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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Abiec

Exportações brasileiras de carne bovina registram faturamento de US$ 1 bilhão em julho

Volumes cresceram 16,4% com 191.251 toneladas embarcadas no mês

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Arquivo/OP Rural

As exportações brasileiras de carne bovina registraram incremento de 16,4% no mês de julho em comparação a junho, de acordo com os dados divulgados pela Secex e compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Ao todo, foram embarcadas 191.251 toneladas de carne bovina em julho ante 164.332 toneladas em junho. Em receita, o aumento foi de 21,1%, passando de US$ 835,1 milhões para US$ 1 bilhão. Trata-se do melhor resultado mensal do ano.

Na comparação com Julho de 2020, os embarques registraram desaceleração de 1,4% no volume ante as 194 mil toneladas embarcadas no mesmo período. Já o faturamento cresceu 29,9% em julho desse ano ante os US$ 778,3 milhões registrados em julho de 2020, indicando um aumento do preço médio pago pela carne em vários mercados. O preço médio total no período registrou alta de 31,8%.

China

A China segue como principal destino da carne brasileira fechando o mês de Julho com um volume total de 91.144 toneladas, crescimento de 11,2%. As receitas tiveram alta de 19,1% somaram US$ 525,5 milhões. Quando se observa o período de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020.

Acumulado do ano

De janeiro a julho de 2021 as exportações totais registraram incremento de 8,5% no faturamento que fechou o período em US$ 5 bilhões ante US$ 4,6 bilhões registrado nos sete primeiros meses de 2020. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume embarcado deixou de crescer 3,3% com embarque de 1.065.676 toneladas.

Outros destinos

No acumulado do ano, os embarques para os Estados Unidos cresceram 93%, passando de 27.512 toneladas para 53.123 toneladas. Outros destinos que registraram aumento do volume foram Chile com 48.789 toneladas, Filipinas com 32.642 toneladas e Emirados Árabes Unidos com 25.349 toneladas.

Fonte: Assessoria

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Leite mais barato alivia custo da alimentação nas capitais brasileiras

Com recuo de até 5,6% em dezembro, produto foi um dos principais responsáveis por frear a alta da cesta básica, embora os preços sigam pressionados em grandes centros urbanos.

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Foto: Shutterstock

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgaram na última quinta-feira (08) a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente a dezembro de 2025, estudo publicado em parceria entre as duas instituições desde agosto do ano passado. Segundo o levantamento, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 17 capitais, diminuiu em outras nove cidades e se manteve estável em um município, João Pessoa (PB), em que o preço permaneceu em R$ 597,66.

Foto: Divulgação/EBC

Entre novembro e dezembro de 2025, as elevações mais importantes ocorreram em Maceió (AL), com alta de 3,19%; Belo Horizonte (MG), com aumento de 1,58%; Salvador (BA), com crescimento de 1,55%; Brasília (DF), acréscimo de 1,54%; Teresina (PI), com alta de 1,39%; Macapá (AP), com aumento de (1,23%); Goiânia (GO), com alta de 1,19%; e Rio de Janeiro (RJ), que cresceu 1,03%. Já as quedas mais expressivas ocorreram em Porto Velho (RO), de 3,6%; Boa Vista (RR), de 2,55%; Rio Branco (AC), de 1,54%; Manaus (AM), de 1,43%; e Curitiba (PR), de 1,03%.

São Paulo segue sendo a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresenta o maior custo (R$ 845,95), seguida por outras capitais do Centro-Sul como Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06), Cuiabá (R$ 791,29) e Porto Alegre (R$ 784,22). Em contraponto, nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01), Recife (R$ 596,10), Natal (R$ 597,15) e João Pessoa (597,66).

Alimentos com maior queda

Leite integral, arroz agulhinha, açúcar, café em pó e óleo de soja foram os principais produtos que fazem parte da cesta básica de

Foto: Divulgação/Conab

alimentos que tiveram redução de preços. Apresentando a maior queda dentre as capitais, o arroz agulhinha teve o preço reduzido em 23 das 27 cidades, sendo as maiores diminuições registradas em Maceió (AL), de 6,65%; e Vitória (ES), de 6,63%. Em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), o valor não variou. Em Recife (PE) aumento 2,36% e em Manaus (AM) chegou a 1,04%. As causas para os preços mais baixos foram o menor volume exportado e a demanda retraída, que resultaram em novas diminuições do custo do grão no varejo.

Em seguida, o leite que caiu em 22 das 27 cidades, com variações entre -5,61%, em Curitiba (PR), e -0,69%, em Recife (PE). Em Palmas (TO), Aracaju (SE) e Maceió (AL), o valor não se alterou e observou-se aumento em outras duas cidades: Boa Vista (RR) com 3,28% de alta e Macapá (AP), com adição de 0,26%. De acordo com a pesquisa, a maior oferta interna, consequência da produção no campo e das importações de derivados, fez com que os preços diminuíssem no varejo.

Com maior oferta no varejo, o açúcar também apresentou menores valores em 21 capitais, com reduções entre -5,94%, em Teresina (PI), e -0,40%, em Florianópolis (SC). Em São Luís (MA), o valor médio não teve alteração. Houve aumento em cinco localidades, com destaque para Macapá (AP), que teve alta de 1,51%.

Foto: Geraldo Bubniak

O café em pó diminuiu em 20 cidades, com oscilações entre -3,35%, em Palmas (TO), e -0,07%, em Macapá (AP). Houve aumento em outras sete cidades, sendo que a variação mais alta foi verificada em Manaus (AM), chegando a um aumento de 3,97%. As tarifas impostas pelos Estados Unidos, um dos maiores compradores de café, e as incertezas em relação à negociação reduziram as exportações e os preços no varejo.

Por fim, a maior oferta global da soja impactou na redução do valor do óleo no varejo, o qual ficou mais barato em 17 cidades, com destaque para os percentuais em Belo Horizonte (MG), baixa de 6,68%; e São Luís (MA), redução de 5,9%. Em Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE), o valor médio não se alterou e, em oito cidades, foi observada alta, sendo que a maior variação ocorreu em Belém (PA), de 3,54%.

Salário mínimo ideal e horas trabalhadas para aquisição da cesta

Em dezembro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00. Em novembro, o valor necessário era de R$ 7.067,18 e correspondeu a 4,66 vezes o piso mínimo. Em dezembro de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.067,68 ou 5,01 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412,00.

Em dezembro de 2025, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais foi de 98 horas e 41 minutos,

Foto: Geraldo Bubniak

pouco maior do que o registrado em novembro, quando ficou em 98 horas e 31 minutos. Já em dezembro de 2024, considerando apenas as 17 capitais, a jornada média foi de 109 horas e 29 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em dezembro de 2025, 48,49% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em novembro, 48,41% da renda líquida. Em dezembro de 2024, considerando as 17 capitais, o percentual médio ficou em 53,80%.

Parceria Conab e Dieese

A coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Para acessar informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais, consulte a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente a dezembro de 2025 no site da Conab e no portal do DIEESE.

Fonte: Assessoria Conab
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Bovinocultura de corte dispara e rompe os R$ 200 bilhões em 2025

Resultado representa um avanço nominal de R$ 35,4 bilhões sobre os R$ 169,97 bilhões registrados em 2024, crescimento de 20,8% em apenas um ano, um dos maiores incrementos absolutos entre todas as cadeias agropecuárias analisadas.

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O ano de 2025 marca um movimento decisivo para a bovinocultura de corte brasileira. Segundo dados atualizados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 21 de novembro, o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor rompeu a barreira inédita dos R$ 200 bilhões, atingindo R$ 205,38 bilhões. O resultado representa um avanço nominal de R$ 35,4 bilhões sobre os R$ 169,97 bilhões registrados em 2024, crescimento de 20,8% em apenas um ano, um dos maiores incrementos absolutos entre todas as cadeias agropecuárias analisadas.

A força desse movimento fica ainda mais evidente quando se observa a participação da bovinocultura dentro do VBP total do país. Em 2024, o setor respondia por 13,41% do faturamento do agro. Em 2025, esse índice salta para 14,54%, ampliando sua relevância econômica e consolidando a atividade como a segunda mais importante do Brasil, atrás somente da soja. O avanço ocorre mesmo em um cenário de custos operacionais elevados, ajustes climáticos regionais e volatilidade no mercado internacional de carnes, o que demonstra resiliência produtiva e boa adaptação das propriedades e frigoríficos ao novo ciclo de preços.

No ranking estadual, Mato Grosso se mantém como o grande polo nacional da pecuária de corte, alcançando R$ 37,96 bilhões em 2025. São Paulo mantém a segunda posição, com R$ 24,82 bilhões, seguido por Mato Grosso do Sul, que assumiu a terceira posição e registrou R$ 20,49 bilhões. Goiás e Minas Gerais aparecem logo na sequência, reforçando a dominância do Centro-Oeste e do Sudeste tanto em volume produzido quanto em estratégia de industrialização e exportação.

Essas regiões seguem concentrando investimentos em confinamento, manejo de pastagens, integração agricultura-pecuária e genética de alto desempenho, fatores que ajudam a explicar a expansão do VBP.

A evolução histórica também revela uma trajetória consistente. De 2018 a 2025, o VBP da bovinocultura salta de R$ 128,7 bilhões para mais de R$ 205 bilhões. É uma alta nominal expressiva, mas é importante destacar que esses valores são correntes e não consideram a inflação acumulada no período. Isso significa que parte da elevação do indicador decorre de variações nos preços recebidos pelos produtores, e não exclusivamente do aumento da produção física. Ainda assim, o crescimento registrado em 2025 supera de longe apenas um reajuste inflacionário, indicando expansão concreta do setor.

Outro ponto relevante é que o salto no faturamento coincide com um período de recomposição da demanda global por carne bovina, avanços logísticos e sanitários, ampliação de mercados internacionais e melhora na eficiência produtiva. Ao mesmo tempo, estratégias de intensificação, aumento da produtividade por hectare, genética superior e gestão alimentar mais precisa têm elevado a competitividade do rebanho nacional.

Com preços firmes, exportações recuperadas e sistemas produtivos mais tecnificados, a bovinocultura de corte termina 2025 fortalecida e com papel ainda mais central no agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Países árabes ampliam compras e impulsionam exportações brasileiras de carne bovina

Argélia, Egito e Emirados Árabes Unidos registraram fortes altas nas importações em 2025, em um ano recorde para o Brasil, que embarcou 3,5 milhões de toneladas e alcançou receita de US$ 18,03 bilhões.

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Pelo menos três países árabes, a Argélia, o Egito e os Emirados Árabes Unidos, registraram aumentos expressivos nas importações de carne bovina do Brasil no ano passado em relação aos volumes de 2024, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Abiec informou que a Argélia importou um volume 292,6% maior, enquanto as compras do Egito subiram 222,5% e as dos Emirados Árabes Unidos avançaram 176,1%.

O Brasil conseguiu no ano passado o seu maior volume de exportação de carne bovina, embarcando 3,50 milhões de toneladas, que significaram alta de 20,9% em relação a 2024. A receita gerada foi de US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais.  Os dados incluem carne in natura, industrializadas, miúdos e outros.

No total a carne bovina brasileira foi fornecida a mais de 170 países em 2025. A China foi o principal destino, respondendo por 48% do volume total exportado pelo Brasil, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, os outros maiores mercados, por ordem decrescente, foram Estados Unidos, Chile, União Europeia, Rússia e México.

Fonte: ANBA
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