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Exportações de carne bovina somam 1,36 milhão de toneladas em 2026
Receita alcança R$ 40,2 bilhões entre janeiro e maio, alta de 20,2% sobre 2025. Resultado é impulsionado por preços elevados e dólar valorizado.

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo recorde em 2026. Entre janeiro e maio, o País embarcou 1,36 milhão de toneladas da proteína, o maior volume já registrado para o período na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

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O resultado representa crescimento de 14,4% em relação aos cinco primeiros meses de 2025 e de 26,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2024.
Além do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas externas também atingiu um novo recorde. No acumulado do ano, o faturamento chegou a R$ 40,2 bilhões, valor 20,2% superior aos R$ 33,4 bilhões registrados entre janeiro e maio do ano passado.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação entre o dólar valorizado e os preços mais elevados da carne bovina exportada ajudou a impulsionar o desempenho do setor. No acumulado do ano, o valor médio pago pela tonelada exportada ficou próximo de R$ 29,5 mil.
Maio registra maior faturamento do ano
Considerando apenas o mês de maio, o Brasil exportou 290,4 mil toneladas de carne bovina, volume 2,5% superior

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ao registrado em abril e 17,2% acima do observado no mesmo mês de 2025.
A receita acompanhou o crescimento dos embarques. O faturamento alcançou R$ 9,04 bilhões no mês, avanço de 5,3% frente a abril e de 28,1% na comparação anual. Trata-se do maior valor mensal registrado pelo setor em 2026 até o momento.
O preço médio da tonelada exportada foi de R$ 31.135,21 em maio, patamar acima da média observada no acumulado do ano.

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Mercado externo ganha ainda mais relevância
Na avaliação do Cepea, o desempenho das exportações reforça a importância crescente do mercado internacional para a pecuária brasileira.
O cenário ocorre em um momento de transição entre safra e entressafra, período marcado por aumento na oferta de animais prontos para abate, consumo doméstico mais enfraquecido e maior concorrência de outras proteínas no mercado interno.
Com a demanda externa aquecida e os preços internacionais sustentados em níveis historicamente elevados, as exportações seguem desempenhando papel decisivo na absorção da produção brasileira e na formação da receita do setor pecuário.

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Rússia reconhece Brasil livre de febre aftosa sem vacinação
Decisão acompanha o novo status sanitário concedido pela OMSA e amplia a confiança internacional no sistema brasileiro de defesa agropecuária.

A Rússia passou a reconhecer oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação. A comunicação foi feita pelas autoridades sanitárias russas na última quarta-feira (10) e representa mais um desdobramento internacional do novo status sanitário obtido pelo Brasil junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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A medida tem relevância tanto sanitária quanto comercial. Além de validar os avanços brasileiros no controle e erradicação da doença, o reconhecimento cria condições mais favoráveis para a presença de produtos agropecuários brasileiros no mercado russo, especialmente aqueles ligados às cadeias de proteína animal.
O reconhecimento é resultado de um trabalho conjunto conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm atuando para que a nova condição sanitária do país seja aceita pelos principais parceiros comerciais.
A classificação de país livre de febre aftosa sem vacinação é considerada um dos mais elevados níveis de reconhecimento sanitário internacional para a pecuária. O status foi concedido ao Brasil pela OMSA após anos de evolução dos programas de vigilância, controle e defesa sanitária animal.
Na prática, o reconhecimento por parte da Rússia reforça a credibilidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reduz barreiras relacionadas à sanidade animal nas negociações comerciais entre os dois países.
A decisão também fortalece a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos de origem animal em um mercado que historicamente figura entre os importantes destinos das exportações

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brasileiras de carnes. O reconhecimento amplia a segurança jurídica e sanitária para os fluxos comerciais e pode favorecer futuras negociações de acesso e ampliação de mercado.
Para o governo brasileiro, o posicionamento das autoridades russas demonstra confiança nos mecanismos de controle sanitário adotados pelo país e consolida um dos principais argumentos utilizados pelo setor exportador: a capacidade de oferecer produtos com elevado padrão sanitário e rastreabilidade reconhecida internacionalmente.
O reconhecimento ocorre em um momento em que o Brasil busca converter os ganhos sanitários obtidos nos últimos anos em novas oportunidades comerciais, ampliando a competitividade das exportações agropecuárias e fortalecendo sua presença nos mercados globais de proteína animal.
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Rastreabilidade deve ampliar competitividade da pecuária brasileira nos próximos anos
Implementação do PNIB e aumento das exigências por transparência e comprovação de origem ampliam a importância da identificação individual dos rebanhos.

A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável defendeu a rastreabilidade como um dos pilares para a competitividade da pecuária nacional durante encontro regional promovido pela Mesa Global de Carne Sustentável (GRSB) e pelo Bezos Earth Fund, realizado em maio na cidade de São Paulo.

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Na oportunidade, a presidente da Mesa Brasileira, Ana Doralina Menezes, afirmou que a identificação individual dos animais passou a ocupar posição estratégica nas discussões sobre acesso a mercados, transparência, sanidade e sustentabilidade. “O debate sobre rastreabilidade vai além de uma exigência de mercado. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica para fortalecer a confiança entre campo, indústria, sociedade e mercados, além de apoiar uma pecuária cada vez mais sustentável, inclusiva e competitiva”, afirmou.
Segundo Ana Doralina, o Brasil atravessa um momento importante para o fortalecimento dessa agenda. Entre os fatores que impulsionam o tema estão o reconhecimento internacional do país como livre de febre aftosa sem vacinação e a implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a identificação individual do rebanho brasileiro até 2032.
Durante o encontro, a entidade também destacou sua atuação nas discussões sobre o desenvolvimento de sistemas

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de rastreabilidade no país. Desde 2022, a Mesa Brasileira participa de debates técnicos relacionados à interoperabilidade entre plataformas, ampliação do acesso dos produtores às ferramentas de identificação animal e construção de políticas públicas voltadas ao tema.
Além da participação em fóruns nacionais e internacionais, a organização tem defendido a criação de condições que favoreçam a adoção dos sistemas nas propriedades rurais, incluindo assistência técnica, acesso ao crédito, integração de dados, segurança jurídica e mecanismos de inclusão produtiva.

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Para a entidade, a ampliação da rastreabilidade depende da participação coordenada de diferentes segmentos da cadeia pecuária e da construção de um ambiente capaz de gerar confiança e credibilidade para produtores, indústria e consumidores. “A rastreabilidade pode ser mais do que uma resposta às pressões externas. Ela pode se consolidar como a base de uma nova proposta de valor para a pecuária brasileira, conectando origem verificável, produtividade, sustentabilidade e confiança”, destacou Ana.
A participação da Mesa Brasileira no encontro reforçou a presença da entidade nas discussões internacionais sobre o futuro da produção pecuária e os mecanismos necessários para ampliar a competitividade do setor em mercados cada vez mais atentos à origem e à transparência dos produtos agropecuários.
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Exportações de carne bovina batem recorde histórico até maio
Embarques somam 1,36 milhão de toneladas e receita supera R$ 40 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026.

As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo acelerado nos primeiros cinco meses de 2026 e alcançaram o maior volume já registrado para o período na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas da proteína, avanço de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e de 26,6% na comparação com os cinco primeiros meses de 2024.
Além do recorde em volume, o setor também atingiu o maior faturamento da história para o período. A receita acumulada com as exportações chegou a R$ 40,207 bilhões até maio, valor 20,24% superior aos R$ 33,44 bilhões registrados entre janeiro e maio do ano passado.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho foi favorecido pela combinação entre a valorização do dólar frente ao real e o aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional. No acumulado do ano, a tonelada exportada foi negociada, em média, por cerca de R$ 29,5 mil.
Somente em maio, os embarques totalizaram 290,453 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e de 17,2% na comparação com maio de 2025. O faturamento do mês alcançou R$ 9,04 bilhões, o maior resultado mensal de 2026 até o momento.
O valor médio recebido pelas exportações em maio foi de R$ 31.135,21 por tonelada, o que garantiu aumento de 5,35% na receita frente ao mês anterior e de 28,08% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para os pesquisadores do Cepea, o forte desempenho das vendas externas reforça a importância estratégica do mercado internacional para a pecuária brasileira. O cenário ganha relevância em um momento de transição entre safra e entressafra, período marcado por leve aumento na oferta de animais prontos para abate, demanda doméstica enfraquecida e maior competitividade de proteínas concorrentes no mercado interno.



