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Exportações brasileiras atingem US$ 5,8 bilhões

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Levantamentos feitos pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef) indicam que as exportações da avicultura brasileira – considerando-se carne de frango, peru, patos e marrecos, ovos, ovos férteis e material genético – totalizaram 2,684 milhões de toneladas entre janeiro e agosto de 2013, resultado 2,6% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, houve aumento de 7,4%, com US$ 5,8 bilhões. 
Na avaliação mensal, a avicultura brasileira atingiu 350,6 mil toneladas exportadas em agosto, resultado 5,1% maior na comparação com o oitavo mês de 2012.  Esses embarques totalizaram US$ 690 milhões, dado 7,3% maior em relação ao ano passado. De acordo com o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, embora 2013 não esteja sendo um ano de crise como em 2012, quando o setor foi atingido pela alta dos custos de produção, ainda não podemos assentar conceitos de que seja um ano de crescimento. “Persistem muitos fatores adversos, entre eles, os elevados custos industriais, de transporte e de alguns insumos, como o farelo de soja”, destaca o presidente da Ubabef.
Exportações 
As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 2,562 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, resultado 2% menor em comparação com o mesmo período do ano passado.  Já a receita atingiu elevação de 8,62%, com US$ 5,413 bilhões.
Considerando-se somente o mês de agosto, as exportações atingiram 333,6 mil toneladas, resultado 5,1% maior em relação ao mesmo período de 2012.  Em receita, houve elevação de 7,5%, segundo o mesmo período comparativo, com US$ 640 milhões no oitavo mês de 2013. No levantamento dos números por produto, os cortes de carne de frango continuam como principais produtos exportados pelo setor avícola brasileiro, com 1,37 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e agosto, dado 5,2% menor em relação ao mesmo período do ano assado.  Em seguida, vem o frango inteiro, com 975 mil toneladas embarcadas, número 5% maior em relação aoembarcado entre janeiro e agosto de 2012 – único segmento com elevação nas exportações.  Em terceiro lugar estão as carnes salgadas, com 116,4 mil toneladas (-1,9%) e, em quarto, as industrializadas, com 100 mil toneladas (-19%).
Na análise por destino de exportação, o Oriente Médio manteve-se como principal importador de carne de frango do Brasil, com 991,4 mil toneladas embarcadas entre janeiro e agosto de 2013, resultado 9,4% maior em relação ao mesmo período do ano passado.  No segundo lugar está a Ásia, com 721,8 mil toneladas (-6,4%).  Na terceira posição estão os países do continente africano, com 350,1 mil toneladas exportadas (-14,8%).  Quarto maior importador, a União Europeia foi responsável por 271,6 mil toneladas do total (-24).  Os países das Américas, quinto principal destino, importaram 164,1 mil toneladas no período (+14,2%).  As exportações extracota da Europa, com 62,2 mil toneladas (-24) e da Oceania, com 1,2 mil toneladas (-14,4), completam a lista.
Perus 
As exportações brasileiras de carne de peru apresentaram queda de 4,3% no total embarcado entre janeiro e agosto (na comparação com o mesmo período de 2012), com 107,1 mil toneladas.  Também houve queda em receita, de 0,7%, com US$ 307,2 milhões no mesmo período.  
Na análise mensal, o resultado foi positivo.  Em volume, houve incremento de 14,6% na comparação entre agosto deste ano e de 2012, com 15,9 mil toneladas embarcadas.  Em receita, o aumento foi de 17,32%, com US$ 40 milhões.
Ovos 
Entre janeiro e agosto deste ano, foram exportadas 7,8 mil toneladas de ovos, resultado 53,7% menor em relação às 17 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. O principal produto embarcado foram os ovos in natura, com 6,9 mil toneladas. Processados totalizaram 971 toneladas no período. A exportação brasileira de ovos atingiu receita de US$ 14,4 milhões entre janeiro e agosto deste ano, resultado 45,5% menor que o número registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 26,5 milhões. A maior parte da receita veio dos produtos in natura, com US$ 10,2 milhões. Processados representaram US$ 4,1 milhões.
O continente africano continua a ser o principal destino das exportações brasileiras de ovos in natura, com 3,7 mil toneladas embarcadas (-57%). Em segundo, vem o Oriente Médio, com 2,6 mil toneladas (-60,1%). América, com 600 toneladas (-2,3%) e Ásia, com 430 quilos, são, respectivamente, o terceiro e quarto maiores importadores de ovos in natura do Brasil. Angola é o principal comprador de ovos in natura exportados pelo Brasil entre janeiro e agosto deste ano, com 49% do total. Em seguida, vêm os Emirados Árabes Unidos, com 37%. Bolívia, em terceiro, importou 9% do total.
No caso de ovos processados desidratados, a clara desidratada foi o principal produto exportado, com 207,9 toneladas embarcadas entre janeiro e agosto de 2013, resultado 21,7% menor em relação ao total exportado no ano anterior. Ovo integral desidratado, com 1,4 toneladas (+75%) e gema desidratada, com 500 quilos (+50%), completam a lista.  Já para ovos processados líquidos, ovo integral sem casca totalizou 761 toneladas entre janeiro e agosto de 2013, dado 52,7% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Somam-se, neste quadro, a gema líquida, com 706 quilos (-98,7%) e outras ovalbuminas com 22 quilos (-98,7%).
As exportações brasileiras de carne de patos, gansos e outras aves apresentaram queda de 53,6% no volume embarcado entre janeiro de agosto deste ano, totalizando 954 toneladas no período.  Em receita, a redução foi de 59%, com US$ 3,4 milhões. No levantamento mensal, também foi registrada retração no volume exportado (de 55,7%, com 103,5 toneladas) e na receita (com 49,3%, totalizando US$ 557 mil).
Material genético 
As exportações de material genético apresentaram alta de 10,1% no volume embarcado entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2012, com total de 734,9 toneladas.  Em receita, a elevação foi de 27,5%, com US$ 35,5 milhões.  
Considerando-se apenas os volumes exportados no mês de agosto, houve aumento de 35,6% na comparação com o mesmo mês de 2012, com 113,7 toneladas. Esses embarques geraram receita de US$ 5,1 milhões, resultado 31,4% maior em relação a agosto de 2012.
Ovos férteis 
As exportações brasileiras de ovos férteis totalizaram entre janeiro e agosto deste ano 4,8 mil toneladas, dado 37,4% menor em relação a 2012.  Com relação à receita, também houve queda, de 38,8%, com US$ 47,1 milhões. Avaliado o saldo do mês de agosto, houve queda de 22,1% em volumes, com 531 toneladas.  Em receita, a retração foi maior, de 26,9%, com US$ 3 milhões.

Fonte: Ubabef

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

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No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Avicultura

Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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