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Exportação de soja do Brasil em março ganha ritmo, mas coronavírus preocupa logística

Até a segunda semana de março, a exportação do Brasil havia registrado média diária de 429,3 mil toneladas

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Ivan Bueno/APPA

A exportação de soja do Brasil no acumulado do mês até a terceira semana de março ganhou ritmo nos últimos cinco dias úteis, elevando a média diária exportada para 479,2 mil toneladas, de acordo com dados divulgados na segunda-feira (23) pelo governo, em momento em que o mercado global foca suas atenções em eventuais problemas logísticos que possam afetar o escoamento de uma safra recorde.

Até a segunda semana de março, a exportação do Brasil, maior exportador e produtor global de soja, havia registrado média diária de 429,3 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado de março, os embarques da oleaginosa brasileira somaram 7,2 milhões de toneladas, já acima das 5 milhões de toneladas de fevereiro completo —quando chuvas atrasaram o escoamento ainda no início da colheita. A média diária dos embarques em março, até o momento, indica que a exportação de soja do Brasil deverá superar o total registrado no mesmo mês do ano passado, quando o país embarcou cerca de 8,5 milhões de toneladas.

Em março, tradicionalmente os embarques de soja do Brasil ganham maior ritmo, mas a expectativa cresceu após os atrasos em fevereiro e também por conta das preocupações em torno do coronavírus, que até o momento não se traduziram em menor demanda pelo produto brasileiro, ainda que existam preocupações com interrupções no escoamento, fruto de medidas para conter a doença.

“O setor de soja é um ganhador, sem dúvida, continua fluindo igual, o produtor está com preços melhores ainda (por influência do câmbio), muita comercialização, muita demanda… Não sei se tem um ganhador nesta situação de coronavírus, mas uma das indústria menos afetadas é a de grãos”, afirmou à Reuters o presidente da negociante de grãos AgriBrasil, Frederico Humberg.

Ele disse ainda que o setor está monitorando bem os riscos logísticos, mas não acredita que problemas significativos serão registrados para o escoamento da safra.

Na segunda-feira, foi cancelada uma assembleia de estivadores no porto de Santos, marcada para avaliar uma greve por melhores condições de trabalho diante das preocupações com o coronavírus. Na China, o mercado futuro de farelo de soja atingiu limite diário, pela oferta apertada e preocupação com o escoamento da safra sul-americana.

No que tange a preocupações logísticas, o setor de soja ainda enfrenta questões como um decreto municipal em Rondonópolis, importante polo agroindustrial e logístico de Mato Grosso, que determinou o fechamento de todos os serviços não essenciais e ordenou a suspensão de operações nas indústrias locais, em resposta à crise de coronavírus.

Para o diretor da consultoria Arc Mercosul, Matheus Pereira, enquanto a China (maior importadora) se mostra ativa nas compras de soja e retoma operações industriais já com o surto da doença mais controlado, a preocupação se torna a logística do Brasil.

“Assim como os chineses tiveram problemas, a gente deve vir a ter isso nas próximas semanas, devemos ver escassez de recursos humanos temporariamente, o que pode atrasar as exportações brasileiras, durante o período de vigência do coronavírus”, afirmou ele.

Já o analista Luiz Fernando Roque, da consultoria Safras & Mercado, avalia o risco de problemas logísticos é relativamente baixo no momento, mas não é possível descartar tais temores. Ele afirmou que, se houver redução da mão de obra nos portos, por exemplo, isso levará a atrasos nos embarques inevitavelmente. “Acho que isso preocupa a China, diria que dificilmente vamos ver cancelamentos, mas é bem provável que aconteçam atrasos de embarques… se reduzir a mão de obra, possivelmente atrasos vão ocorrer”, afirmou ele.

Ele lembrou que fatores associados ao coronavírus também nublam uma safra do Brasil que, apesar de prevista em recorde acima de 120 milhões de toneladas, tem visto preços atipicamente elevados para um período de colheita, próximos a 100 reais por saca nos portos, um valor raramente visto na história.

“O preço pode subir mais? Hoje tudo pode acontecer, o dólar pode continuar subindo, mas mesmo assim diria que o preço é excelente…”, afirmou ele, ponderando que, se problemas graves forem registrados na logística, pode haver um pressão baixista nas cotações nos portos nacionais, uma vez que origens como os Estados Unidos ficariam mais interessantes para os compradores.

Fonte: Reuters
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Notícias Agricultura

Submissão de trabalhos para Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão vai até 15 de abril

Em sua nona edição, o ConBAP traz como tema “Agricultura de Precisão na era digital” e vai ocorrer de 18 a 20 de agosto

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Divulgação

Os estudantes e pesquisadores interessados em apresentar seus trabalhos durante o ConBAP 2020 – Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão têm até o dia 15 de abril para submeter o material no site do evento. Em sua nona edição, o ConBAP traz como tema “Agricultura de Precisão na era digital” e vai ocorrer de 18 a 20 de agosto, em Campinas (SP), no Expo Dom Pedro.

Além da submissão, no site estão disponíveis as inscrições para congressistas e para seis minicursos, além de uma prévia da programação que vai contar com tópicos como: a transformação digital e a agricultura de precisão; conectividade, inteligência artificial; automação e agtechs inovadoras em agricultura de precisão.

De acordo com o presidente da AsBraAP, José Paulo Molin, o ConBAP a programação envolve palestras, minicursos e painéis técnicos, além de atividades científicas, apresentadas pelos mais renomados profissionais da área. “Paralelamente, há uma área de exposição de produtos e serviços, considerada a principal vitrine para relacionamentos com profissionais e usuários da AP. Também contamos com a Sala do Mercado, onde empresas podem se apresentar ao público presente”, explica.

O Congresso é promovido pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão – (AsBraAP), a cada dois anos, e reúne cerca de 800 participantes, entre profissionais da área, pesquisadores, professores, produtores rurais, estudantes, empresas e usuários das diferentes técnicas de agricultura de precisão e digital.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Com escalas de abate mais curtas, preços do boi gordo se recuperam

Mercado físico de boi gordo teve uma semana de recuperação após as perdas expressivas da semana anterior

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo teve uma semana de recuperação após as perdas expressivas da semana anterior. “O mercado tentou operar de forma normal em meio ao caos provocado pela pandemia de coronavírus”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, os frigoríficos viram suas escalas de abate ficarem mais curtas, o que exigiu uma postura mais agressiva na compra de gado. ” Mas ainda há grande dúvida em relação ao comportamento da demanda de carne bovina no curto e no médio prazo, tanto no que se refere às vendas domésticas como nas exportações”, assinalou.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 26 de março:

  • São Paulo (Capital) – R$ 195 a arroba, contra R$ 180 a arroba em 19 de março, subindo 8%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 180 a arroba, ante R$ 175 a arroba (4,5%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 188 a arroba, contra R$ 178 a arroba (5,5%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 184 a arroba, ante R$ 177 a arroba (3,9%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 171 a arroba, ante R$ 178 a arroba (-3,9%).

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 385,7 milhões em março (15 dias úteis), com média diária de US$ 25,7 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 87,3 mil toneladas, com média diária de 5,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.417,70.

Na comparação com fevereiro, houve baixa de 6,4% no valor médio diário da exportação, perda de 5,3% na quantidade média diária exportada e queda de 1,2% no preço. Na comparação com março de 2019, houve ganho de 10,8% no valor médio diário, queda de 6,7% na quantidade média diária e recuo de 18,8% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado Interno

Preços do trigo podem ceder com maior importação

Mercado brasileiro de trigo segue observando com atenção a flutuação cambial

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo segue observando com atenção a flutuação cambial. Com o dólar agora mais próximo da faixa de cinco reais, e até abaixo desta linha durante o dia, a importação de trigo pela indústria brasileira fica um pouco mais facilitada, ao mesmo tempo em que o cereal doméstico perde competitividade e abra-se espaço para queda nos preços, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

Com este cenário, a preocupação é cada vez maior com a disponibilidade do produto, seja no âmbito doméstico, ou no Mercosul, já que grande parte do volume disponível já está registrado para comercialização.

“No mercado interno a procura pelo trigo tem crescido gradualmente, mas os negócios ainda são restritos, limitados principalmente pelo pouco volume disponível para comercialização, com a maior parte dos produtores negociando as culturas de verão”, assinalou Pinheiro.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal, que a safra 2020 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,498 milhões de toneladas, 63% acima das 2,145 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019.

A área cultivada deve ficar em 1,079 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2018, alta de 5%. A produtividade média é estimada em 3.241 quilos por hectare, acima dos 2.209 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Fonte: Agência Safras
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