Notícias Rio Grande do Sul
Exportação de produtos vegetais exige curso de Certificação Sanitária de Origem para engenheiros agrônomos e florestais
Cursos, para emissão de CFO e CFOC, são administrados pela SEAPDR com autorização do Mapa

Os cursos de Certificação Fitossanitária de Origem atendem exigências internacionais, vinculadas à Organização Mundial do Comércio, para a exportação de produtos vegetais de maneira segura, diminuindo, através da certificação e manejo preconizados, as possibilidades de disseminação de pragas agrícolas entre os países signatários. São realizados sob demanda de entidades exportadoras ou para comércio interestadual no Brasil, sendo autorizados e supervisionados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O curso realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) no final de agosto, foi destinado aos Responsáveis Técnicos (RT´s), engenheiros agrônomos da cultura do tabaco, e os capacitou para emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC). Ele foi realizado através de videoconferência e organizado pela SEAPDR em parceria com o Mapa, Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) e Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).
O curso visa o atendimento das normas técnicas de Certificação Fitossanitária ditadas pela Instrução Normativa do Mapa n° 33 de 2016. De acordo com esta norma, o CFO e CFOC serão emitidos por engenheiros agrônomos ou florestais após aprovação em cursos específicos para essa habilitação, organizados pelo Órgão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV), que, no caso do estado do Rio Grande do Sul, é a SEAPDR, e aprovados pelo Mapa.
Entre os principais temas abordados, o sistema nacional de Certificação Fitossanitária ministrado pelo Mapa, a legislação fitossanitária de origem (CFO/CFOC), formulários, emissão, cadastramentos, responsabilidades e controles, ministrado por engenheiros agrônomos da SEAPDR.
O curso também conta com uma parte mais ligada à biologia como hospedeiros, distribuição geográfica, diagnose, dispersão, levantamento/monitoramento e medidas de controle para 9 viroses, 9 espécies bacterianas, 25 fungos, 8 nematóides, 11 plantas invasoras e 22 insetos, totalizando 84 pragas que serão objeto de monitoramentos a campo possibilitando a abertura de novos mercados, especialmente para exportação de sementes de tabaco.
“Com esse curso qualificamos ainda mais os profissionais que trabalham com a cultura do tabaco, visto ser uma cultura de grande importância para o Estado, possibilitando assim a abertura de novos mercados para o envio do que produzimos no Rio Grande do Sul, fruto do trabalho integrado dos RTs, da SEAPDR e do Mapa”, afirma a instrutora do curso pela SEAPDR, a fiscal estadual agropecuária engenheira agrônoma Deise Feltes Riffel.
“Nós realizamos rotineiramente esses cursos de certificação fitossanitária para habilitação de Responsáveis Técnicos. Este último foi focado para certificação de sementes de tabaco e a última edição tinha acontecido em 2012, ou seja, faz quase uma década. A habilitação permite o atendimento às exigências fitossanitárias internacionais para exportação dos produtos”, afirma Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da SEAPDR.
No início de 2021, foi realizada uma edição do curso por solicitação da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), possibilitando a abertura de mercados internacionais com a habilitação dos Responsáveis Técnicos.
Serviço
A SEAPDR realiza Curso de Certificação Fitossanitária de Origem semestralmente, sob demanda do setor e entidades interessadas, mediante a autorização do Mapa.
As entidades interessadas podem entrar em contato com a Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da SEAPDR pelos fones (51) 3288 6289 ou (51) 3288 6294, ou pelo email defesavegetal@agricultura.rs.gov.br.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



