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Notícias Segundo Anec

Exportação de soja do Brasil pode crescer 7,6% em 2020

Associação apontou em relatório embarques de 11,9 milhões de toneladas neste mês, o que seria um aumento de 36,8% ante junho de 2019

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Ivan Bueno/APPA

As exportações de soja do Brasil em 2020 deverão atingir 78 milhões de toneladas “se tudo correr bem”, disse na terça-feira (30) a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o que representaria um crescimento de 7,6% ante 2019, em meio a uma forte demanda na China e uma safra brasileira recorde. A previsão, repassada à Reuters via assessoria de imprensa, mostra embarques maiores do que os projetados ao final de abril, quando a Anec previa 73 milhões de toneladas para o ano.

O número ressalta também como seguiram fortes as exportações de maio e junho do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, após o país ter embarcado um recorde mensal de mais de 14 milhões de toneladas em abril, segundo a Anec.

Na terça-feira, a associação apontou em relatório embarques de 11,9 milhões de toneladas neste mês, o que seria um aumento de 36,8% ante junho de 2019, com a China sendo destino de 72% das exportações de soja do Brasil no primeiro semestre.

Com base em embarques programados de soja de 7,25 milhões de toneladas em julho, a Anec projeta exportações de 68,9 milhões de toneladas nos primeiros sete meses de 2020, o que deixaria um volume de aproximadamente 9 milhões de toneladas para ser embarcado entre agosto e dezembro, quando tradicionalmente as vendas de soja perdem força à medida que a oferta também diminui.

O volume projetado para 2020 ainda ficaria abaixo do recorde de 2018, de 82,9 milhões de toneladas, quando o país também colheu uma grande safra e foi beneficiado pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Milho

Enquanto os embarques de soja deverão perder a intensidade especialmente após julho, as exportações de milho ganharão força em relação a meses anteriores, como costuma acontecer no segundo semestre. A Anec projeta exportações de 31 milhões de toneladas do cereal neste ano, praticamente estável ante a projeção divulgada no final de abril, mas abaixo dos embarques recordes de mais de 41 milhões de toneladas no ano passado, quando o país foi beneficiado por uma quebra de safra nos EUA e houve mais oferta para vendas externas no primeiro semestre.

Com exportações projetadas de 3,9 milhões de toneladas em julho, o Brasil, segundo exportador mundial do cereal, deve ver queda de quase 43% na comparação com mesmo período do passado. Considerando a projeção para o ano e a previsão da Anec para o período de janeiro a julho (6,5 milhões de toneladas), o Brasil teria que embarcar de agosto a dezembro 24,5 milhões de toneladas de milho para atingir a meta.

Fonte: Reuters
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Notícias Mato Grosso

Itamar Canossa é reeleito presidente da Acrismat

Suinocultor da cidade de Sorriso foi reeleito para comandar a associação para o biênio 2020/2022

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Divulgação

Itamar Canossa, atual presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), foi reeleito por unanimidade em votação aberta a associados da entidade. Canossa ressaltou que para o próximo mandato as questões a cerca do milho, um dos componentes da ração dos suínos, deverá receber atenção especial de trabalho da diretoria. A eleição aconteceu na última sexta-feira (24), quando foi definida também a composição da diretoria para gestão do biênio 2020/2022.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a eleição foi realizada também virtualmente, além das urnas presenciais na sede da associação em Cuiabá e no núcleo localizado em Sorriso.

Canossa, que já foi diretor do Núcleo Regional de Sorriso e membro do Conselho Fiscal Efetivo, avalia como positiva a primeira gestão e conta com o apoio dos membros da diretoria e de todos os suinocultores para desenvolver ainda mais o setor nos próximos anos. “A questão do milho é uma das quais precisamos nos atentar e dedicar esforços para trabalhar em curto prazo. O milho está cada vez mais escasso no mercado, e o próprio mercado está agindo de forma diferente em relação ao grão, tanto que o preço tem subido muito nos últimos meses e isso para a suinocultura é preocupante”, afirma.

Ainda de acordo com o presidente, o custo de produção da carne suína em Mato Grosso aumentou consideravelmente com o direcionamento de parte da safra de milho colhida no Estado para a produção de etanol. Além do cereal, o presidente reforçou as questões sanitárias que serão intensificadas para manter o Estado com o status de zona livre da Peste Suína Clássica.

“Vamos continuar investindo na fiscalização em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), em conter a entrada de animais de áreas consideradas não livres desta doença. Para isso a construção e reforma de postos de fiscalização são fundamentais e a Acrismat reconhece e trabalha na solução deste problema”, explica.

Diretoria para o biênio 2020/2022

Diretor presidente – Itamar Antônio Canossa

Diretor vice-presidente – Moisés Sachetti

Diretor secretário – Matheus Pereira de Morais

Diretor 2º secretário – Aréssio José Paquer

Diretor tesoureiro – Raulino Teixeira Machado

Diretor 2º tesoureiro – Luiz Antônio Ortolan Salles

Conselho fiscal efetivo – Paulo Cezar Lucion

Conselho fiscal efetivo – Ailor Carlos Anghinoni

Conselho fiscal efetivo – Frederico W. F. Tannure Filho

Conselho fiscal suplente – Daiane Gebert

Conselho fiscal suplente – José Tirloni

Conselho fiscal suplente – José Luiz Serra

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Com pouca soja disponível, preços sobem em julho no Brasil

Mercado brasileiro de soja apresentou preços em elevação, mas poucos negócios em julho

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Divulgação/MAPA

O mercado brasileiro de soja apresentou preços em elevação, mas poucos negócios em julho. O mês foi marcado pelo distanciamento entre a paridade de exportação e os preços no interior, decorrência da falta de produto e da posição mais retraída por parte dos produtores.

O vendedor aproveitou as condições favoráveis da primeira metade do ano – particularmente maio, quando o dólar encostou em R$ 6,00 – e negociou quase toda a safra 2019/20 e boa parte da soja que ainda nem foi plantada. Como consequência, o produtor está bem capitalizado e espera por cotações ainda melhores.

A demanda segue firme e, em função disso, os preços não param de subir, mesmo com o recuo do dólar em julho e com a leve alta dos contratos futuros em Chicago. Os prêmios de exportação subiram, refletindo esse quadro de escassez de produto.

No Rio Grande do Sul, a saca de 60 quilos saltou de R$ 114,50 para R$ 117,50 em Passo Fundo em julho. Em Rio Grande, o preço pulou de R$ 117,50 para R$ 119,00. No Paraná, a cotação subiu de R$ 110 para R$ 112,00 em Cascavel e de R$ 117,00 para R$ 118,00 no Porto de Paranaguá.

Em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 109,00 para R$ 111,00 no período. Em Dourados (MS), cotação aumentou de R$ 105,00 para R$ 113,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 105,00 para R$ 109,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro tiveram valorização de 0,68% em julho, encerrando o mês a US$ 8,88 ¼. Durante julho, o preço chegou a superar US$ 9,00 por bushel, em meio a sinais de recuperação da demanda americana, apesar das previsões favoráveis para a safra americana, em fase de desenvolvimento.

O dólar comercial teve baixa de mais de 5%, encerrando o mês a R$ 5,159. A injeção de recursos em importantes economias mundiais e informações favoráveis em torno de uma vacina para combater o coronavírus ajudar a pressionar a moeda, mas as incertezas globais ainda merecem atenção.

Plantio

Os produtores brasileiros de soja deverão cultivar 37,804 milhões de hectares em 2020/21, a maior área da história, crescendo 1,8% sobre o total semeado no ano passado, de 37,152 milhões. A projeção faz parte do levantamento de intenção de plantio de SAFRAS & Mercado.

Com uma possível elevação de produtividade, de 3.379 quilos para 3.501 quilos por hectare, a produção nacional deve ficar acima da obtida nesta temporada. A previsão inicial é de uma safra de 131,691 milhões de toneladas, 5,4% maior que o recorde de 124,913 milhões obtido neste ano.

“Mais uma vez, a ótima rentabilidade anotada na cultura surge como o grande fator de incentivo para a elevação da área brasileira. Com um consumo interno crescente e exportações cada vez mais fortes, a oferta de soja na nova temporada deverá alcançar um novo recorde”, destaca o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Com oferta restrita, suíno vivo acumula alta de 27,76% em julho

Preços do suíno vivo e dos principais cortes do atacado apresentaram movimento agressivo de alta em todo o país no mês de julho

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Arquivo/OP Rural

Os preços do suíno vivo e dos principais cortes do atacado apresentaram movimento agressivo de alta em todo o país no mês de julho58. Segundo levantamento de SAFRAS & Mercado, os preços do quilo vivo no Centro-Sul chegam ao último dia do mês acumulando uma valorização de 27,76%. Para o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, o movimento é justificado pela redução da disponibilidade da carne no mercado doméstico, com declínio do peso médio dos animais em vários estados, como Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

Além disso, as exportações estão aquecidas, atingindo marcas históricas, reduzindo ainda mais a oferta disponível, principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, estados que concentram as plantas habilitadas a exportar para a China. Parte dos reajustes nas cotações se deram também pela busca dos produtores por correções, dado o alto custo de produção, com milho e farelo de soja em patamares elevados no país.

A expectativa para a primeira quinzena de agosto é de preços firmes, com avanço da reposição devido à entrada da massa salarial, da comemoração do Dia dos Pais, do bom volume esperado para as exportações e da melhora no consumo, com o processo de reabertura da economia.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou de R$ 4,40 para R$ 5,62 ao longo de julho. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 8,56 para R$ 9,63, aumento de 12,43%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 9,06, ante os R$ 7,10 praticados no fechamento de junho, com valorização de 27,64%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 162,636 milhões em julho (18 dias úteis), com média diária de US$ 9,035 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 76,563 mil toneladas, com média diária de 4,254 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.123,60.

Na comparação com julho de 2019, houve avanço de 47,66% no valor médio diário exportado, ganho de 59,15% na quantidade média diária e retração de 7,22% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 90,00 para R$ 123,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,15 para R$ 4,30. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 4,30 para R$ 5,85.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração teve alta de R$ 4,20 para R$ 4,40. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 4,40 para R$ 6,05. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 4,20 para R$ 6,00 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo avançou de R$ 4,20 para R$ 4,40.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração subiu de R$ 4,10 para R$ 4,40, enquanto em Campo Grande o preço avançou de R$ 4,25 para R$ 5,10. Em Goiânia, o preço passou de R$ 5,10 para R$ 6,80. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 5,40 para R$ 7,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 5,30 para R$ 7,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado aumentou de R$ 3,80 para R$ 4,20. Já em Rondonópolis a cotação passou de R$ 3,95 para R$ 5,20.

Fonte: Agência SAFRAS
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