Suínos
Exportações de carne suína crescem 10% em 2024 e alcançam 1,33 milhão de toneladas
China ficou em 2024 em segundo lugar no ranking dos maiores destinos da carne brasileira, perdendo posição para as Filipinas.

Embora as exportações brasileiras de carne suína tenham recuado com certa força em dezembro, o setor exportador nacional fechou 2024 registrando volume e receita recordes, levando-se em consideração a série histórica da Secex (Secretaria de Comercio e Exterior), iniciada em 1997.

Foto: Divulgação/AEN
No acumulado de 2024, foram exportadas 1,33 milhão de toneladas de carne suína, volume 10% acima do verificado no ano anterior, segundo os dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea. Em dezembro de 2024, especificamente, foram escoadas 107,9 mil toneladas, quantidade 10,4% inferior à registrada em novembro de 2024 e 1,5% abaixo da de dezembro de 2023.
Ainda conforme Secex, o montante total arrecadado no ano passado foi de R$ 16,3 bilhões, avanço de expressivos 17,3% frente ao de 2023. No último mês de 2024, o setor exportador suinícola nacional arrecadou R$ 1,56 bilhão, retração de 7,2% em relação a novembro, mas significativos 38,7% acima da receita de dezembro de 2023.

Foto: Shutterstock
Pela primeira vez desde 2018, a China ficou em 2024 em segundo lugar no ranking dos maiores destinos da carne brasileira, perdendo posição para as Filipinas. O gigante asiático importou 241 mil toneladas em 2024, queda de 38% em relação ao registrado em 2023. Quanto às Filipinas, o volume escoado ao país mais que dobrou de 2023 para 2024, sendo enviadas 254,3 mil toneladas da carne brasileira no ano passado.
Quanto ao Chile, o maior destino da carne brasileira na América do Sul, os envios em 2024 cresceram 29% frente aos de 2023, somando 113 mil toneladas. Inclusive, o país sulamericano ocupou, pela primeira vez, o terceiro lugar do ranking, de acordo com os dados da série histórica da Secex.

Suínos
Brasil abre mercado para carne suína resfriada em Singapura
Acesso ao país asiático amplia valor agregado das exportações do setor.

O governo brasileiro concluiu negociações que ampliam o acesso da carne suína ao mercado internacional. O principal avanço é a autorização para exportação de carne suína resfriada para Singapura, um mercado considerado estratégico por demandar produtos de maior valor agregado.
Em 2025, Singapura importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, café e itens de origem vegetal. A abertura para a carne suína resfriada tende a fortalecer a presença brasileira no país asiático e ampliar as oportunidades para o setor produtivo.
Além disso, o Brasil também garantiu a liberação para exportação de macadâmia e castanha de caju para a Turquia, que está entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju. No último ano, as exportações brasileiras para o país superaram US$ 3,2 bilhões, com destaque para soja, algodão e café.
Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro soma 548 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Suínos
Nova ferramenta da Embrapa amplia inteligência e gestão na suinocultura brasileira
Aplicativo atualizado permite acompanhar custos, gerar relatórios detalhados e tomar decisões mais precisas sobre granjas de suínos e frangos.

A Embrapa Suínos e Aves, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), reforça o apoio à gestão econômica da suinocultura com a atualização do aplicativo Custo Fácil. Agora em sua quarta versão, a ferramenta está disponível para Android e iPhone (iOS), com novo desenho de interface e funcionalidades ampliadas, tornando ainda mais prática a organização e análise dos dados das granjas.
Voltado a produtores, gestores, assistência técnica e estudantes, o aplicativo permite estimar o custo de produção, a rentabilidade e a geração de caixa de granjas de suínos e frangos de corte em sistemas de integração. A proposta é oferecer uma visão clara e estruturada da atividade, facilitando a tomada de decisão em diferentes horizontes de curto e longo prazo.

Entre as funcionalidades, o usuário pode cadastrar múltiplas granjas e lotes, inserir informações detalhadas sobre alojamento, desempenho produtivo, investimentos, mão de obra, receitas e despesas. A partir desses dados, o sistema gera indicadores de desempenho, gráficos e relatórios completos, que podem ser compartilhados por e-mail ou aplicativos de mensagens.
O aplicativo também permite o acompanhamento detalhado dos custos, com possibilidade de ajustes e correções, além de oferecer análises e orientações que auxiliam na negociação e na gestão financeira da produção. Todos os cálculos seguem metodologias desenvolvidas pela Embrapa e por institutos de pesquisa em economia agropecuária do Brasil e do exterior, garantindo consistência técnica às informações.
Outro diferencial é o acesso a estatísticas anônimas de custos de outros usuários e a integração com o Repositório de Dados de Pesquisa da Embrapa, o Redape, ampliando o repertório de informações disponíveis para análise. A ferramenta ainda conta com uma biblioteca de conteúdos sobre gestão, custos de produção, custo da mão de obra familiar e capital investido, baseada em cursos gratuitos oferecidos pela instituição.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
De acordo com o pesquisador da Embrapa, Marcelo Miele, a crescente demanda por soluções acessíveis e metodologicamente consistentes têm impulsionado o desenvolvimento dessas ferramentas, contribuindo para maior precisão nas análises econômicas do setor. “A ferramenta permite a formação de uma base de dados com o desempenho dessas granjas, precisamos agora mobilizar os produtores e associações para que a gente consiga acompanhar um número significativo de granjas, que permita montar essa base de dados que vai trazer um retrato com informações úteis para o setor”. explica.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, com a evolução do aplicativo e a ampliação das ferramentas de estimativa, Embrapa e ABCS fortalecem a geração de inteligência para a suinocultura brasileira, promovendo eficiência, transparência e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.
Saiba mais clicando aqui.
Suínos
Exportações sustentam desempenho da suinocultura no mercado externo
Ásia concentra cerca de 70% dos embarques, com alta nas compras de Filipinas e Japão, segundo a Consultoria Agro Itaú BBA.

Os preços do suíno vivo recuaram de forma generalizada em fevereiro, acompanhando movimento semelhante ao observado no mercado de frango. No estado de São Paulo, a queda foi de 17% em relação a janeiro, com a cotação atingindo R$ 6,90 por quilo, valor 21% inferior ao registrado em fevereiro de 2025. Na primeira quinzena de março, os preços se mantiveram estáveis nesse patamar.
Mesmo com a carne suína mais competitiva frente à carne bovina, a relação de preços em comparação ao frango permaneceu dentro da média histórica.
A redução nas cotações impactou diretamente a rentabilidade da atividade. Na média dos estados do Sul e de Minas Gerais, os preços caíram 15%, enquanto o custo de produção teve leve recuo de 2,4%. Com isso, o spread da suinocultura diminuiu de 22% em janeiro para 10% em fevereiro, o menor nível em 21 meses.
Pelo lado da oferta, houve aumento nos abates. Dados preliminares indicam crescimento de 3% no volume abatido no primeiro bimestre do ano.
No mercado externo, as exportações mantiveram desempenho positivo. Em fevereiro, os embarques de carne suína in natura cresceram 3% em relação ao mesmo mês de 2025, acumulando alta de 8% no bimestre. A Ásia seguiu como principal destino, concentrando cerca de 70% das vendas, com destaque para Filipinas e Japão, que ampliaram suas compras em 81% e 46%, respectivamente.
Apesar do avanço no volume exportado, o preço médio das exportações apresentou leve recuo frente a janeiro. Ainda assim, com a queda mais acentuada dos custos, o spread das exportações permaneceu próximo de 40%, acima da média dos últimos cinco anos, de 30%.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o período foi marcado pela forte queda nos preços internos e compressão das margens, enquanto o mercado externo seguiu como principal suporte para a atividade.



