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Exportações de carne de frango crescem 9% em 2021

Volume exportado é o maior já realizado pelo setor avícola em um ano

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Fotos: Divulgação

Presidente da ABPA, Ricardo Santin.

As vendas de carne de frango para o mercado internacional (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 4,6 milhões de toneladas em 2021, maior volume já registrado pelo setor em um único ano, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo o levantamento, o número superou em 9% o total exportado pelo Brasil em 2020, quando foram embarcadas 4,23 milhões de toneladas.

Em receita, houve elevação de 25,7%, com US$ 7,66 bilhões registrados ao longo dos 12 meses de 2021, contra US$ 6,09 bilhões em 2020.

Considerando apenas o mês de dezembro, as exportações de carne de frango totalizaram 411 mil toneladas, número 7,7% superior ao registrado no último mês de 2020, com 381,7 mil toneladas. Em receita, houve elevação de 29,9%, com US$ 718,9 milhões registrados em dezembro de 2021, contra US$ 533,3 milhões no ano anterior.

“O impulso das exportações foram essenciais para reduzir os impactos ocasionados pela alta nos custos de produção, ocasionada pela alta histórica do milho e da soja, principais insumos de produção da carne de frango. Apesar de uma uma leve redução nas importações, a China se mantém como o principal destino das exportações do setor e deve se manter no posto durante o próximo ano. Outros importantes parceiros comerciais como o Japão e os Emirados Árabes Unidos também devem se manter entre os maiores compradores”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Os mercados da Ásia, da África e da Europa mantiveram a alta das exportações brasileiras no ano passado.

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a Ásia importou 1,64 milhão de toneladas nos 12 meses de 2021, resultado 0,5% superior ao registrado no mesmo período de 2020. A China continua como principal importador (com 14,3% do total) e importou 640 mil toneladas (-4,86%). Outros destaques da região foram Japão e Filipinas, que importaram, respectivamente, 448,9 mil toneladas (+9,35%) e 168 mil toneladas (+180%).

Já para a África foram destinadas 662,3 mil toneladas ao longo do ano, resultado 19,2% maior em relação a 2020. Um dos destaques foi a África do Sul, com 297 mil toneladas (+13,39%).

Para a União Europeia foram exportadas 193,2 mil toneladas em 2021, volume 13,23% superior ao realizado no mesmo período de 2020.

Já para os países Extra-UE foram embarcadas no ano passado 243 mil toneladas, número 20,5% maior em relação ao efetivado no mesmo período de 2020. A Rússia é o destaque da região, com 105,9 mil toneladas (+26,24%). Outro destaque da região foi o Reino Unido, que importou 92,7 mil toneladas (+14%).

Para os países do Oriente Médio foram exportadas 1,33 milhão de toneladas nos 12 meses de 2021, número 0,3% menor em relação ao mesmo período de 2020. Emirados Árabes, Arábia Saudita e o Iêmen importaram, respectivamente, 389,5 mil toneladas (+28,54%). 353,5 mil toneladas (-24,4%) e 111,9 mil toneladas (-0,5%).

Por fim, para os países da América foram embarcadas 394,4 mil toneladas em 2021, número 75,2% maior em relação ao efetivado no ano interior.

“Em um ano de retorno paulatino da atividade econômica em várias partes do mundo, o setor demonstrou ser um parceiro confiável para a segurança alimentar de vários países. Estar presente em mais de 140 mercados exige sempre o melhor das empresas do setor e para 2022 temos expectativas de continuar crescendo nossa participação do share mundial de exportações de carne de frango, ainda mais com os problemas sanitários que muitos de nossos competidores vem enfrentando “, avalia Santin.

Fonte: ABPA

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Eficiência na produção animal exige soluções além da nutrição tradicional

Painel da Reunião Anual do CBNA reúne dia 14 de maio especialistas e executivos para discutir soluções que vão além da formulação de dietas para aves, suínos e bovinos.

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Tecnologias emergentes, novas legislações e estratégias produtivas que ultrapassam a nutrição tradicional estarão no centro do painel “Soluções além da nutrição”, marcado para 14 de maio, das 09 às 12 horas, durante a programação técnica da 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Coordenado pelo zootecnista membro da Diretoria Técnica do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), Fabio Catunda, o painel reúne executivos e especialistas de empresas líderes para discutir soluções aplicáveis à realidade produtiva brasileira e internacional.

Entre os destaques está a palestra sobre a Lei de Bioinsumos, ministrada pelo CEO da Korin, Luiz Carlos Demattê Filho, que vai abordar impactos regulatórios e oportunidades estratégicas para produtores e indústrias. A programação inclui ainda a apresentação do gerente de Nutrição de Suínos da ADM, Vitor Hugo Moita, que tratará da formulação de dietas para suínos em diferentes mercados, destacando adaptações nutricionais para cenários econômicos e regionais distintos.

O zootecnista membro da Diretoria Técnica do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), Fabio Catunda. “Hoje, eficiência produtiva depende de um olhar sistêmico. Nutrição continua sendo pilar central, mas resultados consistentes exigem integração com tecnologia, legislação, processamento e gestão”.

Na área de processos industriais, o médico veterinário e nutricionista da Seara, Leopoldo Malcorra de Almeida, vai apresentar estratégias para otimizar o retorno produtivo por meio de melhorias nos processos de fabricação na avicultura. Fechando o painel, o representante da Tietjen, Arturo Sánchez Carvajal, vai abordar inovações em moagem fina e controle de qualidade em tempo real como ferramentas para redução de custos e aumento da competitividade. “Hoje, eficiência produtiva depende de um olhar sistêmico. Nutrição continua sendo pilar central, mas resultados consistentes exigem integração com tecnologia, legislação, processamento e gestão. Este painel foi desenhado para entregar exatamente essa visão prática ao participante”, afirma Catunda.

A Reunião Anual do CBNA tem como proposta reunir especialistas da academia e da indústria para discutir tecnologias, tendências e desafios que impactam diretamente a competitividade das cadeias de aves, suínos e bovinos. A expectativa é de que os debates sirvam como base para decisões estratégicas de profissionais, empresas e investidores do setor.

As inscrições com desconto para a Reunião Anual podem ser confirmadas até o dia 25 de março através do site do evento, acesse clicando aqui. Após essas datas, as taxas serão reajustadas. O CBNA vai realizar outros dois eventos simultaneamente no mesmo local. Um deles é o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e outro é o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.

Fonte: Assessoria CBNA
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Produção de soja do Paraguai pode atingir 11,8 milhões de toneladas

Revisão da StoneX aponta aumento de 2,7% na safra principal, apesar de perdas causadas por calor no final da colheita.

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Foto: Shutterstock

A safra de soja 2025/26 no Paraguai foi revisada para cima neste mês de março, segundo estimativa da StoneX, e consolida um novo recorde de produção, apesar de perdas pontuais nos rendimentos registradas no final da colheita. Com mais de 90% da área já colhida nas regiões Sul e Norte da Região Oriental, o volume total da supersafra não será afetado.

As perdas ocorreram principalmente em áreas colhidas mais tardiamente, impactadas por um período de calor intenso nas últimas semanas de fevereiro, sobretudo no Sul do país. Ainda assim, o fluxo elevado de grãos para os portos, mesmo na etapa final da colheita,  quando normalmente há desaceleração, reforçou a leitura de um volume acima do inicialmente estimado.

Com isso, a produção foi revisada para cima nos departamentos de Alto Paraná, Itapúa, Caaguazú, Guairá, Caazapá, Canindeyú e San Pedro. A safra principal passou de 10,14 milhões para 10,41 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação ao relatório de fevereiro. Caso a soja safrinha alcance 1,39 milhão de toneladas, a produção total do ciclo chegará a 11,80 milhões de toneladas, aumento de 2,4% sobre o mês passado.

A oferta recorde no Paraguai, somada ao elevado volume brasileiro, já pressiona o mercado. Em Assunção, o basis recuou de US$ -24 em dezembro de 2025 para US$ -65 no início de março de 2026. A comercialização da safra avança para perto de 50%, impulsionada por restrições logísticas, falta de espaço nos silos e compromissos financeiros concentrados no fim do primeiro trimestre. Até o momento, 48,2% da soja 25/26 já foi comercializada.

Competição por área na safrinha

A definição das áreas do segundo ciclo ganha relevância nas próximas semanas, com disputa crescente entre soja safrinha, milho e trigo. O milho segue mais concentrado no norte do país, enquanto a soja safrinha tem maior presença no sul. O trigo permanece predominantemente no sul, com expansão pontual para o centro e o norte.

A janela de plantio mais curta, o risco de geadas no sul, a combinação de seca e calor no norte e os custos mais elevados do milho têm influenciado as decisões dos produtores. Nesse cenário, a soja safrinha tende a ganhar espaço em algumas regiões, enquanto o milho mantém área relativamente estável. As condições de março serão decisivas para a definição final do uso da terra no segundo ciclo.

Fonte: Assessoria StoneX
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Curso Técnico em Zootecnia inicia nova turma em Seara e fortalece a formação para o agronegócio

Formação gratuita da Rede e-Tec Brasil, oferecida pelo Sistema Faesc/Senar/Sindicatos, busca qualificar profissionais para atuar na produção rural.

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Alunos do Curso Técnico em Zootecnia de Seara e lideranças comemoram o início das aulas - Foto Divulgação

O Polo de Seara promoveu, no último sábado (07), a aula inaugural do Curso Técnico em Zootecnia, formação gratuita voltada à qualificação de profissionais para atuar com eficiência, inovação e sustentabilidade na produção rural. A iniciativa integra a Rede e-Tec Brasil e é oferecida pelo Sistema Faesc/Senar/Sindicatos em Santa Catarina.

A proposta do curso é aliar conteúdos teóricos, atividades práticas e experiências de campo, o que é essencial para uma formação alinhada às demandas do setor agropecuário. O presidente do Sindicato Rural de Seara, Valdemar Zanluchi, destacou o sucesso da iniciativa desde a implantação no município. Também ressaltou a qualidade do corpo docente e enfatizou que, ao final dos dois anos, os participantes terão conquistado uma qualificação capaz de ampliar oportunidades profissionais e contribuir para o desenvolvimento das propriedades rurais e das empresas do setor agropecuário.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, enfatizou que a formação técnica proporciona uma base sólida de conhecimento aos alunos. Também frisou que o curso vai além do aprendizado em sala de aula ao possibilitar a construção de vínculos, troca de experiências e contato com profissionais e lideranças do setor, ampliando a visão dos participantes sobre o agronegócio.

O prefeito de Seara, Beto Gonçalves, que participou da abertura acompanhado pelo secretário de Agricultura, Renato Tumelero, enfatizou a importância do Curso Técnico para o município e reforçou o apoio do Poder Público local a ações de qualificação profissional. De acordo com ele, Seara é um município com forte ligação com o agronegócio e iniciativas que incentivam o acesso ao conhecimento são fundamentais, especialmente para jovens que estão assumindo ou pretendem atuar nas propriedades rurais.

Também estiveram presentes o supervisor regional do Senar/SC, Helder Jorge Barbosa, outras lideranças e a equipe do polo de Seara.

Curso em zootecnia

Totalmente gratuito, o curso é oferecido na modalidade presencial híbrida (80% da carga horária acontece presencialmente e 20% acontece a distância). Há certificação intermediária ao longo do percurso formativo e diploma com validade nacional, emitido conforme a legislação educacional.

De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a formação tem contribuído para que jovens e adultos do meio rural atuem com excelência na produção, no manejo e na gestão pecuária.  Ele ressaltou, ainda, que Santa Catarina conta com 17 polos de formação técnica no Estado e, além do Curso Técnico em Zootecnia, são oferecidas as seguintes formações: Técnico em Agricultura; Técnico em Agronegócio; Técnico em Florestas e Técnico em Fruticultura.

Fonte: Assessoria Sistema Faesc/Senar
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