Conectado com

Peixes Tilápia segue como protagonista

Exportações da piscicultura brasileira crescem 52% no primeiro semestre

Levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura e da Peixe BR mostra avanço nas vendas externas. Estados Unidos concentraram quase 90% das compras.

Publicado em

em

A piscicultura brasileira viveu o primeiro semestre de 2025 marcado pela expansão nas exportações. De acordo com levantamento realizado pela Embrapa Pesca e Aquicultura, em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), o setor alcançou US$ 35,9 milhões em faturamento e oito mil toneladas embarcadas, o que representa aumentos de 52% e 49%, respectivamente, em comparação com o mesmo período de 2024.

Foto: Claudio Neves

O desempenho positivo também se refletiu no segundo trimestre, que registrou US$ 17 milhões em vendas externas, alta de 16% frente ao mesmo intervalo do ano passado. Março foi o mês de maior pico (US$ 7,8 milhões), enquanto abril liderou no trimestre, com US$ 5,9 milhões exportados.

Tilápia domina embarques
A tilápia, mais uma vez, figurou como a principal espécie da piscicultura brasileira voltada ao mercado internacional, respondendo por 95% das exportações no segundo trimestre (US$ 16,4 milhões). Apesar de uma leve queda de 3% no período, a espécie continua sendo a âncora do setor. O tambaqui aparece como segunda espécie mais exportada (US$ 311 mil), embora tenha registrado retração de 35%. Já as trutas foram destaque em crescimento percentual, mesmo com valores modestos.

Fotos: Jonathan Campos

Categorias em expansão
Entre as categorias de produtos, os filés frescos ou refrigerados lideraram as vendas externas, somando US$ 10,8 milhões no segundo trimestre, alta de 50% no acumulado do semestre frente a 2024, ainda que com queda de 15% em relação ao trimestre anterior.

Os peixes inteiros congelados ficaram em segundo lugar, com US$ 4,6 milhões (+9% sobre o trimestre anterior). Já os filés congelados foram o destaque em crescimento: +88% no trimestre e expressivos 194% no acumulado semestral, atingindo US$ 1,7 milhão.

Estados Unidos foram os principais compradores
Os Estados Unidos absorveram 89% das exportações no semestre, totalizando US$ 15,6 milhões no segundo trimestre. A tilápia respondeu praticamente por todo esse montante (US$ 15,5 milhões)

O Canadá (US$ 438 mil) e o Japão (US$ 260 mil) aparecem em seguida, ambos também puxados pela tilápia.

O Peru, por sua vez, se destacou pelas compras de espécies nativas, sobretudo o tambaqui, que registrou crescimento de 777% em relação ao primeiro semestre de 2024.

Preços em queda
Apesar do aumento nos volumes, os preços médios da tilápia recuaram. A queda mais expressiva foi observada na tilápia inteira fresca ou refrigerada, que passou de US$ 3,24/kg em 2024 para US$ 2,70/kg em 2025 (-17%).

Paraná mantém liderança
No ranking por estados, o Paraná lidera com folga, respondendo por 56% do total exportado (US$ 9,2 milhões). São Paulo aparece em segundo lugar, com US$ 4,2 milhões (26%), mas registrou queda de 31% frente ao primeiro trimestre. O Mato Grosso do Sul ficou em terceiro, representando 16% do total. Já Santa Catarina e Pará concentraram suas vendas em tilápia inteira congelada.

Com resultados crescentes em volume e valor, mesmo diante da queda de preços, a piscicultura brasileira confirma seu potencial no mercado externo, especialmente com a tilápia como carro-chefe e os Estados Unidos como principal parceiro comercial.

Fonte: O Presente Rural

Peixes

Tilápia responde por 70% da produção aquícola e soma 707 mil toneladas

Dados do Anuário Peixe BR 2026 mostram avanço da espécie mesmo diante de desafios na cadeia.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

A produção brasileira de tilápia alcançou 707.495 toneladas em 2025, alta de 6,83% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a aproximadamente 70% de todo o peixe de cultivo produzido no país. Os números constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026.

Mesmo com desafios enfrentados pela cadeia produtiva ao longo do ano, o desempenho manteve a tilápia como principal espécie da piscicultura nacional. Desde o primeiro levantamento realizado pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção da espécie cresceu 148,2%. Em 2015, o volume registrado foi de 285 mil toneladas.

A expansão está relacionada ao aumento da demanda nos mercados interno e externo, ao avanço do melhoramento genético e à evolução dos processos industriais, que ampliaram a oferta de cortes e garantiram maior escala e padronização do produto.

O Paraná lidera a produção nacional, com 273.100 toneladas em 2025, crescimento de 8,9% na comparação anual. Na sequência aparecem São Paulo, com 88.500 toneladas; Minas Gerais, com 73.500 toneladas; Santa Catarina, com 52.700 toneladas; e Mato Grosso do Sul, com 38.700 toneladas.

De acordo com dados do Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026, a tilapicultura mantém trajetória de expansão e segue como base do crescimento da piscicultura brasileira.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
Continue Lendo

Peixes

Produção de peixes de cultivo cresce 4,41% e atinge recorde histórico

Brasil mantém liderança nas Américas e reforça meta de alcançar o topo mundial até 2040.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O Brasil superou, em 2025, a marca de 1 milhão de toneladas na produção de peixes de cultivo. Ao todo, foram produzidas 1.011.540 toneladas, conforme levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026.

O volume representa crescimento de 4,41% em comparação com 2024. Com esse resultado, o Brasil mantém a liderança da piscicultura nas Américas e passa a integrar o grupo de países que já ultrapassaram a marca simbólica de 1 milhão de toneladas na produção aquícola.

Presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros: “Esse objetivo será alcançado por meio de investimentos em genética, nutrição, manejo, equipamentos, sanidade, produção, processamento e, principalmente, comercialização nos mercados interno e externo” – Foto: Divulgação/Peixe BR

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, Francisco Medeiros, a meta do setor é alcançar a liderança mundial até 2040. “Esse objetivo será alcançado por meio de investimentos em genética, nutrição, manejo, equipamentos, sanidade, produção, processamento e, principalmente, comercialização nos mercados interno e externo”.

Mesmo diante de desafios ao longo do ano, como adversidades climáticas, questões sanitárias e instabilidade nas cotações, o setor manteve desempenho positivo. O mercado também foi impactado pelo aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, incluindo pescados, além da concorrência com tilápias importadas do Vietnã e da discussão sobre a possível inclusão da espécie na lista de espécies exóticas invasoras no Brasil. A decisão acabou sendo adiada.

A tilápia segue como principal espécie cultivada no país, representando 70% da produção nacional. Em 2025, foram 707.495 toneladas, alta de 6,83% sobre o ano anterior.

Já a produção de peixes nativos totalizou 257.070 toneladas, com leve recuo de 0,63% em relação a 2024. As demais espécies somaram 46.975 toneladas, queda de 1,75% na comparação anual.

A expectativa do setor é manter o crescimento nos próximos anos, impulsionado pelo avanço da profissionalização e da tecnificação da piscicultura brasileira.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
Continue Lendo

Peixes

Piscicultura brasileira supera um milhão de toneladas e consolida década de crescimento recorde

Setor avança 58,6% em 10 anos, produção de tilápia dispara 148,2% e país reforça protagonismo nas Américas.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) lançou, nesta terça-feira (24), a 10ª edição do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, que consolida o setor como um dos mais dinâmicos do agronegócio nacional. A publicação revela que, nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6% e, em 2025, atingiu pela primeira vez a marca histórica de um milhão de toneladas produzidas. No mesmo período, a produção de tilápia avançou expressivos 148,2%, reforçando o protagonismo da espécie no país.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “Este resultado demonstra a força e a maturidade da piscicultura brasileira” – Foto: Divulgação/Peixe BR

Principal referência estatística da cadeia produtiva de peixes de cultivo, o Anuário 2026 apresenta dados inéditos e atualizados sobre produção nacional e por estado, consumo, mercado, tendências e perspectivas estratégicas para os próximos anos.

A edição comemorativa também reúne os principais acontecimentos de 2025 e análises sobre o cenário atual. “O resultado apresentado nesta 10ª edição demonstra a força e a maturidade da piscicultura brasileira. Mesmo diante de um ano desafiador, superamos a marca de 1 milhão de toneladas e consolidamos uma década de crescimento consistente. A piscicultura deixou de ser uma promessa para se tornar protagonista nas Américas, com ganhos expressivos em produtividade, tecnologia e competitividade”, compartilha o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

No evento em Brasília (DF), estiveram presentes o presidente do conselho de administração

Foto: Divulgação/Peixe BR

da Peixe BR, Mauro Nakata; o vice-presidente da Peixe BR, Juliano Kubitza; o diretor do Departamento de Águas da União, substituto do ministro de estado da Pesca e Aquicultura, Felipe Bodens; o deputado federal – presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, Luiz Nishimori e o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores.

Para acessar o Anuário 2026, acesse www.peixebr.com.br/anuario-2026 e baixe gratuitamente a publicação.

Sobre a Peixe BR

A Peixe BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade do segmento e do ambiente regulatório da atividade no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente.

Fonte: Assessoria Peixe BR
Continue Lendo