a maio do ano passado. Na comparação com abril de 2026, a valorização foi de 2,55%, sinalizando continuidade do movimento de recuperação dos preços internacionais.
O desempenho demonstra que a demanda pela proteína brasileira permaneceu aquecida mesmo diante dos desafios enfrentados pelo comércio internacional de alimentos ao longo do ano. O aumento simultâneo dos embarques e dos preços contribuiu para ampliar a geração de receita das exportações do setor.
Os números foram divulgados pela Secex junto ao balanço das exportações do agronegócio brasileiro em maio. No período, as vendas externas do setor somaram US$ 16 bilhões, crescimento de

Foto: Shutterstock
8,2% em relação ao mesmo mês de 2025.
A expansão das exportações de carne de frango ocorre em um contexto de forte presença do Brasil no mercado internacional da proteína. O país segue entre os principais fornecedores globais e mantém participação estratégica no abastecimento de mercados da Ásia, Oriente Médio, África e América Latina.
O resultado de maio reforça a competitividade da avicultura brasileira e evidencia a importância da proteína para o desempenho da balança comercial do agronegócio nacional.
Avicultura
ILP lança nova edição do Relatório Latino-Americano de Carne de Frango com dados consolidados de 2025
Relatório do ILP aponta produção de 31,5 milhões de toneladas em 2025 e reforça protagonismo regional no comércio global da proteína.

O Instituto Latino-Americano do Frango (ILP), entidade vinculada à Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), lançou a edição 2026 do Relatório Latino-Americano de Carne de Frango, a principal publicação estatística regional dedicada ao acompanhamento da produção, do comércio e do consumo de carne de frango na América Latina e no Caribe.
O acesso ao relatório em espanhol e inglês pode ser realizado clicando aqui.

Foto: Shutterstock
Elaborado anualmente pelo ILP, o relatório consolidou-se como a referência oficial da ALA para a análise dos principais indicadores da cadeia avícola regional, reunindo informações fornecidas pelas associações nacionais afiliadas e complementadas por bases estatísticas e fontes internacionais.
A nova edição apresenta os dados consolidados referentes a 2025 de 25 países da região, incluindo indicadores de produção, exportações, importações, disponibilidade interna, consumo per capita e abate de aves, além de análises comparativas sobre a evolução do setor nos últimos anos.
Segundo o relatório, a América Latina e o Caribe produziram 31,5 milhões de toneladas de carne de frango em 2025, volume que representa 29,4% da produção mundial e 57,6% de toda a carne de frango produzida nas Américas. O desempenho reafirma a posição da região entre os principais polos mundiais de produção de proteína avícola.
No comércio internacional, os países latino-americanos exportaram 5,74 milhões de toneladas de carne de frango durante 2025, equivalentes a 39,4% das exportações mundiais e a 64,6% dos embarques realizados pelas Américas. O relatório também registra um consumo regional de 27,4 milhões de toneladas, o que representa uma disponibilidade média próxima de 41 quilogramas por habitante ao ano.
A presidente da Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), Maria del Rosario Penedo de Falla, destacou a importância da publicação para o fortalecimento institucional do setor avícola regional.

Foto: Ari Dias
“O relatório demonstra a dimensão da contribuição da avicultura latino-americana para a segurança alimentar mundial e reafirma a importância da cooperação entre os países da região. Trata-se de uma publicação que reflete, por meio de dados concretos, a relevância econômica, social e alimentar do nosso setor”, afirmou.
Para a diretora-executiva da ALA, Dania Ferrera, a publicação cumpre um papel estratégico para o planejamento e a integração da avicultura regional.
“Mais do que uma consolidação de números, este relatório constitui uma ferramenta de inteligência setorial construída de forma colaborativa pelas entidades que integram a ALA. A publicação permite acompanhar tendências, identificar oportunidades e compreender a evolução da avicultura latino-americana a partir de uma base de dados harmonizada e regional”, destacou.
O Relatório Latino-Americano de Carne de Frango 2026 está disponível para consulta e download gratuito por meio dos canais oficiais do Instituto Latino-Americano do Frango.
Avicultura
Paraná conclui ciclo de vigilância sanitária em quase 500 granjas e reforça monitoramento contra Influenza aviária
Resultados das análises irão compor o conjunto de evidências utilizado para manutenção do status sanitário do Estado, condição estratégica para as exportações de carne de frango.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) concluiu nesta semana uma das principais etapas do monitoramento sanitário da avicultura estadual ao encaminhar a última remessa de amostras do ciclo 2025/2026 da Vigilância Ativa de Aves para análise laboratorial. O material foi enviado aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), responsáveis pelos exames que investigam a presença de enfermidades de relevância sanitária, entre elas a Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e a Doença de Newcastle.

Foto: Divulgação/Adapar
A conclusão do ciclo ocorre em um momento de atenção permanente à biosseguridade avícola mundial. O monitoramento realizado pelo Paraná integra as estratégias nacionais voltadas à detecção precoce de enfermidades e à manutenção das condições sanitárias exigidas pelos mercados consumidores.
Ao longo do ciclo 2025/2026, equipes da Adapar realizaram ações de vigilância em 488 propriedades avícolas distribuídas em diferentes regiões do Estado. Durante as visitas, médicos-veterinários fiscais e assistentes de fiscalização coletaram amostras biológicas e levantaram informações epidemiológicas utilizadas para avaliar a situação sanitária dos plantéis.
O trabalho faz parte do Programa de Sanidade Avícola e tem como objetivo gerar evidências técnicas capazes de demonstrar a ausência de circulação de agentes causadores de doenças que podem comprometer a produção, provocar restrições comerciais e gerar prejuízos econômicos à cadeia produtiva.

Foto: Divulgação/Adapar
Além da coleta de material para exames laboratoriais, as equipes verificaram informações relacionadas ao manejo, às condições de biosseguridade e aos fatores de risco para introdução e disseminação de enfermidades.
Ferramenta estratégica para preservar mercados
A vigilância ativa é considerada uma das principais ferramentas de defesa sanitária porque permite identificar rapidamente alterações no status sanitário dos plantéis e subsidiar medidas de contenção caso haja suspeitas de doenças de notificação obrigatória.
Segundo a chefe da Divisão de Sanidade Avícola (Disav), Pauline Sperka, os dados obtidos durante o monitoramento fortalecem a capacidade de atuação do serviço veterinário oficial. “Além de garantir a segurança sanitária da produção, as ações de vigilância são fundamentais para assegurar a confiança dos mercados consumidores nacionais e internacionais, contribuindo para a manutenção das exportações e da competitividade do setor avícola paranaense”, afirma.
O Paraná lidera a produção e as exportações brasileiras de carne de frango, condição que torna a manutenção do status sanitário um dos pilares da competitividade do setor. A comprovação

Foto: Divulgação/Adapar
contínua da ausência de enfermidades é requisito para acesso e permanência em diversos mercados internacionais.
Resultados passam por análise técnica
Com a conclusão da etapa de campo, os resultados laboratoriais serão consolidados e avaliados pela equipe técnica da Adapar. As informações obtidas integram o conjunto de evidências sanitárias utilizadas para embasar programas de certificação, ações de defesa agropecuária e estratégias de prevenção de doenças.
A Agência destaca que os resultados refletem uma ação conjunta envolvendo equipes técnicas dos escritórios regionais e locais, servidores da sede da instituição, profissionais do Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME) e produtores rurais participantes do programa.

Foto: Divulgação/Adapar
A participação das granjas monitoradas é considerada essencial para ampliar a cobertura da vigilância e fortalecer os mecanismos de prevenção adotados pela cadeia produtiva.
Vigilância ocorre durante todo o ano
Embora o envio das amostras marque o encerramento do ciclo 2025/2026, o trabalho de vigilância sanitária não é interrompido. A atividade é permanente e integra a rotina da defesa agropecuária paranaense.
Por meio desse sistema, a Adapar acompanha a ocorrência de doenças de notificação obrigatória, fortalece sua capacidade de resposta a emergências sanitárias e produz informações que sustentam as ações de controle e prevenção.
A vigilância também funciona como instrumento de aproximação entre o serviço veterinário oficial e os produtores rurais. Durante as visitas técnicas são reforçadas orientações sobre biosseguridade, reconhecimento de sinais clínicos, comunicação de suspeitas e adoção de boas práticas de produção.
Mais do que gerar dados laboratoriais, o programa busca consolidar uma cultura de prevenção sanitária compartilhada entre produtores, agroindústrias e órgãos oficiais, considerada fundamental para preservar o patrimônio avícola do Paraná e a posição do Estado entre os principais exportadores mundiais de carne de frango.



