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Exportações de frango em março foram 5,9% maior que no mesmo período do ano passado, porém escaladas de custos deixa margens apertadas

Cenário deve ser melhor no segundo trimestre com custos da ração um pouco mais acomodados, além da recuperação dos preços da ave diante da redução da oferta.

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Foto: O Presente Rural

Estudos da consultoria agro do Itaú Unibanco aponta que alta do dólar anula ganhos do setor avícola. Segundo estudo, a exportação de carne de frango em março somou 385 mil toneladas, 5,9% maior sobre março/2021 e 9,8% acima no acumulado do primeiro trimestre, sem dúvida um ótimo início de ano. Além disso, o preço médio reagiu 5,6% em dólares frente ao mês anterior, para USD 1.822/t, embora essa alta tenha sido quase totalmente anulada pela desvalorização do dólar no mês, o que se traduziu um spread de lado nas exportações.

Sob a ótica das margens da avicultura, o primeiro trimestre foi difícil em meio à escalada dos custos combinada com os preços mais baixos da ave viva, que só começaram a reagir a partir de março. Porém, a recuperação da ave abatida no atacado ganhou força no último mês e se mantém neste primeiro decêndio de abril. Os custos de ração também aliviaram 8%na parcial de abril, com o milho e o farelo de soja mais atrativos aos compradores, ajudados pela apreciação cambial.

Os dados do estudo, mostram ainda que os números das exportações que se mantem firmes firmes e a produção interna mais contida ajudaram a enxugar excedentes e fortaleceram os preços, após os alojamentos de pintinhos terem sido quase 5%menores no primeiro bimestre frente ao mesmo período do ano passado. A alta dos preços no atacado começou até um pouco mais cedo que no ano passado, quando as correções seguiram para cima até meados de setembro. Naquela ocasião, o setor moderou os alojamentos somente a partir de abril.

Segundo a consultoria, nos EUA, os casos de gripe aviária continuaram aumentando no último mês, além de diversas outras partes do mundo, sendo que, nos EUA já há notificações em mais da metade dos 50 estados americanos, o que pode abrir espaço para maior presença do produto brasileiro em determinados mercados.

Perspectivas

Quanto as perspectivas de mercado, segundo levantamento feitos pela consultoria, a atualização trimestral do USDA da oferta e demanda mundial por carne de frango trouxe elevação de 100 mil t na expectativa de produção para o Brasil em 2022, agora estimada em 14,850 milhões de toneladas, o que significa crescimento anual de 2,4%. Já a previsão da exportação brasileira foi elevada em 275 mil toneladas sobre a estimativa anterior (janeiro/2022), alcançando 4,6 milhões de toneladas, 8,9%maior que em 2021.

Segundo mostra o estudo, para os EUA, a revisão foi para menor em 187 mil t, agora ficando em 20,5 milhões de toneladas, aumento de 0,7% comparado com 2021. O relatório ainda destacou que as exportações americanas devem permanecer em3,3 milhões de toneladas, estáveis frente a 2021, com o aumento de preços reduzindo a competitividade do produto americano nos países importadores que são mais sensíveis a preço, enquanto o casos de gripe aviária que tem ocorrido, por não implicarem em um bloqueio completo do país e sim regionalizado, devem ter um impacto limitado. Mas vale destacar que as ocorrências seguem aumentando.

Já no curto prazo, o levantamento mostra que os preços de carne de frango no Brasil devem continuar se recuperando, em meio à boa perspectiva da exportação e com o mercado menos ofertado. Já o cenário para os custos da ração no segundo semestre tem como ponto positivo os bons sinais de desenvolvimento da safrinha mas o cenário global de grãos ainda é incerto em função do resultado da safra americana e a situação da produção na Ucrânia.

A pesquisa conclui ainda que de todo modo, é nítida a melhora do cenário para o segundo trimestre com a ajuda dos custos da ração, um pouco mais acomodados, além da recuperação dos preços da ave diante da redução da oferta.

Fonte: OP Rural / Itaú Unibanco

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Garantia-Safra libera pagamento para produtores afetados por seca ou excesso de chuva

Benefício atende agricultores familiares com perdas comprovadas na produção de feijão, milho ou mandioca.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O governo federal divulga no dia 15 de abril a lista dos municípios cujos agricultores receberão, neste mês de abril, parcela do programa Garantia-Safra 2024-2025. A norma entra em vigor nesta quinta-feira (16).

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui agricultores familiares dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minhas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Veja aqui a lista completa.

O benefício, de R$ 1,2 mil, ocorrerá em parcela única. O pagamento começa ainda em abril e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família.

Benefício

Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado.

O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa.

O benefício pode ser solicitado via aplicativo CAIXA Tem, lotéricas ou agências da Caixa.

Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.

Fonte: Agência Brasil
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Fim da escala 6×1 será avaliado em comissão da Câmara dos Deputados

PEC retorna à pauta da CCJ após pedido de vista e tem parecer favorável à admissibilidade.

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Foto: Jonathan Campos

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30. 

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.

Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Fonte: Agência Brasil
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Calor extremo já ameaça sistemas de produção de alimentos no mundo

Relatório da FAO e da OMM aponta que mais de 1 bilhão de pessoas já são afetadas pelos impactos do aumento das temperaturas.

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Foto: Divulgação/Embrapa Soja

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o calor extremo já está colocando os sistemas agroalimentares globais sob forte pressão e ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas.

O estudo foi elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). As agências destacam que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e duradouras, com impactos diretos sobre a agricultura, a pecuária, a pesca e as florestas.

Segundo o relatório, o cenário indica um futuro de maior incerteza, com o aquecimento global em aceleração. Dados recentes mostram que 2025 está entre os três anos mais quentes já registrados, o que tem intensificado eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo.

Foto: Pixabay

O documento aponta ainda que o calor extremo atua como um “multiplicador de riscos”, agravando secas, incêndios florestais, surtos de pragas e reduzindo a produtividade das lavouras quando são ultrapassados limites críticos de temperatura. Em geral, há queda na produtividade das principais culturas quando os termômetros passam de cerca de 30°C.

O relatório também cita casos como o do Marrocos, que enfrenta seis anos consecutivos de seca, seguidos por ondas de calor recordes.

Outro ponto de alerta é o aumento das ondas de calor marinhas. Segundo o estudo, esses eventos estão mais frequentes e têm reduzido os níveis de oxigênio nos oceanos, afetando estoques pesqueiros. Em 2024, cerca de 91% dos oceanos do mundo registraram ao menos uma onda de calor marinha.

Foto: Divulgação/IDR

As projeções indicam que os riscos tendem a crescer com o avanço do aquecimento global. O relatório estima que a intensidade dos eventos extremos de calor pode dobrar com 2°C de aquecimento e quadruplicar com 3°C, em comparação ao cenário de 1,5°C.

Também foi destacado que cada aumento de 1°C na temperatura média global pode reduzir em cerca de 6% a produção das quatro principais culturas agrícolas do mundo: milho, arroz, soja e trigo.

Diante desse cenário, FAO e OMM defendem maior coordenação entre países e o fortalecimento de sistemas de alerta climático para apoiar agricultores e pescadores na tomada de decisões. As agências afirmam ainda que ações de adaptação, isoladamente, não são suficientes para conter os impactos, e que será necessária uma resposta mais ampla diante da intensificação do calor extremo.

Fonte: O Presente Rural
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