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Notícias Segundo Abiec

Exportações brasileiras de carne bovina crescem 9,7% em junho

Embarques totalizaram 164.332 toneladas; receita no período foi de U$S 835,1 milhões

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Arquivo/OP Rural

As exportações brasileiras de carne bovina registraram incremento de 9,7% no mês de junho em comparação a maio, de acordo com os dados divulgados pela Secex e compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Ao todo, foram embarcadas 164.332 mil toneladas de carne bovina em junho ante 149.850 toneladas em maio. Em receita, o aumento foi de 15,2%, passando de US$ 725,2 milhões para US$ 835,1 milhões.

Na comparação com junho de 2020, os embarques registraram desaceleração de 6,7% no volume ante as 176,1 mil toneladas embarcadas no período. Já o faturamento cresceu 12,5% em junho desse ano ante os US$ 742 milhões comercializados em junho passado, indicando um aumento do preço médio pago pela carne em vários mercados. O preço médio total no período registrou alta de 20,7%, com destaque para a China, Indonésia, Arábia Saudita e Estados Unidos.

China

Os embarques para a China bateram recorde em junho; foram embarcadas 81.950 toneladas, o maior volume em 2021, ante a média dos demais meses do ano. Em comparação a maio, por exemplo, o crescimento em volume foi de 21,7%, ante as 67.317 toneladas. Houve uma ampliação na receita de 28,5%, que fechou junho com US$ 441,1 milhões ante US$ 343,2 milhões obtidos em maio. No mesmo período a carne brasileira registrou valorização de 5,6% no preço médio naquele mercado.

Na comparação com junho de 2020, o volume embarcado para a China cresceu 6,5%, ante as 76.947 toneladas, enquanto o faturamento aumentou 20,1% ante os US$ 367,4 milhões registrados em junho do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, a avaliação também é positiva, já que o faturamento cresceu 8,4%, com US$ 1,967 bilhão ante US$ 1,815 bilhão registrados no mesmo período de 2020, enquanto o volume aumentou 9,6% com 399.032 toneladas ante 364.160 toneladas.

Primeiro semestre positivo

No primeiro semestre de 2021 as exportações totais registraram incremento de 4,2% no faturamento que fechou o período em US$ 4,08 bilhões ante US$ 3,9 bilhões registrado no primeiro semestre de 2020. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume embarcado deixou de crescer 3,7% e fechou em 874.425 toneladas. Os embarques para os Estados Unidos cresceram 11%, passando de 20.184 para 42.581 toneladas.

Outros destinos que registraram aumento do volume foram a Indonésia cujos embarques alcançaram 4,3 mil toneladas, enquanto as exportações para as Filipinas somaram 29.300 toneladas.

Fonte: Assessoria

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Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal

Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

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Foto: Freepik

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.

Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.

A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.

A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.

No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.

Fonte: Assessoria Mapa
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Crimes no meio rural caem pela metade após três anos da Patrulha Rural

Furto e roubo de insumos agrícolas e animais foram os que mais diminuíram. Programa da Polícia Militar do Paraná conta com parceria do Sistema Faep.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O Programa Patrulha Rural Comunitária 4.0 reduziu em mais de 50% os crimes nas regiões rurais do Paraná em 2025 na comparação com 2022, ano em que a patrulha voltou a atuar efetivamente no Estado. O resgate do projeto criado pela Polícia Militar, que conta com a parceria do Sistema Faep, aconteceu em 2018, diante de uma alta demanda por mais segurança no meio rural. Na ocasião, o Sistema Faep encaminhou diversos pedidos à corporação.

“Devido ao relato de ocorrências por parte dos produtores e sindicatos rurais, o Sistema Faep passou a atuar como parceiro da Polícia Militar, dando apoio junto à comunidade rural e resgatando a confiança por parte dos agricultores e pecuaristas. Fizemos um trabalho de articulação para que, em 2022, a polícia voltasse a atuar”, relembra o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Conforme os dados registrados pela Patrulha Rural Comunitária, os principais indicadores de criminalidade no meio rural do Paraná apresentam queda expressiva desde a retomada efetiva do programa. Entre 2022 e 2025, os registros de roubo diminuíram 50,7%, enquanto os furtos recuaram 38,7% no mesmo período.

Anualmente, os crimes patrimoniais também têm diminuído drasticamente após o resgate do programa. O maior destaque é a redução no número de furtos e roubos de insumos agrícolas, que tiveram redução de 65,9% entre 2022 e 2025. Já os dados de furtos/roubos de animais de criação, como vacas, porcos e galinhas, caíram 56,9% no período.

Outro dado relevante é a diminuição dos furtos e roubos de veículos em áreas rurais, que apresentaram queda de 37,3% desde 2022. Também houve recuo nos registros de dano ao patrimônio, com redução acumulada de 9,6% no período analisado.

Além da redução dos crimes, a atuação da Patrulha Rural resultou em ações repressivas importantes. Entre 2022 e 2025, foram cumpridos 760 mandados de prisão, realizados 322 flagrantes por tráfico de drogas e 299 flagrantes por contrabando e descaminho. No mesmo intervalo, 450 veículos furtados ou roubados foram recuperados, reforçando o impacto direto do programa no enfrentamento à criminalidade no campo.

Expectativas para 2026

Desde 2022, a Patrulha Rural, em parceria com o Sistema Faep, atua em campo de maneira preventiva. Após os produtores solicitarem uma visita no imóvel, os policiais fazem recomendações que visam melhorar a segurança no local. “Não é fiscalizar, é orientar. A Patrulha Rural desempenha um papel preventivo para que o produtor não seja vítima de possíveis crimes. Podemos dizer que é uma consultoria de segurança”, explica Edivânia Picolo, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

A partir da visita, é feito o cadastramento dos imóveis, se assim for do interesse do proprietário. Atualmente, mais de 30 mil propriedades estão registradas no sistema, de forma que cada imóvel tem uma placa com informações que auxiliam na denúncia de possíveis crimes e para o acionamento das patrulhas mais próximas do local.

“Não só a segurança, mas a sensação de segurança no campo tem melhorado a partir da atuação da patrulha. Muito do que conseguimos diminuir nos índices é por conta, justamente, da conscientização e da coparticipação do produtor rural nas questões de segurança pública”, destaca o major Íncare Correa de Jesus, coordenador da Patrulha Rural no Paraná.

De forma coletiva ao trabalho dos agentes de campo, o Sistema Faep atua na distribuição de uma cartilha com orientações que contribuem para melhorar os índices de segurança nas propriedades rurais. O material também é utilizado pela patrulha como um guia de conduta.

Atualmente, o Paraná conta com 93 patrulhas atuantes. Segundo o major, a expectativa para 2026 é oferecer mais capacitação ao efetivo, aumentar o número de Conselhos Rurais e avançar no trabalho de cadastramento das propriedades. “Estamos prevendo para o primeiro semestre um seminário nacional no Paraná com intuito de trazer boas práticas de outras polícias e divulgar a nossa iniciativa”, destaca Jesus.

Ainda para esse ano, o Sistema Faep trabalha na busca de mais conectividade para as viaturas, visto que os veículos percorrem regiões sem internet, o que dificulta o trabalho. “Temos quase 180 grupos no WhatsApp, o que facilita a comunicação e o cuidado. A polícia já recuperou três caminhões carregados de gado a partir de informações repassadas aos agentes pelos grupos. É um trabalho comunitário e estratégico, focado na modernidade”, ressalta o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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La Niña deve trazer chuvas irregulares e mais riscos ao agro no verão de 2026

Previsão climática para janeiro, fevereiro e março indica estiagens em plena estação chuvosa, temperaturas elevadas em áreas-chave e desafios ao planejamento das lavouras.

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Foto: José Fernando Ogura

O verão de 2026 deve ser marcado por chuvas irregulares, períodos de estiagem em plena estação chuvosa e aumento do risco de estresse térmico em áreas estratégicas do agronegócio. A avaliação consta da previsão climática trimestral elaborada pela Cyan Analytics para os meses de janeiro, fevereiro e março, que confirma a atuação do fenômeno La Niña no início do ano e aponta desafios adicionais para o planejamento das lavouras.

Segundo a análise, baseada em dados de instituições nacionais e internacionais de monitoramento climático, os episódios de chuva tendem a ocorrer de forma concentrada em curtos intervalos, intercalados por dias ou até semanas de tempo seco, mesmo durante o auge do verão. Esse padrão aumenta a complexidade do manejo agrícola e amplia os riscos para a produtividade, a logística e os custos no campo. “Não se trata apenas de chover mais ou menos, mas de como e quando a chuva ocorre. A irregularidade climática hoje é um dos principais fatores de risco para o agronegócio”, afirma o engenheiro agrônomo Igor Amarolli.

No Sul do país, a expectativa é de manutenção de bons volumes de chuva – Foto: Divulgação/Pixabay

No Sul do país, a projeção indica um comportamento que foge parcialmente ao padrão típico dos anos de La Niña. A expectativa é de manutenção de bons volumes de chuva em janeiro, especialmente no Paraná, com risco pontual de excesso hídrico.

No Centro-Oeste e no Sudeste, o cenário combina precipitações acima da média em algumas áreas com má distribuição ao longo do trimestre, o que pode resultar em semanas consecutivas sem chuva, sobretudo em fevereiro.

No Nordeste, a tendência é de estiagem no interior, com chuvas mais concentradas no litoral e temperaturas elevadas, ampliando o risco de estresse hídrico. Outro ponto de atenção é a mudança nos corredores de umidade, que devem atuar mais ao sul do país, deslocando o padrão historicamente observado entre Minas Gerais e Mato Grosso.

No Nordeste, a tendência é de estiagem no interior – Foto: Antonio Carlos Mafalda

Indicadores climáticos regionais compilados no levantamento apontam condições apenas moderadamente favoráveis para a produção agrícola no trimestre. O Sul apresenta a melhor avaliação relativa, influenciado pelas chuvas mais frequentes no início do ano, enquanto o Nordeste concentra o maior nível de risco, associado à combinação de seca e calor intenso. Centro-Oeste e Sudeste aparecem em posição intermediária, refletindo a alternância entre chuva intensa e períodos prolongados de estiagem.

O cenário projetado reforça a necessidade de planejamento climático mais preciso por parte dos produtores, com ajustes nos calendários de plantio, colheita e aplicação de insumos. A alternância entre alta umidade e temperaturas elevadas também tende a ampliar a pressão de doenças fúngicas e pragas, exigindo atenção redobrada ao manejo fitossanitário.

Em um ambiente de maior volatilidade climática, o monitoramento contínuo das condições meteorológicas passa a ser um fator decisivo para reduzir riscos e preservar margens, especialmente em regiões onde a irregularidade das chuvas tende a se intensificar ao longo do verão.

Fonte: O Presente Rural com Cyan Analytics
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