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Exportação de soja do Brasil alcança 12,2 mi t no mês e já supera maio de 2019

País está escoando uma safra recorde da oleaginosa e tem contado com uma demanda firme da China

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A exportação de soja do Brasil até a terceira semana de maio (15 dias úteis) somou 12,2 milhões de toneladas e já superou o volume embarcado em todo o mesmo mês de 2019 (10 milhões t), de acordo com dados publicados na segunda-feira (25) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O país, que é o maior produtor e exportador do grão, está escoando uma safra recorde da oleaginosa e tem contado com uma demanda firme da China, assim como um câmbio favorável aos embarques, o que também auxilia as exportações de açúcar.

As exportações do adoçante acumularam 2,15 milhões de toneladas até a terceira semana deste mês, ante 1,51 milhão de toneladas embarcadas nos 22 dias úteis de maio de 2019.

Em meio a uma safra com mix de produção mais voltado para a fabricação de açúcar e com os efeitos das medidas de isolamento pressionando a demanda por etanol, a indústria do setor espera avanço nos embarques à China após redução na tarifa de importação do país.

As vendas externas de café verde atingiram 2,83 milhões de sacas de 60 quilos nas três primeiras semanas de maio. No mesmo mês do ao passado, o volume total embarcado foi de 3,28 milhões de sacas. Em maio deste ano, a média diária de embarques está 26,6% mais elevada.

Na área de proteína animal, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 114 mil toneladas até a terceira semana de maio, com média diária 35,5% maior na variação anual também impulsionada pela demanda chinesa. A China importou 160 mil toneladas de carne bovina em abril, no mundo, alta de 28% na comparação anual. Nos primeiros quatro meses do ano, as importações da proteína bovina cresceram em 54%, para 680 mil toneladas, segundo dados alfandegários do país.

Já na indústria extrativista, os embarques de minério de ferro do Brasil somaram 15 milhões de toneladas no período avaliado pela Secex, queda de 26% na média diária de embarques.

As exportações de petróleo, no entanto, também superaram o volume total embarcado em maio do ano passado. Até a terceira semana deste mês, foram exportadas 6,4 milhões de toneladas, ante as 4,83 milhões de toneladas embarcadas nos 22 dias úteis de maio do ano anterior.

Fonte: Reuters

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Argumentos dos EUA para impor tarifas não são legítimos, afirma ministro das Relações Exteriores

Brasil rebate relatório do governo dos EUA que recomenda taxação de produtos brasileiros e questiona os argumentos utilizados na investigação comercial.

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou na quinta-feira (04) que o governo brasileiro contestou junto às autoridades norte-americanas os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para justificar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, o Brasil demonstrou que as alegações apresentadas por Washington não se sustentam.

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira ressalta que o governo brasileiro apresentou informações técnicas para responder às investigações conduzidas pelos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais – Foto: Divulgação

A declaração foi feita após reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizada durante encontro ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

De acordo com Vieira, o governo brasileiro apresentou informações técnicas para responder às investigações conduzidas pelos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais. O chanceler destacou que os resultados dessas apurações foram divulgados antes do prazo que havia sido acordado entre os presidentes dos dois países durante reunião bilateral realizada em maio. “Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há por que sermos objeto de tarifas, porque todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, afirmou o ministro.

Segundo Vieira, Greer avaliou positivamente o diálogo entre os dois países e afirmou que mantém “ótimas conversas com o Brasil” no âmbito das negociações comerciais.

A discussão ocorre após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O documento sustenta que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam “irrazoáveis” ou “discriminatórias” do ponto de vista comercial.

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Entre os temas analisados pela investigação estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, concessão de tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, medidas de combate à corrupção, acesso ao mercado brasileiro de etanol e ações relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

Agenda internacional

Além da reunião com o representante comercial norte-americano, Mauro Vieira cumpriu uma série de compromissos bilaterais durante a agenda na França.

O chanceler brasileiro reuniu-se com o comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, para discutir a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio.

Também participaram da agenda encontros com o ministro do Comércio da Coreia do Sul, Yeo Han Koo; o chanceler da Espanha, José Manuel Albares; o ministro do Comércio Exterior do Canadá, Maninder Sidhu; o presidente da Suíça, Guy Parmelin; e o chanceler da República Tcheca, Petr Macinka.

As reuniões fazem parte da estratégia do governo brasileiro de ampliar o diálogo comercial com parceiros internacionais em meio às discussões sobre barreiras tarifárias e acesso a mercados.

Fonte: Agência Brasil
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Eu aproveito essa oportunidade ou deixo passar?

Entre a cautela e a vontade de evoluir, a decisão de aceitar um novo desafio mostra a importância de sair da zona de conforto.

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As oportunidades surgem de várias formas. Às vezes, elas são nítidas, claras; outras vezes, elas se apresentam dentro de um contexto complexo, sendo muito difícil detectá-las.

Seja qual for o formato, com uma reflexão aprofundada, conseguimos localizar a oportunidade.

O próximo passo, então, é responder a uma clássica questão: eu aproveito essa oportunidade ou deixo passar?

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

Recentemente, com a possibilidade de viajar – de 09 a 16 de julho – ao Chile e à Argentina para visitar propriedades rurais, de diferentes perfis, deparei-me exatamente com esse dilema. Iniciei, então, uma análise baseada em três pilares: propósito, habilidade e crescimento.

A primeira pergunta que fiz foi se a oportunidade está em sintonia com o meu propósito de defender o agronegócio e de ajudar na constante evolução do agro brasileiro. A resposta foi sim, e segui para o quesito habilidade.

Nesse segundo momento, observei se eu teria condições de realizar a tarefa, especialmente de conduzir entrevistas em espanhol. Sinceramente? Tenho me preparado bastante, mas a sensação de estar 100% pronto é sempre relativa. Decidi seguir adiante.

No último item, respondi sorrindo à pergunta: “Essa oportunidade vai proporcionar o meu crescimento?” Eu disse a mim mesmo: “Sim. Ela vai enriquecer meus conhecimentos e trazer uma nova ótica ao meu trabalho.”

Ao final das três etapas (propósito, habilidade e crescimento), abri uma contagem regressiva. Um pouco de ansiedade? Talvez.

O fato é que o agronegócio tem um dinamismo próprio e sair da zona de conforto é fundamental para evoluirmos. Você concorda?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

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A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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