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Avicultura

Exportações da avicultura deverão atingir US$ 8,5 bi

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Levantamentos feitos pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef) mostram que as exportações da avicultura brasileira (incluindo frangos, ovos, perus, patos e marrecos, pintos e ovos férteis) totalizaram 3,735 milhões de toneladas entre janeiro e novembro deste ano, resultado 1,1% menor em relação ao mesmo período do ano passado.   Em receita, houve crescimento de 3,9% segundo a mesma comparação, com US$ 7,880 bilhões.
Conforme previsões da entidade, a expectativa é que as exportações do setor avícola nacional atinja o total de 4,082 milhões de toneladas exportadas, resultado 1,35% menor em relação ao volume obtido em 2012.  Já a soma total da receita de exportações da avicultura deverá chegar a 8,580 bilhões, dado 2,6% maior em relação ao saldo do ano passado.
Conforme explica o presidente da Ubabef, Francisco Turra, houve forte retração na receita dos embarques de ovos e carne de peru, minimizados no saldo geral pelo bom desempenho das exportações de carne de frango e material genético. “Especialmente em ovos, fomos fortemente influenciados por problemas burocráticos, que suspenderam as exportações para Angola, principal importador do segmento brasileiro, além do aquecimento do mercado interno.  O crescimento em volume das exportações de material genético e o bom desempenho das exportações de carne de frango garantiram o saldo geral positivo para a avicultura”, destaca Turra.
 
Mercado interno
As previsões da Ubabef indicam que a produção brasileira de carne de frango deve atingir 12,3 milhões de toneladas, um percentual aproximadamente 2,66% menor em relação ao total produzido em 2012.
 
Já em ovos, a expectativa é que a produção chegue a 34 bilhões de unidades, resultado 7% maior em relação aos 31,775 bilhões de unidades produzidas em 2012.
 
EXPORTAÇÕES
 
Carne de Frango
As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 3,567 milhões de toneladas entre janeiro e novembro de 2013, com leve queda de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a receita cresceu 5,2%, com US$ 7,349 bilhões.
Considerando apenas o mês de novembro, os embarques de carne de frango atingiram 347,7 mil toneladas neste ano, resultado 11,4% maior em relação ao décimo primeiro mês de 2012.  Houve também crescimento na receita mensal, de 3,8% na comparação com o ano anterior, com US$ 678,6 milhões em novembro de 2013. 
Na análise por produto, os cortes mantiveram-se como principal produto exportado pelo setor avícola brasileiro nos onze primeiros meses de 2013, com 1,907 milhão de toneladas (-2,8% em relação ao mesmo período do ano passado). Em segundo lugar vieram os embarques de frango inteiro, com 1,350 milhão de toneladas (+5,2%).  Na terceira posição estão as carnes salgadas, com 164,6 mil toneladas (-0,3%) e, por último, os industrializados, com 145 mil toneladas (-13,3%).
Com relação aos destinos das exportações, o Oriente Médio manteve-se como maior importador de carne de frango Made In Brazil, com 1,331 milhão de toneladas entre janeiro e novembro deste ano (+5,1% na comparação com o mesmo período de 2012). A Ásia, em segundo lugar, importou 1,032 milhão de toneladas (-0,6%).  Em terceiro lugar, a África foi destino de 483 mil toneladas no mesmo período (-12,9%). Quarto maior destino da carne de frango brasileira, a União Europeia importou 383,6 mil toneladas (-8,1%).  Para os países das Américas foram embarcadas 249,9 mil toneladas (+27,2%).  Já a Europa Extra União Europeia foi destino de 91,593 mil toneladas (-15,5%). Por fim, as exportações para a Oceania nos onze primeiros meses de 2013 atingiram 1,6 mil toneladas (-9,9%).
 
A expectativa da UBABEF é que os embarques de carne de frango em 2013 atinjam 3,9 milhões de toneladas, resultado equivalente ao total exportado em 2012. Em receita, é esperado um crescimento de 4% em 2013, superando US$ 8 bilhões.
 
 
Ovos
Os embarques de ovos in natura e processados totalizaram 11,358 mil toneladas entre janeiro e novembro de 2013, resultado 54,2% menor em comparação ao mesmo período do ano passado.  Com este resultado, os embarques do segmento atingiram receita de US$ 19,772 milhões.
Considerando apenas o mês de novembro, as exportações de ovos totalizaram 1,5 mil toneladas em 2013, dado 49,4% menor em relação a novembro do ano passado.  Em receita, foram US$ 2,2 milhões, valor 55,1% menor de acordo com a mesma comparação.
 Conforme as projeções do setor, espera-se que as exportações de ovos atinjam 12,3 mil toneladas neste ano, volume 54% menor em relação aos doze meses de 2012.  Em receita, espera-se um total de US$ 21,5 milhões (-49,5%).
 
Perus
As exportações de carne de peru atingiram 147,2 mil toneladas entre janeiro e novembro deste ano, resultado 8,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado.   Em receita, os embarques totalizaram US$ 418,8 milhões, número 6,5% menor em relação ao mesmo período comparativo.
Na avaliação mensal, foram embarcadas 11 mil toneladas durante o mês de novembro, dado 28,6% menor em relação ao décimo primeiro mês de 2012.  Estes embarques resultaram em uma receita de US$ 30,2 milhões, desempenho 27,4% menor em relação a novembro do ano passado.
 
Conforme as projeções da UBABEF, espera-se que as exportações de carne de peru atinjam 160 mil toneladas nos doze meses de 2013, número 10% menor em relação ao mesmo período de 2012.  Já em receita, os embarques do segmento poderão atingir US$ 457 milhões, dado 8,7% menor em relação à mesma comparação com 2012.
 
Patos, Gansos e outras Aves
Neste segmento, as exportações realizadas nos onze primeiros meses de 2012 atingiram 1,344 mil toneladas, resultado 52,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Estes embarques geraram receita de US$ 5 milhões, dado 53,9% menor com relação aos onze primeiros meses em 2012.
 
Na análise mensal, foram 175 toneladas embarcadas em novembro, dado 12,7% menor em relação ao mesmo mês de 2012.  Em receita, foram obtidos US$ 833 mil, saldo 29% maior na comparação com novembro do ano passado.
 
Pelas projeções da UBABEF, os embarques de patos, gansos e outras aves deverão totalizar 1,466 mil toneladas em 2013, desempenho 52,1% menor com relação ao total do ano passado.  Em receita, espera-se um saldo de US$ 5,5 milhões, número 50% menor segundo o mesmo período comparativo.
 
Material Genético
As exportações brasileiras de material genético avícola totalizaram 1 mil toneladas entre janeiro e novembro de 2013, volume 3,8% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, o crescimento foi de 20%, com US$ 47,3 milhões.
 
Considerando-se apenas novembro, foram embarcadas 82 toneladas de material genético, volume 6,1% menor em relação ao mesmo período de 2012.  Em receita, houve crescimento de 14,7%, com US$ 3,8 milhões.
 
A expectativa é que os embarques do segmento cheguem a 1,1 mil toneladas em 2013, resultado 3% maior em relação a 2012.  Em receita, esta elevação poderá ser de 17,7%, com US$ 51,6 milhões.
 
Ovos Férteis
Os embarques de ovos férteis atingiram 6,75 mil toneladas entre janeiro e novembro deste ano, volume 28,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, houve queda de 29,6%, com US$ 40,1 milhões.
 
Em novembro, as exportações do segmento atingiram 741 toneladas, dado 25% maior em relação ao mesmo período de 2012.  Em receita, houve elevação de 30,5%, com US$ 4,65 milhões.
 
As projeções para o segmento apontam queda de 27% em volume (com 7,366 mil toneladas nos doze meses de 2013) e de 28% em receita (com US$ 43,8 milhões).
 
Projeções para 2014
Para 2014, a UBABEF estima um crescimento entre 3% e 4% no volume total da produção nacional de carne de frango em relação ao resultado deste ano.  Sobre as exportações, espera-se para o próximo ano um crescimento entre 2% e 2,5% sobre os volumes embarcados de 2013.
 
“O crescimento da produção deverá se descolar das exportações, diante da possibilidade de um aquecimento do mercado interno com os grandes eventos internacionais. A expectativa é que políticas de governo voltadas para o abastecimento interno durante a Copa favoreçam o consumo de produtos avícolas dentro do Brasil, recuperando níveis de produção equivalentes ao de 2012. Devemos ter um crescimento constante, seguro, mas sem otimismo excessivo”, destaca Turra.
Já em ovos, espera-se que a produção chegue a 37 bilhões de unidades em 2014, volume 9% maior em relação ao esperado para este ano.

Fonte: Ubabef

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Avicultura

Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná

Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

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Foto: Jonathan Campos

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias

Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.

A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.

Produção de carne cresce acima do ritmo de abate

Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias

início deste ano.

O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.

A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Galinhas livres de gaiolas e foco em biossegurança garantem produção de ovos bem-sucedida

Plantel de 500 mil aves, produção sem antibióticos melhoradores de desempenho e certificação em bem-estar animal sustentam o modelo adotado pela Planalto Ovos há oito anos.

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Foto: Divulgação

Galinhas livres de gaiolas, biosseguridade e a adoção de sistemas preventivos e sustentáveis garantem há oito anos o sucesso da Planalto Ovos, cujos resultados produtivos obtidos ao longo da sua trajetória demonstram a consistência do modelo escolhido para sua operação desde a concepção do projeto. Membro fundadora da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a empresa mantém hoje um plantel de aproximadamente 500 mil aves, distribuídas entre diferentes unidades produtivas em Minas Gerais.

Foto: Divulgação

A decisão de adotar a criação de galinhas livres foi influenciada pela experiência prévia dos sócios na avicultura, construída entre 1964 e 2017 na Granja Planalto, e pela avaliação de que o modelo permitiria estruturar uma produção baseada em manejo cuidadoso, disciplina sanitária e qualidade do produto.

Em 2018, o mercado brasileiro de ovos provenientes de sistemas alternativos ainda era pouco desenvolvido. Existiam iniciativas pontuais, muitas vezes de pequena escala e com baixa padronização de processos. Porém, as mudanças observadas em mercados internacionais indicavam que modelos de criação que proporcionassem melhores condições às aves tenderiam a ganhar relevância ao longo do tempo. Esse contexto sinalizava uma oportunidade para a Planalto, que desde o início descartou a ideia de realizar uma transição gradual a partir de estruturas convencionais.

Toda a produção da empresa é desde então conduzida em sistemas livres de gaiolas ou caipira e integralmente certificada em bem-estar animal, para estabelecer um elevado padrão produtivo para todas as aves, independentemente do destino comercial dos ovos. Essa abordagem contribui para maior consistência operacional e reforça o princípio de que as práticas de manejo e as condições de criação devem ser uniformes em todo o plantel.

Biosseguridade como eixo central da produção

Desde a concepção do projeto, a biosseguridade foi estabelecida como um dos principais pilares da operação. Inicialmente havia preocupação de que a criação no piso pudesse ampliar o risco de desafios sanitários. Na prática, a experiência demonstrou que um programa robusto de prevenção, aliado a boas condições de manejo, permite manter estabilidade sanitária e consistência produtiva.

Foto: Divulgação

Um dos desdobramentos dessa abordagem foi conduzir a produção sem utilização de antibióticos como melhoradores de desempenho. Para viabilizar esse modelo, a empresa estruturou um conjunto integrado de medidas preventivas, baseadas em biosseguridade rigorosa, nutrição equilibrada e manejo adequado das aves.

Nesse contexto, são utilizadas alternativas tecnológicas que contribuem para a saúde intestinal e para a estabilidade da microbiota das aves, como probióticos e simbióticos, ácidos orgânicos e óleos essenciais. Essas ferramentas auxiliam na manutenção do equilíbrio microbiológico e reduzem a necessidade de intervenções terapêuticas ao longo do ciclo produtivo.

A abordagem está alinhada ao conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre saúde animal, saúde humana e equilíbrio ambiental, reforçando a importância de sistemas produtivos preventivos e sustentáveis.

A estrutura produtiva é compartimentalizada, com unidades fisicamente separadas (fábrica de ração, fazendas e entreposto de ovos), o que, apesar de aumentar a complexidade logística, reduz significativamente o risco de disseminação de patógenos.

O manejo sanitário inclui vacinação, monitoramento, controle de acesso e desinfecção, com atenção adicional, em sistemas no piso, ao manejo da cama, escolha do ninho e prevenção de endoparasitas.

Reconhecimento internacional

Os resultados produtivos obtidos demonstram a consistência do modelo adotado. Um dos marcos mais relevantes foi o reconhecimento de um lote da linhagem Lohmann como o mais produtivo já registrado pela genética, atingindo 593,8 ovos por ave alojada.

A empresa também recebeu em 2024 o Good Egg Award, concedido pelo ONG de bem-estar animal internacional Compassion in World Farming. A premiação reconhece empresas que adotam padrões elevados de criação e práticas alinhadas à melhoria das condições de vida das galinhas poedeiras.

Diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem: “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda” – Foto: Divulgação

Segundo a empresa, esses reconhecimentos demonstram que essas dimensões não são conflitantes, mas que é possível combinar altos níveis de bem-estar animal com alta e consistente produtividade.

Cooperação e perspectivas para o setor

A participação na criação da COBEA está alinhada à visão de que iniciativas colaborativas podem acelerar o aprendizado do setor. A troca de experiências entre empresas, academia e organizações da cadeia produtiva contribui para ampliar o alcance de boas práticas e fortalecer discussões técnicas e estratégicas sobre produção animal.

Na avaliação da Planalto Ovos, o Brasil tem capacidade técnica para avançar, mas enfrenta desafios como acesso a financiamento, custos mais altos e necessidade de melhor organização comercial; nesse contexto, certificações independentes são chave para diferenciar boas práticas e dar transparência ao mercado. “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda. Nossa participação na COBEA serve não apenas para compartilhar nossa experiência com outros, mas também para evoluir em conjunto e promover a colaboração necessária em toda a cadeia de valor, o que pode ajudar a acelerar a transição para sistemas de produção que promovam um melhor bem-estar animal”, afirma o diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem.

Fonte: Assessoria Planalto Ovos
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Avicultura

Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias no Brasil

São Paulo mantém liderança com quase um quarto da produção nacional, enquanto Paraná aparece na terceira posição entre os maiores produtores do país.

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em um dos maiores patamares da série histórica, embora tenha mostrado sinais de desaceleração na comparação com os meses finais do ano passado.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o volume produzido entre janeiro e março foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 3,5%.

Mesmo com a queda trimestral, a produção permanece acima de 1,2 bilhão de dúzias, evidenciando a dimensão da avicultura de postura brasileira e a capacidade do setor de sustentar elevados níveis de oferta para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda da indústria alimentícia.

A produção de ovos vem registrando crescimento contínuo nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo doméstico. O alimento ganhou ainda mais espaço na dieta dos brasileiros por apresentar custo relativamente menor em comparação a outras proteínas animais e por sua versatilidade de consumo.

Entre os estados, São Paulo manteve ampla liderança nacional. O estado respondeu por 24,6% de toda a produção

Foto: Rodrigo Felix Leal

brasileira no primeiro trimestre, o equivalente a praticamente uma em cada ოთხro dúzias produzidas no país.

Na sequência aparecem Minas Gerais, com participação de 10,2%, Paraná, com 9,8%, e Espírito Santo, responsável por 7,9% do total nacional. Juntos, os quatro estados concentram mais da metade da produção brasileira de ovos, demonstrando a forte regionalização da atividade.

Consumo interno sustenta produção elevada

Embora a variação anual tenha sido modesta, o desempenho do setor confirma a estabilidade da produção em níveis historicamente elevados. A demanda doméstica segue como principal sustentação da atividade, favorecida pelo aumento do consumo per capita e pela busca dos consumidores por proteínas de menor custo.

Foto: Giovanna Curado

No Paraná, terceiro maior produtor do país, a avicultura de postura desempenha papel relevante na economia agropecuária, com forte presença de granjas tecnificadas e integração com a indústria de alimentos. O estado se mantém entre os principais polos produtores nacionais, ao lado de São Paulo e Minas Gerais.

Os números integram as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgadas pelo IBGE. O levantamento acompanha a evolução da produção agropecuária brasileira e serve de referência para o monitoramento da oferta de alimentos e da dinâmica das cadeias produtivas do país.

Fonte: O Presente Rural
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