Suínos
Exportações brasileiras de carne suína mantêm ritmo positivo, apesar da queda nas vendas para China
Proteína suína no atacado chinês custou 6,4% a menos na primeira quinzena de março em relação ao início do ano.

Com razoável distância entre os custos de produção da suinocultura e os preços do animal, as margens devem continuar favoráveis, ainda que a pressão vinda do milho não modere no curto prazo. Soma-se a isso, o bom ritmo de exportações para diversos países, além de eventuais oportunidades externas derivadas da escalada tarifária dos Estados Unidos.
Os preços das carnes na China seguem em queda. A proteína suína no atacado chinês custou 6,4% a menos na primeira quinzena de março em relação ao início do ano. O país asiático também iniciou o ano com compras menores no Brasil, sendo um dos únicos destinos, junto do Chile, com queda dos embarques no primeiro bimestre, o que tem sido mais que compensado pelas amplas vendas às Filipinas, Hong Kong e Japão, principalmente.
A perspectiva do USDA para a China, maior produtor, e consumidor global, é de uma absorção doméstica de carne suína 2% menor neste ano. Porém, em recente atualização dos dados de oferta e demanda pelo adido do USDA na China, a queda prevista da produção foi amenizada, em função do aumento do peso de abate. Com isso, o consumo tende a recuar menos que o previsto anteriormente. Já para as importações a expectativa é estabilidade, na casa de 1,3 milhão de toneladas no ano.
Apesar deste cenário mais tímido para as exportações brasileiras de carne suína para China, o Brasil pode eventualmente capturar oportunidades diante das imposições das tarifas de 10% por parte dos chineses ao produto americano. Os Estados Unidos foram um importante exportador de carne e miúdos suínos para a China em 2024. Além disso, há o México, parceiro que vem aumentando as compras do Brasil e é o maior importador da carne suína americana

Suínos
Workshop abre programação do SBSS com foco em sanidade na suinocultura
Evento pré-simpósio reunirá especialistas para debater prevenção, diagnóstico, uso racional de antimicrobianos e monitoramento sanitário em Chapecó.

A programação do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) começa antes mesmo da abertura oficial do evento. No dia 11 de agosto, a partir das 9 horas, o Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) promoverá o pré-simpósio “Gestão de Programas Sanitários na Suinocultura – Da Prevenção ao Tratamento: Otimizando o Uso de Antimicrobianos”, um workshop que reunirá especialistas para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico, uso racional de antimicrobianos e monitoramento sanitário. O evento será realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e integra a programação do SBSS, considerado um dos principais fóruns técnicos da suinocultura na América Latina.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A sanidade é um dos pilares da suinocultura moderna e o uso consciente dos antimicrobianos é uma demanda crescente em todo o mundo” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A agenda foi estruturada para oferecer uma visão prática e integrada sobre os principais desafios enfrentados pelos profissionais na elaboração de programas sanitários. Ao longo da manhã, serão abordados temas que vão desde os fundamentos da farmacologia até ferramentas de diagnóstico, desenho de protocolos sanitários e análise econômica dos tratamentos, permitindo aos participantes aplicar conceitos técnicos na tomada de decisão dentro das granjas.
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o workshop será um momento de oferecer conteúdos alinhados aos desafios atuais da produção animal. “A sanidade é um dos pilares da suinocultura moderna e o uso consciente dos antimicrobianos é uma demanda crescente em todo o mundo. Reunimos especialistas com ampla experiência para discutir soluções práticas que contribuam para uma produção cada vez mais eficiente, sustentável e responsável”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, o formato do workshop permite aprofundar temas que exigem maior detalhamento técnico. “O objetivo é proporcionar aos participantes uma imersão em um assunto de extrema relevância para o setor. O uso racional de antimicrobianos passa por diagnóstico, planejamento, monitoramento e avaliação constante dos resultados. É um conteúdo que dialoga diretamente com a rotina dos profissionais que atuam na sanidade suína”, ressalta.

Foto: Divulgação/SBSA
A coordenação científica do workshop ficará a cargo do médico-veterinário Paulo Eduardo Bennemann, que ressalta que a eficiência dos programas sanitários depende, de um diagnóstico preciso e de decisões técnicas bem fundamentadas. “A antibioticoterapia é uma prática que combina conhecimento técnico, análise estratégica e tomada de decisão precisa. Compreender quais agentes ou patógenos desafiam o sistema de produção, como eles se manifestam e em que momento ocorrem é fundamental para o sucesso de qualquer programa de controle sanitário. Sem essas informações, a condução das ações tende a se tornar uma prática empírica, baseada em tentativa e erro, geralmente menos eficaz e mais onerosa”, explica.
Segundo Bennemann, o workshop foi estruturado para oferecer aos participantes uma visão integrada sobre o planejamento sanitário nas granjas. “Nosso objetivo é promover uma abordagem holística da sanidade, reunindo profissionais de reconhecida experiência para discutir conceitos e estratégias que apoiem uma tomada de decisão mais assertiva no planejamento e na utilização prudente dos antimicrobianos. Queremos contribuir para que médicos-veterinários e gestores tenham ferramentas para construir programas sanitários mais eficientes, sustentáveis e alinhados às demandas atuais da produção”, destaca.
O workshop será dividido em quatro módulos. A abertura ficará por conta do médico-veterinário Everson Zotti, que apresentará os fundamentos de qualquer programa sanitário, abordando conceitos como bactericidas, bacteriostáticos, farmacodinâmica, farmacocinética e associações entre antimicrobianos.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Na sequência, Edison Magalhães conduzirá o módulo Inteligência Sanitária e Diagnóstico, discutindo a importância da identificação correta dos desafios sanitários, da interpretação de exames laboratoriais, do uso de ferramentas como antibiogramas e testes de concentração inibitória mínima (MIC), além do aprendizado obtido a partir de falhas diagnósticas.
O terceiro módulo será ministrado por Augusto Heck, que abordará a construção de programas sanitários viáveis, promovendo uma reflexão sobre o uso indiscriminado de protocolos de amplo espectro, os impactos da utilização inadequada de antimicrobianos e os critérios técnicos para definição dos tratamentos mais adequados.
Encerrando a programação técnica, Luiz Carlos Giongo apresentará estratégias voltadas à farmacoeconomia e ao monitoramento dos tratamentos, demonstrando como avaliar o retorno sobre o investimento (ROI), acompanhar a eficácia dos protocolos sanitários e utilizar tecnologias para detectar precocemente possíveis falhas. O workshop será concluído com uma mesa-redonda reunindo todos os palestrantes para debater os principais desafios e responder às dúvidas dos participantes.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologia e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
17ª Brasil Sul Pig Fair
Workshop: Gestão de programas sanitários na suinocultura
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
Terça-feira (11)
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura:
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento
Suínos
Falta de mão de obra qualificada entra na pauta da suinocultura
18º SBSS debate formação de profissionais, retenção de talentos e desafios para manter a competitividade do setor.

A formação de profissionais qualificados e os impactos da escassez de mão de obra na competitividade da suinocultura estarão entre os temas debatidos no 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação” será ministrada pelo médico-veterinário Anderson Queirós, no dia 13 de agosto, às 11h10, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Médico-veterinário Anderson Queirós
A dificuldade para atrair, desenvolver e reter profissionais qualificados tornou-se um dos principais desafios da cadeia produtiva. Em um cenário de crescente demanda por eficiência, inovação e tecnologia, a qualificação das equipes e a valorização do capital humano são fatores importantes para a sustentabilidade e o crescimento das empresas do setor. A palestra apresentará reflexões sobre esse novo contexto e discutirá caminhos para preparar profissionais e organizações para os desafios do mercado.
Anderson Queirós é técnico em Agropecuária pelo Colégio Agrícola La Salle e médico-veterinário formado pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), campus de Xanxerê. Possui pós-graduação em Gestão de Pessoas e Processos pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e é sócio-fundador da Atualtech Consultoria e Instrutoria.
Com mais de 20 anos de atuação profissional, sendo os últimos 13 dedicados à consultoria em suinocultura, Anderson desenvolve trabalhos voltados ao aprimoramento da gestão, da produtividade e da capacitação de equipes, acompanhando de perto os desafios enfrentados pelas empresas na formação e retenção de talentos.

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que discutir pessoas é discutir o futuro da produção animal. “A tecnologia evolui constantemente, mas são as pessoas que fazem toda a cadeia acontecer. Hoje, um dos maiores desafios das empresas é formar profissionais preparados para lidar com sistemas cada vez mais modernos e complexos. Por isso, o SBSS encerra sua programação científica reforçando a importância do desenvolvimento humano para a sustentabilidade da suinocultura”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, o tema reflete uma realidade vivida por todo o setor. “A escassez de mão de obra qualificada é um desafio que impacta diretamente a produtividade e a competitividade das empresas. Mais do que identificar esse cenário, é preciso discutir estratégias para desenvolver pessoas, fortalecer lideranças e preparar equipes capazes de atender às demandas da suinocultura moderna. Esse é um debate que envolve toda a cadeia produtiva”, ressalta.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologia e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura:
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuiti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento
Suínos
Suinocultura catarinense enfrenta desequilíbrio entre oferta e rentabilidade
Mesmo com recordes de exportação, produtores acumulam perdas com aumento da produção e queda nas margens.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, alertou para a grave crise financeira que atinge os produtores do estado. Apesar de Santa Catarina manter a excelência mundial em sanidade e bater recordes de exportação, o suinocultor amarga prejuízos devido à disparidade entre o alto custo de produção, a baixa remuneração repassada pela indústria e o excesso de oferta de carne no mercado.

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio Luiz de Lorenzi: “Agora não adianta achar culpado. Nós temos que nos abraçar, poder ter essa transparência e saber sentar numa mesa e mostrar os números reais para que essa suinocultura continue pujante, mas, acima de tudo, para que o produtor continue com qualidade de vida”
Atualmente, o custo para produzir um quilo de suíno atinge a marca de R$ 6,23, enquanto o produtor recebe em média apenas R$ 5,05. Esse déficit inviabiliza a continuidade da atividade nas propriedades rurais, do Sul ao Extremo-Oeste catarinense. “Nós pensávamos que tinha chegado ao fundo do poço, mas infelizmente descobrimos que estamos encontrando alguns alçapões que estão levando cada vez mais nós para esse fundo, onde a margem de lucro não existe”, afirma Lorenzi.
Fatores macroeconômicos, como a cotação baixa do dólar e a queda do poder de compra do consumidor brasileiro, contribuem para o cenário. No entanto, o presidente da ACCS aponta o incentivo desordenado ao crescimento por parte de indústrias e cooperativas como o principal agravante. O mercado foi inundado por um aumento abrupto na oferta, impulsionado pelo acréscimo de 105 mil matrizes, que são as fêmeas reprodutoras. Houve também a elevação dos índices de produtividade e do peso de abate, que ultrapassa os 130 quilos por animal.
Para a entidade, o descompasso atual poderia ter sido evitado com um planejamento mais rigoroso. “É inadmissível de um ano para outro aumentar 105 mil matrizes em um plantel. Se nós tivéssemos uma produção menor, sem dúvida, nós continuaríamos com a margem dentro da propriedade rural e dentro da indústria”, destaca o presidente. Ele ressalta ainda que a desvalorização do suíno no campo não tem chegado às gôndolas dos supermercados. Com exceção de promoções pontuais aos finais de semana, o consumidor final continua pagando preços elevados pela carne suína.

Foto: O Presente Rural
Somado ao desequilíbrio do mercado, o setor é pressionado por cobranças tributárias retroativas. O governo estadual passou a exigir o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente aos últimos cinco anos para produtores que venderam animais para fora do Estado. A ACCS critica a falta de orientação anual por parte do fisco, o que gerou dívidas milionárias sem que os suinocultores tivessem a chance de se adequar.
O produtor lida também com os custos das novas normativas de biosseguridade, um conjunto rigoroso de medidas para prevenir a entrada de doenças nas granjas. Assinados no ano passado, durante um período de projeções financeiras otimistas, os protocolos agora exigem investimentos que o suinocultor não tem condições de bancar.
A recuperação do setor, segundo a associação, exige uma ação coordenada e imediata de toda a cadeia produtiva, incluindo a redução do plantel por indústrias, cooperativas e produtores independentes. A ACCS alerta que a crise não será resolvida apenas por governos e cobra o fim da omissão de dados reais de expansão por parte de algumas empresas.
“Agora não adianta achar culpado. Nós temos que nos abraçar, poder ter essa transparência e saber sentar numa mesa e mostrar os números reais para que essa suinocultura continue pujante, mas, acima de tudo, para que o produtor continue com qualidade de vida”, conclui Lorenzi.



