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Exportações brasileiras de carne bovina já ultrapassam um milhão de toneladas

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Líder do mercado mundial de carne bovina, o Brasil já ultrapassou a marca de um milhão de toneladas exportadas em 2014. De janeiro a agosto deste ano, o volume foi de 1,045 milhão de toneladas ante 946,5 mil toneladas do mesmo período de 2013, resultando em um aumento de 10,43%. Em faturamento, o ritmo de crescimento segue no mesmo patamar positivo. Nos oito primeiros meses de 2014, as exportações de carne bovina atingiram US$ 4,75 bilhões, um acréscimo de 13,78% referente ao ano passado, quando no mesmo período as exportações somavam US$ 4,1 bilhões.

Os números positivos devem-se especialmente pela demanda de Hong Kong e Rússia, que continuam liderando o ranking de mercados importadores de carne brasileira. “Com esses resultados, o Brasil consolida sua posição de maior fornecedor de carne bovina do mundo. O mercado contou com diversas notícias positivas neste ano, como o fim do embargo chinês e habilitação de novas plantas para exportação para Rússia, suspensão do embargo do Irã e Egito para carne do Mato Grosso. Essas iniciativas, entre outras, são resultado do intenso trabalho realizado durante o ano e oferecem uma perspectiva animadora para batermos recorde de exportação em 2014”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne – ABIEC, Antônio Jorge Camardelli.

Posição                            PaísFaturamento US$ (Jan a ago/2014)Volume em toneladas (Jan a ago/2014)
1 HONG KONG         1.091.939.991,29261.531,68
2RÚSSIA                       907.431.286,87        218.233,07
3VENEZUELA               629.876.644,56     118.212,73
4UNIÃO EUROPEIA     566.699.893,36  78.940,87
5 EGITO                           314.974.619,22   90.558,41
6IRà                                             249.162.247,0455.215,42
7CHILE                                          195.531.843,7537.895,04
8EUA                                              140.361.319,5013.236,29
9ANGOLA                                          69.587.873,3123.092,13
10ARGÉLIA                                         66.776.405,3614.243,20

             
Rússia e Hong Kong, somados à Venezuela, também foram os destaques das exportações no mês de agosto, comparado com o mesmo mês de 2013. O mercado russo foi o maior destino das exportações no último mês de agosto com 33,8 mil toneladas (aumento de 5,7% comparado com agosto de 2013), o que resultou em um faturamento de US$ 147, 2 milhões – crescimento de 21% ante 2013, quando as exportações atingiram US$ 121 milhões.

Posição                            PaísFaturamento US$ (Jan a ago/2014)Volume em toneladas (Jan a ago/2014)
1RÚSSIA   147.270.367,00 33.837,42
2HONG KONG                   139.644.925,00         32.151,80
3VENEZUELA            103.207.595,00      19.371,00
4UNIÃO EUROPEIA  87.788.836,00 11.899,64
5CHILE                              36.651.006,00    7.041,63
6EGITO                                 30.752.529,00    8.192,86
7EUA                                     17.521.500,00    1.573,19
8IRà                                           8.680.047,00    2.008,21
9ANGOLA                                         7.734.710,00    2.427,38
10ARGÉLIA                                        6.931.835,00    1.494,52

 
A carne in natura foi a categoria mais representativa nas exportações em agosto com US$ 534 milhões em faturamento e 109, 4 mil toneladas. Mas vale destacar o aumento das exportações de tripas, que somou 5,2 mil toneladas em agosto de 2014, um aumento de 192% em relação ao mesmo período de 2013. Em faturamento, o crescimento atingiu 132% com US$ 21 milhões.
Posição               Categoria            Faturamento US$         Volume (toneladas)
1                          In natura             534.134.831,00             109.434,07
2                          Industrializada      51.222.399,00                 8.129,30
3                          Miúdos                   32.818.597,00               10.862,42
4                          Tripas                     21.991.039,00                 5.204,26
5                          Salgadas                   2.063.755,00                    365,08
 

Sobre a ABIEC

Criada em 1979, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) reúne 27 empresas do setor no país, responsáveis por 95% da carne negociada para mercados internacionais. Sua criação foi uma resposta à necessidade de uma atuação mais ativa no segmento de exportação de carne bovina no Brasil, por meio da defesa dos interesses do setor, ampliação dos esforços para redução de barreiras comerciais e promoção dos produtos nacionais. Atualmente, o Brasil produz 10,2 milhões de toneladas de carne bovina, 19,5% são negociados para dezenas de países em todo o mundo, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade. Na última década, o país registrou crescimento de 288% no valor de suas exportações, atingindo o recorde histórico de US$ 6,6 bilhões em faturamento em 2013 e consolidando a posição de maior exportador mundial de carne bovina.

Fonte: Ass. Imprensa da ABIEC

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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