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Exportações de carne bovina de Mato Grosso aumentam 37% em 2022

Somente no mês de novembro, foram totalizadas 50,8 mil toneladas em equivalente de carcaça (TEC) embarcadas. A China, somada a Hong Kong, concentra 66,3% do share dos embarques.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Mato Grosso segue sendo um dos maiores Estados exportadores de carne bovina com o registro recorde de volumes embarcados no terceiro trimestre deste ano.

No acumulado de janeiro a novembro de 2022, houve um incremento de 37,85% no comparativo com o mesmo período de 2021, justamente pelo bom resultado no terceiro trimestre de 2022.

Somente no mês de novembro, foram totalizadas 50,8 mil toneladas em equivalente de carcaça (TEC) embarcadas. A China, somada a Hong Kong, concentra 66,3% do share dos embarques.

Os dados são do boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) desta semana.

Os gigantes asiáticos vieram pressionando o valor pago pela carne bovina brasileira nos últimos meses, o que acarretou o recuo de 38,7% no faturamento em novembro e somou US$ 134,94 milhões.

No entanto, com o início dos jogos da Copa do Mundo, países do Oriente Médio, como o Egito e o Catar, aumentaram as importações de MT em 61,4% e 63%, respectivamente. Ao todo, foram embarcadas 3,68 mil e 1,02 mil TEC, na mesma ordem.

Confira os principais países importadores da carne bovina de Mato Grosso:

Fonte: Ascom Acrimat

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La Niña deve trazer chuvas irregulares e mais riscos ao agro no verão de 2026

Previsão climática para janeiro, fevereiro e março indica estiagens em plena estação chuvosa, temperaturas elevadas em áreas-chave e desafios ao planejamento das lavouras.

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Foto: José Fernando Ogura

O verão de 2026 deve ser marcado por chuvas irregulares, períodos de estiagem em plena estação chuvosa e aumento do risco de estresse térmico em áreas estratégicas do agronegócio. A avaliação consta da previsão climática trimestral elaborada pela Cyan Analytics para os meses de janeiro, fevereiro e março, que confirma a atuação do fenômeno La Niña no início do ano e aponta desafios adicionais para o planejamento das lavouras.

Segundo a análise, baseada em dados de instituições nacionais e internacionais de monitoramento climático, os episódios de chuva tendem a ocorrer de forma concentrada em curtos intervalos, intercalados por dias ou até semanas de tempo seco, mesmo durante o auge do verão. Esse padrão aumenta a complexidade do manejo agrícola e amplia os riscos para a produtividade, a logística e os custos no campo. “Não se trata apenas de chover mais ou menos, mas de como e quando a chuva ocorre. A irregularidade climática hoje é um dos principais fatores de risco para o agronegócio”, afirma o engenheiro agrônomo Igor Amarolli.

No Sul do país, a expectativa é de manutenção de bons volumes de chuva – Foto: Divulgação/Pixabay

No Sul do país, a projeção indica um comportamento que foge parcialmente ao padrão típico dos anos de La Niña. A expectativa é de manutenção de bons volumes de chuva em janeiro, especialmente no Paraná, com risco pontual de excesso hídrico.

No Centro-Oeste e no Sudeste, o cenário combina precipitações acima da média em algumas áreas com má distribuição ao longo do trimestre, o que pode resultar em semanas consecutivas sem chuva, sobretudo em fevereiro.

No Nordeste, a tendência é de estiagem no interior, com chuvas mais concentradas no litoral e temperaturas elevadas, ampliando o risco de estresse hídrico. Outro ponto de atenção é a mudança nos corredores de umidade, que devem atuar mais ao sul do país, deslocando o padrão historicamente observado entre Minas Gerais e Mato Grosso.

No Nordeste, a tendência é de estiagem no interior – Foto: Antonio Carlos Mafalda

Indicadores climáticos regionais compilados no levantamento apontam condições apenas moderadamente favoráveis para a produção agrícola no trimestre. O Sul apresenta a melhor avaliação relativa, influenciado pelas chuvas mais frequentes no início do ano, enquanto o Nordeste concentra o maior nível de risco, associado à combinação de seca e calor intenso. Centro-Oeste e Sudeste aparecem em posição intermediária, refletindo a alternância entre chuva intensa e períodos prolongados de estiagem.

O cenário projetado reforça a necessidade de planejamento climático mais preciso por parte dos produtores, com ajustes nos calendários de plantio, colheita e aplicação de insumos. A alternância entre alta umidade e temperaturas elevadas também tende a ampliar a pressão de doenças fúngicas e pragas, exigindo atenção redobrada ao manejo fitossanitário.

Em um ambiente de maior volatilidade climática, o monitoramento contínuo das condições meteorológicas passa a ser um fator decisivo para reduzir riscos e preservar margens, especialmente em regiões onde a irregularidade das chuvas tende a se intensificar ao longo do verão.

Fonte: O Presente Rural com Cyan Analytics
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Veto à LDO mantém insegurança no seguro rural e ameaça planejamento da safra

Bancada do agro afirma que risco não está no valor aprovado no Orçamento, mas na falta de garantia de execução dos recursos.

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Foto: Divulgação/OPR

O governo federal sancionou na quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual de 2026 (Lei nº 15.346), que prevê R$ 1,017 bilhão para a subvenção ao prêmio do seguro rural e R$ 6,618 bilhões para o Proagro. Apesar da manutenção dos recursos, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) avalia que a ausência de proteção orçamentária para o seguro rural mantém o programa vulnerável a contingenciamentos e anuncia articulação no Congresso para derrubar o veto presidencial à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Para a bancada, o principal problema não está no valor autorizado pelo Parlamento, mas na execução efetiva dos recursos. Em 2025, embora o Congresso Nacional tenha aprovado cerca de R$ 1,06 bilhão para o programa, o governo federal liberou aproximadamente R$ 565 milhões, o que resultou no bloqueio de quase metade do orçamento. “O Congresso aprovou os valores justamente para impedir cortes em políticas essenciais ao planejamento da safra. O problema é que, sem a proteção na LDO, o governo pode contingenciar novamente os recursos, o que compromete a segurança do produtor rural”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion.

presidente da FPA, Pedro Lupion: “O Congresso aprovou os valores justamente para impedir cortes em políticas essenciais ao planejamento da safra” – Fotos: Divulgação/FPA

Segundo Lupion, o montante previsto para 2026 pode ser considerado adequado no curto prazo, desde que haja execução integral. “Se o governo cumprir 100% do orçamento aprovado pelo Congresso, o valor destinado ao seguro rural é razoável para este ano. O risco é repetir o que ocorreu em 2025, quando apenas parte do recurso chegou ao produtor”, disse.

A cobertura do seguro rural, por exemplo, caiu de cerca de 17% da área cultivada em 2021 para aproximadamente 8% na safra 2024/2025, em um contexto de aumento da frequência de eventos climáticos extremos e de riscos sanitários. Para o presidente da FPA, esse cenário reforça a necessidade de previsibilidade. “Sem segurança orçamentária, o produtor fica exposto justamente quando os riscos aumentam”, afirmou.

Entidades do setor produtivo defendem que, no médio prazo, o volume ideal de recursos para o seguro rural seria da ordem de R$ 4 bilhões. Lupion pondera, no entanto, que essa ampliação precisaria ocorrer de forma gradual. “Não se trata de dar um salto imediato. É um crescimento que precisa respeitar a capacidade operacional das seguradoras e a maturidade do mercado”, disse.

Proagro

No caso do Proagro, o orçamento aprovado para 2026 é de R$ 6,618 bilhões, cerca de seis vezes superior ao destinado ao seguro rural, e está dentro da expectativa de necessidade do programa. A principal diferença entre os dois instrumentos é de natureza orçamentária: o Proagro é classificado como despesa obrigatória, enquanto o seguro rural segue como despesa discricionária, sujeita a cortes ao longo do ano.

Deputado Zé Vitor: “Sem garantia de execução dos recursos, o produtor perde previsibilidade e o país perde capacidade de planejamento da safra”

“Na prática, isso significa que o Proagro não pode sofrer bloqueios, enquanto o seguro rural pode. Essa assimetria fragiliza a política de gestão de riscos no campo”, afirmou Lupion.

Para o deputado Zé Vitor (PL-MG), integrante da FPA, a insegurança orçamentária compromete diretamente a previsibilidade do setor. “O seguro rural é um instrumento fundamental para dar estabilidade ao produtor, especialmente diante do aumento dos eventos climáticos extremos. Sem garantia de execução dos recursos, o produtor perde previsibilidade e o país perde capacidade de planejamento da safra”, disse.

Deputado Arnaldo Jardim: “O Congresso aprovou um dispositivo que equiparava o seguro rural ao Proagro justamente para dar previsibilidade”

Na mesma linha, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA na Câmara, ressaltou que o veto à LDO mantém uma distorção que prejudica o planejamento agrícola. “O Congresso aprovou um dispositivo que equiparava o seguro rural ao Proagro justamente para dar previsibilidade. O veto preserva uma fragilidade que impacta diretamente o produtor”, disse.

Já o ex-presidente da FPA, Alceu Moreira (MDB-RS), avalia que a discussão extrapola o Orçamento anual e envolve a estratégia do país para o setor agropecuário. “O seguro rural é uma política de Estado. Sem execução integral dos recursos e sem estabilidade institucional, o produtor assume riscos que deveriam ser compartilhados por uma política pública estruturada”, afirmou.

Ex-presidente da FPA, Alceu Moreira: “O seguro rural é uma política de Estado”

O governo justificou o veto ao dispositivo da LDO argumentando que a proteção orçamentária reduziria a flexibilidade da gestão fiscal e dificultaria o cumprimento das metas estabelecidas para o ano. A decisão também atingiu áreas como a defesa agropecuária e programas de pesquisa e inovação da Embrapa.

Diante desse cenário, a FPA destaca que fará da derrubada do veto à LDO, uma de suas prioridades, quando os trabalhos legislativos forem retomados, em fevereiro. “O objetivo é garantir que o seguro rural tenha caráter obrigatório e que os recursos aprovados pelo Congresso sejam executados integralmente, evitando cortes como os registrados no ano passado,” concluiu Lupion.

Entenda o veto à LDO

A controvérsia em torno do seguro rural está ligada a um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as regras para a execução do Orçamento ao longo do ano.

O que o Congresso aprovou

Por sugestão da Frente Parlamentar da Agropecuária, a LDO aprovada pelo Congresso classificava a subvenção ao prêmio do seguro rural como despesa obrigatória, nos mesmos moldes do Proagro. Na prática, isso impediria o contingenciamento dos recursos ao longo do ano.

O que foi vetado pelo governo

O presidente vetou o dispositivo que dava essa proteção ao seguro rural, sob o argumento de que a medida reduziria a flexibilidade da gestão fiscal e poderia dificultar o cumprimento das metas orçamentárias.

Qual a diferença prática

Com o veto mantido, o seguro rural segue como despesa discricionária, podendo sofrer bloqueios ou cortes durante a execução do Orçamento. Já o Proagro, classificado como despesa obrigatória, não pode ser contingenciado.

Por que a FPA critica o veto

A bancada do agro afirma que, sem garantia na LDO, o risco não está no valor aprovado pelo Congresso, mas na possibilidade de o governo não executar integralmente os recursos, como ocorreu em 2025.

Próximo passo no Congresso

A FPA anunciou que vai articular a derrubada do veto quando os trabalhos legislativos forem retomados, em fevereiro, para garantir previsibilidade ao planejamento da safra.

Fonte: Assessoria FPA
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Paraná reforça protagonismo na suinocultura e se prepara para o 20° Encontro Regional da Abraves

Estado responde por 21,5% dos abates de suínos no país e sediará, em março de 2026, evento que reunirá ciência, inovação, sanidade e inteligência artificial aplicadas à produção.

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Foto: Divulgação/Abraves

O Paraná consolida sua liderança na produção nacional de suínos, responsável por 21,5% dos abates do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, foram abatidos 12,4 milhões de animais no Estado, um crescimento de 79% na última década, acima da média nacional de 55%.

É neste cenário de expansão e relevância que a Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos – Regional Paraná (Abraves-PR) prepara o 20° Encontro Regional, que acontecerá nos dias 11 e 12 de março de 2026, em Toledo (PR). Com o tema “Suinocultura: ciência que direciona, propósito que inspira e ações que transformam”, o evento reunirá profissionais, pesquisadores e empresas para debater as principais tendências, desafios e inovações do setor.

Entre os responsáveis pela programação, Everson Zotti adianta que o encontro refletirá as demandas mais atuais da suinocultura. “Vamos abordar temas como gestão de pessoas, inteligência artificial e sanidade. A ideia é oferecer conteúdos aplicáveis à rotina dos profissionais, mostrando como as ferramentas digitais podem otimizar processos, melhorar a organização do tempo e aumentar a produtividade”, explica.

Segundo ele, a programação também reservará espaço especial para o debate sobre inteligência artificial aplicada ao agronegócio. “Queremos aprofundar o uso de tecnologias e ferramentas de IA voltadas ao campo, com palestrantes que vão mostrar como essas soluções já estão transformando a forma de produzir e gerir no agro”, complementa.

A presidente da Abraves-PR, Luciana Diniz, reforça o caráter abrangente e colaborativo do evento. “O Encontro Regional não se limita ao Paraná. Recebemos participantes de várias regionais, atraídos pela qualidade técnica, pela troca de experiências e pelo networking que a Abraves proporciona em dois dias intensos de conhecimento.”

O XX Encontro Regional da Abraves-PR promete ser um ponto de convergência entre ciência, gestão e inovação, reforçando o papel estratégico do Paraná na suinocultura brasileira.

Fonte: Assessoria Abraves
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