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Exportações avícolas do RS ficam estáveis, mas mercado interno segue em ritmo de redução

Avicultura gaúcha exportou 223,2 mil toneladas de carne de frango entre janeiro a abril deste ano

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As vendas internacionais atingiram um faturamento de US$ 352,1 milhões nesse período em receita, um aumento de 8,1% sobre o mesmo ciclo de 2020.

A avicultura gaúcha exportou 223,2 mil toneladas de carne de frango entre janeiro a abril deste ano, registrando um aumento  de 0,9 % em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 221,2 mil toneladas. Em receita, as exportações avícolas gaúchas atingiram um faturamento de US$ 352,1 milhões nesse período, um aumento de 8,1% sobre o mesmo ciclo de 2020, que foi de US$ 325, milhões.

Em abril de 2021, os embarques de carne de aves do RS somaram 61,4 mil toneladas, 11,3% acima do volume exportado no mesmo mês do ano passado, que fechou em de 55,1 mil toneladas. A receita gerada nas vendas desse mês foi de US$ 98,1 milhões, uma alta de 27,5% sobre o mesmo quarto mês de 2020, que somou R$ US$ 76,9 milhões.

Na análise da Asgav, o comportamento das exportações gaúchas de carne de frango no período de janeiro a abril deste ano, pode ser considerado estável. O presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, salienta que o momento ainda é de alerta devido aos efeitos da pandemia e forte especulação que levaram às alturas as cotações de milho e de farelo de soja. “Além disso, há os entraves logísticos, como a dificuldade de disponibilidade de containers, que potencializam a problemática que envolve a questão,” comenta.   O cenário é de uma subida fora do normal nas cotações dos grãos, incidindo alta superiores a 100% no preço do milho e de 60% no preço do farelo de soja nos últimos meses.

No setor de ovos, o impacto dos custos também remete à necessidade de revisão do plano de produção para atenuar as dificuldades. O atual quadro mercadológico para carne de aves e ovos é delicado.   As exportações de ovos do RS tiveram queda de 144 toneladas nas vendas de janeiro a abril de 2021 alcançando um volume de 233 toneladas, uma retração de 38,3%  na comparação com o mesmo período do ano anterior, que embarcou 377 toneladas de ovos. A receita cambial do setor caiu 29%, passando de US$ 640 mil  para US$ 454 mil . Em abril de 2021, o total foi de 64 toneladas, valor que corresponde a mesma retração verificada nos primeiros quatro meses, que foi 33,6% na comparação com o mesmo mês de 2020, que fechou em 96  toneladas.

Produção em Alerta

A situação do alto custo dos grãos e de outros insumos para produção de carne de frango e ovos já refletiu numa queda de 11% nos abates de aves no RS, conforme informações extraídas na movimentação de animais para abate registradas em GTA’s.  Redução em abril se aproxima a 10 milhões de aves que deixaram de ser abatidas no RS.  Na produção de ovos, produtores estão com sérias dificuldades de manter a produção.

A nível regional o governo do estado provavelmente irá conceder o diferimento de ICMS na importação de milho proveniente de países do Mercosul o que alivia a operação e certamente poderá amenizar a pressão da especulação nos grãos no mercado interno.

Pleitos prioritários encaminhados ao governo federal

  • Liberação de importação de milho dos EUA uso estritamente para ração animal.
  • Suspensão temporária de cobrança de PIS/COFINS nas importações de milho provenientes de países fora do Mercosul.
  • Financiamento para armazenagem de grãos na agroindústria produtora de proteína animal.
  • Políticas e programas de incentivo ao plantio de milho e de cereais de inverno.

Fonte: Assessoria

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Importações de trigo atingem maior volume desde 2013 e pressionam preços internos

Entrada recorde do cereal em 2025, impulsionada por preços externos baixos, reduz a presença compradora no mercado doméstico e leva à queda do valor pago ao produtor, aponta o Cepea.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que as importações brasileiras de trigo atingiram, em 2025, os maiores volumes desde 2013, impulsionadas pelos baixos preços externos e pela ampla oferta do cereal em termos mundiais.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Em dezembro, chegaram aos portos nacionais 698,74 mil toneladas de trigo, a segunda maior quantidade do ano (abaixo apenas da de janeiro, de 717 mil toneladas) e a maior para o mês de dezembro desde 2016. No acumulado de 2025, as importações somaram 6,894 milhões de toneladas do cereal, 3,7% a mais que em 2024.

Com estoques domésticos confortáveis, pesquisadores do Cepea explicam que empresas domésticas iniciam 2026 sem uma forte presença no mercado interno.

Diante da retração compradora, o preço pago ao produtor caiu na semana passada na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Já no mercado de lotes, as cotações subiram (com exceção do Paraná), refletindo o recuo dos vendedores, que aguardam valores mais atrativos com o avanço da entressafra.

Fonte: Assessoria Cepea
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Balança comercial tem superávit de US$ 2 bilhões na segunda semana de janeiro

Exportações cresceram 43,8% na comparação anual, puxadas pelo avanço da agropecuária, da indústria extrativa e da indústria de transformação, segundo dados da Secex.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Abalança comercial registrou, na 2 ª semana de janeiro de 2026, superávit de US$ 2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 10 bilhões e as importações, US$ 5,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,7 bi) com a de janeiro/2025 (US$ 1,154 bi), houve crescimento de 43,8%. Em relação às importações houve queda de 7,0% na comparação entre as médias até a 2ª semana de janeiro/2026 (US$ 974,86 milhões) com a do mês de janeiro/2025 (US$ 1 bi).

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Assim, até a 2ª semana de janeiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.635 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 685,61 milhões. Comparando-se este período com a média de janeiro/2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês –  2º Semana de jezembro/2026

Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/2026).

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de janeiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 55,96 milhões (32,5%) em Agropecuária; de US$ 274,11 milhões (82,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 173,41 milhões (27,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de janeiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 7,32 milhões (26,2%) em Agropecuária; de US$ 17,37 milhões (34,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 44,64 milhões (4,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Assessoria MDIC
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Produção, consumo e exportações de frango, suínos e ovos mantêm trajetória de crescimento em 2026, aponta ABPA

As projeções indicam recordes em praticamente todos os indicadores, consolidando o ano como um marco para o setor e estabelecendo bases de crescimento para 2026.

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Foto: Shutterstock

As cadeias brasileiras de carne de frango, carne suína e ovos encerraram 2025 com desempenho histórico em produção, consumo interno e exportações. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam recordes em praticamente todos os indicadores, consolidando o ano como um marco para o setor e estabelecendo bases de crescimento para 2026. Mesmo diante de desafios logísticos pontuais ao longo do ano passado, o presidente da entidade, Ricardo Santin, avaliou que a resiliência produtiva e a competitividade internacional sustentaram os resultados.

A produção brasileira de carne de frango em 2025 deve totalizar 15,320 milhões de toneladas, crescimento de 2,2% em relação a 2024, quando foram produzidas 14,972 milhões de toneladas. Para 2026, a ABPA projeta nova expansão, com volume podendo alcançar até 15,600 milhões de toneladas, alta de 2%.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Nossa expectativa é de manutenção do desempenho positivo alcançado no ano passado ao longo de 2026, sustentado por um ambiente de custos adequados e por uma demanda firme por proteínas animais, tanto no mercado doméstico quanto no comércio internacional” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR

No comércio exterior, após embarcar 5,295 milhões de toneladas em 2024, o setor caminhou para exportar até 5,32 milhões de toneladas em 2025, com estimativas de ampliar para 5,5 milhões de toneladas neste ano. “O crescimento previsto é de 0,5%, acelerando para 3,4% em 2026, reflexo da demanda internacional aquecida e da competitividade brasileira”, ressaltou Santin.

Apesar da projeção positiva, os dados acumulados entre janeiro e novembro de 2025 mostraram leve retração nos embarques, que somaram 4,813 milhões de toneladas, 0,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. A receita acumulada até novembro atingiu US$ 8,842 bilhões, recuo de 2,5% frente aos US$ 9,071 bilhões do ano anterior. “Parte da oscilação observada no fim do ano esteve relacionada a entraves operacionais em determinados portos brasileiros”, justificou.

Entre os destinos, os Emirados Árabes Unidos lideraram as compras em 2025, com 433,8 mil toneladas embarcadas até novembro, crescimento de 2,1%. Na sequência apareceram Japão, com 367,4 mil toneladas, Arábia Saudita, com 362,6 mil toneladas, África do Sul, com 288,6 mil toneladas, e México, com 238,2 mil toneladas. No recorte por estados, o Paraná manteve a liderança como principal exportador, com 1,915 milhão de toneladas, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.

Mercado interno aquecido

A disponibilidade interna de carne de frango avançou em 2025, passando de 9,678 milhões de toneladas para até 9,98 milhões de toneladas, variação de 3,1%. Para 2026, a projeção aponta para um aumento de 1,2%, podendo chegar a 10,1 milhões de toneladas. “Esse crescimento deve refletir diretamente no aumento do consumo nacional”, frisou Santin.

O consumo per capita acompanhou essa trajetória, subindo de 45,5 quilos por habitante em 2024 para 46,8 quilos em 2025, com expectativa de atingir aproximadamente 47,3 quilos em 2026. “O crescimento do consumo interno reforça a importância da carne de frango como proteína acessível para o consumidor brasileiro, especialmente em cenários econômicos desafiadores”, enfatizou o presidente da ABPA.

Santin ainda destaca que os números refletem a resiliência da cadeia produtiva, que vem investindo em eficiência, tecnologia e bem-estar animal para atender tanto ao mercado interno quanto às exigências internacionais. “O frango continuará sendo protagonista na mesa dos brasileiros e peça estratégica das exportações agropecuárias nos próximos anos”, evidenciou.

Avicultura de postura

A produção brasileira de ovos deve atingir até 62,250 bilhões de unidades em 2025, alta de 7,9% em relação às 57,683 bilhões de unidades produzidas em 2024. Para 2026, a expectativa é de nova expansão, com produção podendo alcançar até 66,5 bilhões de unidades, aumento de 6,8% sobre o ano anterior. “Estamos vendo um setor que cresce sobre bases sólidas. A modernização das granjas, o avanço tecnológico e a profissionalização do manejo estão impulsionando sua expansão sustentável”, afirmou Santin.

As exportações do setor devem alcançar até 40 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 116,6% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para o ano passado. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, os embarques já somavam 38.637 toneladas, alta de 135,4% frente ao mesmo período do ano anterior, com receita de US$ 92,130 milhões, saldo 163,5% maior em relação aos onze primeiros meses de 2024, com US$ 34,965 milhões. “O mundo está descobrindo o ovo brasileiro. Temos escala, qualidade sanitária e competitividade. É um mercado que tende a crescer e no qual o Brasil tem vantagem”, enfatizou.

Entre os principais destinos estiveram Estados Unidos, Japão, Chile, México, Angola, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Serra Leoa, Equador e União Europeia. “Volumes exportados de ovos seguem em ritmo elevado frente ao praticado nos anos anteriores, agora, com novos destinos de alto valor agregado, o que vem favorecendo a rentabilidade dos embarques”, avalia o presidente da ABPA.

Entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos

Foto: Giovanna Curado

Já o consumo per capita deve passar de 269 unidades por habitante alcançados em 2024 para 287 unidades em 2025, alta de 6,7%. Para este ano, a projeção aponta para 307 unidades por habitante, número 7% superior ao registrado no ano passado. “O ovo se consolidou como uma proteína nutritiva, acessível e presente no prato das famílias brasileiras. Esse reconhecimento se reflete no aumento do consumo ano após ano. Caso as projeções se confirmem, o Brasil deverá encerrar 2025, pela primeira vez, entre os dez maiores consumidores per capita de ovos do mundo”, salientou Santin.

Com produção ampliada, exportações mais que dobradas e forte avanço no consumo interno, 2025 se desenha como um ano-chave para a consolidação do setor no Brasil. E, diferentemente de outras cadeias que enfrentam oscilações cíclicas, o segmento de ovos deve manter o ritmo também em 2026. “O setor está preparado para um ciclo prolongado de expansão. Estamos entregando mais, exportando mais e abastecendo melhor o país. A tendência é que 2026 reafirme essa curva de crescimento”, reforçou o presidente da ABPA.

Carne suína entra em novo ciclo de expansão

A cadeia de carne suína também apresentou resultados expressivos em 2025, iniciando um novo ciclo de expansão que deve se estender para 2026. A ABPA aponta para um aumento contínuo da relevância do país no mercado global e para a consolidação da proteína como componente estratégico da indústria de alimentos no Brasil.

A produção nacional deve alcançar até 5,55 milhões de toneladas, alta de 4,6% sobre 2024. Para este ano, a ABPA estima um crescimento de 2,7%, podendo chegar a 5,7 milhões de toneladas. E a expansão do setor também tem forte impulso das vendas internacionais. A ABPA estima encerrar 2025 com 1,49 milhão de toneladas e projeta novo avanço para até 1,55 milhão de toneladas em 2026. “Se a projeção para 2025 se confirmar, o Brasil poderá assumir o 3º lugar entre os países maiores exportadores de carne suína no mundo”, adiantou Santin.

Entre os principais destinos da carne suína brasileira no ano passado estiveram Filipinas, China, Chile, Japão, Hong Kong, Singapura, México, Vietnã, Uruguai e Argentina. A ABPA indica que a demanda internacional deve seguir aquecida, mantendo o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne suína, especialmente para mercados asiáticos e latino-americanos. “A combinação de competitividade da cadeia, custos cada vez mais estáveis e abertura de mercados vem fortalecendo o Brasil como um dos principais players globais da proteína suína”, mencionou Santin.

Já entre os principais estados exportadores, Santa Catarina mantém a liderança, seguido por Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso.

Disponibilidade interna

Mesmo com o forte apetite do mercado externo, a disponibilidade de carne suína no mercado doméstico também deve crescer. O volume disponível ao consumidor brasileiro deve fechar o ano com alta de 2,7%, o que representa 4,06 milhões de toneladas em 2025. Para este ano, a ABPA estima crescimento de 2,2%, podendo chegar a 4,15 milhões de toneladas. “Estas projeções reforçam que a oferta interna continuará ampliada sem comprometer o equilíbrio com as exportações”, salientou Santin.

Consumo chega a 19 kg/habitante/ano

O consumo per capita também segue essa tendência de crescimento, chegando a 19 quilos em 2025, alta de 2,3% sobre o ano anterior. E para 2026, as projeções indicam que o consumo deve alcançar até 19,5 quilos, crescimento de 2,5%, reflexo de preços mais competitivos, maior variedade de cortes e do avanço da carne suína em canais de varejo e food service.

Cenário positivo

O presidente da ABPA avalia que o desafio para o país será manter produtividade, sanidade e eficiência logística para acompanhar o ritmo de expansão previsto e sustentar a capacidade de abastecer simultaneamente o mercado interno e externo. “Após um período marcado por fortes turbulências, a cadeia brasileira de proteínas animais demonstrou capacidade de adaptação e encerrou 2025 com avanço consistente nos indicadores de produção, exportações e consumo per capita de carne de frango, carne suína e ovos. A expectativa é de manutenção desse desempenho positivo ao longo de 2026, sustentado por um ambiente de custos adequados e por uma demanda firme por proteínas animais, tanto no mercado doméstico quanto no comércio internacional”, avaliou o presidente da ABPA.

Fonte: O Presente Rural
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