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Exportações brasileiras para países árabes crescem 3,1% em abril

Saldo comercial segue positivo no acumulado do ano, mesmo com queda nas compras e tensão geopolítica no Golfo.

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Foto: Claudio Neves

As exportações brasileiras aos países árabes cresceram 3,1% e somaram US$ 1,33 bilhão em abril em comparação com o mesmo mês de 2025, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. As importações, por sua vez, registraram queda de 10,1%, para US$ 731,1 milhões em igual comparação.

Foto: Divulgação/MPor

No acumulado do ano, as vendas para a região registram alta de 2,9% e somam US$ 6,41 bilhões. As importações também estão em alta, de 9,3%, e somam US$ 3,22 bilhões. O saldo é superavitário para o Brasil em US$ 3,19 bilhões, queda de 2,8%. A corrente de comércio cresce 5% no ano sobre 2025 e chega a US$ 9,64 bilhões.

O vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Mohamad Orra Mourad, afirmou à ANBA que, apesar do conflito que atinge os países do Golfo, grandes parceiros comerciais do Brasil, as rotas alternativas para exportação e importação estão ganhando espaço. O conflito de Estados Unidos e Israel com o Irã começou em 28 de fevereiro. Teve como efeitos na região ataques retaliatórios do Irã a países árabes do Golfo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

Países árabes do Golfo

Foto: Jonathan Campos/AEN

“Apesar de não termos grandes expectativas sobre o real desfecho do conflito e nem por quanto tempo irá perdurar, as rotas alternativas vêm ganhando espaço dentro do comércio do Brasil com os países árabes. Grande prova é que as exportações do Brasil para os países membros do GCC, apesar de apresentarem uma queda de 24% em abril, [registram] uma queda menor do que foi apresentado em março. Já as exportações do Brasil para os todos os países árabes tiveram uma aumento de 3% em abril comparado a uma queda de 8% em março”, avaliou. O GCC é a sigla em inglês para Conselho de Cooperação do Golfo, formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã.

“No acumulado do ano, nossas exportações apresentam crescimento em relação ao ano passado, mesmo com o bloqueio naval imposto no Estreito de Ormuz, que responde por um importante percentual tanto de nossas exportações de proteína para a região do Golfo como também por nossas importações de fertilizantes da mesma região”, afirmou Mourad.

Foto: Freepik/Divulgação

Ele lembrou, também, que houve aumento das importações no acumulado do ano, tanto de países do Golfo como dos árabes em geral. “Mais uma vez mostra a resiliência e capacidade de adaptação dos key players da região em manter o fluxo do comércio exterior mais próximo de uma normalidade”, disse.

Os países árabes se mantêm, em bloco, como o terceiro principal destino das exportações brasileiras, atrás de China e Estados Unidos, e são o sétimo maior fornecedor do Brasil em uma lista liderada pela China e seguida por Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha, Argentina e Rússia. Entre os árabes, os principais destinos das exportações brasileiras são Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Argélia, Iraque e Omã. Os principais fornecedores árabes ao Brasil no ano são Arábia Saudita, Marrocos, Egito, Emirados Árabes Unidos e Argélia.

Os principais produtos exportados pelo Brasil aos árabes até abril foram açúcar, carne de frango, milho, minério de ferro e soja. Petróleo refinado, petróleo bruto, fertilizantes fosfatados, mistos e nitrogenados foram os principais produtos que o Brasil comprou dos países árabes entre janeiro e abril.

Fonte: Assessoria ANBA

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Fretes rodoviários permanecem em alta impulsionados pela safra recorde

Boletim Logístico da Conab aponta demanda aquecida pelo transporte de grãos, mesmo após o pico da colheita da soja. Paraná registra pressão sobre custos em rotas específicas.

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A perspectiva de uma safra recorde de grãos segue sustentando os preços dos fretes rodoviários em importantes corredores logísticos do país. A avaliação consta no Boletim Logístico de junho, divulgado na terça-feira (30) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o levantamento, o mercado de transporte permaneceu aquecido mesmo após o encerramento do período de maior intensidade da colheita da soja, quando normalmente seria esperada uma redução na demanda e, consequentemente, nos preços dos fretes.

Foto: Márcio Ferreira

De acordo com a Conab, a produção recorde de soja, com acréscimo de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior, continua impulsionando a necessidade de transporte de grãos, mantendo os valores dos fretes próximos aos registrados entre fevereiro e março, período de maior movimentação da safra.

Em Mato Grosso, principal produtor de grãos do país, os preços apresentaram apenas pequenas oscilações em comparação com o mês anterior e permaneceram em níveis elevados.

Em Mato Grosso do Sul, a demanda por transporte também continuou forte em maio, sustentada pelo fluxo de escoamento da produção e pelas negociações voltadas ao mercado externo, mesmo após o fim da colheita da safra de verão.

No Distrito Federal, os fretes agrícolas registraram alta moderada ao longo de maio. O avanço foi influenciado pelo aumento do custo do diesel e pela continuidade do transporte das safras de soja e milho produzidas no Centro-Oeste.

No Maranhão, a Conab também verificou aumento nos preços dos fretes. Em maio, a colheita da soja alcançou 92% da área cultivada, enquanto a do milho chegou a 27%. O avanço das colheitas intensificou a movimentação de grãos por rodovias e ferrovias, tanto para abastecimento interno quanto para exportação pelo Porto do Itaqui. Nesse cenário, os fretes subiram cerca de 1,2% em relação a abril.

Foto: Divulgação

No Paraná, o boletim aponta variações pontuais nos fretes em comparação com abril, com pressão sobre os custos em rotas específicas. O cenário foi influenciado pelo preço médio do diesel S-10, cotado a R$ 6,38 por litro, e pela elevada demanda sobre a infraestrutura de transporte rodoviário.

Em contrapartida, Goiás e Bahia registraram redução na movimentação de fretes durante maio. A desaceleração acompanhou o calendário agrícola, marcado pelo encerramento da colheita da soja e pelo período que antecede a intensificação da colheita do milho de segunda safra.

Situação semelhante foi observada no Piauí, onde os preços dos fretes recuaram em relação a abril. Segundo a Conab, a queda está associada à redução de 22% nas exportações de soja, equivalente a 64 mil toneladas a menos embarcadas.

Em São Paulo, os fretes também apresentaram recuo após as altas registradas no início do ano. A redução foi atribuída à queda nos custos do diesel e à menor demanda da indústria, apesar da continuidade do ritmo aquecido do agronegócio.

Exportações

Foto: Cláudio Neves

Os embarques brasileiros de milho somaram 7,5 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, acima dos 6,1 milhões registrados no mesmo período de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Do total exportado, 33,5% passaram pelos portos do Arco Norte. O Porto de Santos respondeu por 26,5% dos embarques, seguido por Paranaguá, com 9,6%, e Rio Grande, com 19,5%.

As exportações de soja alcançaram 55,1 milhões de toneladas no acumulado até maio. Os portos do Arco Norte concentraram 38,5% do volume embarcado, enquanto Santos respondeu por 36,8%. Paranaguá participou com 14,2% e São Francisco do Sul com 4,5%.

Fertilizantes

Foto: Claudio Neves

O boletim também mostra que as importações brasileiras de fertilizantes somaram 15,05 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, abaixo das 15,27 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.

Segundo a Conab, as compras realizadas em maio foram as menores para o período desde 2022. O documento destaca que os elevados custos dos fertilizantes, as incertezas relacionadas ao cenário no Oriente Médio e os impactos esperados do fenômeno El Niño continuam sendo fatores de atenção para a produção agrícola mundial.

Além da análise do mercado logístico, o Boletim Logístico de junho reúne informações sobre a movimentação dos estoques da Conab realizada por transportadoras contratadas por meio de leilão eletrônico.

Fonte: O Presente Rural com Conab
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Brasil propõe reforço ao fundo do Mercosul e defende integração para enfrentar desafios globais

Na cúpula do bloco, governo anuncia intenção de ampliar aporte ao Focem, destaca avanço do comércio regional e defende ações conjuntas em infraestrutura, clima, energia, segurança e democracia.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O fortalecimento da integração regional, a ampliação dos investimentos em infraestrutura e uma atuação conjunta diante de desafios como mudanças climáticas, transição energética, segurança pública e desinformação marcaram a posição defendida pelo Brasil na 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada nesta terça-feira (30), em Assunção, no Paraguai.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o bloco precisa ampliar sua capacidade de cooperação para responder ao cenário internacional de crescente polarização e anunciou a disposição do Brasil de reforçar os investimentos no Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). “Na atual conjuntura, o Mercosul é uma necessidade estratégica. O Mercosul permanece como o principal espaço institucional em uma região cada vez mais polarizada”, afirmou.

A principal proposta apresentada pelo governo brasileiro foi o lançamento de uma nova etapa do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), mecanismo criado para reduzir as desigualdades entre os países do bloco por meio do financiamento de obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais.

O Brasil manifestou disposição para elevar sua participação no fundo, com aportes de US$ 100 milhões por ano durante uma década. “O Mercosul precisa fazer diferença na vida das pessoas. Desde sua criação, o Focem já financiou mais de mil quilômetros de rodovias, 680 quilômetros de ferrovias, 750 quilômetros de linhas de transmissão elétrica, 100 quilômetros de redes de saneamento básico. Estamos prontos para lançar o Focem-II e aumentar a contribuição brasileira, com aporte de 100 milhões de dólares anuais ao longo de uma década”, mencionou.

Comércio regional amplia peso do bloco

O governo brasileiro também destacou a evolução econômica do Mercosul desde sua criação. O comércio entre os países do bloco passou de US$ 4,5 bilhões, em 1991, para mais de US$ 50 bilhões

Foto: Ricardo Stuckert/PR

em 2025, enquanto o intercâmbio comercial com o restante do mundo alcançou quase US$ 760 bilhões no último ano, crescimento superior a 6% em relação a 2024.

As exportações do bloco superaram US$ 400 bilhões no período. “Desde sua criação, o comércio entre nós passou de 4,5 bilhões de dólares, em 1991, para mais de 50 bilhões em 2025. No ano passado, nosso intercâmbio com o resto do mundo cresceu mais de 6% em relação a 2024 e alcançou quase 760 bilhões de dólares, com exportações superiores a 400 bilhões. Voltamos a olhar para o mundo com ambição”, ressaltou Lula.

Cooperação para enfrentar os efeitos do clima

A preparação para novos eventos climáticos extremos foi apontada como uma das prioridades da agenda regional. A avaliação apresentada pelo Brasil considera que a previsão de um novo episódio de El Niño reforça a necessidade de ampliar a coordenação entre os países sul-americanos para reduzir impactos sobre a economia, a agricultura e a infraestrutura. “A Organização Meteorológica Mundial já alerta sobre a necessidade de preparação para um El Niño que agravará secas, provocará chuvas intensas e aumentará o risco de ondas de calor. Nossos países sofreram as consequências nefastas desse fenômeno em 2023”, salientou.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo Lula, temas como mudanças climáticas, transição energética, transformação digital, saúde e combate ao crime organizado exigem respostas coordenadas entre os governos da região. “O projeto de integração sul-americano deve estar acima de ideologias. A crise climática, a transição energética, a transformação digital, o enfrentamento ao crime organizado transnacional e a promoção da saúde exigem uma capacidade de coordenação regional sem precedentes”, frisou.

Energia renovável e minerais críticos entram na agenda

Outro eixo da estratégia brasileira é ampliar a cooperação em torno da transição energética. O governo defendeu maior integração dos sistemas elétricos e da infraestrutura de gás natural entre os países do bloco, além do desenvolvimento de cadeias produtivas ligadas ao hidrogênio verde e ao combustível sustentável de aviação (SAF). “Nosso bloco está na vanguarda da transição energética global. Somos detentores de uma matriz elétrica limpa e a geração eólica e solar cresce exponencialmente. Reunimos condições únicas para o desenvolvimento de combustível sustentável de aviação e de hidrogênio verde. Avançar na integração elétrica e gasífera é essencial para garantir complementaridade entre diferentes fontes e aprimorar nossa resiliência energética”, enfatizou Lula.

O Brasil também defendeu uma estratégia regional para o aproveitamento dos chamados minerais críticos, considerados essenciais para a indústria de baterias, equipamentos eletrônicos e

Foto: Ricardo Stuckert/PR

tecnologias de baixo carbono. A proposta inclui o desenvolvimento de cadeias produtivas de maior valor agregado e a elaboração de um diagnóstico conjunto sobre o potencial mineral da região. “Possuímos reservas abundantes de minerais críticos, ativos indispensáveis para a descarbonização e a revolução digital. Desenvolver cadeias regionais que incluam etapas de maior valor agregado é uma questão de segurança nacional e soberania. Ainda não dispomos de um mapeamento comum do nosso potencial nem de um diagnóstico sobre projetos estratégicos que podem ser desenvolvidos conjuntamente. O Mapa do Caminho para Plano de Minerais Críticos do Mercosul, apresentado pelo Paraguai, é um ponto de partida para reforçar a autonomia estratégica de nossos países”, destacou.

Democracia e segurança regional

A pauta política também ocupou espaço na reunião. O governo brasileiro defendeu o fortalecimento das instituições democráticas diante do avanço da desinformação e propôs maior cooperação para proteção de grupos vulneráveis e combate à violência contra as mulheres. “A democracia voltou a estar ameaçada no mundo todo. Em nossa região, não é diferente. Redes de desinformação continuam desvirtuando o debate público e tentando enfraquecer a confiança nas instituições”, relatou.

Na área de segurança, a avaliação foi de que o crime organizado transnacional exige uma atuação mais integrada entre os países, especialmente por meio do compartilhamento de informações e da cooperação policial, judicial e financeira. “Não há democracia forte ou desenvolvimento duradouro onde o crime organizado corrói a autoridade legítima do Estado. O crime organizado controla territórios, intimida comunidades, destrói o meio ambiente, alimenta a corrupção, desvia recursos públicos e expande sua atuação para o mundo digital.

Foto: Divulgação

Nossa cooperação policial, judicial e financeira precisa atuar na mesma escala”, expôs Lula.

Defesa da autonomia do bloco

Ao encerrar sua participação, Lula defendeu que o Mercosul preserve sua autonomia nas relações internacionais e amplie as parcerias comerciais e políticas sem alinhamentos automáticos. “Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes. Nossa força estará na capacidade de dialogar com todos, sem deixar de lado nossos interesses. Diversificar parcerias, ampliar a cooperação e preservar a autonomia são requisitos para que a região encontre seu espaço em um mundo em transformação”, enalteceu.

O presidente também pediu que os países aproveitem o próximo semestre para consolidar as instituições do Mercosul, garantindo maior estabilidade ao funcionamento do bloco independentemente das mudanças de governo. “E é por isso que eu queria que a gente faça um esforço nestes seis meses para consolidar a instituição de apoio ao Mercosul, para que ela funcione perfeitamente bem, independentemente do presidente a ser eleito em qualquer país do nosso bloco”, frisou.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercado revisa safra de milho após perdas no Brasil Central

Até 30 dias de estiagem afetaram lavouras em Goiás, Minas Gerais e Mapito, enquanto Mato Grosso mantém produção próxima de 55 milhões de toneladas.

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Foto: Divulgação/Freepik

A falta de chuvas em maio consolidou perdas na segunda safra de milho em parte do Brasil Central, especialmente em Goiás, Minas Gerais e na região do MAPITO. Em contrapartida, o tempo seco favoreceu o avanço da colheita em Mato Grosso, onde as condições climáticas ao longo do ciclo sustentaram um elevado potencial produtivo.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, maio marcou a transição para a estação seca no Centro-Sul do país. Em Mato Grosso, a boa distribuição das chuvas durante o desenvolvimento das lavouras permitiu antecipar o início da colheita, com estimativa de produção entre 52 milhões e 55 milhões de toneladas, próximo ao recorde de 55,4 milhões de toneladas registrado na safra 2024/25.

No Paraná e em Mato Grosso do Sul, chuvas pontuais registradas durante o mês contribuíram para a recuperação das lavouras. Já em Goiás, Minas Gerais e no MAPITO, o Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab confirmou perdas significativas provocadas pela combinação de plantio fora da janela ideal e períodos de até 30 dias sem precipitações em abril em algumas áreas.

O cenário levou o mercado a revisar para baixo as estimativas da produção da segunda safra de milho. Ainda assim, a expectativa é de um quadro geral de oferta positivo.

Nos Estados Unidos, as condições climáticas favoreceram o andamento do plantio. Até o início de junho, a semeadura da soja alcançou 92% da área prevista, acima dos 89% registrados no mesmo período de 2025 e da média de 88% dos últimos cinco anos. O plantio do milho também avançou em ritmo acelerado.

No Cinturão do Algodão norte-americano, o oeste do Texas enfrentou uma das secas mais severas da história, afetando cerca de 63% da área plantada. Chuvas registradas apenas no fim de maio amenizaram a situação, favorecendo o plantio e as áreas mais afetadas pela estiagem.

Ainda segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico continuou se intensificando em maio, reforçando a possibilidade de instalação do fenômeno El Niño na transição entre o primeiro e o segundo semestre de 2026.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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