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Exportação de soja do Brasil à China pode cair a 53 mi t, em caso de acordo com EUA

Espera-se que as exportações dos EUA para China avancem em 2019/20 mesmo que eventual acordo não seja alcançado

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As exportações de soja do Brasil para a China podem recuar para 53 milhões de toneladas em 2019/20, ante 60 milhões de toneladas em 2018/19, caso seja atingido um acordo comercial entre o país asiático e os Estados Unidos, disse na terça-feira (12) a consultoria Agroconsult.

A Agroconsult espera que os embarques brasileiros para a China recuem menos caso um acordo sino-americano não seja selado, projetando as exportações de soja em 57 milhões de toneladas, uma vez que a nação asiática deve reduzir suas compras totais da oleaginosa devido à demanda local mais fraca por farelo de soja, afetada pelo surto de peste suína africana.

Espera-se que as exportações dos Estados Unidos para a China avancem em 2019/20 mesmo que um eventual acordo não seja alcançado, disse a consultoria, projetando tal volume em 20 milhões de toneladas, ante 14 milhões de toneladas embarcadas em 2018/19.

Se a primeira fase do acordo comercial for assinada, a Agroconsult vê um aumento das exportações norte-americanas para 27 milhões de toneladas em 2019/20, com o país captando parte da fatia brasileira no maior mercado mundial da oleaginosa.

“Já há acordos para a exportação de 7 milhões de toneladas de soja dos EUA para a China. Neste momento do ano passado, o número era de cerca de 2 milhões de toneladas apenas”, disse o analista Fabio Meneghin, da Agroconsult, durante apresentação na conferência BiodieselBR 2019.

O analista projetou a safra de soja 2019/20 do Brasil em 124 milhões de toneladas, versus 118 milhões de toneladas em 2018/19, com a expectativa de que haja neste ano uma elevação de produtividade, além de um aumento de 700 mil hectares na área plantada.

A Agroconsult vê as importações totais de soja pela China em 84 milhões de toneladas em 2019/20, apenas 1 milhão de toneladas a mais que em 2018/19, considerando que o país levará anos para se recuperar da crise causada pela peste suína africana e que o consumo de farelo de soja continua reduzido.

Antes da epidemia, a nação asiática havia importado 94 milhões de toneladas de soja em 2017/18.

As exportações totais do Brasil, por sua vez, foram estimadas em 76,4 milhões de toneladas em 2019/20, contra 72,1 milhões de toneladas em 2018/19, caso não ocorra o acordo sino-americano. Se houver acerto entre as duas maiores economias do mundo, os embarques totais do Brasil devem chegar a 74,9 milhões de toneladas na nova temporada.

Fonte: Reuters
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JBS inaugura unidade de biodiesel em Mafra (SC)

Unidade de biodiesel receberá investimentos de R$ 180 milhões e irá gerar 520 empregos

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Em evento (live) realizado na manhã desta quarta-feira (08) em Mafra (SC), a JBS anunciou o lançamento oficial das obras da nova unidade da JBS Biodiesel no município. Por meio da Seara, a empresa irá investir R$ 180 milhões na unidade. A previsão de inauguração é junho de 2021.

Segundo o governador Carlos Moisés, a nova fábrica trará benefícios ao Estado. “O governo de Santa Catarina segue trabalhando para trazer investimentos e criar mais oportunidades aos catarinenses. Desejo muito sucesso a JBS, tenho convicção que esse empreendimento irá gerar muitos frutos positivos ao nosso Estado e a cidade de Mafra”, conclui o governador do estado, Carlos Moisés.

“No momento em que o país mais precisa, uma empresa consolidada como a JBS, que é referência mundial, chega a Mafra atacando a pandemia do coronavírus em duas grandes frentes: a primeira, investindo na nossa economia implantando a sua nova fábrica de biodiesel – que vai gerar riquezas e empregos para Mafra e toda região – e a segunda, trazendo doações de alimentos, equipamentos e EPIs para assistir a população que mais precisa e garantir o pleno funcionamento dos serviços de saúde”, disse o prefeito do município, Wellington Roberto Bielecki.

A JBS, por meio do seu programa social Fazer o Bem Faz Bem, irá doar R$ 400 milhões para o combate ao Covid-19 em 18 estados e no Distrito Federal e em mais de 200 municípios. Em Santa Catarina, a Companhia fará a doação de R$ 28 milhões em bens como equipamentos médicos, EPIs, produtos de higiene e cestas básicas que beneficiarão quase 2 milhões de pessoas no Estado. No muncípio de Mafra, a Companhia já entregou mais de 30 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – máscaras cirúrgicas e máscaras N95, aventais, luvas descartáveis e toucas –, mais de mil litros de produtos de higiene e limpeza – álcool em gel, álcool líquido e sabonete líquido – e mais de 1.000 cestas básicas.

“Temos um compromisso de longo prazo com o Brasil. Dos mais de 130 mil colaboradores no país, 20 mil estão em Santa Catarina, um estado de grande relevância para JBS e onde operamos 14 fábricas em 11 municípios”, comenta Wesley Batista Filho. “Temos muito orgulho de participar da economia do estado catarinense e contribuir gerando oportunidades em várias áreas, incluindo os mais de 2 mil produtores integrados de aves e suínos com quem a JBS mantem contratos de fornecimento. Essas oportunidades se expandem ainda mais agora, com a chegada de um novo negócio e a inauguração da nossa fábrica de biodiesel em Mafra”, complementa o executivo.

A fábrica da JBS Biodiesel em Mafra terá uma área total de 76 mil metros quadrados, com uma capacidade de produção de cerca de 1 milhão de litros de biodiesel por dia. Assim que finalizada a fase de obras, o que deve acontecer em junho de 2021, a operação deve gerar mais de 500 postos de trabalho entre diretos e indiretos, contribuindo para a movimentação econômica na região.

“Com a unidade de Mafra, a JBS Biodiesel irá mais que dobrar sua capacidade produtiva – de 310 milhões de litros para de 670 milhões/ litros por ano”, explica Nelson Dalcanale, presidente da JBS Novos Negócios, unidade responsável pela JBS Biodiesel, que hoje já opera duas unidades nesse segmento, em Lins (SP) e Campo Verde (MT).

A produção de biodiesel da companhia utiliza, em sua maior parte, gorduras animais provenientes da cadeia produtiva da JBS. Ao destinar corretamente esses resíduos e transformá-los em biocombustível, a companhia agrega valor a este subproduto e promove a sustentabilidade na sua operação.

O município de Mafra está localizado em uma região estratégica para o setor de biocombustível nacional. Além de contar com uma logística eficiente de embarque e desembarque pelos modais ferroviário e rodoviário, está a 120 quilômetros de distância de Araucária (PR), onde está instalada a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), uma das principais unidades de mistura e distribuição de diesel do país.

Fonte: Assessoria
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Notícias Avicultura

Frigorífico da Plusval entra em operação no Paraná

C.Vale e Pluma são gestoras do abatedouro que vai empregar duas mil pessoas

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Entrou em operação nesta quarta-feira (08) o frigorífico da Plusval em Umuarama, PR. O empreendimento é uma iniciativa da Cooperativa C.Vale e da Pluma Agroavícola, que investiram R$ 60 milhões na reforma e aquisição de novos equipamentos para a indústria. A planta industrial havia sido desativada em 2016 pela Averama.

O presidente da C.Vale e Plusval, Alfredo Lang, e o vice da Plusval, Lauri Paludo, recepcionaram os funcionários, respeitando as medidas de distanciamento. A inauguração do frigorífico será realizada após a pandemia do Covid-19.

No primeiro dia de atividades, a programação prevê o abate de cinco mil frangos, mas nos próximos meses o número deve subir para 60 mil aves/dia. Conforme Lang, a indústria começa empregando 550 funcionários, mas deve chegar a dois mil postos de trabalho e 200 mil aves/dia. O frango da Plusval será comercializado com a marca Levo.

Fonte: Assessoria Cvale
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Notícias Segundo IBGE

Estimativa de junho prevê safra recorde de 247,4 milhões de toneladas em 2020

Quantia corresponde a um aumento de 0,6% em relação à previsão de maio e de 2,5% na comparação com a colheita de 2019

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A safra nacional de grãos deve bater novo recorde e chegar a 247,4 milhões de toneladas em 2020, segundo a estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada nesta quarta-feira (08) pelo IBGE. Isso corresponde a um aumento de 0,6% em relação à previsão de maio e de 2,5% na comparação com a colheita de 2019, um aumento de 6 milhões de toneladas.

Esse crescimento na comparação anual resulta, principalmente, do aumento na projeção de 5,6% para a soja (mais 119,9 milhões de toneladas) e de 0,4% para o algodão (mais 6,9 milhões de toneladas), ambos recordes na série histórica. A estimativa de produção de trigo encontra-se 33% maior (7 milhões de toneladas) que a do ano passado.

O analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Antônio Barradas, destaca ainda a projeção recorde para a produção de café arábica, que deve chegar a 2,6 milhões de toneladas este ano, ou 44,5 milhões de sacas de 60kg, um crescimento de 28,9% em relação à safra do ano passado, mantendo a hegemonia do país na produção mundial.

“Essa produção de café arábica se deve ao clima que beneficiou as lavouras do Centro-Sul país. Choveu bastante em Minas Gerais no início do ano. Outro fator é a bienalidade positiva da safra, característica fisiológica da planta que alterna ano de elevada produção com ano de baixa produção”, disse o analista, acrescentando que o dólar valorizado e a boa produção devem alavancar as exportações do produto, possibilitando ao país recuperar mercados internacionais importantes.

Barradas cita também a produção do milho, que deve ser 3,0% menor este ano, com produção de 97,5 milhões de toneladas. “Tivemos uma situação excepcional para o milho, principalmente o de 2ª safra, no ano passado. Houve adiantamento da colheita da soja e consequente aumento da janela de plantio do milho. Este ano, isso não ocorreu, então a janela de plantio do milho ficou mais restrita”, explicou ele.

Na comparação mensal, a variação de 0,6% da safra de grãos decorre, principalmente, do aumento na estimativa de soja (547,3 mil toneladas), do milho de 1ª safra (160,8 mil toneladas) e o de 2ª safra (647,7 mil toneladas), da cana-de-açúcar (11,9 milhões de toneladas), e do trigo (82,7 mil toneladas).

“O produtor brasileiro está sempre investindo mais em tecnologia e na ampliação de área de plantação. Com toda essa instabilidade econômica, que eleva o dólar, ele planta porque sabe que seu produto, principalmente soja e milho, são corrigidos em dólar, então o preço está sempre bom. Isso vem gerando recordes sucessivos na safra”, comentou Barradas.

Safra só não deve crescer no Sul

Em 2020, o IBGE projeta crescimento na produção de quase todas as regiões do país, com destaque para o Nordeste (14,3%), Sudeste (7,8%) e Norte (7,0%). No Centro-Oeste, maior produtor do país, a safra deve crescer 3,8%, somando 115,8 milhões de toneladas. Já no Sul, segundo maior produtor, a colheita deve recuar 4,7% (73,6 milhões de toneladas).

Entre os estados, o Mato Grosso deve continuar na liderança como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,4%, seguido pelo Paraná (16,4%).

Fonte: Agência IBGE
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